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Mostrando postagens de agosto, 2017

Kung Fu (série)

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Ao se pensar em kung fu, a primeira coisa que vem à mente é alguma cena de filme de luta, na qual o protagonista faz movimentos surreais para derrubar seus oponentes. Depois alguma sequência de movimentos de treino, e se houver tempo para isso no filme, alguma cena de meditação. Hoje em dia as pessoas consideram tudo mera ficção e mesmo a arte marcial em si como pouco eficiente. Uma arte marcial não pratica somente luta, para começo de conversa. Como arte, a técnica se adapta ao praticante e este se transforma através do treino constante. A prática extravasa da academia e passa a fazer parte do cotidiano. Não só os movimentos mudam, a forma de pensar também. Não é um mero exercício físico, como alguns pensam: é para o ser como um todo, para a vida toda. Talvez sem essa introdução fique mais difícil entender a proposta da série estrelada por David Carradine (é, o cara do Kill Bill) na década de 1970. As cenas de luta da série ficam relegadas a partes esparsas, nas quais o protagonis

Kung Fu Panda 3 e o Reiki

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Não poderia deixar de traçar paralelos e analogias entre o filme a prática do Reiki. É algo que gera mimimi , porque afasta o Reiki daquela visão mística que a maioria das pessoas tem e o aproxima do que ocorria na época de sua criação. O filme acaba por convidar os mestres de Reiki a uma reflexão mais profunda sobre a própria prática, e acaba por dar um novo rumo a quem trilha por este caminho. Nessas horas, é bom deixar um pouco de lado o que é e o que não é Reiki, afinal, além de isso ser visível (para não dizer óbvio), é um ensinamento muito simples e sutil. A base do Reiki ( Usui Reiki Ryoho ) são os Cinco Princípios , algo que a maioria dos reikianos deixa de lado logo após o Nível I. Recitar os Cinco Princípios de manhã e à noite não é apenas um exercício mecânico: é algo a ser vivido a cada momento - só por hoje. É o começo para tornar-se uma pessoa melhor a cada dia. Não significa ser infalível, mas dar o melhor sempre, sem comparações a não ser consigo mesmo - a famosa aut

Não, nunca, jamais: reaprendendo a usá-las

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Dizem que viralizou na internet (que termo doentio, com trocadilho e tudo o mais) uma discussão entre duas mulheres a respeito de uma delas não ter deixado o filho da outra brincar com uma action figure (existe um termo para isso que a reportagem esqueceu de pesquisar - e pelo visto nem a dona sabia). A briga gerou em torno do fato do objeto em questão ser um brinquedo, e por ser um brinquedo, a criança poderia brincar com ele. A questão vai mais fundo: e se realmente fosse um brinquedo de brincar , a criança poderia pegá-lo, mesmo sem o consentimento da sua dona? Apenas o "não" não seria justificável? Independente do que seja, de brinquedos a panelas, o não, porque eu não quero é um argumento por si só, e deve ser levado em conta como qualquer outra justificativa. No caso, ao invés de a mãe trabalhar a frustração do filho e ensinar-lhe sobre respeito e aceitação, a mesma tomou as dores para brigar por algo vazio. O não impõe limites , e isso não é uma coisa negativa.

O Mundo de Sofia

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Para mim, este livro talvez seja um parente distante do Matrix ou mesmo do Divergente , já que todos eles abordam o mesmo assunto de diversas formas: vive-se num mundo ilusório, e sair dele é parte da trama (objetivo ou não), além de toda uma reflexão a respeito. Enquanto que em Matrix sair do sistema é tomar as rédeas da própria vida e ter consciência das próprias escolhas, em Divergente não há uma noção clara do mundo em que se vive, até que outro mundo se descortina para além dos limites então conhecidos. Já n'O Mundo de Sofia, é visto um pouco de cada aspecto: ao estudar filosofia, toma-se conhecimento de que vivem em uma ilusão, e sair da obra torna-se imperativo ante os "desmandos" do autor. Assim como Divergente, é um mundo dentro de outro mundo: Sofia nada mais é que uma personagem de um livro de filosofia que será dado de presente à filha de um militar em missão pela ONU. As realidades se cruzariam e interagiriam entre si: cartões postais ao longo da história

Os fatores e vetores de desenvolvimento do núcleo

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A evolução pode ser positiva ou negativa , como apresentado em posts anteriores. No entanto, há duas coisas que apontam a direção evolutiva, sobretudo em aspectos específicos: os fatores e os vetores. Para tal, é necessário entender o que seria o núcleo, no qual aqueles agem diretamente. Cada ser é um microcosmo, que ressoa com o macrocosmo (o Universo), infinito e complexo quanto este o é. Este microcosmo seria o núcleo de cada ser, algo tão pequeno, mas extremamente intenso e vasto. O Universo segue este padrão. Talvez o conceito de "pequeno" possa gerar estranhamento, já que é a maior coisa conhecida pelo ser humano, mas ficam as dúvidas e as conjecturas sobre outros Universos e mesmo dimensões. O núcleo é cercado de situações e acontecimentos - os fatores. Estes se alinham conforme suas afinidades evolutivas em torno do núcleo, ou seja, cada "dificuldade", "problema", ou "situação" está ligado a um rumo evolutivo, por assim dizer. Esse