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Mostrando postagens de 2016

Uma crítica ao bom senso

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O bom senso é algo extremamente subjetivo, ou seja, não existe um bom senso coletivo , como muitos querem acreditar. O bom senso parte da visão pessoal de razoabilidade. E é algo tão pessoal, tão único, que pouquíssimas pessoas se concordam em algumas coisas, tendendo a discordar de muitas outras. Disso surgem as discussões: quem está certo e quem está errado? Ninguém! Interessante como este conceito ainda não foi passado pelo crivo da relatividade, a exemplo de outros conceitos mais sólidos e absolutos. É difícil aceitar que o bom senso coletivo não existe. Parece tão claro, tão óbvio! Mas o que é óbvio para uns, é absurdo para outros. No final, prevalece o bom senso de quem manda, mesmo que todos discordem. Simples assim. Quando uma pessoa apela ao bom senso, simplesmente ela quer dizer: para mim isso é certo e não dou a mínima importância para a sua opinião . O que parecia algo promissor lembra mais uma doença alojada no organismo há tanto tempo que não se sabe como começar o tr

Diane Stein, mestre Reiki?

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Deparei-me com esta pergunta ao ler mais atentamente o livro Reiki Essencial, de sua autoria. Nele, ela conta suas desventuras em se tornar mestre Reiki e suas dificuldades. Foi iniciada no nível I por um amigo nível II, além de outros amigos e conhecidos lhe ajudarem a receber iniciações nos outros níveis gratuitamente, já que não possuía dinheiro para pagar os cursos na época. O que ocorreu é que ela nunca recebeu um certificado que comprovasse tal sintonização, e em seu livro ela não cita os nomes de seus mestres. A coisa fica meio solta ao se apresentar a linhagem de Reiki, que é justamente uma forma de se comprovar que é reikiano. De certa forma isso deslegitima seus iniciados sucessivamente, chegando aos dias de hoje. O que muitos não aceitariam. Reiki é canalização de energia, e não irradiação. Enquanto aquele é o uso da energia do ambiente, este é o uso da própria energia vital, o que além de causar danos em quem emite, pode causar danos em quem recebe. Por isso a linhagem

Reiki como profissão - até que ponto?

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Vejo muitos profissionais reikianos falarem que ver o Reiki apenas como profissão é algo antiético, que deve ser, sobretudo, amor e doação. Quem não está nas nuvens sabe que não é bem assim. Fazer um curso de Reiki para tornar-se terapeuta e fazer disso uma profissão é algo louvável, mas também um desafio: o Reiki muda a vida das pessoas. Deve-se estar pronto para ver a vida virar de cabeça para baixo antes de começar a ganhar dinheiro. Não vejo problema nenhum em querer trabalhar com isso. Todo trabalho honesto deve ser valorizado, pois por si só engrandece o homem. Primeiro, a questão do dinheiro: ele em si não é algo negativo, sujo. É algo a ser trabalhado e merecido. Vive-se na matéria, deve-se aprender a conviver com ela, como já foi dito diversas vezes aqui. Reiki não é (só) doação. Pode ser muito legal fazer um trabalho voluntário com o Reiki, sobretudo quando não se possui oportunidade para praticar e sobra vontade de fazê-lo, mas é maravilhoso poder sustentar a vida materia

Democracia da chatice

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Não é pela sua cor de pele, nem pela sua escolha sexual ou afetiva. Não é pela sua origem social, posição social atual ou futura, nem pela sua religião. Não é pela sua filosofia de vida, se você tem uma, ou pela ideologia de mercado. Não é pela formação que você teve. Não é pela roupa que você veste, ou por você dizer biscoito ou bolacha. Não é pelo sexo, gênero ou sei lá o nome que dão agora, nem pelo dinheiro que sobra no final de todo mês, muito menos pelo lugar onde mora, e em que tipo de lugar você mora. Não é pelo quanto de chapinha que você usa, nem pelo time que você torce, muito menos do planeta que você veio. Você é chato, irritante, insuportável. É isso que você é. E nada irá justificar a não ser suas próprias atitudes. Se esconder em si mesmo é uma das piores armadilhas que as pessoas caem.

