terça-feira, 30 de maio de 2017

Coitadismo social


Abordei este assunto em outros posts de forma indireta e mais suave, afinal, esse fenômeno apenas é reflexo do que vem ocorrendo no interior das pessoas nos últimos anos (décadas? Séculos?). O coitadismo social é fruto do vitimismo exacerbado das pessoas gerando mudanças sociais. Empoderamento, opressão, orgulho (ah, o orgulho!) são alguns dos termos usados hoje em dia por pessoas que são sobretudo vítimas de si mesmas, e acabam por projetar em outrem a causa de sua situação.

A gravidade desse fenômeno é percebida quando se sugere a evolução da pessoa: adaptação e aceitação são conceitos rejeitados ferozmente por pessoas vitimistas, já que a tiram do estado de vítima e o peso da responsabilidade se faz sentir. Hoje em dia, ter responsabilidade é um ato de coragem pouco incentivado, valorizado geralmente por pessoas mais experientes de vida - idosas ou não. Mesmo os idosos "de idade" de hoje em dia não possuem mais a maturidade dos anos vividos, tentando apegar-se na tênue ideia de juventude - e achando que têm razão de alguma coisa só por ser "mais velho".

Boa parte dos programas sociais são frutos desse coitadismo social: não se abre possibilidades de crescimento e evolução - sobretudo em um aspecto pessoal. É uma muleta na qual a pessoa se apoia e desaprende de andar. Outros sistemas sociais são vistos como opressivos justamente por forçar a pessoa a sair do estado de vítima e tomar uma atitude quanto à própria vida. Ao contrário do que dizem por aí, adaptação e aceitação são conceitos maduros e importantes, ligados a níveis elevados de consciência.

Ofender-se por qualquer coisa e querer dar lições de moral é outro sinal desse vitimismo. Apenas a pessoa e seus "amigos" estão certos - os questionamentos são vistos com repulsa e não como uma oportunidade de aprendizado. Lembre-se que o diálogo é uma forma de reprogramação e evolução. Repulsas coletivas são cada vez mais comuns, como se não existisse um indivíduo distinto no meio de uma massa. Por falar em níveis elevados de consciência, pessoas nesta frequência podem "anular" massas e massas de pessoas involuídas, "nivelando por cima". Estar perto de um indivíduo evoluído traz uma sensação de bem-estar profundo.

Sair do estado de vitimismo requer muito, muito esforço. É gostoso fazer o papel de vítima constantemente, dizer-se oprimida pelo sistema. O sistema atua sobretudo na mente da pessoa - ela que permite a opressão, por assim dizer, para manter este estado. Vi em um documentário a informação de que as pessoas viciam-se nos neurotransmissores de suas emoções (por isso se apegam a elas), buscando situações para ter uma constante liberação dos mesmos. Não é questão de assumir os problemas de todo mundo, mas apenas de assumir os próprios problemas (o que já é bastante coisa) e resolvê-los. Não são os outros que deixam ou não, somos nós mesmos.

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