terça-feira, 8 de novembro de 2016

Crítica profissional e crítica pessoal

Há pessoas maravilhosas que são péssimas profissionais - pelo menos na minha opinião - e vice-versa. São coisas separadas que se entrelaçam e interagem entre si. O problema é quando se critica a atitude profissional de alguém e isso é tomado como algo pessoal, gerando uma grande confusão. E o contrário também! Se por um lado é quase impossível desassociar o pessoal do profissional, por outro lado essa separação deve ser feita, pois se corre o risco de um "engolir" o outro.


Vejo que a maioria dos profissionais reikianos não possuem uma postura profissional justamente por misturar o pessoal com o profissional. Isso vale para outras profissões também. Como o terapeuta Reiki trabalha com o bem-estar de seus atendidos, o desenvolvimento pessoal é deveras importante. Muitos reikianos caem na vaidade: põem seus nomes acima da técnica e usam o título de mestre com uma ostentação frívola. Ser mestre de Reiki é diferente de um mestre acadêmico, e está bem próximo de um mestre de artes marciais: é aquela pessoa que se transcendeu através do seu trabalho.

O Reiki muda as pessoas - fato. Até entendo quando argumentam que o Reiki não poderia ser visto como mera profissão, mas minha interpretação é outra: a profissão deve ser valorizada, pois faz a pessoa crescer. Como confiar em um profissional que apenas quer se exibir? Esta é a interferência negativa da esfera pessoal na esfera profissional, quando uma consome a outra de forma negativa. Isso sem comentar os workaholics que destroem a vida pessoal em nome da vida profissional...

Quando o mestre Reiki toma a postura de mestre - tanto no pessoal quanto no profissional - as coisas mudam de figura. Ele não só é um profissional confiável, como também uma pessoa confiável. E por ter uma postura mais evoluída acaba por sofrer revezes de outras pessoas. Mais evoluído não significa mais amado - pode acontecer justamente o contrário. Mas a evolução consiste também em superar este tipo de coisa. Aprender a ouvir, a apanhar, e a bater também.

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