terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Agradar ou Ser Agradável?

São coisas diferentes, que muitos pensam ser a mesma coisa, e acabam cometendo um grave erro: para ser considerada uma pessoa agradável, tenta-se agradar a qualquer custo - e isso pode ser extremamente desagradável. Temos que ter em mente que não podemos agradar a todos, e que nunca iremos agradar todo mundo. Espalhamos a inimizade de qualquer forma, e temos que lidar com ela de forma serena.


Como peças de quebra-cabeça, nos encaixamos perfeitamente com certas pessoas, com outras nem tanto, e há aquelas pessoas que de jeito nenhum dá para haver uma ligação. Não são más pessoas, nem há problema que impeça, simplesmente é assim. Como diz a expressão: o santo não bate. Com isso em mente, já nos tornamos mais soltos. Podemos ser naturais porque não há aquela obrigação de ser alguém que não somos - isso é um passo importante. Ter a consciência de determinada situação permite que a mudemos.

Não precisamos "puxar o saco", nem se fazer de agradáveis, porque no final as pessoas não vão gostar de você mesmo assim, ou vão acabar não gostando. Ser verdadeiro nos aproxima de quem realmente se importa com a gente e nos afasta de pessoas indesejáveis - ou pelo menos deixa claro quem realmente não gosta. Só que muitas vezes essas pessoas indesejáveis são importantes na nossa vida, como um chefe, um professor, um parente. Ser você mesmo não significa que vai deixar de ter educação com quem não gosta, ou deixar tão claro como um letreiro em neon.

É fácil lidar com quem gosta da gente - mesmo quando não há recíproca - mas e quando gostamos (ou pelo menos temos afeição) de alguém que não nos suporta? Não, não vim trazer respostas a todas essas perguntas. Isso é parte de uma reflexão mais profunda a ser feita no interior de cada um, sob cada aspecto. Como gostaríamos de ser tratados? Como tratamos as pessoas? Aos amigos tudo e aos inimigos a lei? Refletir honestamente é o primeiro passo para uma mudança efetiva na vida - e mudar a si mesmo é uma forma de mudar tudo a sua volta, e mesmo as próprias pessoas.

Agora imagine uma pessoa incrível, mas sem imaginar uma pessoa em específico. Uma pessoa cheia de potenciais, qualidades e habilidades, fazendo o que gosta. Essa pessoa é você mesma. Cada pessoa é incrível, fantástica, só que a esmagadora maioria não descobriu isso ainda - e talvez passe esta vida sem descobrir. É um processo natural, não adianta querer forçar todas a desenvolverem seu potencial acerolático ao mesmo - é algo meio caótico, hehe. Imagine que todas as pessoas são assim, mas infelizmente não sabem, e não tem como contar - elas também terão que descobrir por elas mesmas. Só de pensar assim, a visão sobre o outro muda, e sobre si mesmo também.

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