terça-feira, 31 de março de 2015

Fale bem de você mesmo


Gold Christmas Tree Topper, por Petr Kratochvil

Confesso que eu me autodeprecio muito - acho que até exageradamente. Eu também estou em processo de aprendizado, e aqui eu compartilho um pouco do que eu estou aprendendo ou do que eu aprendi (ou do que eu custo a entender, hehe). É uma questão de costume: se falamos bem de nós mesmos, logo somos tachados de metidos, arrogantes e egocêntricos. Falar mal de si é algo comum, até porque todo mundo tem problema; só que isso nos corrói por dentro, até a gente não conseguir mais nada por se achar incapaz.

É um problema aqui, outro ali, uma frustração acolá, e logo se apodera de nós um sentimento de incapacidade profundo. Simplesmente nos frustramos, não conseguimos nada. Tudo isso porque dentro de nós algo nos sabota. Repito: algo dentro de nós - não são as pessoas que nos impedem de conseguir as coisas, e sim nós mesmos. Se a gente acredita que não consegue, tudo a nossa volta irá conspirar para que a gente não consiga mesmo! Para sair dessa, o caminho é simples: acredite que consegue, e aceite todas as suas vitórias, valorize-as.

Para reconquistar nossa autoconfiança, precisamos muito aceitar que somos capazes, e que fazemos coisas incríveis. E aceitar que fizemos algo realmente bom. Não espere louros, palmas e elogios dos outros - aplauda a si mesmo. Isso não tem a ver com o ego ou com exibicionismo, mas com autovalorização. Se receber um elogio, aceite-o como um presente, mas não se acostume: você pode correr o risco de ficar dependente da aprovação dos outros, o que joga a autoconfiança pra baixo.

Seja bom pra você mesmo. Dê o melhor de si pra si (e pelos outros também). Fale bem de si, converse sobre coisas boas, exalte suas qualidades quando tiver que falar delas, sem medo ou receio. Isso não é ostentação ou egocentrismo - é amor próprio. Aprender a elogiar a si (e se aceitar como é) permite que você se elogie e aceite as pessoas como elas são - sem julgamentos ou preconceitos. Valorizar a si é valorizar o outro, porque você se torna ciente de seus defeitos e limitações - e se esforça para dar sempre o melhor.

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