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Mostrando postagens de 2018

Regresso tecnológico

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Depois da discussão do natureba , passei a perceber que, realmente, o tal progresso tecnológico tem sido cada vez mais lento, para não dizer, regredido . Como se houvesse um desinteresse por parte das pessoas de continuarem a se empenhar por uma melhor sociedade dia após dia. Uma sociedade perfeita não é estática: descobrimos tudo e acabou. O que há de "perfeito" é o aprimoramento constante: estar melhor a cada dia que passa. Nota-se uma maior preocupação com o vitimismo do que com grandes epidemias ; os produtos são fabricados para estragarem de tempos em tempos, e mesmo com características combinadas para não haver concorrência entre empresas. Luta-se não para preservar o planeta, mas para restringir o acesso a bens e serviços de qualidade da maior parte da população. Essa "consciência" de sustentabilidade seria então uma programação para incentivar as pessoas a largarem a tecnologia, apresentando soluções claramente piores como "melhores", força

Interstate 60 - Viagem sem Destino

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Do mesmo criador da trilogia De Volta para o Futuro , Interstate 60 ou Viagem sem Destino é um filme que lembra muito Matrix, tendo até os protagonistas com nomes homófonos: Neal e Neo. As semelhanças não param aqui: ambos os filmes falam sobre a abertura da percepção para possibilidades nas quais as pessoas são condicionadas a não perceber. Os protagonistas saem de seus mundinhos para conhecer a vida como ela é: seja em um mundo fantástico (a interestadual 60), seja no próprio mundo real (fora da Matrix). Interstate 60 possui uma linguagem simples e direta, ao contrário de Matrix, que acaba por pedir um cabedal de conhecimentos para entendê-lo em sua profundidade. Porém, assim como Matrix, Interstate 60 também é carregado de simbolismos que renderiam posts e mais posts - e que talvez não levem a lugar algum. Deixando as comparações de lado, Viagem sem Destino conta a história de um guri, Neal Oliver, que quer uma resposta, um rumo para sua vida. Vindo de uma família abastada, nã

Você entendeu a trilogia Matrix?

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É comum as pessoas usarem a trilogia Matrix como referência para uma série de coisas. No entanto, a maioria delas apenas "teria entendido" somente o primeiro filme, e ainda assim de forma superficial, reduzindo a complexa sequência de filmes em uma alegoria moralizante. Isso chega a ser mais vulgar do que a mera análise dos efeitos especiais que os filmes possuem, que são um espetáculo à parte, diga-se de passagem. Para mostrar o incrível mundo das mentes humanas, nada como uma nova dimensão de imagens e sons. Matrix é muito mais complexo e profundo do que de imagina, e, principalmente, expõe coisas que a maioria das pessoas não quer ver, e que uma boa parte não tem maturidade para tal. Seria melhor para os incautos assistirem aos filmes como uma mera diversão de efeitos especiais, mas mesmo o próprio enredo exige maturidade para ser compreendido. Matrix não é uma trilogia para qualquer um: mesmo os mais eruditos "escorregam" ao analisá-la. Interessante como três

Guerra psicológica e mentalidade revolucionária

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Talvez no post Por trás da Disney a ideia de mudança de programação tenha ficado muito rasa, por isso decidi ampliar o contexto para tentar abordar mais coisas, sobretudo de outros rascunhos que eu estava a desenvolver. Gosto de comentar dos meus rascunhos, afinal eu escrevo muito, mas pouco realmente é publicado - isso é parte do processo criativo. Ao contrário do que se pensa, não adianta querer escrever quando a ideia vem à mente: ela vem sempre na hora em que você não vai escrever. Deixe a coitada da ideia lá, e ao trabalhar seus rascunhos, perceba que a tal ideia fujona aparece aos poucos, principalmente quando você a desenvolve na própria cabeça ao longo dos dias. Pois bem, a ideia de guerra psicológica está há alguns meses na minha cabeça, porém não com este nome, assim como o conceito de mentalidade revolucionária. São nomes bons na falta de nomes melhores, já que o problema é muito mais amplo do que a mera disputa de poder neste planetinha. Está mais do que claro que ex

