Reiki e Religião

É necessário começar pela base do Reiki: Mikao Usui não era padre, muito menos cristão, como a mestre Takata ensinava aos seus alunos como uma forma de tornar o Reiki mais palatável aos ocidentais. Usui era budista leigo do ramo Tendai, e seu famoso retiro espiritual foi orientado dentro desta doutrina religiosa.

O que não significa que o reikiano precisa ser budista. O budismo é a base filosófica do Reiki simplesmente por ter sido criado no Japão. Um exemplo disso é o Aikido, criado no mesmo contexto histórico-cultural: você não precisa converter-se para praticar. Indo mais longe, o chamado Kung Fu tem por contexto um mosteiro budista chinês.

Contudo, a recíproca não é verdadeira: há religiões que não permitem a prática de técnicas que não compartilham da mesma doutrina. Ou seja: não o Reiki que obriga o praticante a mudar de visão de mundo, mas a instituição religiosa que obriga seu seguidor a evitar elementos divergentes de sua doutrina.

Cabe à pessoa refletir racionalmente sobre. É comum reikianos passarem por cima de suas instituições religiosas para praticar o Reiki, sem perceber que se não abraçam integralmente sua religião, não conseguirão abraçar integralmente o Reiki. É o caso de refletir se aquela instituição religiosa realmente liga a pessoa a Deus ou apenas quer vender um modo de vida.

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