terça-feira, 13 de abril de 2021

Como sobreviver em tempos difíceis

Talvez eu possa fazer mais de um post sobre este assunto, talvez não, mas acho ser necessário escrever sobre, afinal é relativamente fácil escrever sobre os tempos sombrios em que nós vivemos, mas é difícil explicar como sobreviver a eles sem perder a sanidade. Percebo que algumas pessoas já se perderam e não têm consciência disso - pior, querem te enlouquecer também.

Basicamente, o ideal é se evitar fontes ruins e se aproximar de fontes boas, nos mais diversos aspectos. No entanto, como eu disse em outro post, a primeira situação é difícil, e mais difícil ainda é distinguir o que é realmente bom do que é realmente ruim. Inoculam padrões baixos de consciência nas coisas mais simples e mais corriqueiras.

Talvez a primeira, e mais simples, sugestão mais simples que eu dê aqui é de evitar as músicas da moda. Se não todas, a maioria delas, geralmente as que estão "na boca do povo". Suas letras remetem não a frivolidades, mas a coisas realmente ruins: inveja, deslealdade, orgulho. Andar com fones de ouvido na rua não é "frescura", mas se tornou um fator de sobrevivência.

Não vou falar aqui "ouça apenas música clássica", como alguns pensam com enfastio, mas não deixa de ser verdade: este tipo de música realmente é capaz de elevar a consciência e trazer paz ao coração. Músicas instrumentais no geral são boas alternativas, assim como as standards (aqui no Brasil conhecidas como "românticas"). Algumas trilhas sonoras de videogames podem se encaixar nesta categoria, sobretudo se a história do jogo for edificante.

Evitar pessoas tóxicas, minha segunda sugestão, não significa afastar-se delas, afinal podem ser pessoas importantes para sua vida. Converse o mínimo necessário, não concorde com o que ela diz logo de cara ("ah, eu não sabia disso, vou pesquisar mais sobre, obrigado"), nunca deixe de ser educado e respeitoso. E deixe seu limite bem claro.

Por falar de educação e respeito, por conta destes tempos, as pessoas têm sido muito grossas. Ser gentil (até para observar, é o quinto princípio do Reiki) não fará com que o outro o seja, mas lhe trará serenidade nestes tempos difíceis para lidar com as situações. Não há motivo para não ser gentil, o que não significa, de jeito nenhum, abaixar a cabeça perante absurdos. Absurdos devem ser combatidos dentro do que for possível, e você entendeu o que eu quis dizer.

Acredito que a maior parte da mídia hoje em dia esteja mais preocupada em enlouquecer as pessoas do que informá-las, ou seja, evitar a maior parte dos noticiários não é alienar-se do mundo, mas sim evitar carregar um peso maior do que se pode suportar em matéria de atratores. A maior parte dos noticiários são planejados para dar certo efeito nas pessoas, seja na escolha das matérias, seja na forma como estas são veiculadas.

Buscar meios alternativos de informação virou questão de sobrevivência mental. Ir à fonte da notícia deixou de ser trabalho exclusivo do jornalista para tornar-se atividade corriqueira para se saber o que realmente aconteceu, ou pelo menos para se ter outras versões do ocorrido, e aí sim formar um juízo verdadeiro sobre.

terça-feira, 6 de abril de 2021

Resolução

Finalmente chegamos ao último capítulo do Power vs. Force. Percebam duas coisas importantes: a primeira é que alguns capítulos já foram explicados em outros posts, só que sem especificar quais; a segunda é que vou fazer uma série de posts sobre cada nível de consciência, emendando com uma série de resenhas do livro Transcending the Levels of Consciousness, Transcendendo os Níveis de Consciência, no qual o autor vai descrever cada nível em específico.

Neste capítulo, Hawkins comenta que a ideia do livro era ser um tratado objetivo sobre moralidade para que as pessoas possam tomar decisões relativas às mais altas condutas de vida - a maior parte dos problemas de hoje em dia derivam da falta de diretrizes para tomar decisões. Absorver o conhecimento deste livro eleva, em média, 35 pontos da consciência do leitor.