A interferência no livre-arbítrio

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Regra geral, para aplicar Reiki é necessária a autorização de quem irá receber. De preferência após uma breve explicação sobre o método, para que a pessoa entenda o que irá acontecer e possa tirar todas as suas dúvidas. E quando simplesmente não dá para perguntar, e lá no fundo do coração algo diz que o Reiki é necessário? Conforme se avança na prática, a intuição passa a afinar-se de forma tal que chega a ser possível definir o que cada pessoa precisa em relação ao Reiki: seja uma aplicação, uma cirurgia energética, ou mesmo a iniciação. Alguns falam que é melhor algum Reiki do que nenhum Reiki . Entretanto, se a pessoa que precisa da energia é justamente alguém que não quer recebê-la de forma alguma? Tentar conversar, explicar, pode criar mais barreiras e agravar a situação da pessoa. Aprendi que quando se envia Reiki a uma pessoa que não o deseja, a energia não surte efeito e aterra - e pude comprovar isso. Esqueça a questão do "Eu Superior": você não irá trocar uma id

Mãos de Luz

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Este é um livro de referência para todo reikiano, mesmo seu assunto não sendo Reiki. Lembre-se que o Método Usui de Cura Natural é apenas uma da miríade de técnicas através de imposição de mãos no trato energético. Há muito o que aprender com outras técnicas, o que incrementa a prática do Reiki e torna a aplicação mais eficiente. Antes de aprender com a obra, entretanto, deve-se aprender a lidar com ela para assim aproveitar todo o seu potencial. Nessas horas, é comum haver confusão, mistura-se uma coisa com a outra, o que pode gerar interpretações errôneas a respeito. Eu acabo insistindo em dizer que Mãos de Luz não fala sobre Reiki pelo motivo de alguns reikianos utilizarem algumas informações deste livro sem dar as devidas explicações. Utilizam sobretudo as ilustrações, como se o Reiki fosse aquilo. Concordo que as ilustrações são maravilhosas e retratam bem os campos energéticos. Contudo elas se baseiam na experiência pessoal da autora Barbara Ann Brennan, que não é reikiana (e n

Crítica profissional e crítica pessoal

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Há pessoas maravilhosas que são péssimas profissionais - pelo menos na minha opinião - e vice-versa. São coisas separadas que se entrelaçam e interagem entre si. O problema é quando se critica a atitude profissional de alguém e isso é tomado como algo pessoal, gerando uma grande confusão. E o contrário também! Se por um lado é quase impossível desassociar o pessoal do profissional, por outro lado essa separação deve ser feita, pois se corre o risco de um "engolir" o outro. Vejo que a maioria dos profissionais reikianos não possuem uma postura profissional justamente por misturar o pessoal com o profissional. Isso vale para outras profissões também. Como o terapeuta Reiki trabalha com o bem-estar de seus atendidos, o desenvolvimento pessoal é deveras importante. Muitos reikianos caem na vaidade: põem seus nomes acima da técnica e usam o título de mestre com uma ostentação frívola. Ser mestre de Reiki é diferente de um mestre acadêmico, e está bem próximo de um mestre de art

Sobre almas-gêmeas e sua evolução

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Passei os últimos três anos estudando sobre o assunto. Não há muitas fontes nem trabalhos de pesquisa. É algo meio solto e aberto, envolvo de fantasias e ilusões. Por um lado, boa parte da "ficção" a respeito é real, no entanto, cabe uma reflexão mais profunda, e de preferência, menos hipócrita. Confesso que me preocupo com o que escrevo aqui, pois infelizmente há pessoas que se ofendem com qualquer coisa, ou às vezes nem isso, para ganhar uma indenização ou sentir-se superior. As almas-gêmeas, descrita como seres "feitos um para o outro", não existem. Não existe um único ser que irá completar outro, existem vários. E existe aquela alma especial, que pode ser chamada de alma final, na qual o ser ficará definitivamente com ela, chegando ao extremo de se fundir com o outro ser. Enquanto isso, o ser conhecerá outras almas, que podem ser chamadas de almas afins, com as quais terá o processo de crescimento e evolução. O que não significa que existe uma alma final: est

Reiki cronometrado ou Reiki intuitivo?

