terça-feira, 22 de agosto de 2017

Kung Fu Panda 3 e o Reiki


Não poderia deixar de traçar paralelos e analogias entre o filme a prática do Reiki. É algo que gera mimimi, porque afasta o Reiki daquela visão mística que a maioria das pessoas tem e o aproxima do que ocorria na época de sua criação. O filme acaba por convidar os mestres de Reiki a uma reflexão mais profunda sobre a própria prática, e acaba por dar um novo rumo a quem trilha por este caminho. Nessas horas, é bom deixar um pouco de lado o que é e o que não é Reiki, afinal, além de isso ser visível (para não dizer óbvio), é um ensinamento muito simples e sutil.

A base do Reiki (Usui Reiki Ryoho) são os Cinco Princípios, algo que a maioria dos reikianos deixa de lado logo após o Nível I. Recitar os Cinco Princípios de manhã e à noite não é apenas um exercício mecânico: é algo a ser vivido a cada momento - só por hoje. É o começo para tornar-se uma pessoa melhor a cada dia. Não significa ser infalível, mas dar o melhor sempre, sem comparações a não ser consigo mesmo - a famosa autocrítica.

É essa evolução que permite uma maior e melhor canalização de energia. Não há macete secreto: só ficar aplicando pode dar uma boa resistência nos braços, mas não vai dar aquela virada evolutiva necessária. A chave estar em ser você mesmo, não um padrão ou uma modinha. Ser você mesmo é o que permite que as coisas fluam. O Reiki, de certa forma, é adaptado ao estilo de vida do reikiano, sem deixar de ser Reiki, assim como a pessoa começa a descobrir quem realmente é. A transformação (Okuden) não é se tornar outra pessoa, pelo contrário: é se descobrir.

Por isso há tantas vertentes de Reiki como linhagens de Kung Fu, grãos de areia na praia e estrelas no céu. Cada uma delas reflete a experiência pessoal de cada mestre. Não cabe aqui julgar qual é a melhor, muito menos a vigarice de determinadas pessoas (talvez a experiência de vida delas tenha sido ganhar dinheiro como algo primordial), mas o que cada uma pode acrescentar ao próprio universo pessoal. Querer buscar o primordial é válido como uma alternativa, mas considerá-lo o único verdadeiro é limitar, e mesmo estagnar a si mesmo, fechando-se para oportunidades inusitadas.

No final do filme, as pessoas aprendem a canalizar o ch'i, sendo elas pandas ou não, cada um da sua forma. Não são mestres sobrenaturais ou místicos, mas pessoas comuns que aprendem um novo recurso para terem uma vida cada vez melhor. Reiki é algo tão simples que até perde a graça ou mesmo gera algumas frustrações. Claro que isso é apenas uma analogia e uma reflexão e que cada coisa é uma coisa. No entanto, andar neste tipo de terreno pode ser uma experiência muito enriquecedora e gratificante, porque ela força a sair da zona de conforto apesar de parecer terreno conhecido.

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