Da década de 1980 até 2012, o nível de consciência médio da humanidade saltou de 190 para 204. Como eu já tinha comentado anteriormente, não acredito que tenha se dado pelo aumento do nível de consciência de um grande número de pessoas, mas a evolução de quem já estava em um nível mais elevado.

Uma recomendação que Hawkins dá neste capítulo é a de evitar o contato com coisas e pessoas calibradas abaixo de 200: praticamente tudo que nos rodeia. Um momento de afastamento para "desintoxicar" pode ser de grande ajuda, mas aprender a lidar com níveis inferiores é melhor ainda: é como uma vacina contra dissabores futuros, como o Efeito Matrix.

Não acredito ser possível aprender a discernir o verdadeiro do falso apenas evitando este. Como já escrevi em alguns posts sobre meditação, e assim como a meditação só é realmente efetiva quando você consegue levar este estado de tranquilidade mental para o cotidiano, você só consegue neutralizar de forma efetiva a falsidade quando aprende a lidar com ela.

Obviamente não estou dizendo para manter os mesmos hábitos e achar que vai conseguir mudar alguma coisa. É uma via de mão dupla: você troca seus hábitos negativos por hábitos positivos e melhora sua consciência, e conforme sua consciência evolui, os hábitos negativos são deixados de lado de forma natural e permanente.

Não é possível defender-se intelectualmente os campos atratores baixos. A partir do amor e da oração é possível desembaraçar-se desses campos, a salvação está dentro de cada pessoa. Superar o ego não é suprimi-lo, mas trabalhá-lo, transcendê-lo. Ele é a fonte do sofrimento por querer manter as coisas como estão, e além dos paradoxos é possível transcendê-lo. A pessoa pode optar não ser mais escravizado pelas trevas.

terça-feira, 30 de março de 2021

Em Busca da Verdade

No Capítulo 23, o penúltimo do livro Power vs. Force, é analisado o nível de consciência das principais religiões do mundo. Antes de começar a resenhar o capítulo, é necessário um esclarecimento: apesar de estarmos nos últimos capítulos do livro, este ainda possui três apêndices (A, B e C), um glossário e notas sobre o autor, biográficas e autobiográficas - não pretendo me estender sobre elas.

O estudo de Hawkins sobre religião deixa clara a diferença entre a instituição religiosa e a fé. Religiões que se "politizaram" tiveram grande queda no nível de consciência, surgindo ramos "religiosos" calibrados abaixo de 200. Religiões mais "espiritualizadas" tiveram uma queda menor. A queda se dá pela má interpretação do ensinamento religioso, ou a distorção deste ensinamento por conta de interesses mundanos.

Para pessoas em níveis mais baixos, a verdadeira experiência espiritual não passa de boatos ou, pior, de coisas malignas. As seitas fundamentalistas estão calibradas no mesmo nível que os grupos criminosos. Estas seitas proliferam-se porque as pessoas não têm critérios para distinguir o verdadeiro do falso: estes grupos acabam por prosperar dentro das grandes religiões, distorcendo ensinamentos e subvertendo suas intenções.

Aliás, as seitas não precisam ser religiosas, sendo o comunismo um grande exemplo - apesar de não ser este usado no livro. Não irei pegar o exemplo do Hawkins, mas ambos são praticamente iguais: antirreligiões que se baseiam em antidivindades, com grande poder destrutivo. Ambos espalharam suas armadilhas pelo meio cultural, sendo populares entre os jovens, gerando campos atratores principalmente pela música.

Estes campos destrutivos são patogênicos, gerando pontos de acupuntura "explodidos" e dessincronização dos hemisférios cerebrais. A pessoa fica em transe contínuo no qual é suscetível à sugestão violenta, propensas a destruições irracionais sem saber o motivo - sugestões pós-hipnóticas e inconscientes que persistem.

