terça-feira, 4 de outubro de 2016

Carne e produtos de origem animal - consumir ou não?


Já falei sobre o consumo de carne para os praticantes de Reiki, dando minha opinião sobre. Decidi aprofundar o assunto, já que ele permeia não só as terapias alternativas, fazendo parte da discussão de diversos temas relacionados à saúde e ao bem-estar. É um assunto comumente não abordado por médicos ou especialistas na área, abrindo espaço para hipóteses de conjecturas - e mesmo teorias da conspiração.

Pessoalmente, acho que consumir ou não carne (e/ou produtos de origem animal) é uma questão de gosto e escolha pessoal. Cada organismo possui sua forma singular de funcionamento, e tentar seguir um padrão imposto por fora (mestres Reiki, gurus, terapeutas de diversas áreas, ou mesmo celebridades) pode ser arriscado. O que não é visto a curto prazo pode ser catastrófico a médio e a longo. O meu conhecimento é baseado no que aprendi na escola, e percebo que muitos dos que apregoam o vegetarianismo/veganismo possuem o mesmo nível de conhecimento.

O ser humano é um animal onívoro - come de tudo por natureza. Apenas animais extremamente complexos são assim - a maioria ou se alimenta de carne (predadores) ou de vegetais (presas). Ser onívoro garantiu (e ainda garante, de certa forma) a sobrevivência da espécie por aumentar a capacidade de adaptação. Com uma alimentação rica e diversificada, os humanos primitivos puderam desenvolver corpo e mente, o que permitiu a fixação da sociedades humanas e, por que não dizer?, da civilização humana como a conhecemos hoje.

Ou seja, não é uma questão de saúde - se fosse de saúde, comeríamos o que nosso corpo precisa, até carne. Alguns falam da violência contra os animais, mas e a violência contra os vegetais, fungos, etc? Se animais possuem sentimentos - como é visível em alguns -, os outros seres também possuem sua forma de expressar. Ou cairíamos naquela interpretação da Idade Moderna na qual algumas pessoas possuíam alma e outras não. E vejo que algumas pessoas são meio brutais com o alimento que será consumido, independente de qual seja. Respeitar o alimento vai além da máxima "por que cuido de alguns e como outros?".

Se fomos pensar em sofrimento animal, não deveríamos ter bichos de estimação, porque para aguentar os humanos... Nem mesmo plantinhas em casa, pois elas absorvem nossa negatividade e qualquer energia que possa nos atingir. Li em um livro de Reiki que a carne possui miasmas - energia de dor e medo acumulada, de acordo com o autor - o que prejudicaria o organismo da pessoa que a comeria. Só que não apenas a carne pode possuir: qualquer alimento mal preparado pode ser nocivo ao organismo. E qualquer tipo de trauma ou vibração nociva pode ser retirada através da aplicação de Reiki.

Existe uma teoria na qual o incentivo ao não consumo de carne vermelha estaria ligado à tentativa de falir os criadores de gado, em sua maioria grandes proprietários de terra e capital. Levá-los à falência seria uma "forma" - nada saudável - de redistribuir terras e dinheiro, além de mudar por completo todo o sistema produtivo. Parecida com a técnica para acabar com o tráfico de drogas ilícitas: divulgando e apregoando seus malefícios, desestimula-se as pessoas ao consumo, acabando com seu comércio.

Não somos vacas. Estas possuem o organismo desenvolvido para alimentar-se apenas de vegetais, enquanto nós podemos comer qualquer coisa. Já presenciei algumas pescas nas quais os peixes sofriam maus-tratos antes de virarem alimento, e frigoríficos que seguem padrões rígidos de abate para evitar qualquer forma de sofrimento ou de agonia. A paz de espírito vem de dentro de cada pessoa. Antes de tomar uma decisão sobre a mudança de hábitos de consumo, consulte um médico - ou mesmo mais de um. Pesquise sobre o que você consome e não caia na armadilha dos boatos. Sobretudo, não fique na obsessão de que os outros mudem por causa das suas ideias.

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