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Por mais que o Reiki seja uma prática sobretudo intuitiva, há ocasiões nas quais o relógio fala mais alto - e não são poucas. É fácil afirmar que o Reiki não deve ser pautado pelos ponteiros do relógio; difícil é trabalhar a prática intuitiva em um atendimento profissional, no qual o tempo urge e a Sapucaí é grande . A maioria dos cursos de Reiki no Brasil ensinam o trabalho intuitivo apenas na teoria, ensinando na prática o período de tempo por posição: de três a cinco minutos dependendo do nível que possui. Não é difícil achar por aí profissionais que atendem ao som de músicas relaxantes com um sininho indicando a mudança de posição, e há aplicativos de celular com a mesma finalidade. Seguir a intuição em uma aplicação de Reiki demanda tempo. O Byosen indica as áreas que necessitam de maior atenção, e permanecer nelas (até meia hora, dependendo do caso) cansa. Sim, o reikiano cansa durante a aplicação, como um fio elétrico que se desgasta conforme a energia vai passando. O Reiki

Premissas do Reiki

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Além dos cinco princípios , o Reiki possui algumas premissas que o diferencia de outras técnicas terapêuticas ou mesmo de manipulação energética. Pode-se dizer até que são alguns dos motivos que atraem tantos praticantes, tornando uma das técnicas mais praticadas no Brasil, de acordo com o SUS . No entanto, há pontos a serem refletidos a respeito, que irei compartilhar aqui. Reiki funciona apenas pelo bem maior À primeira vista isso soa maravilhosamente bem: Reiki não age se não há propósito elevado. Você não conhece prejudicar nenhuma pessoa utilizando o Reiki. A questão é: o que é melhor para a pessoa? Muitas vezes, pensamos que devido a isso a pessoa não irá sentir dor, não irá sofrer: ela será magicamente tratada pela energia universal. Ela irá sim: os problemas virão à tona, como acontece no tratamento floral. A pessoa sentirá dor, irá chorar, mas é necessário: é o melhor para ela. Uma situação importante é a respeito da morte: nenhuma pessoa morre de Reiki ou devido a alguma

Por um Reiki menos místico

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A pesada maioria de praticantes de Reiki aqui no Brasil é mística - e isso, para mim, não é uma boa notícia, pelo motivo de restringir a prática a apenas um determinado grupo de pessoas com visão diferenciada da vida. Reiki é para todos, e isso não significa que para praticá-lo deve-se seguir apenas um estilo de vida. Uma coisa é crescer e evoluir, sem deixar de ser você mesmo, e outra é mudar-se completamente apenas para ser visto como "evoluído". Só porque a maioria dos reikianos brasileiros seja esotérica, não quer dizer que você deva ser um ou mesmo que o Reiki faça parte apenas disso. Esse talvez seja o maior obstáculo para o Reiki ser aceito como uma prática de saúde, seja o nome que deem (terapia alternativa, complementar, integrativa, etc.). O Reiki é associado a algo místico, sobrenatural, divino (no sentido de vinculado a um dogma religioso e/ou afastado das pessoas), e muitos acabam se afastando ou mesmo criando uma visão negativa por causa disso. Não que a pess

Carne e produtos de origem animal - consumir ou não?

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Já falei sobre o consumo de carne para os praticantes de Reiki, dando minha opinião sobre. Decidi aprofundar o assunto, já que ele permeia não só as terapias alternativas, fazendo parte da discussão de diversos temas relacionados à saúde e ao bem-estar. É um assunto comumente não abordado por médicos ou especialistas na área, abrindo espaço para hipóteses de conjecturas - e mesmo teorias da conspiração. Pessoalmente, acho que consumir ou não carne (e/ou produtos de origem animal) é uma questão de gosto e escolha pessoal. Cada organismo possui sua forma singular de funcionamento, e tentar seguir um padrão imposto por fora (mestres Reiki, gurus, terapeutas de diversas áreas, ou mesmo celebridades) pode ser arriscado. O que não é visto a curto prazo pode ser catastrófico a médio e a longo. O meu conhecimento é baseado no que aprendi na escola, e percebo que muitos dos que apregoam o vegetarianismo/veganismo possuem o mesmo nível de conhecimento. O ser humano é um animal onívoro - co