O corpo fica fraco, podendo haver uma inversão da resposta cinesiológica: ao invés de responder fraco à calibragem, o corpo responde forte, e vice-versa, tamanha intensidade de energia negativa, gerando subserviência além das forças de sua compreensão e danos permanentes ao organismo. Uma sociedade hipocritamente puritana encoraja uma constante sedução de perversão. Esta programação negativa atinge jovens e adultos, causando transtornos ao sistema de acupuntura.

O "certo" e o "errado" existe apenas em níveis de consciência mais baixos. O discernimento deve substituir o moralismo, que se torna insignificante no nível 500 e irrelevante em 600. A razão nunca forneceu ao homem uma moral sólida, levando do caos da ignorância a um labirinto intelectual igualmente desconcertante.

Como falei anteriormente, Hawkins afirma que o poder dos 15% acima dos 200 contrabalança o restante da população abaixo de 200, assim como um avatar de nível 1000 contrabalança a negatividade da humanidade inteira. Hawkins também fala das proporções de equilíbrio das pessoas em virtude de seus níveis de consciência:

  • um iluminado (nível 700) contrabalança 70 milhões de pessoas abaixo de 200;
  • uma pessoa no nível da Paz (600) contrabalança 10 milhões;
  • uma pessoa no nível do Amor (500) contrabalança 750 mil;
  • uma pessoa no nível da Razão (400) contrabalança 400 mil;
  • uma pessoa chegando à Disposição (300), contrabalança 90 mil.
  • Por fim, 12 indivíduos iluminados correspondem a um avatar de nível 1000. Se não fosse esse equilíbrio, a humanidade haveria se extinguido em sua própria negatividade.

Deve-se considerar, no entanto, as pessoas que possuem calibragem negativa, como dito anteriormente no post, e mesmo o que eu já comentei no blog. Pessoas de consciência negativa acabam por gerar mais problemas à humanidade do que pessoas pouco evoluídas.

A verdade, do ponto de vista social e comportamental, é um conjunto de princípios pelos quais as pessoas vivem, independente do que possam dizer que acreditam. Já a Verdade deriva sua validade das fontes últimas além da influência de qualquer campo de percepção localizado. Não representa personalidade nem opinião, e não varia com a condição do sujeito ou ambiente de teste.

A ignorância é dissipada na luz, a desonestidade não resiste à verdade. Assumir a responsabilidade pela verdade é elevar-se dos níveis inferiores para 200, o ponto crítico para o Poder e o ponto de partida para os níveis mais elevados. A coragem para enfrentar a Verdade eleva a pessoa para a Aceitação, nível 350. Ao superar a maioria dos problemas sociais do homem, eleva-se a 500, o nível do Amor.

Conhecer a própria fraqueza e as fraquezas humanas dá origem ao perdão e esta à compaixão. A compaixão é a porta para a Graça, para a realização final de quem somos e por que estamos aqui, e a fonte última de toda a existência.

terça-feira, 23 de março de 2021

Esforço Espiritual

Chegamos ao capítulo 22 do livro Power vs. Force. Como falei anteriormente, alguns capítulos já foram resenhados aqui sem referência direta, o que pode parecer confuso - e mesmo alguns tópicos de alguns capítulos. A última parte do livro - Significado - é a parte mais elevada, e a mais complicada, da obra como um todo.

É muito fácil falar dos níveis de consciência - estes serão abordados em postagens individuais para cada um, além dos resumos feitos. Difícil é buscar entender como esse processo se desenrola, tendo em vista que para quem está mais adiantado as coisas fluem com mais facilidade, o que não acontece para quem está começando - ou mesmo para aqueles que nem querem saber disso.

A pura consciência representa o poder infinito e a fonte de energia infinita de toda a existência. Dentro deste potencial, o não-manifesto manifesta-se através dos Grandes Avatares, calibrados em 1000 (limite de consciência neste planeta). Logo abaixo estão os instrutores iluminados que ensinam o caminho para a realização do Eu.

