terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Você é isentão?


Quando falei que não existia o caminho do meio, expliquei que por trás de uma pessoa que busca "equilíbrio" pode haver alguém que apenas vai aonde lhe convém sem assumir uma posição definida. Interessante que no meio político, a pessoa com essa postura é denominada isentona, basicamente com as mesmas características. Eu poderia até fazer uma simples postagem no Telegram falando isso, mas acredito que mais coisas possam ser ditas sobre, por um motivo simples: praticamente todo o meio cultural se dividiu em esquerda e direita ao ponto de muitos desavisados, ao conhecerem algo novo, perguntarem: "mas tal pessoa é de esquerda ou de direita?"

A pergunta aparenta ingenuidade: para ela gostar de tal coisa precisa compartilhar da sua posição política? De regra não deveria, afinal, cada pessoa tem uma visão de mundo, e absorver várias visões são de valia para formar a própria, ao invés de ir na onda, característica típica do rebanho. O problema está justamente em discernir o que é escolha própria do que é mera conveniência, indo de encontro com o isentismo e o caminho do meio. Talvez o "verdadeiro isentão" seja aquele que consiga conversar com várias visões de mundo sem perder a sua, transitando pelos pilares, seguindo seu caminho evolutivo.

Por outro lado, tem-se a questão do esquerdismo como doença: pessoas que moldam sua visão de mundo através de suas escolhas políticas, e passam a boicotar e rejeitar tudo que não siga o mesmo viés ideológico, por melhor que seja. Há pessoas que fazem isso mesmo sem possuir uma visão progressista das coisas, só mudaram a ideologia, não a forma de agir ou pensar. São pessoas que assumem determinada posição de forma inflexível, sentindo-se culpadas quando acham que apoiaram o lado inimigo, que acabam perdendo por sequer tolerar a existência de outras visões de mundo.

Pode-se pensar também "mas o outro não pensaria o mesmo de mim". Infelizmente não, mas isso varia com a percepção e nível evolutivo de cada um. Por mais que não se deva separar as coisas em mera esquerda-direita, isso deve ser utilizado para compreender o que os outros pensam ou mesmo poderiam vir a pensar. Seguindo o raciocínio do parágrafo anterior, o outro, ao te rotular como "oposto político", simplesmente pode te ver como um inimigo a ser combatido. Percebe-se isso nas conversas, inclusive entre familiares. O parente é visto como alguém ruim, não por seu caráter ou postura, mas por ter votado no candidato adversário na última eleição. Muitos se lamentam em não conseguir conversar mais com os familiares por conta desses assuntos espinhosos, mas até há alguns anos atrás, reclamava-se das hipocrisias de Natal, quando parentes que não se conversavam o ano inteiro trocavam presentes e falsidades.

Talvez tenha sido até positivo trazer à tona falsidades praticadas em nome de um social vazio. No fundo, falta algo fundamental: postura. Assumir o que gosta e o que não gosta, o que concorda e o que discorda. Só de fazê-lo, mesmo com educação, muitos se afastam por se ofender, por não terem a mesma coragem em assumir o que realmente pensa. As pessoas são feitas de várias "teorias" ou visões de mundo, podendo achar sentido, inclusive, em ideias aparentemente díspares. Não se concorda 100% com uma ideia, com uma ideologia, por mais fanático que seja: em busca de uma pureza ideológica, a pessoa começa a discordar de seus pares, e novos conflitos aparecem.

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Por que meu blog não emplaca?


Esse é o segundo apêndice da série Como ter um blog, que ensina a fazer um blog, não um blog de sucesso, como alguns gostariam. Talvez a pergunta do título seja uma das mais feitas pelos blogueiros, seja para si mesmos, seja para outras pessoas, amigas ou não. Querer que o blog faça sucesso, seja conhecido, é natural em nossa sociedade: seria o reconhecimento por um trabalho bem feito e aceito pelas pessoas. Um blog pouco lido é visto como um blog de má qualidade, seja ela técnica, seja ela material. Contudo, percebe-se que dos grandes blogs de sucesso, poucos são realmente aproveitáveis.