Por trás da não-violência

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Creio eu que este conceito está distorcido em nossa sociedade. Prega-se a não violência como a obsessão de evitar qualquer ato agressivo/violento em que a pessoa esteja envolvida: seja uma discussão ou mesmo as vias de fato. O problema está quando a pessoa deixa romper seu limite (seja ele qual for) e se submete ao agressor apenas para evitar a "briga". Isso não gera paz, como alguns podem dizer, apenas cria traumas, rancores, que um dia vão extravasar de forma desproporcional. Muitos confundem as artes marciais como a arte de bater em alguém . Longe disso. A arte marcial consiste no trabalho do equilíbrio interior para formar um ser humano forte, sadio. Um guerreiro deve ter a cabeça no lugar, dentro e fora da batalha. Todos somos, de certa forma, guerreiros. Arte marcial é disciplina, técnica, persistência - algo que deve ser cultivado e fazer parte da vida, em qualquer tipo de confronto, sobretudo os internos. Alguns criaram "artes marciais" que são apenas &

Como cuidar do ego - da forma certa

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Nas minhas pesquisas sobre Reiki, vejo que as pessoas têm uma ânsia em dissolver/destruir o ego, para que possam viver a totalidade do ser. Mesmo algumas religiões (institucionalizadas ou não) pregam isso. O ego seria para elas a fonte do orgulho, da vaidade, dos defeitos de uma forma geral. No entanto, para que isso aconteça, é necessário evolução : se a pessoa não consegue se resolver na vida, ela não conseguirá viver para os outros. Não adianta doar sua roupa se irá ficar nu: o problema persiste, e até se agrava em alguns casos (quem recebeu a roupa pode jogá-la fora e continuar pedindo). Se você se imaginar como um carro, teria o ego como volante e o superego como motor. O superego é o inconsciente, a parte instintiva. Nele está todo o seu potencial, o que faz a máquina funcionar , por assim dizer, mas precisa de um direcionamento. É aí que entra o ego. Ele te protege das ameaças externas (as propagandas de forma geral trabalham com o superego e não com o ego), e dá um direciona

Adaptar o Reiki?

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Confesso que já tive "bronca" da mestre Takata. Apesar de seu papel fundamental na difusão do Método Usui de Cura Natural, conhecido como Reiki, fiquei meio chateada com as adaptações feitas por ela ao difundir um conhecimento tão precioso . A história do mestre Usui, a criação do Dai-Ko-Myo (há uma hipótese de que foi ela criou este símbolo), os termos utilizados e mesmo a simplificação da técnica em si me deixaram ressabiada. Onde encontrar um Reiki puro, livre de improvisações ? Engraçado que a resposta estava ao meu lado, à minha frente: simplesmente não existe . Como praticante de artes marciais, sei que todo o ensinamento passa por modificações de mestre para aluno/discípulo, ou seja, não existe exatamente uma fórmula primordial , e sim adaptações múltiplas a uma ideia central. Um estilo de arte de um mestre pode ser completamente diferente de outro, mesmo sendo do mesmo ramo. Essa modificação provém da adaptação ao seu tempo-espaço. O que era necessário a uma época

A utilidade do inútil

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Pessoas próximas a mim reclamam das Olimpíadas, assim como reclamaram da Copa do Mundo. "Ah, preferimos escolas, hospitais, melhores condições de vida, do que essas coisas inúteis..." Depois de respirar fundo, contar até dez, segurar a vontade de sentar a mão na cara (esse discursinho frívolo ainda me causa náuseas), passei a refletir sobre. Sim, antes de tudo temos a fase do luto, a fase da raiva, a fase do espera pra esfriar . Não dá para refletir sobre nada estando com raiva, triste, ou sentindo alguma coisa muito forte que impede nosso raciocínio. Pois bem. Essa busca pela utilidade das coisas remonta nosso Passado, onde sempre buscaram dar utilidade pra tudo. O que era considerado inútil era sumariamente descartado. Hoje em dia, com toda a tecnologia, ser útil é fundamental, ser inútil é algo a ser constantemente aparado para não crescer e proliferar. Só que duas coisas surgem disso: a própria taxação de útil/inútil e o valor a ser dado a ambos. Afinal, o inútil pode