O Ser foi descrito pelos iluminados como infinito, sem forma, imutável, onipresente, não-manifesto-e-manifesto. Estudos sobre isso estão calibrados em 700, ou seja, lê-los pode ajudar a desenvolver a consciência. No nível 600, o pensamento comum cessa, a ilusão da separação desaparece, e surge um estado de Paz além de todo o entendimento, amor infinito e incondicional, além da consciência de que o não-manifesto é uno com o manifesto.

Os estados verdadeiramente espirituais começam em 500 (Amor), sendo aqueles conhecidos como santos calibrados entre 500 e 600. O nível de consciência elevado força o das pessoas em torno a elevar-se também, o que entre pessoas comuns gera desconforto (algo do qual comento continuamente no blog), mas para aqueles que buscam o desenvolvimento espiritual chega a ser angustiante afastar-se de pessoas evoluídas.

A dificuldade no processo evolutivo está em afastar-se de campos de energia inferiores, tão abundantes e partes importantes de nosso cotidiano. Sobretudo para níveis logo acima de 200, é necessário afastar-se de hábitos ligados aos níveis abaixo para poder continuar a se desenvolver. Por outro lado, enquanto a Razão (400) é invejável para quem está em 300, por exemplo, ela torna-se trivial para quem está acima de 500, sobretudo por possuir suas limitações.

Acredito que eu já tenha comentado em outro post que alguns gênios da humanidade "travaram" no nível 499, por não desenvolver a consciência espiritual. A Razão é o segundo grande divisor de águas dos níveis de consciência, o primeiro é a Coragem. Alguns cientistas foram lançados para além da Razão através dos próprios estudos.

O próprio livro Power vs. Force tem por objetivo não só ajudar aqueles a desenvolver sua consciência, mas também para explicar como funciona a mente de quem está além da Razão e da dogmática. São pessoas que não possuem "consciência", mas esta faz parte da vida delas.

terça-feira, 16 de março de 2021

Características da Consciência Pura

Dentro do capítulo 21, onde Hawkins fala sobre os estudos científicos a respeito da consciência, há uma descrição sobre a consciência pura. O capítulo, em resumo, comenta que não há estudos científicos sobre a consciência em si, sendo-a considerada mera função do cérebro, o que acaba por limitar a percepção diante de outras questões, como por exemplo a noção de vida após a morte.

A visão de consciência está ligada ao conceito jungiano de self. Quanto mais limitado este for, menor será seu parâmetro de experiência. Como explicado ao longo do livro, padrões limitados de consciência limitam o campo de experiência humana. Pobreza não é apenas um estado econômico, mas é fruto de uma autoimagem limitada, que gera a escassez de recursos.

É necessário algo maior para experimentar algo menor, como a mente experimenta o corpo. Dessa forma, os pensamentos não pensam por si mesmos - a consciência está além de todos os fenômenos e é fonte da experiência. Os pensamentos fluem pela consciência como os peixes pelo oceano: a existência do oceano é independente do peixe, assim como o conteúdo do mar não define a natureza da água.

A consciência ilumina o objeto - tanto é que toda a literatura a define como luz. Identificar-se com o conteúdo da consciência é apenas uma experiência limitada, enquanto que se identificar com a consciência é saber que o real self é ilimitado - uma condição para a iluminação. Uma característica da pura consciência é a intemporalidade da percepção: a consciência é experimentada além da forma e do tempo e vista em todos os lugares como igualmente presente.

A iluminação é um estado de unidade, onde não há divisão - a experiência da consciência é vista como algo além da mente, um estado de Sabedoria livre de pensamentos, completo, sem necessidade nem desejo, além da limitação de experimentar como algo meramente pessoal e individual.

Outra característica da consciência pura é a cessação do fluxo de pensamentos e sentimentos. Surge, então, uma presença de um poder ilimitado, além de compaixão e amor ilimitados, tornando-se um Self infinito. A consciência como Self é a culminação do processo de eliminar identificações limitadas. A iluminação é rara não pela dificuldade em alcançá-la, mas pela falta de interesse nas pessoas, afinal, quem quer ser iluminado?