Faz parte da programação querer fazer sucesso, a falsa impressão de liderar o rebanho, como o porquinho atrapalhado. Rebanho não pastoreia rebanho: sempre há alguém oculto que controla o suposto porquinho - e geralmente não possui boa intenção. Buscar isso não o faz diferenciado, ao contrário do que se pensa. Apesar de não parecer assunto para este post, é bom ter isso em mente enquanto pensa em como fazer o blog ter mais acessos e comentários.

Primeiro, deve-se pensar em por que ter mais acessos: ganhar dinheiro, ser conhecido, sinal de reconhecimento podem ser alguns motivos. No entanto, é possível ganhar dinheiro mesmo com um blog não muito conhecido: deve-se trabalhar no produto e na propaganda, sem promessas ambíguas, como muitos fazem na internet, acabam famosos mas sem dinheiro. Como disse em outro post: a pessoa "investe" em ganhar dinheiro, mas não em um conteúdo de qualidade, e acaba por ficar no prejuízo por não ser "badalado" como esperava.

Ser conhecido não é algo exatamente bom. É ter sua privacidade invadida, sua discrição fragilizada e cada ação sua medida e julgada por mais pessoas que gostaria que fosse. Longe de significar que você influencia um grupo amplo, você é mais influenciado pelas do que imagina, ou mesmo gostaria. Participar de tretas virtuais, além de arranhar sua imagem ao público, pode prejudicar sua vida privada. Fora os problemas judiciais dos mais diversos tipos: a maior parte das pessoas não sabe como é cansativo um processo - além do dinheiro gasto.

O reconhecimento pode vir de outras fontes: um e-mail, um comentário, o prazer de sentar e escrever... Isso vale muito mais que likes, e mesmo que dinheiro. O reconhecimento também está em não se envolver em escândalos, em não responder a um processo por conta de problemas virtuais. Não fazer parte da panelinha do momento lhe garante a liberdade de escrever sem amarras de um grupo. Isso nos leva à pergunta "você escreve para si ou para o público?" Escreva para si, preferencialmente: isso rebate a maioria das críticas infundadas que são feitas.

Quando escreve para si mesmo, você não se deixa levar pelos modismos do momento, podendo direcionar os posts para os assuntos que mais lhe interessarem. Você pode pesquisar as fontes que considera mais adequadas e escrever da forma que considera mais clara. Ao dar preferência aos outros, você fica sujeito ao que é assunto no momento, tendo que direcionar os textos por temas que podem não ser os mais interessantes para você. Fora as fontes a serem pesquisadas. Tudo isso para receber comentários vazios e nenhum retorno financeiro.

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Pelo fim do politicamente correto


O politicamente correto é uma armadilha de pensamento mais perniciosa do que aparenta, se bem que boa parte dos "grandes males da atualidade" aparentam uma doçura indulgente. E essa aparente fragilidade lhe dá uma força incomparável quando se tenta combater de frente. Acredito que seja a hora de expor essa falácia para que as pessoas comecem a criar imunidade aos seus efeitos, ressaltando outros pontos de vista que acabam passando despercebidos: é fácil falar que o politicamente correto é nocivo, mas ninguém pensa, por exemplo, nas pessoas que dependem de uma linguagem anestesiada. Quando falei do esquerdismo como doença, mostrei que há pessoas que dependem desse tipo de visão ideológica para compensarem traumas internos.

Talvez seja necessário começar por elas, então. Afinal, são as que reclamam um tratamento mais digno à sua fragilidade. São sensíveis às palavras, aos gestos, como se a palavra veneno, ao ser dita, causasse-lhes problemas de saúde. Esse tipo de pessoa não procura superar seus problemas, mas anestesiá-los e mesmo utilizá-los como arma. A percepção de mundo dessas pessoas é limitada, estagnada, pessimista. São essas que precisam de tratamento, não a cultura humana como um todo, muito menos da forma como é proposta. Interessante que chamar uma pessoa com essa "fragilidade" de doente resulta em um acesso de raiva que dura horas, dias, meses - impregna-se de tal forma no "frágil e sensível" que toda ação terá por objetivo "combater" o novo "inimigo", mesmo que inconscientemente.