Álcool, drogas, sexo e Reiki

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Só coloquei as palavras mais "chocantes" no título, mas há outras restrições antes e depois da iniciação no Reiki: consumo de carne, uso de aparelhos eletrônicos (televisão, computador, celular...), ambientes tumultuados, ou seja, qualquer coisa que possa "atrapalhar" o fluxo energético ou "reduzir" a sensibilidade. Boa parte dos mestres orientam seus alunos a evitarem essas coisas para estarem mais limpos e abertos à energia Reiki durante o curso e o processo de iniciação e também aos 21 dias de purificação que se seguem. Para quem não é do ramo , são dicas valiosas e úteis a serem seguidas, mas pra quem já está na estrada , torna-se aos poucos desnecessário, e vou explicar o por quê neste post. Para quem nunca entrou em contato com as energias sutis de forma consciente, o corpo está repleto de "bloqueios", como se usasse uma venda nos olhos. E uma venda nos olhos atrapalha os outros sentidos também - é o que acontece com nossos corpos energ

Algumas palavras sobre Meditação

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Meditação é a prática da vez. Pode parecer exagero, mas todo mundo que eu vejo procura uma forma de praticá-la - como se fosse obrigatório por lei. Se pesquisar na internet, encontrará métodos, espaços, músicas, enfim, tudo o que é necessário (ou nem tanto) para poder meditar, como se isso fosse melhorar sua vida por si só. Ledo engano. Aliás, penso que as pessoas estão tão obcecadas por isso que não veem que estão exagerando, e que não conseguem entender porque se frustram com isso. Meditação sobretudo não é uma técnica para ser realizada durante determinado tempo em determinado local - é um processo gradual e constante de esvaziamento da mente a ponto da mesma estar permanentemente vazia. Para mim, a maior falha dos cursos de meditação é a criação de um ambiente para meditar. Isso pode ser de grande auxílio no começo, mas chega a ser ilógico: como ter a mente mais serena em situações de estresse se eu só a pratico na calmaria? É como treinar defesa pessoal sem prática: na hora que

Entre Fatos e Factoides

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Fico imaginando se na graduação em História, e mesmo no ensino escolar, deveria haver maior trato com a historiografia e com a construção do conhecimento historiográfico. Aliás, acho que a História é uma grande Mestra da Vida justamente por ensinar a lidar com fatos passados, presentes, e mesmo futuros. Lidar com este tipo de coisa contribui para nossa formação como ser humano e ajudaria na construção de uma sociedade melhor. Um dos pontos que deveriam ser tratados seria a questão do fato e do factoide, como diferenciá-los e mesmo utilizá-los na construção historiográfica e na própria evolução. Pesquisei um pouco na internet sobre o factoide, e vi que ele possui uma definição levemente diferente da que eu costumo utilizar: realmente é um fato falso considerado verdadeiro, no caso pela intensa veiculação, sendo que eu considero como uma interpretação distorcida de um fato legítimo por interesse pessoal. No final, ambos conferem: a intensa veiculação de um fato falso possui interesse

Um Eu de muitas caras e muitos jeitos

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A expressão duas caras possui uma conotação negativa ao se referir a uma pessoa de posturas e atitudes diferentes com o propósito de prejudicar outrem. Busca-se então ser a mesma pessoa em qualquer situação, em qualquer ambiente, e isso acaba causando muita frustração, porque as coisas não são bem assim . Em cada situação temos que ser uma pessoa diferente, porque a mesma demanda isto. Não é possível ser a mesma pessoa no trabalho, na escola, na faculdade, na academia. Nós devemos então nos utilizar de máscaras nas mais diversas situações, para nossa própria preservação. Diria que estes são apenas partes de nós, partes necessárias. Não dá para ser completo em qualquer lugar, isso pode ser seriamente danoso. Isso fica visível na transição da adolescência para a idade adulta, quando começamos a trabalhar e vemos que qualquer postura não é aceitável neste tipo de ambiente. Pode parecer absurdo no começo, mas com a devida orientação, é possível desenvolver um "eu profissional&quo

Editorial: Quem cura, afinal?

