sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Sobre sentir (versão completa)

Uma nova versão do meu post mais antigo. Depois de tudo o que eu passei nesses seis anos, talvez seja necessária uma atualização

A ideia era fazer uma reflexão sobre Reiki, mas acabei estendendo para outras áreas da vida, refletindo sobre as experiências pelas quais passei e ando passando. Noto que existe uma busca por uma racionalidade vazia, e quanto mais se foca nela, menos racionais as pessoas são. Conceitos objetivos outrora tornaram-se questões de gosto, e refletir sobre sentir torna-se algo extremamente difícil nos dias atuais. No entanto, é algo realmente necessário, que vai além do corriqueiro, tornando óbvio aquilo que passa despercebido pela maioria das pessoas.


Lotus Flower Candle Holder, por Alex Borland

Como pedir sinal para o Universo quando não se percebe o mesmo? Perceber é sentir, e quanto mais ampla a percepção, determinadas questões racionais fogem do padrão. Talvez a racionalidade seja uma mera questão de ter certeza em uma mundo de incertezas. Lembro-me do Byosen como uma das principais técnicas de Reiki, esquecida pela maioria dos praticantes: sentir a pessoa a receber energia para ver onde é mais necessário. Deixar fluir onde é necessário, não importa o tempo gasto. Seguir a receita de bolo pode ser útil em alguns casos, mas talvez seja mais a exceção do que a regra.

Conhecer é fundamental, estudar também. Mas nunca deixe de lado sua intuição porque no seu livrinho tá outra coisa, ou porque com outra pessoa aconteceu de forma diferente. Pegando o exemplo da projeção astral: muitos livros falam do cordão de prata que liga o corpo astral com o corpo físico. Mas imagina a bagunça que seria se esses cordões se enrolassem! Alguns estudos mais recentes discordam da existência do mesmo, e eu mesma conheço pessoas que não veem esse fio ligando-a ao corpo físico. Descrevem-me como uma transferência de consciência, algo mais natural e menos forçado.

As pessoas correm demais atrás de conhecimento, querem saber como é o outro lado, mas não o sentem. Que triste! Se confiassem mais em si mesmas, veriam outros mundos descortinarem-se diante de seus narizes. Percebi que as ficções ensinam mais sobre o outro lado do que os livros especializados, porque há sentimento: o autor fantástico, mágico, vê, sente, e talvez até se relacione com os outros seres melhor do que aquele que fica teorizando, analisando, e ignorando o que considera "sem sentido".

Sentir e perceber, como disse no outro parágrafo, levam tempo: a vida toda, talvez. Não é uma mera questão de exercícios, mas o deixar fluir e crescer. Seguir o ritmo do Universo. Na versão anterior, eu falei bastante da questão de fé: esta é uma das fases do conhecimento, necessária por um momento, devendo ser deixada de lado, para ser abraçada de novo. Isso mostra que o conhecimento tem seu valor e que deve ser buscado, não tão obsessivamente como alguns imaginam, mas sabendo de suas incertezas.

Nessas horas que você percebe que, por mais sólida que seja uma afirmação, por trás dela há uma dose quase mortal de mentira e falsidade. Foi isso o que eu aprendi nos anos que se passaram. Aprendendo a sentir, descobre-se a tão procurada saída da Matrix, que as pessoas buscam de diversas formas, geralmente uma receita de bolo ou alguém para orientá-las. É, ao mesmo tempo, mais difícil do que se imagina, assim como é mais simples do que se pensa. Interessante notar que a maioria dos que dizem ter saído na verdade se encontram conectados no mesmo sistema ou em outro.