Querer orientar a cultura humana através de uma visão involuída só pode levar a humanidade como um todo à decadência. Como disse no post das quatro estações, a tendência da criação é o caos, necessitando um grande esforço para evitar que isso aconteça. Ou seja, acabar com o politicamente correto requer esforço para contê-lo e neutralizá-lo. Não será algo fácil, e talvez nunca venha a ser neutralizado de todo, além de algumas pessoas arranjarem problemas desproporcionais às suas vidas - como disse antes, o "vitimizado" pelo politicamente correto vai tentar destruir o outro de todas as formas, quando não consegue silenciá-lo. É como agir com uma criança que está a fazer birra, porém esta criança possui outros meios além de chorar e fazer escândalo, e neste caso palmadas não irão resolver a situação.


Além dos fragilizados, que "necessitam" de uma linguagem que eles consideram menos rude, há também a questão da boa educação, e ambos se confundem de forma intencional: a ideia é associar uma coisa à outra, o que está errado. A boa educação e a gentileza não são mais vistas como formas de boa educação, sendo que alguns desses fragilizados as veem como opressão. Um exemplo que pode vir a calhar: feministas não gostam de que homens paguem a conta de um encontro romântico, pois acham que também devem pagar a conta. Por um momento, pode até parecer uma boa ideia dividir a conta, mas o gesto de "eu quero fazer mais por você" acaba sendo visto como algo negativo. E como ficar com alguém que é impedido de fazer mais por você?

O problema do politicamente correto, ao contrário da boa educação, é que o primeiro não possui limites. Quando você aprende as boas maneiras, você aprende o que é educado e o que não é: aquilo e ponto. Pode haver variações? Sempre, mas dentro daquele conjunto de possibilidades. Exemplo: as "palavras mágicas" por favor, com licença, obrigado, desculpa. Há outras palavras que podem ser usadas com o mesmo significado: valeu, perdão, posso ajudar, etc. No caso do politicamente correto, as restrições se ampliam de forma doentia: algumas palavras, depois atitudes, então piadas, das mais sarcásticas para as mais bobas, para chegar nas linhas de pensamento. Nessas horas as coisas ficam estranhas, sombrias: não há mais um esforço para falar sem ofender, mas todo um raciocínio para evitar que o outro se ofenda. Dessa forma, a pessoa deixa de perceber a verdade, já que sua mente começa a ficar comprometida pelo medo de ser mal interpretado.

A questão, contudo, não é apenas ser mal interpretado, mas as consequências disso: falei sobre em um post sobre outro assunto, que é a questão de ser processado. O vitimizado, como disse várias vezes aqui, vai às últimas consequências para destruir seu desafeto, literalmente. Esse é o problema: sua mente involuída a impede de perceber as verdadeiras prioridades da vida (sim, elas existem), dando preferência a outras ações, como acionar o Poder Judiciário para reparar um dano inexistente. Infelizmente, como dito no Ponerologia, pessoas de mesmo perfil vitimizado acabam por acolher e lhes dar ganho de causa por se identificar com essa fragilidade. Não há dano, material ou moral, apenas a sensibilidade (ligada à vaidade e ao orgulho) foi atingida.


Ou seja: você discorda de uma ideia, e por discordar é acusado de fazer mal a alguém. É uma forma de controlar o outro através de seu pensamento: quando não se fala sobre tal assunto ou de tal forma, dá-se a impressão de que aquilo foi "pacificado". Como o autor do Ponerologia explica, as pessoas de mente saudável apenas estão criando formas de imunizar e se defender desses ataques. Por dentro, a pessoa é contra aquilo, e começa a criar preconceito não contra o que dizem ter, mas contra a postura frente a determinadas visões de mundo. Isso pode gerar reações mais violentas do que as que os vitimizados acham que sofrem, forçando uma "justificativa" para suas ações e chorando por "mais proteção".

Não ter medo de falar que isso é uma doença é um dos primeiros passos: uma pessoa que se ofende com uma norma gramatical demonstra possuir baixa autoestima, não que a gramática é ofensiva. Outro passo é agir como se estivesse lidando com uma criança fazendo birra, pois é isso que ela está fazendo. Esta pessoa é imatura e depressiva, e se não for tomada uma atitude para que possa crescer e amadurecer, ela corre o risco de desenvolver a depressão de fato (parece que há algumas pessoas interessadas nisso). Outra coisa a ser feita é não se deixar ofender por qualquer coisa: como dito antes, a palavra veneno não mata ninguém. Dar a devida proporção e prioridade aos fatos, para não se deixar levar por qualquer coisa e focar no que realmente importa.