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Se eu disser ninguém, soaria engraçado, mas é bem isso: ninguém cura ninguém a não ser a si próprio. Seja uma gripe, um osso quebrado ou um karma pesado . Só a própria pessoa pode se permitir curar. Não há "segredo", ou podemos dizer que este é o segredo das "curas milagrosas". Isso também muda um pouco a própria visão do "efeito placebo", termo da medicina alopática que explica o motivo de uma substância ou método surtir efeito sem explicação científica. Falar de saúde sem ser profissional da área chega a ser um risco. É necessário medir palavras. Só que indo além, quando um novo horizonte se descortina em matéria de saúde, coisas até então consideradas absurdas tornam-se regra. No entanto, até haver a mudança, e principalmente, até haver a aceitação, problemas acontecerão. Uma das discussões mais polêmicas a respeito é sobre a capacidade de curar . Quem, ou o quê, teria a "milagrosa" capacidade de devolver à pessoa sua condição de bem-est

Algumas palavras sobre Iluminação

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Pode parecer um pouco presunçoso de minha parte escrever sobre um estado no qual ainda não atingi, mas ao entrar em contato com pessoas neste nível de consciência, a sensação é de também o ser. Hawkins fala em seu livro sobre a Iluminação de forma tão natural e tão concreta, que se chega à conclusão que qualquer pessoa, em qualquer nível de consciência, pode esforçar-se e atingir este estágio. A Iluminação seria o nível máximo de consciência possível na Terra, mensurado entre 700 e 1000, ou seja, a pessoa vai se desenvolvendo dentro da Iluminação até atingir a consciência máxima. Pesquisei algumas coisas na internet sobre Iluminação, e percebi que muita coisa mudou. Algumas pessoas consideram Iluminação o mero despertar de consciência, o que não faz sentido, já que o despertar é a página 1 do volume 1 e a Iluminação é a página 1 do volume 2, por assim dizer. Outra coisa, Iluminação é possível, mas não significa que seja fácil, tampouco significa que é necessário ser monge para tal.

Seja bambu

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"Não há que ser forte, há que ser flexível". Provérbio Chinês Nos últimos dias, acabei conversando com várias pessoas a respeito de flexibilidade e adaptação. Para minha surpresa, percebi que muitas pessoas resistem à adaptação de forma declarada e consciente, como se fosse algo negativo a ser combatido. Já passei por essa época, em que a adaptação era vista como conformismo e aceitação de que nada irá mudar. Agora percebo que as coisas não vão mudar ao nosso bel prazer, nem seguir os padrões impostos pelos nossos caprichos. O que se pode fazer então é aproveitar o que se tem a oferecer e se adaptar para isso. Como disse em outro post , a verdadeira Revolução é aquela que vem de dentro de nós, mudando por completo nosso interior, e externando uma nova vibração que acaba por alterar o ambiente a sua volta , contagiando os demais (positivamente ou negativamente). Mudar e questionar é algo bom, mas apenas para efeito pessoal. Discordo de tanta coisa que vejo, que se fosse re

Algumas observações sobre Bullying

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Eu sofri bullying em toda minha idade escolar, sendo necessários tratamentos psicológicos e mesmo complementares para superar os traumas decorrentes. Foi nessa ocasião que descobri o Reiki, os florais, e toda uma gama de terapias alternativas e complementares, que hoje estudo com tanto afinco e paixão. Enfim, na faculdade pensei que estudaria um pouco sobre este fenômeno presente nas escolas desde tempos idos, mas foi aquém da minha expectativa. Além de ter que estudar por conta própria, percebi que não existem políticas e estudos efetivos a respeito aplicados na escola, sendo utilizadas as velhas fórmulas paliativas e ineficazes. Resolvi então listar algumas coisas que considero importantes sobre o bullying como forma de alertar pais, alunos, professores, entre outras pessoas ligadas à educação. Ignorar não funciona A primeira coisa que nos sugerem ao ato de bullying é ignorar. Deixar de lado para o bullie cansar e desistir de importunar. Quase nunca funciona, e o motivo é simple

