terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Reiki como profissão - até que ponto?


Vejo muitos profissionais reikianos falarem que ver o Reiki apenas como profissão é algo antiético, que deve ser, sobretudo, amor e doação. Quem não está nas nuvens sabe que não é bem assim. Fazer um curso de Reiki para tornar-se terapeuta e fazer disso uma profissão é algo louvável, mas também um desafio: o Reiki muda a vida das pessoas. Deve-se estar pronto para ver a vida virar de cabeça para baixo antes de começar a ganhar dinheiro. Não vejo problema nenhum em querer trabalhar com isso. Todo trabalho honesto deve ser valorizado, pois por si só engrandece o homem.

Primeiro, a questão do dinheiro: ele em si não é algo negativo, sujo. É algo a ser trabalhado e merecido. Vive-se na matéria, deve-se aprender a conviver com ela, como já foi dito diversas vezes aqui. Reiki não é (só) doação. Pode ser muito legal fazer um trabalho voluntário com o Reiki, sobretudo quando não se possui oportunidade para praticar e sobra vontade de fazê-lo, mas é maravilhoso poder sustentar a vida material com algo tão nobre, já que os Cinco Princípios permeiam vida e trabalho.

Segundo, a postura profissional: acho que a questão está em fazer um trabalho de qualidade em meio a um público amplo e diversificado. Reiki hoje é uma técnica fechada a um nicho específico, próprio. Extravasar o Reiki para fora deste círculo é um grande desafio, que muitos preferem abdicar, diminuindo a qualidade do trabalho feito e dando uma imagem "amadora" a quem busca fazer um trabalho profissional. Antes de convencer os profissionais de saúde que veem as práticas complementares como "charlatanismo" ou mesmo "competição mercadológica", é necessário convencer os próprios reikianos de sua própria postura.

Terceiro, o essencial: fazer um trabalho de qualidade. Não existe nenhum curso na área de saúde e bem-estar que dure apenas algumas horas, muito menos à distância - neste caso há raríssimas exceções, ainda em discussão. Quando se lida com o corpo, é necessário um corpo. É necessário praticar. E prática requer tempo. Fazer um "curso" (que alguns chamam de "seminário", mais para justificar a questão da carga horária) de um dia ou dois, no qual se transmite apenas a teoria, jogando a responsabilidade da prática para o aluno, que mal é iniciado em um nível já quer a iniciação do próximo, não faz sentido para quem é de fora.

E para finalizar, o diferencial: não se cura ninguém, promove-se o bem-estar. Aquela sensação de relaxamento que cada dia torna-se essencial como água e ar puro.

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