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Reiki - além do básico


Faz um bom tempo que não escrevo sobre Reiki até que me veio à mente a ideia de escrever sobre como usar o Reiki além das apostilas e cursos. Acontece que depois dos fatos ocorridos acabei por me afastar da prática, e estudando mais profundamente os trabalhos do David Hawkins e afins. Esse post está ligado aos últimos que postei sobre e pretende continuar essa linha de raciocínio, refletindo sobre o que eu faria caso quisesse voltar a praticar Reiki. A partir de um determinado momento, cursos e apostilas não eram mais o suficiente, e encontrar novas informações era difícil, mesmo com a Internet.

Não é só questão de garimpar informações, é necessário interagir com pessoas e procurar projetos, ou mesmo criar os próprios. Infelizmente, a comunidade reikiana fica apenas no basicão, mesmo bons profissionais, que poderiam se destacar em sua área se saíssem do arroz com feijão. Reiki não é só uma técnica terapêutica, é uma filosofia de vida, e isso é deixado de lado por vários motivos: conflito com visões de mundo e crenças religiosas, receio de uma (maior) distorção da imagem do Reiki, preguiça e, por incrível que pareça, preconceito. Em minhas pesquisas sobre o surgimento do Reiki, notei que muito do que é associado hoje em dia à técnica foi inserido a posterior por conta dos "movimentos sociais" das décadas de 1960 e 70.

Taí um excelente ponto para começar: pesquisar livros e estudos sobre o Japão à época do surgimento do Reiki. De livros, recomendo O Fogo do Reiki, que conta sobre os reikianos associados à escola fundada pelo mestre Usui, a Usui Reiki Ryoho Gakkai. A título de curiosidade, essa associação não permite o ingresso de estrangeiros nem de alunos da mestre Takata (cerca de 95% dos reikianos no mundo), japoneses ou não. O contexto histórico de Usui era um Japão em período de transição de imperadores no qual houve o surgimento de diversos grupos "místicos": o Aikido seria um exemplo de grupo fundado nesta época.

Repare que todo aquele "pseudo-misticismo" que envolve o Reiki hoje em dia não existia naquela época, é uma construção posterior, não só após as mudanças provocadas pela mestre Takata, mas pela "revolução" ocorrida com a Diane Stein. Foram inseridos novos conceitos na prática reikiana, como a estrutura de chakras. Se for analisar os "manuais de cura" dos mestres Usui e Hayashi (esses são os nomes traduzidos literalmente), você verá que sua abordagem está mais próxima da anatomia e medicina ocidentais do que das práticas associadas ao Oriente.

Cabe aqui uma observação: o conceito de corpo energético é oriental, presente não só na medicina como na educação física (as artes marciais). É através desse conceito que se desenvolve a ideia de desenvolvimento espiritual, constante nas religiões e correntes filosóficas. Se cabe um paralelo, este seria com as ideias ocidentais de mente e alma. No entanto, a "reconstrução ocidental" do Reiki com conhecimentos estereotipados do Oriente causou um afastamento da "prática original". Esta seria outra linha de estudos que podem ser feitos em relação ao Reiki que não se encontra facilmente por aí.

Outra linha de estudos são os gyosei escritos pelo imperador Meiji e escolhidos por Usui para aprimoramento do desenvolvimento espiritual através do Reiki. Note que aqui não há nada de religioso como se entende no Ocidente. Este conceito seria mais filosófico do que pertencente a uma instituição religiosa. Além de estarem no Usui Reiki Ryoho Hikkei, caderno com uma entrevista e a compilação destes poemas, há outras traduções nos livros do Johnny De'Carli (Apostilas Oficiais) e do João Magalhães (Reiki - Guia para uma Vida Feliz). Usui recomendava meditar sobre eles para ter uma maior compreensão da prática do Reiki, mas raramente são citados em uma aula ou apostila...

