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Mostrando postagens de Junho, 2017

Bom senso, senso comum, quem julga quem?

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Já falei sobre a fragilidade do bom senso neste post . Indo além, o senso comum não é exatamente o que pensam muitas pessoas - como uma cidade ou mesmo um país inteiro - sendo no máximo um grupo pequeno (comparado ao todo) que acaba impondo sua opinião sobre os demais. O senso de justiça seria a opinião de uma pessoa sobre o que seria justo ou não pra ela, indo pelo mesmo caminho do bom senso e do senso comum. Quando se julga algo, quando se dá uma opinião, é algo meramente subjetivo, por mais objetividade que a pessoa tente exprimir, ou seja, de nada valem se o outro assim o achar. Sério: sua opinião não vale nada, a menos que alguém diga que o vale - e valerá apenas para ela, e ninguém mais. A opinião de ninguém é melhor que de outrem. Reflita sobre os famosos formadores de opinião , ou mesmo aquelas pessoas que fazem "sucesso" nas redes sociais. Há pessoas que "vencem" argumentações simplesmente por rejeitar a opinião de outras pessoas. É mais fácil seguir a

A dificuldade da aceitação

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Aceitar é diferente de conformar-se. Já falei sobre em outro post. E por ser algo complexo e profundo, aceitação e conformação acabam se confundindo. Para Hawkins, a Aceitação vem antes da Razão, e antes da Aceitação vêm a Neutralidade e a Disposição. É um caminho longo e árduo, mas muito gostoso, pois muita coisa é deixada pra trás, como aquela sensação que se tem após um barulho constante cessar. Interessante notar que aceitação e razão são conceitos meio que temidos pelas pessoas. Teme-se aceitar e se conformar com tudo que está em volta, travando-se e deixando de evoluir. Teme-se a razão por pensar que se deixa de lado as emoções, tornando-se um ser frio e desprovido de amor ou compaixão. É bem por aí, mas não é bem isso. Aceitar tudo o que está em volta não é algo ruim, é algo bom e necessário, afinal não se pode mudar os outros. A razão é saber ponderar além da emoção, levando ela em conta, mas no devido lugar. É necessária a razão para se chegar ao Amor, que é logo depois.

Divergente

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Um livro realmente viciante e interessante. Fiquei de tal forma absorta por ele que não conseguia parar de ler. O interessante é que a história em si não é muito profunda, e o excesso de objetividade deixa a desejar em diversos pontos. Para um livro tão ruim ser tão bom , é porque o que importa é realmente bom . A ideia foi trabalhada a seu tempo, para agradar sua geração - para mim, ela foi mal aproveitada , mas deixa pra lá. Dizer que é uma versão mais atualizada de Matrix também seria exagerado, mas é uma boa analogia. A trama gira em torno do domínio mental entre as pessoas das cinco facções existentes na sociedade: Abnegação, Audácia, Erudição, Franqueza e Amizade. São perfis sociais que trabalham em áreas específicas de forma a promover a paz e evitar a guerra. Entretanto, pessoas são pessoas, e algumas delas querem poder. Para tanto, irão se utilizar as sutilezas mentais para conseguir seu intento. Ao contrário de Harry Potter, onde as casas de Hogwarts formam perfis psicológ

A ignorância seria mesmo uma bênção?

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A resposta é não, e ponto. Poderia acabar o post aqui, mas aí seria mais prático escrever no Facebook , além do quê a ideia é convidar à reflexão. Após uma situação estafante, onde se descobre tanta coisa amarga, esse mote acaba por resetar a informação recém-inserida na mente. Quem viu o primeiro filme da trilogia Matrix pode já ter imaginado como tudo seria após ingerir a pílula azul, ou mesmo se fosse possível reverter os efeitos da pílula vermelha (mesmo que a simples ingestão da pílula não cause grandes efeitos por si só). Um dos personagens tenta voltar à Matrix, e quase põe a perder toda a missão do Nabucodonosor , expondo a questão de que viver na Matrix seria realmente negativo. Pode-se criar a partir disso três tipos de visão: a ignorância é uma bênção (o caminho de ida), viver imerso na realidade (o que é realidade?), aprenda a forma-esqueça a forma (o caminho de volta). Por mais que o terceiro tipo seja praticamente igual ao primeiro, a diferença é um fator fundamental