A fluidez do respeito

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Vive-se em uma sociedade fluida. Tudo oscila e muda a cada minuto, para não dizer a cada segundo. Talvez isso tenha sido sempre assim, apesar de ter vindo à tona apenas nos últimos tempos - pelo menos para mim. Com a "descoberta" desta fluidez, as coisas passaram a mudar de forma mais visível, e até mesmo mais rápida. Um exemplo interessante a se notar é o do respeito, que as pessoas dizem ter umas com as outras, reclamam que não o recebem de volta, mas todos acham necessário para uma convivência social. As pessoas estão em um nível de vitimismo tal que qualquer coisa é motivo de ofensa - basta ler os vários posts que já escrevi a respeito. Contudo, não se busca entender a expressão de respeito do outro, mas apenas tentar entender a atitude do outro baseada nos próprios padrões do que seria respeitoso . Cada pessoa possui suas formas de expressar respeito, assim como os próprios parâmetros de bom senso . Isso varia com a percepção de cada um. Ou seja, dentro do vitimism

Entre a lógica e a emoção

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É um erro reduzir a Razão ao raciocínio lógico, ao contrário do que muitos fazem, por conta da imagem que se tem dos sentimentos e das emoções. Estas seriam parte do arcabouço instintivo humano, cuja imagem é de algo a ser combatido. Comentei em outro post que os seres humanos são animais e que, por conta disso, precisam aprender a trabalhar seus instintos. Consequentemente, as emoções serão melhor trabalhadas e equilibradas, ligando-se naturalmente ao lado lógico, podendo a pessoa ser considerada racional a partir deste ponto. Como a emoção é considerado algo "irracional", por ser ligado ao instinto, é comum as pessoas buscarem "reduzi-la". Isso as afasta de sua verdadeira natureza, e de Deus - algo a se observar. Longe de Deus, as pessoas se deformam - repare no "visual" das pessoas de hoje em dia, com suas cores sombrias e destoantes , e reflita sobre o post que escrevi a respeito da beleza . Cuidar do instinto, para que possa crescer e amadurecer,

Sobre autoajuda

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Sempre insisti aqui que a evolução é um processo individual, sendo praticamente impossível, pelo menos neste planeta, alcançar dimensões coletivas. No máximo o que pode haver no processo evolutivo é uma interação mestre-discípulo - mais do que isso, o ensinamento vira doutrina, corrompendo-se. O processo evolutivo varia com a consciência e experiência individuais, ou seja, o que funciona para um pode gerar o efeito inverso para outro. Outra coisa importante a ser levada em conta é a diferença que criam entre Salvação e Iluminação, como se a primeira não dependesse da segunda. Nesta linha de raciocínio, a Iluminação de consciência poderia ter efeitos nefastos, sobretudo em pessoas imaturas. O importante no processo evolutivo é o caminho, não o destino - por isso ele é individual. E através do caminho você "salva sua alma", que nada mais é do que superar os problemas mundanos em nome de algo maior. Veja como isso é importante, independente de instituições religiosas inculca

O empoderamento e a diluição de conceitos

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Palavras são só palavras , que em si não significam nada. E por não significarem nada, as palavras podem significar tudo. O que é chamado de Vazio, ou mesmo percebido como tal, não está literalmente vazio , mas cheio-e-vazio ao mesmo tempo. Por isso que palavras não conseguem definir a realidade - pelo menos não em sua totalidade. E não, não adianta estudar, ter um vasto léxico, ou mesmo conhecer as regras gramaticais de uma língua: pessoas realmente sábias conseguem transmitir suas mensagens mesmo com erros de sintaxe. Percebi isso ao analisar a palavra empoderamento , um termo muito usado hoje em dia, inclusive pelo Hawkins. Um termo do qual eu não gostava, por se remeter a pessoas com problemas de vitimização que ficam jogando a culpa nos outros ao invés de cuidar da própria vida. Contudo, pode ser uma palavra que resume o processo de desenvolvimento da consciência, já que, para Hawkins, é o processo de desenvolvimento do verdadeiro Poder . Isso me jogou numa dúvida tal que, pe

Por trás da Disney

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Em outro post, fiz uma análise rápida sobre dois filmes da Disney: Moana e A Bela e a Fera . Apesar deste último ser mais recente que outros contos de fadas "clássicos", ele se baseia nestas obras mais antigas. Já o primeiro é um filme recente, com uma linguagem mais contemporânea . Contudo, ambos possuem o que eu considero por marca dos filmes da Disney: a presença de duas mensagens, uma externa e outra interna. A externa seria a mensagem que o grande público absorve pelo consciente; e a interna seria o que realmente pretendem passar, que requer mais atenção e uma outra visão de mundo. Não entenda que apenas meia dúzia pode captar conscientemente esta segunda mensagem. Essa dita meia dúzia de seis pode apenas "ver" a roupa do imperador , e não que ele está nu. Uma das estratégias de controle social é a inserção consciente de valores involuídos com o intuito de causar confusão nas pessoas. Só que essa inserção de valores se dá pela via inconsciente: esta não

