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Mostrando postagens de Dezembro, 2017

O Caminho do Meio

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É muito bonito falar sobre o Caminho do Meio , e na filosofia pseudo-evoluída de hoje em dia. Pseudo porque ela é baseada na vaidade do indivíduo e não na superação da mesma, em transformar de fora para dentro e não de dentro para fora. Caminho do Meio é um lugar comum para dizer que a pessoa não se baseia em nenhum extremo: "não concordo, nem discordo, muito pelo contrário" , já dizia alguém na televisão. Só que... só existe um caminho: o seu. Quando diz seguir o Caminho do Meio, a pessoa simplesmente adota ambos os extremos que diz rejeitar e os usa da forma que julgar mais conveniente. Ela está mais oscilando pra lá e pra cá do que seguindo em frente propriamente dito. Ao invés de seguir o próprio caminho, acaba por seguir o que outras pessoas seguem, o que não leva a lugar algum. Já dizia a piada: "se seguir pelo meio você apanha dos dois lados". A transcendência propriamente dita está em superar os opostos e ver que são uma coisa só, manifestadas de for

Entrando em outro sistema

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Percebi que nesses dias que se passaram muitas pessoas estavam comentando sobre o filme Matrix , que estava disponível no Netflix. Achei interessante as pessoas conversarem sobre manipulação e sistemas, terem um vislumbre da programação de que são feitas, mas infelizmente parou por aí. Pior: pessoas dizendo que saíram da caverna , acusando um grupo ou outro de manipular. Bom, não estou aqui para tirar sarro de ninguém, mas não deixei de esboçar um sorriso após essa afirmação. Primeiramente, Matrix é uma trilogia, só ficar no primeiro filme não explica muita coisa, principalmente para quem não é da área. Nessa toada, quem tem aquela sensação de que saiu do sistema só de ver o filme , com raríssimas exceções, entraram em outro sistema. Afinal, seria ingênuo pensar que um sistema não conhece suas próprias falhas. Só para deixar um spoiler, o terceiro filme, Matrix Revolutions, parece contradizer as ideias do primeiro filme, mas na verdade é a melhor alternativa para a situação aprese

Direito do Desejo x Direito da Percepção

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Com essa noção de que devemos ser tratados como nos sentimos ser abre espaço para uma discussão que seria interessante se não fosse tão infantil. As pessoas hoje em dia querem ser tratadas como acham que são, causando uma tremenda confusão, já que cada pessoa percebe a outra de forma diferente. Hoje em dia, você pode se declarar qualquer coisa : um cavalo, uma ave, uma planta até. E exigir ser tratado como tal. Para quem lê o blog sabe a falha que isso é: primeiramente porque o desejo é algo extremamente fugaz. "Hoje eu sou planta, amanhã serei um cachorro, e a cada dia que passa, quero ser tratado da forma como eu sinto ser". Com um agravante: "ai de quem me tratar diferente! Ai de quem me olhar e dizer que sou algo diferente do que eu me sinto ser! Isso é preconceito, é alguma-coisa-fobia , e tenho direito a reparação (em dinheiro, claro). Afinal sou uma pessoa livre para ser quem eu quero ser". Por outro lado, quando alguém se utiliza do direito do desejo

Os quatro grandes pilares

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Apesar da aparência de um post político, esta não foi a intenção. Os assuntos se entrelaçam, e não há muito o que se fazer. Também não adianta apenas navegar mais e mais fundo dentro de si, se não se traz esse conhecimento para fora . A ideia é fugir da equação previsível, com o maior afinco possível, pois por mais que se estude e se viva, a impressão que dá é que andamos em círculos. Indo na levada da Reserva de Mercado , e fazendo um paralelo com Divergente e Matrix , existe na sociedade quatro grandes pilares que a sustentam, como grandes reservas de mercado. A Academia: o "conhecimento da realidade"; A Igreja: ou as instituições religiosas; As Leis: a ordem social; A Desordem: tudo o que não se encaixa nos pilares anteriores. Entenda que isso por si só não é algo negativo. É algo necessário para o animal humano sobreviver. O ser humano precisa de ordem - ele não consegue viver sem. É uma parte de seu instinto controlar e ser controlado. Nessa deixa, a p