sexta-feira, 1 de maio de 2015

Editorial: o Som do Silêncio

Nesse mundo cheio de sons, o silêncio torna-se uma sinfonia harmoniosa. Tem horas em que dá vontade de "desligar os ouvidos" de tanta coisa que ouvimos - simplesmente ficamos saturados e não dá pra aguentar mais. Muitas vezes pela qualidade do que ouvimos quanto pela quantidade. Como o que comemos, muitas vezes temos que filtrar e nos abster de determinadas coisas para manter nossa saúde, e, por que não, nossa sanidade.

Quando falo sobre se abster de alimento, falo de parar de comer por pura compulsão, pura gula, a famosa gordice. O corpo não precisa do alimento naquela hora, mas é forçado a digerir o que não precisa. Quantas vezes não passamos por situações semelhantes, tendo que digerir coisas que não precisamos apenas por digerir pura e simplesmente, atravancando nossa mente e nos estressando desnecessariamente.


Rain On Window, por David Wagner

Com o ouvido é a mesma coisa. Com os olhos também. Vamos atrás do desnecessário por simples compulsão, apenas para entupir a mente de pensamentos e preocupações. Abster de ficar horas na internet navegando em sites que nada nos adicionarão na vida pode limpar nossa mente de pensamentos desnecessários e deixá-la aberta para novas (e mais produtivas) ideias.

Se somos seletivos com a comida que comemos, devemos ser seletivos com os sons que ouvimos e com as imagens que vemos. Vamos começar a fechar os olhos por alguns momentos para olharmos dentro de nós. E ficarmos em silêncio para ouvir nossa voz interior. O silêncio vai além da ausência de som. É algo que preenche a alma de vazio - mas um vazio fértil, enriquecedor, iluminador. É o silêncio meditativo em que simplesmente somos.

Ter a mente em silêncio e em vazio é essencial para os dias de hoje. Cultivar o silêncio interior é complicado, mas importante.

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