A importância das muletas psicológicas

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Todas as pessoas possuem muletas psicológicas, com exceção talvez daquelas evoluídas, de um nível extremamente avançado. Mesmo a maioria das pessoas evoluídas também precisam das ditas muletas, por conta da carga pesada que têm de aguentar neste planetinha. Não adianta a pessoa querer largá-las de uma vez , acreditando que assim conseguirá dar um grande salto evolutivo rumo à Iluminação. Não mesmo . No máximo acaba por estagnar-se no processo, sem perceber que está usando de forma inconsciente tais muletas para manterem-se onde estão. Pois bem, as muletas psicológicas podem ser qualquer coisa : hábitos nos quais as pessoas se apegam para poder superar determinadas situações, como comer um doce, tomar café, jogar horas a fio, entre outros. O importante é que transmitam segurança durante o momento de tensão, como uma criança que dorme abraçada a um bichinho de pelúcia com medo de pesadelos. Entenda que não há nada de negativo nisso, e mesmo durante o processo evolutivo, para não d

O 1984 da vida real

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Como comentei anteriormente, uma obra que me marcou muito – quase um trauma – foi o livro 1984, um clássico da literatura mundial. O trauma não foi só pelo tom pesado que permeia a trama como um todo, mas pelo seu realismo : como se a humanidade caminhasse a passos largos em direção a uma sociedade semelhante a cada dia que passa. Recentemente terminei o livro Maquiavel Pedagogo , de Pascal Bernardin, o que acabou me inspirando a melhorar o artigo que havia escrito anteriormente sobre o livro de Orwell. O livro de Bernardin mostra como a reforma educacional que estava em vigor na França (creio eu que ainda esteja) não tinha por objetivo melhorar o ensino e o aprendizado, mas sim formatar as pessoas desde a mais tenra idade para submeter-se a um regime global. Isso é claramente perceptível no Brasil com a educação doutrinária e a queda dos índices educacionais. O objetivo não é mais transmitir conteúdo, conhecimento, muito menos formas de adquiri-lo, mas evitá-lo, formatando a mente

Imunização cognitiva

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Recebi recentemente um texto no WhatsApp sobre esse processo, que seria a causa de algumas pessoas não aceitariam determinados raciocínios, por mais lógicos que fossem. Uma pesquisa rápida na internet me apontou que seria mais um texto que circula como corrente , e não um conceito acadêmico ou científico. Contudo, isso não o faz menos interessante, muito menos falso, principalmente porque ele explica de forma simples como funciona a programação coletiva da sociedade, podendo ser aplicado para tudo, não só para o caso que ele utiliza como exemplo (há versões em que se fala do Lula, em outras do bispo Macedo). Comentei em outro post sobre o conceito de Salvação , que nada mais é que a aceitação e superação dos problemas do mundo. Esse processo é totalmente individual , não podendo ser alcançado através de grupos: no máximo um guia/mentor. Ao entrar mais pessoas, o ensinamento é distorcido para abarcar (e controlar) um número cada vez maior, criando uma reserva de mercado . O texto

Maturidade de expressão

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Uma coisa que chega a ser irritante nas redes sociais é a mania das pessoas quererem ser donas da razão . Todas querem falar, mas nenhuma quer ouvir. Todos querem ensinar, mas ninguém quer aprender. Veja os novos astros da internet: sempre ensinando uma coisa nova, a pedido de um público amorfo. Mesmo em conversas mais restritas, as pessoas estão mais interessadas em expor sua opinião como realidade última do que realmente trocar ideias e formar um conhecimento mais sólido. Isso vai de encontro à busca de redes sociais alternativas, já que as hegemônicas buscam cercear o conteúdo publicado que diverge de sua opinião. Talvez se isso fosse assumido publicamente, houvesse maior tolerância. Pessoalmente, acho que essa busca por redes alternativas está indo mais lenta que o aceitável, como se as pessoas lutassem pela batalha perdida de se manter no Facebook e Twitter. Eu sinto falta do Orkut por causa de sua simplicidade, e também pelo modelo de fórum das comunidades: as conversas eram

