terça-feira, 26 de julho de 2016

Editorial: Quem cura, afinal?


Se eu disser ninguém, soaria engraçado, mas é bem isso: ninguém cura ninguém a não ser a si próprio. Seja uma gripe, um osso quebrado ou um karma pesado. Só a própria pessoa pode se permitir curar. Não há "segredo", ou podemos dizer que este é o segredo das "curas milagrosas". Isso também muda um pouco a própria visão do "efeito placebo", termo da medicina alopática que explica o motivo de uma substância ou método surtir efeito sem explicação científica.

Falar de saúde sem ser profissional da área chega a ser um risco. É necessário medir palavras. Só que indo além, quando um novo horizonte se descortina em matéria de saúde, coisas até então consideradas absurdas tornam-se regra. No entanto, até haver a mudança, e principalmente, até haver a aceitação, problemas acontecerão.

Uma das discussões mais polêmicas a respeito é sobre a capacidade de curar. Quem, ou o quê, teria a "milagrosa" capacidade de devolver à pessoa sua condição de bem-estar? Seria conhecer o corpo como uma máquina perfeita, harmônica, que de vez em quando uma peça sai do lugar, prejudicando o resto? Seria aquele cara que, aos berros, expulsa espíritos maléficos? Seria a dieta da moda? Seria o Reiki? Florais? Whey Protein? Tudo isso? Nada disso?

O ser humano é algo complexo demais para nós mesmos, já que é criação divina (por favor, não me confunda com Criacionismo). Mesmo as invenções mais avançadas não chegam nem perto de nossa imaginação (acontece o contrário: nós fechamos nossa mente para nossos gadgets). Ele é composto por substâncias, energias, vibrações, ideias, sentimentos, e sei lá mais o quê. O que fazer para cuidar de algo tão complicado? Dar o cuidado mais completo, certo? Chega-se à conclusão que conhecer a si mesmo é um remédio universal para todos os males.

Conforme se autoconhece, os problemas podem vir à tona e ser trabalhados. De que forma? Da melhor forma: um remédio, uma tala no braço, uma alinhamento de cura, um abraço gostoso. Chorar no colo da pessoa amada pode resolver traumas profundos, sem efeitos colaterais (tá, chorar demais dá dor de cabeça depois). Nada, nem ninguém, conhece curar uma pessoa. Só ela mesma. O trabalho que se tem é para auxiliá-la nesse processo da melhor forma possível. E todo e qualquer trabalho é válido para isso (sem prejudicar outrem, creio eu) e tem seu mérito.

O tempo mostra isso, e mais adiante vai ficando mais e mais visível. Tempo é outro remédio universal para nossos males, sobretudo os coletivos.

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