terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Libertar-se do Passado


Pelican Taking Flight, por Linnaea Mallette

Essa foi uma das lições mais duras que eu tive que aprender na minha vida. Creio eu que não a aprendi de todo, mas o suficiente para poder compartilhar a experiência. O que mais me interroga é justamente eu estudar História: eu estudo o Passado, eu me apego a ele como forma de entender o Presente (apesar das controvérsias). Só que devemos nos libertar do Passado para criar uma nova realidade, um novo Presente e um novo Futuro.

Não adianta ficar remoendo, relembrar das coisas ruins. É engraçado que vemos isso constantemente em História: a gente dá preferência aos eventos negativos, às guerras, às catástrofes, às ditaduras. Claro que elas têm papel importante na História, mas não foi só isso que nos trouxe até aqui. Houve tanta coisa boa, você lembra? Difícil né, geralmente é considerado inútil, sem importância e acabamos esquecendo.

Aliás, o pulo do gato é justamente esse: dar preferência às coisas boas, não ficar remoendo as ruins. Ficar remoendo, buscando de alguma forma superar aquilo, apenas agrava a situação. Para superá-la precisamos ignorá-la, como se não existisse. Claro que demanda um esforço tremendo, mas conforme você ganha prática, o processo se torna tão natural que até aprender com as coisas ruins da vida fica mais fácil.

Se eu fosse listar todas as minhas limitações, você iria me perguntar como eu ainda vivo. Resposta: porque eu ignoro-as, ué? Simples assim. Doenças e limitações são coisas a serem superadas, não usadas como pretexto para não viver. As pessoas tendem a fazer isso hoje em dia, esperando que outras façam por ela. Um conselho: nunca deixe outra pessoa fazer por você aquilo que você deve fazer - vai lá e faça.

"Ah, mas eu tenho uma doença incurável, preciso tomar não sei quantos remédios por dia, blá blá blá..." Isso pra mim é desculpa. Você não quer superar a doença (ou a dificuldade) para que as pessoas tenham dó de você. Superar a doença para realizar seus sonhos é crescimento, amadurecimento, e até mesmo a verdadeira cura para os males do corpo (em outro post eu estendo isso). Não digo para largar os remédios e viver perigosamente, mas parar de usar as doenças (assim como outros tipos de limitações) como pretexto para fazer o que quer (e o que precisa) fazer.

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