terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Cuidar de si mesmo

Estou há algum tempo tentando escrever sobre como anda a saúde atualmente, mas sempre busquei focar no pouco caso de alguns médicos para algo que eles consideram preguicite - alguns problemas pontuais que não são exatamente doenças, mas causados por stress e fadiga na maior parte das vezes, e, em alguns casos, insatisfação com o emprego e com a própria vida. Mas o assunto não ia pra frente e o post não era publicado, então decidi começar a partir de outra perspectiva - do próprio indivíduo.

Cuidar da própria saúde vai muito além da alimentação e dos exercícios físicos, porém esta parte está sendo esquecida por muitos que focam o lado espiritual. São é só parar de comer carne ou outros alimentos de origem animal - aliás, adotar uma dieta vegetariana/vegana tem que ser escolha da pessoa, vinda lá de dentro (o corpo sabe o que é bom pra ele). Eu, por exemplo, não vivo sem carne, ovos, leite, peixes - meu corpo pede pra comer.


Vivid Tulips And Grape Hyacinths, por Petr Kratochvil

Outra coisa importante é que fazer a própria comida é muito mais saudável (e mais barato!) do que comer fora. É um gesto de afeto ao organismo, fora que é uma oração de agradecimento ao que tem. Levar marmita (feita por você - congelado não vale!) para comer no serviço não te faz uma pessoa "inferior", como alguns pensam, mas sim te faz uma pessoa mais segura, mais criativa e mais cheia de si.

Fazer uma atividade física é sempre saudável - exceto quando ela deixa de objetivar o bem-estar e começa a focar apenas na aparência, chegando a extremos absurdos. Faça uma atividade física que goste e que te faça bem - não a da moda ou que te faça "bonito". Só de você mexer seu corpo por algum tempo ele fica mais disposto e "querendo mais". Dentro do seu limite, continue fazendo, intensificando os exercícios. Você irá sentir uma alegria tão imensa, tão boba, que verá sua vida mais colorida e alegre.

Quando ficar doente, busque a "real causa" do problema. Na maioria dos casos, a doença tem origem em traumas e bloqueios e ficar doente é uma forma de lidar com isso. Remédios? Só se achar necessário. Eu, pessoalmente, evito tomar remédios para resfriado e cólicas, simplesmente para não "acostumar" o organismo e me tornar mais resistente por conta própria. Vai ter situações que você não terá esses remédios à mão, e dependerá unicamente de si mesmo para suportar estas dores.

Busco o médico quando vejo que o problema é "mais sério", como eles mesmos dizem. Dependendo do que ele fale, busco na minha memória o que me levou àquele estado e busco reverter a situação. Caso me receitem alguma medicação, peço logo o genérico ou algum correspondente de igual valor - afinal, eu tenho que cuidar do meu dinheiro também. Se o médico recusa (não ter é uma coisa, vir com discurso é outra), procuro outro especialista (ou até mesmo um farmacêutico de confiança). Tome cuidado com o que você ingere, leia a bula e siga o que o médico falou (parece manual de geladeira, mas já me livrou de diversas frias!).

Fora isso, repouse. O corpo sempre pede repouso quando está doente. Se sente bem? Vai fazer uma caminhada leve, leia um livro gostoso (nada pesado, faz mal pra mente neste momento), ou mesmo um trabalho manual. Curta seu corpo - carinho ajuda a melhorar mais rápido. Busque entender como adoeceu, e se for o caso, procure um terapeuta holístico de seu gosto (há terapias muito gostosas que integram o corpo e a mente). Conte o que está passando e o que pensa sobre. Você irá se surpreender com o que descobrir.

Quanto mais saudável você fica, melhor você entendem seus problemas, que deixam de se manifestar sob a forma de doença. Como eu havia dito antes, traumas e bloqueios se manifestam em forma de doenças - superá-los abre caminho para uma cura definitiva. Curar-se é crescer - você aprendeu aquela lição. Não somos seres mecânicos, e até mesmo as máquinas precisam de reparo e manutenção. Precisamos de muito mais porque somos muito mais.

2 comentários:

  1. Desde que fiquei responsável por mim mesma eu tb evito remédios ao máximo, acredito piamente que sim o organismo se acostuma e o efeito acaba, sinto muita dor na mão devido a um acidente que deixou sequelas e sempre que a dor aperta eu procuro descansar mais, tb faço massagens e tudo fica mais ameno :)

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    1. Há muitas alternativas aos tratamentos tradicionais, que geralmente são mais em conta e muito mais eficazes. Mesmo não sendo reconhecidos pela medicina tradicional, não significa que sejam perigosos. É questão de estudar e experimentar!

      Beijos

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