terça-feira, 20 de setembro de 2016

Como cuidar do ego - da forma certa

Nas minhas pesquisas sobre Reiki, vejo que as pessoas têm uma ânsia em dissolver/destruir o ego, para que possam viver a totalidade do ser. Mesmo algumas religiões (institucionalizadas ou não) pregam isso. O ego seria para elas a fonte do orgulho, da vaidade, dos defeitos de uma forma geral. No entanto, para que isso aconteça, é necessário evolução: se a pessoa não consegue se resolver na vida, ela não conseguirá viver para os outros. Não adianta doar sua roupa se irá ficar nu: o problema persiste, e até se agrava em alguns casos (quem recebeu a roupa pode jogá-la fora e continuar pedindo).


Se você se imaginar como um carro, teria o ego como volante e o superego como motor. O superego é o inconsciente, a parte instintiva. Nele está todo o seu potencial, o que faz a máquina funcionar, por assim dizer, mas precisa de um direcionamento. É aí que entra o ego. Ele te protege das ameaças externas (as propagandas de forma geral trabalham com o superego e não com o ego), e dá um direcionamento para a vida. Não há nada de ruim nisso, muito pelo contrário: deixar o superego no comando é autodestrutivo.

E o orgulho, vaidade, e afins? Ora, eles permeiam ambos! Podem estar tanto no inconsciente quanto no consciente (ego) ou nos dois ao mesmo tempo! A diferença está em trabalhar com isso. O ego não deveria ser destruído por outrem, muito menos por si mesmo. Ele deve ser trabalhado, evoluído, fortalecido. Para controlar o superego e o direcionar a coisas construtivas. Não é que uma pessoa deixa de ter ego: é que este evolui a tal ponto que se autossustenta, não precisando mais de caprichos externos.

Para isso, é necessária a evolução. É difícil falar sobre ego para pessoas pouco evoluídas. Percebe-se isso quando não se respeita essa teoria: há inconformismo quando não se é considerado pronto. Quer aprender a equação de segundo grau, mas ainda não aprendeu as quatro operações fundamentais. Espere o momento certo, e enquanto isso, trabalhe seu ego. Ele que permite sua sobrevivência e evolução, ao contrário do que dizem por aí.

Ao desenvolver o ego, deve ser desenvolvido também o controle sobre o mesmo. Você controla o ego, e este controla o superego. Não adianta só desenvolver o ego - perder o controle dele pode ser tão nocivo quanto deixar o superego no comando. É o famoso autocontrole, de difícil aquisição, e que hoje em dia não é muito trabalhado, já que demanda evolução.

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