Consertando heróis e protegendo sonhos

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Era um assunto que eu iria pontuar há algum tempo aqui, mas acabei deixando as coisas acontecerem antes. Nessa onda de filmes onde super-heróis se enfrentam para demonstrar sua humanidade, ou mesmo na onda de anti-heróis que arrastam grande público, fico imaginando onde a humanidade vai parar. Os super-heróis foram criados para serem exemplos às pessoas, para seguirem seus sonhos, para terem um ideal. Se for viajar um pouco na maionese, essa teoria lembra os santos católicos - mas aí é outra história. O herói transcende o individual em nome de um coletivo - salvar o planeta, o universo, seja lá o que for. Possui ética inabalável e é incorruptível aos seus princípios. Não é uma pessoa perfeita, mas busca superar-se continuamente, além de não se deixar levar pelos problemas. O trabalho em equipe é harmonioso, e mesmo divergências são resolvidas entre si, sem precisar de confrontos externos. Pois é, deveria ser assim. Estamos em uma época de valores distorcidos. Não adianta argumenta

Salvação - além da religião

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Boa parte das pessoas conhece o conceito cristão de Salvação - no qual a pessoa tem que ter boa conduta nesta vida para estar junto de Deus quando for embora. Poucos sabem que o conceito de Purgatório surgiu na Idade Média - o Inferno seria a casa de purgar , onde as almas seriam purificadas e assim adentrar ao Céu, e que por divergências documentais surgiu um lugar próprio chamado Purgatório. Mas o que quase ninguém sabe é que a Salvação vai além de um conceito cristão, e sobretudo de um conceito religioso, tornando-se um objetivo de vida. Para entender isso, temos que começar com a seguinte premissa: o mundo é injusto aos nossos olhos. Nós tendemos a considerá-lo injusto, e para nós o é. Isso faz com que tentemos mudá-lo do nosso jeito, das mais diversas formas: seja atuação política, seja participação social, seja de outras formas... Existe o sonho de mudar o mundo e fazê-lo melhor - a utopia de uma sociedade ideal. Só que o que é certo para uns não é certo para outros. E aí surg

Procrastinar no serviço: uma reflexão honesta

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Já tratei sobre o assunto aqui uma vez . Decidi retornar porque, pesquisando na internet, vejo que as pessoas o tratam de forma hipócrita. É algo que existe, busca-se combater como se fosse uma doença; no entanto, duvido que seja algo realmente negativo. É fácil falar que temos que ser os mais produtivos possível, só que e quando não há nada pra fazer , eu vou procurar pelo em ovo para dizer que estou trabalhando? O trabalho não é um fluxo constante, como também não somos. Ora estaremos bem dispostos, e poderá haver serviço ou não; ora estaremos cansados, fatigados, e poderá haver muito serviço ou não. Como agir a cada momento? Silêncio. Até entendo que temos que nos melhorar sempre no ambiente de trabalho, produzir sempre mais, e melhor (de preferência). O problema não está aí: se você jogar no Google, ou mesmo no YouTube, encontrará milhares (pra não dizer milhões) de técnicas de aumentar a produtividade no serviço, sites especializados, e receitas "mágicas" para aumentar

Síndrome de Horácio, ou do Braço Curto

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Quem não se lembra do dinossauro fofinho da Turma da Mônica, verdinho e pequenininho? Talvez o traço mais marcante que seus grandes olhos eram seus braços curtos, que nada alcançavam. Essa metáfora é usada sobretudo nas artes marciais, quando uma pessoa não golpeia de forma efetiva com medo de atingir o outro. Você está em uma academia justamente para aprender aquela técnica, não precisa ter medo de atingir ou machucar alguém - por isso há a supervisão de um mestre ou professor. Isso pode ser levado para a nossa vida pessoal: se queremos algo, temos que ir atrás, o golpe tem que surtir efeito. Quantas pessoas que se dizem cheias de problemas realmente se esforçam para resolvê-los? É possível perceber a diferença entre quem corre atrás ou quem é braço curto. Temos que ter compaixão por elas? Com certeza, são nossos irmãos que também estão aprendendo a viver. Mas sejamos realistas: as pessoas acabam por se acomodar nos próprios problemas. Dê a ela uma ideia e veja sua reação: para alg