terça-feira, 1 de abril de 2014

A culpa não é de ninguém, mas a responsabilidade é de todos

As pessoas são responsáveis por tudo que acontece na vida delas. Cerca de 95% da população mundial não tem consciência disso, e a tendência é que elas morram sem ter. Principalmente agora, com a tendência de valorização da vítima. Sinceramente, ser vítima de algo é ficar passivo ao que acontece com a própria vida, permitindo que forças externas te manipulem, te joguem de um lado pro outro, sendo que você pode assumir o controle da sua vida e assumir a responsabilidade pelo que acontece com ela.


We want you! por Lode Van de Velde

Mas assumir a responsabilidade de algo dá muito trabalho, porque requer coragem, muita coragem. Não digo não ter medo, porque o medo é necessário para se ter noção do que acontece em volta. Ter coragem não é fácil - é mais fácil não ter medo e ser uma pessoa imprudente. Mais fácil ainda é entregar a responsabilidade nas mãos de outrem. É bem mais fácil, mas não há crescimento, nem aprendizado. Sinceramente, não vale a pena.

Ultimamente as mulheres reclamam de serem vítimas de assédio por parte dos homens. Sentem-se atingidas pelas cantadas, passadas de mão e olhares maldosos. Elas têm parte da responsabilidade sobre isso, até porque quando um não quer, dois não brigam (isso vai no ego de muita gente, né?). Não digo que ela é culpada - na verdade, ninguém é culpado. E está difícil para elas (e eles, e todo mundo) assumirem isso, já que dar a cara a tapa é cada vez desestimulado na sociedade. Assumir a responsabilidade é assumir o controle e modificá-la para melhor.

Como disse antes, ninguém é culpado, mas todos são responsáveis: o "autor", a "vítima", a sociedade que permite a existência dos papéis anteriores, você, eu. Colocando a responsabilidade em todos os agentes da ação (principalmente as vítimas, que tendem a fugir para não terem que arcar com prejuízos), a situação tende a mudar pela raiz, permitindo que não se repita como anteriormente. Tira-se até as razões de tanto mimimi. A existência da culpa transfere a responsabilidade da "vítima" para o "culpado" e desaparece o aprendizado.

Quando você se torna responsável pelos seus atos, você fica livre para escolher o que quer que aconteça na sua vida. Sim, escolher o que quiser, é só ir atrás. Não apenas para coisas materiais, mas situações, pessoas, experiências de vida. Você é o único responsável por ela, ninguém mais. E ninguém pode julgá-lo pelo que você é ou pelo que você faz (deixe isso pro juiz quando for responder um processo), pois todos temos defeitos e fazemos muita coisa errada. Mas não pense que terá a aprovação de todos - talvez você só encontre resistência. Ignore-as, porque elas nada podem fazer contra você sem sua permissão

2 comentários:

  1. Oi...
    Esse seu texto está perfeito para a ultima polemikis do momento. Não há problema em uma guria sair com uma roupa mais "provocativa" mas acho completamente errado a forma como está sendo feita a tal campanha. Primeiro que estrupo não é um merecimento e usar o termo 'mereço' está querendo falar que o carinha tem direito de algo, logo, 'eu não mereço' dá pra ser interpretado como 'ela não merece mas alguém deve merecer'. Segundo que uma posse sensual contra um ato sexual não ajuda muito.
    Se parassem de ficar querendo achar culpado e simplesmente resolvesse seria tão mais fácil.

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  2. Dei block nele no mesmo dia kkkk. E depois achei onde estava o celular, tirei e mudei umas configurações =)

    Então, vi ontem (ou antes de ontem, me perdi no tempo) que o tal centro que fez a pesquisa errou nos números (estagiário é fogo!), to louca pra saber o que as fofix vão fazer. Até onde eu sei tudo começou com o resultado da pesquisa.
    Ai vem a fia com o short do tamanho de uma calcinha e quer que respeite a roupa dela... saudades de 1950 e seus vestidos elegantes... 1880 também xD~
    Mas o difícil é que realmente a roupa não é importante pro estuprador, como na Índia... e ainda mesmo se uma mulher estiver acompanhada por um namorado os caras não perdoam. Teria que mudar o pensamento do cara, mas ai é que vem: como mudar um pensamento de um estuprador?

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