Para encerrar o post, devo comentar sobre as técnicas tradicionais de Reiki. Escrevi ano passado um post sobre o Byosen, técnica de escaneamento da energia do utente antes de iniciar a aplicação, podendo ser feito depois também. No caso, tanto Usui quanto Hayashi quanto Takata tinham suas técnicas de aplicação de Reiki, que foram substituídas por um mero siga sua intuição. Não digo que a intuição não deva ser seguida, mas se você não a desenvolve, muito menos pratica técnicas de sua prática, o atendimento é ineficaz. As técnicas tradicionais podem ser úteis para quem não tem a mínima ideia de qual roteiro seguir e a intuição não está afinada para uma aplicação mais livre.

Enfim, possibilidades são muitas, além do que eu escrevi aqui. Note que eu não escrevi sobre "grupos de Facebook ou WhatsApp". A tendência desses grupos é ficar em chavões e preconceitos, sem nenhuma oportunidade ou aprendizado novo. Quando comecei a procurar sobre projetos voluntários de Reiki, nada encontrei em redes sociais; foi uma busca em páginas de Google para encontrar algo. Se esse quadro vai mudar, não sei, depende da escolha de cada um. Ao contrário do que pode parecer, essa não é uma chamada ou propaganda para algum projeto meu: não tenho interesse em fazer algo relacionado ao Reiki, além de que, se eu fosse fazer algo, eu escreveria abertamente, sem precisar de informes publicitários.

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Como ter um blog - Monetização


E para encerrar a série: como ganhar dinheiro com o blog? Isso é possível? Bom, possível é, mas não da forma como muitos imaginam. Fazendo uma comparação, um youtuber tende a ganhar dez vez mais que um blogueiro com cerca de um décimo do esforço que este faz. É possível viver de blog? Se na época áurea dos blogs era difícil, imagine agora - nem precisa responder que não.

Claro, dá para ganhar uma graninha extra com blog, através de alguns recursos. Contudo, penso que isso é uma consequência de um trabalho bem feito, e não um objetivo a ser almejado em si. Na maioria das vezes, compensa mais ter um bom emprego e trabalhar com o blog apenas nos momentos de folga. Para um blog profissional, ou mesmo um blog de empresa, a monetização vem com o próprio trabalho, então não há o que ser dito aqui para este caso.

O recurso mais popular para um blog ganhar dinheiro é o AdSense do Google. Você instala no blog um espaço para anúncios e vai recebendo conforme as pessoas vão clicando neles. Pedir para que o leitor clique no anúncio é passível de punição. Note que no YouTube não pedem para clicar no anúncio, apenas para interagir com o vídeo - não sei se por conta dessa regra ou por conta do meio de pagamento.

Geralmente os anúncios exibidos, apesar de relacionados ao tema do blog, não são relevantes. Muitos, inclusive, podem levar a páginas com vírus - pelo menos dão esta impressão. Ao contrário do que dizem, no entanto, eles não "poluem a página": depende da edição feita no espaço onde serão exibidos. Inclusive você pode cadastrar o blog no AdWords para tê-lo veiculado no AdSense de outros blogs e sites - claro que a um determinado preço.

Outro recurso são as comissões de sites, como Amazon, livrarias, etc. Quando o leitor clica e faz uma compra através de um link específico, o blogueiro ganha uma comissão, seja em desconto a ser utilizado no site, seja em dinheiro. Há a possibilidade montar uma "loja virtual" com os produtos do site e ganhar uma comissão com os itens vendidos, como Natura e no Magazine Luiza.

Antigamente havia empresas que enviavam seus produtos para que os blogueiros testassem e fizessem resenhas sobre. A empresa ganhava em ter seu trabalho divulgado fora dos meios de propaganda convencionais e o autor ganhava visibilidade pelo assunto da postagem e o produto em si. Lembro que nessa época alguns blogueiros reclamavam que esse tipo de coisa não deveria ser negociada, já que a tendência era que a resenha fosse apenas bajulação e não uma crítica honesta.

O blogueiro pode criar seu próprio produto e loja: um livro, um serviço, um curso. No entanto, isso deve ser pensado ao longo dos anos e não para um blog que está no começo. Lembre-se de que você cria um compromisso com o blog: é mais sensato manter apenas as postagens do que inventar projetos que não pode cumprir.