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Mostrando postagens de fevereiro, 2015

Você quer que o mundo acabe?

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Essa pergunta me veio à mente enquanto eu assistia ao desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro. O samba-enredo era " o que você faria se faltasse um dia para o mundo acabar? ", e fiquei pensando no quanto as pessoas comentam sobre isso hoje em dia. Comentam das desgraças, dos problemas, e ignoram sistematicamente qualquer coisa boa que venha a acontecer. Desde o começo da década, falar sobre o assunto tornou-se comum, corriqueiro, e rendeu até uma série na TV fechada sobre pessoas que se preparam para tal. É como se as pessoas quisessem mesmo que o mundo acabasse, de qualquer forma. É uma forma de fugir dos problemas e até de si mesmo. Um grande ponto final na História - o grande foda-se . Só que até o mundo acabar os problemas estarão aqui, as dificuldades serão as mesmas (até piores), e teremos que continuar vivendo nossas vidinhas - o que não significa que elas não podem mudar. Outra coisa que ficou evidente é como as pessoas aproveitariam esse "último dia&q

Rótulos

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De uns tempos para cá, as pessoas vêm sendo rotuladas de diversas formas, como se fossem aqueles potinhos que guardamos dentro do armário. Qualquer comentário ou atitude logo é definida como algo tal, e as reações se dão àquela definição, não ao fato em si. Basicamente isso foi definido como rotulação, que é condenado pelas pessoas, porém praticado por elas mesmas corriqueiramente. Pessoas tornam-se definições, porém definições não abrangem a totalidade das pessoas. Todos temos direito a ter nossas opiniões, independente quais sejam. Não podemos criticar alguém por ter determinada opinião. Por mais absurda que seja, é apenas uma opinião (o que a pessoa faz a partir desta opinião é outra coisa, pois isso que pode realmente fazer danos à sociedade). Percebo que as pessoas fazem estardalhaços porque alguém disse algo que não as agrada - muitos problemas seriam evitados apenas ignorando o "ofensor". Rotular algo ou alguém é fazer um julgamento precipitado que sempre cai no er

O caminho é relativamente simples

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A vida é um caminho simples. Difícil, mas simples. Ele está lá - não é bom ou ruim, isso depende de quem caminha. Somos levados a pensar que para viver é necessário ter/ser um monte de coisas, quando viver é apenas dar um passo após o outro. Só que dar um passo após o outro pode ser a coisa mais complicada a se fazer. Mas o caminho continua lá - não é necessário ter pressa para chegar lá. Caminhar não precisa ser um processo doloroso - nós que escolhemos sentir dor ou não, pois sofrimento sempre haverá, é parte de nosso crescimento. O caminho pode ser doloroso porque a estrada é de terra e estamos descalços, ou porque está sol ou chovendo forte. Muitos usam guarda-chuva, mas não é a melhor solução: você perde campo de visão e pode perder a beleza do lugar (essa lição é meio que literal). Muitas vezes nos negamos a dar o próximo passo, ou queremos mudar de caminho. Tem horas que não precisamos mudar o caminho - ele muda por conta própria, conforme nossas escolhas. Mudar de caminho t