Como ler um livro

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Há uma obra muito interessante chamada Como ler um livro , no original How to read a book , do professor Mortimer Adler. Ele tinha por princípio a implantação das artes liberais (aquelas da Idade Média) no ensino escolar, numa época em que a educação americana começava a passar por distorções e a perder qualidade - o próprio autor reclama disso em seu livro. O autor argumenta que é essencial que uma pessoa saiba ler para assim adquirir todo o conhecimento de que precisa, mas não apenas absorver palavras passivamente, e sim raciocinar e refletir sobre o que é exposto pela obra, relacionando com experiências e outras obras. Não vou discorrer sobre seu método de ler um livro, mas faço uma sugestão: a primeira edição possui um método mais genérico e mais simples. A segunda edição acaba complicando as coisas e quer criar métodos para cada tipo de livro. O próprio autor não gosta de resumos ou esquemas de obras: um livro bom é compreensível para todos, sem auxílio - o leitor toma notas

Um pouco sobre a Beleza

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Depois de a Fifa proibir a filmagem de mulheres bonitas em jogos oficiais , acabei por assistir ao documentário Por que a Beleza importa do filósofo Roger Scruton. Nessa toada, percebi que ainda não escrevi um post sobre o assunto, dando apenas algumas pinceladas em outros posts. A Beleza perdeu lugar no mundo em nome do utilitarismo e do egoísmo se fomos pensar: há pessoas que preferem o Feio abertamente, criticando e julgando aqueles que buscam o Belo; e há outras pessoas que acham o belo pouco funcional . Há pessoas bonitas e feias, em uma questão de gosto pessoal; até aí, isso faz parte do instinto humano de buscar um par para reprodução. No entanto, dentro de todas as pessoas, e de todos os seres, há uma Beleza primordial, oriunda da criação de Deus. Tudo o que Deus criou é belo, e o afastar-se de Deus promove a Feiura - mas o Belo continua lá, escondido, adormecido. Talvez esse exemplo prático ajude a distinguir o que o Scruton comenta sobre o amor erótico e o amor platônic

Os siddhis, os milagres e o paranormal

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Assisti a um vídeo muito tosco no YouTube. Não vou passar o link para não dar confusão, nem vou descrever muita coisa para não haver dedução de qual vídeo estou falando, ao contrário do que o próprio cara faz. Isso vai de encontro com o que eu estudei sobre Projeção Astral, parapsicologia e, sobretudo, com os motivos que me fizeram parar de estudar, e mesmo de praticar. Estão ligados à percepção e ao nível evolutivo que a pessoa tem, ou seja, não deveria ser algo forçado ou mesmo treinado . Quando é pra acontecer, simplesmente acontece dentro do fluxo do Universo . Hawkins comenta em seus livros sobre os siddhis , fenômenos "sobrenaturais" que lembram os milagres dos santos católicos e os fenômenos psi da parapsicologia. São espontâneos , frutos do nível evolutivo da pessoa, ocorrendo em escala muito menor em pessoas menos evoluídas. Ou seja, não são nem acasos muito menos provocados conscientemente pela pessoa: simplesmente acontecem devido às circunstâncias. Come

Pérolas aos porcos

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Quem nunca teve a sensação de estar certo em uma multidão de errados? Ou de ser a única pessoa acordada no meio de tantos que dormem? Isso dá a falsa sensação de que a situação é contrária: eu estou errado, eles estão certos; eles estão acordados, eu estou dormindo. Acaba minando um pouco a autoconfiança, mas é só continuar o processo para ter certeza de que, realmente, as pessoas estão dormindo , as pessoas não entendem , ou qualquer outra expressão que prefira usar. Evolução é um troço meio egoísta e cruel, como pode perceber. Egoísta porque só você entende, raramente encontrando alguém que consiga enxergar também. A luz irradiada começa a ofuscar quem está em volta, e as pessoas começam a se afastar e a te rejeitar por isso. Você acha que irá ajudar muita gente com o conhecimento adquirido e que as coisas melhorarão para todos, mas é o contrário que acontece: as pessoas acabam por preferir a própria ignorância, achando que você é o involuído da questão. Cruel porque você no fin

