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Mostrando postagens de outubro, 2014

Ensaio sobre a Fofoca

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Talvez um dos maiores males da sociedade atual seja a fofoca. É algo que aparenta ser inofensivo, mas seus danos podem ser mais letais do que muitas armas. Contra a fofoca não há muita defesa, nem muita atitude a ser tomada, porque a fofoca amarra as pessoas em laços de interesses dentro de um jogo no qual todos perdem. É como a maldição do filme O Chamado: para se livrar dela, tem que mostrar o vídeo a alguém, que vai ter que mostrar a outra pessoa, a outra pessoa... Se você realmente quer uma vida melhor, cesse a fofoca da sua vida. Qualquer tipo de fofoca, por mais leve e inofensiva que pareça. Não busque saber dos outros por outros, você tira todo o direito de defesa das pessoas. Na grande maioria das vezes, o fato é manipulado, distorcido, e fica parecendo ser algo nocivo, quando na verdade o que ocorreu foi uma besteira de nada. Já é feio ficar contando o que acontece com os outros para outras pessoas, imagina ainda distorcer. Convido você a refletir sobre o dano causado pel

Amélia e as Mulheres "de Verdade"

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Na minha tenra infância, eu ouvia a música Ai que Saudades da Amélia . Para mim, era uma música como qualquer outra. Ao longo dos anos, comecei a ouvir comentários do tipo: não seja uma mulher Amélia, Amélia era uma pobre coitada, etc. Só que um dia desses decidi pesquisar a respeito: quem era Amélia? Por incrível que pareça, Amélia existiu de verdade, e não era nada daquilo que as pessoas dizem hoje em dia. Só que não vou me ater a sua história de vida, já que ela não transparece na letra da música: Nunca vi fazer tanta exigência Nem fazer o que você me faz Você não sabe o que é consciência Nem vê que eu sou um pobre rapaz Você só pensa em luxo e riqueza Tudo o que você vê, você quer Ai, meu Deus, que saudade da Amélia Aquilo sim é que era mulher Às vezes passava fome ao meu lado E achava bonito não ter o que comer Quando me via contrariado Dizia: "Meu filho, o que se há de fazer!" Amélia não tinha a menor vaidade Amélia é que era mulher de verdade Ué, c

Tempos Sombrios

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Dreamy Beams, por Anita Ritenour Ultimamente a ficção em si trabalha só com coisas tristes, sombrias, trevosas. Isso gera um profundo desconforto em mim, tanto que nem televisão sozinha eu vejo mais. O que é pra ser um entretenimento, uma diversão, que relaxasse, animasse, alegrasse, só acaba trazendo melancolia, medo, ansiedade. As temáticas, sejam em novelas, filmes, séries, e até mesmo livros (fugindo um pouco da televisão), abordam medo, inveja, raiva, ódio, entre outros tantos sentimentos baixos como atitudes negativas. Uma coisa que me chamou a atenção foi uma propaganda da série Hemlock Grove, da Netflix: a luz pode ser mais cruel que a escuridão . Luz não é algo cruel, só que as pessoas são responsáveis pelos seus atos, e cobradas por ele. A diferença é que a Luz perdoa quantas vezes forem necessárias, mas a Sombra não. Não vou entrar no mérito do seriado até porque não o vi, apenas a frase me chamou a atenção e quis comentar sobre. A ética dos super-heróis mudou consider

Editorial para o Futuro: o que eu quero para minha vida

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Como podem ver, estou fazendo diversas mudanças no blog. Decidi que ele precisa de uma nova vida, assim como eu estou criando uma nova vida para mim. O trabalho é gradual: posts são deletados, imagens são adicionadas, layout alterado, implantação do sistema de tags... Quero fazer algo efetivo pelo blog para que ele seja algo bom e duradouro, gentil e interessante, crítico quando for necessário. Eu amo escrever, e é algo que eu quero fazer por toda a vida. Se eu sou causadora dos meus próprios problemas, então eu posso resolvê-los por conta própria, sem esperar que algo de fora venha e resolva. Claro que há horas em que devemos parar para refletir, esperar pelo melhor momento. Fazer nada é fazer alguma coisa. Amadurecimento vem com o tempo. Tempo que aproveitamos para fazer o melhor por nossas vidas. Por isso que nos últimos posts eu convidei você, leitor, a refletir, a pensar, a esperar, a sentir. Por isso te mostrei outro lado, outra alternativa. Você não precisa ser socialmente