terça-feira, 1 de novembro de 2016

Sobre almas-gêmeas e sua evolução


Passei os últimos três anos estudando sobre o assunto. Não há muitas fontes nem trabalhos de pesquisa. É algo meio solto e aberto, envolvo de fantasias e ilusões. Por um lado, boa parte da "ficção" a respeito é real, no entanto, cabe uma reflexão mais profunda, e de preferência, menos hipócrita. Confesso que me preocupo com o que escrevo aqui, pois infelizmente há pessoas que se ofendem com qualquer coisa, ou às vezes nem isso, para ganhar uma indenização ou sentir-se superior.

As almas-gêmeas, descrita como seres "feitos um para o outro", não existem. Não existe um único ser que irá completar outro, existem vários. E existe aquela alma especial, que pode ser chamada de alma final, na qual o ser ficará definitivamente com ela, chegando ao extremo de se fundir com o outro ser. Enquanto isso, o ser conhecerá outras almas, que podem ser chamadas de almas afins, com as quais terá o processo de crescimento e evolução. O que não significa que existe uma alma final: esta é uma alma afim que desenvolve laços tão profundos com o ser (a famosa sintonia), que acabam por permanecer juntos.

Os seres possuem força e nível evolutivo. Um ser pode ser forte e não possuir um nível evolutivo reduzido e vice-versa, assim como é comum encontrar seres fracos de pouca evolução (exemplo o planeta que estamos) e extremamente raro achar seres fortes e evoluídos. Apesar de a força poder ser desenvolvida junto com o nível evolutivo, isso não é regra.

Durante a evolução, as almas conhecem inúmeras outras e se ligam por afinidade. Essa afinidade se dá sobretudo energeticamente - você olha para a pessoa e se sente confortável ou não. As essências de ambas as pessoas (a centelha primordial do ser) reagem uma a outra, positivamente ou não. Quanto mais evoluído o ser é, menos almas afins ele possui - até restar uma. Ou seja, quanto mais involuído um ser é, mais almas afins ele possui - e olha que coisa, a sociedade de hoje prega justamente para não se ter vínculos com as pessoas!

Em canalizações e mediunidades, alguns espíritos falam que as almas não possuem sexo. Não como aqui - não existe uma genitália. O que ocorre são essências que se complementam: Yin e Yang, por assim dizer. E não, um ser masculino será sempre masculino, ele não carrega uma essência feminina, como dizem por aí. O contrário também é válido. Se não houvesse isso, não haveria a união das almas. E olha que coisa: falam que as pessoas carregam o masculino e o feminino dentro de si, que por si só já se bastam.

Ao longo da evolução, o ser se une a outros por esses laços afetivos e através deles pode evoluir ou não. Há seres que não podem se relacionar, pelo triste motivo de um sugar a essência vital do outro, e isso nem é por uma relação de ódio. Outros seres, quando unidos, promovem todo o desenvolvimento evolutivo por si, sem precisar mais de outras almas afins. Essa é, ou deveria ser, a essência do casamento, que neste planeta é apenas um mero "contrato social". Em um casamento você se compromete a evoluir junto com o ser afim, por aquele determinado período (até que a morte nos separe).

A alma-gêmea - ou alma final - pode emergir na multidão de almas afins através de um fator crucial: o sacrifício livre e espontâneo. Algo que nossa sociedade tenta impedir a qualquer custo, e que as pessoas não percebem. Não se morre por alguém, por um ideal que considera nobre, por algo importante para si. Quanto menos prejuízo a pessoa tiver melhor, até. Na minha cabeça involuída, penso ser essa a única prova de amor, existente e necessária. Ela vem com a evolução - não adianta forçar a barra. Sobretudo quando um ser é mais evoluído que o outro.

Enquanto as duas almas afins não forem evoluídas ao ponto de terem apenas afinidade energética entre si, não podem ser consideradas como almas finais (ou almas-gêmeas). Elas podem se separar (e se unir de novo, talvez) e se relacionar com inúmeras outras. Lá na frente, bem lá na frente, caso se comprometam com o processo evolutivo (que inclusive vai além dos níveis de consciência), elas conseguem desenvolver a capacidade de fundirem-se em um ser único temporariamente. Suas habilidades e capacidades potencializam-se exponencialmente. Talvez no futuro esta união seja definitiva: os dois seres deixam de evoluir para serem apenas um só.

Para serem um só, é necessário deixar de ser um, sem deixá-lo de ser. É saber que nenhum ser humano é uma ilha e sim são arquipélagos. Querer ser independente do todo é ao mesmo tempo necessário e impossível. As pessoas devem, antes de tudo, ser elas mesmas, para que possam ver seu reflexo no coração das outras pessoas, que também são elas mesmas.

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