Reiki é simples

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Estou há anos tentando redigir esse post, dando a impressão de que a afirmação do título é falsa. Pelo contrário: é tão verdadeira que palavras não conseguem explicar. Mesmo assim, gostaria de escrever algumas palavras sobre. Por muitas vezes o reikiano se sufoca em meio a técnicas e informações, que acabam por interferir na rotina e tornando a prática "artificializada". Como já disse sobre o Gokai , é algo para ver vivido , indo além da mera repetição de palavras, e mesmo das fórmulas prontas. Primeiramente, Reiki é uma filosofia de vida. É algo que faz parte da visão de mundo, temperando a vida, por assim dizer. Através disso, melhora-se mente e corpo, de si e consequentemente das outras pessoas. Aí entra a parte terapêutica do Reiki: depois de todo um cuidado consigo pode-se cuidar dos outros. Depois de tornar-se uma pessoa melhor que se pode fazer outras pessoas melhores. É necessário, além do conhecimento, amadurecimento, consciência e evolução: mudar o paradigma da

O limite do natureba

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Parei para refletir sobre a questão ecológica, que tem um peso tão grande no pensamento que as pessoas deixaram de questionar sobre seus limites. Se é ecológico, é bom e verdadeiro, e ponto. Se não o é, deve ser corrigido imediatamente , sem ao menos ser questionado ou refletido. Parei para pensar nisso depois de ver um documentário sobre uma série de estudos que mostram que o aquecimento global não é tão culpa do ser humano assim , e a censura que há sobre o assunto. O que chama mais a atenção, para começar, é a censura existente sobre a discussão. Simplesmente não é possível discordar sem ser boicotado ou desacreditado de alguma forma. O clima é demasiado complexo para o ser humano querer entender com algumas décadas de observações mais precisas. Alguns questionamentos lógicos, como a questão galática, tiram do ser humano a "total" responsabilidade sobre a situação. Concordo que é necessário cuidar do meio ambiente e não ficar destruindo a torto e a direito, mas será q

Reiki Conciliation - ao longo do caminho da maestria

Há um bom tempo eu estava com este documentário salvo no meu navegador para dar uma boa analisada. Ele conta a tentativa da mestre Reiki Phyllis Lei Furumoto, neta da mestre Hawayo Takata, de se conciliar com a mestre Barbara Weber Ray, também iniciada por Takata. O conflito reside na questão de quem assumiria a grão-maestria do Reiki após a morte de Hawayo, que acabou "pendendo" para Furumoto, apesar de não ter a mesma experiência de Ray. Esse documentário foi legendado para português pelo mestre João Magalhães , que também participou do documentário. No final das contas, foram criadas duas organizações reikianas em separado, a The Radiance Technique e a Reiki Alliance . Não se pode esquecer que a Usui Reiki Ryoho Gakkai não reconhece a mestre Takata como reikiana, anulando qualquer reclamação de grão-maestria por parte de seus sucessores. A impressão que dá é que a vaidade sempre esteve presente nos círculos reikianos, criando reservas de mercado e desunindo pessoas. Se

Uma aplicação prática dos pilares

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Assim como eu comentei que as ideologias de esquerda podem ser consideradas doentias , passo a comentar sobre o que eu considero como "problemas" dentro do que é considerado Conservadorismo. Faço essa crítica porque a força que o "esquerdismo" ganhou ao longo das décadas consiste em uma convergência de ideias e movimentos que foram ignorados pelos conservadores. Como se tivesse parado no tempo , o conservador se aferra com tanta força a suas tradições que acaba por ignorar o que está ao redor. Sempre houve uma força "rebelde" na sociedade, sobretudo na juventude. Isso não deixa de ser o mero impulso de fazer algo novo, diferente, que pode ser bom ou não. Como essa rebeldia bate de frente com os valores vigentes, claro que surgem conflitos. Imagine gerações passadas: ser diferente era não seguir valores conservadores, e hoje em dia, segui-los contra valores progressistas (esquerdistas). Isso soa próximo aos quatro pilares do outro post, pois nossa socie

Calmaria em meio à Tempestade

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Refletir sobre os Cinco Princípios do Reiki deveria ir além dos princípios em si. Isso lembra o Taoismo com a sua definição-não-definição: quando você define o que algo é, define automaticamente o que não é, ou mesmo o que poderia ser ou não. É engraçado você tomar uma atitude enérgica e o reikiano vir com o não se zangue sem ao menos refletir se a pessoa está zangada ou não. Ou mesmo agir contra a má-fé de alguém e o reikiano te lembrar do eu confio . Recitar os Cinco Princípios todos os dias de manhã e à noite não é ficar repetindo como ladainha, mas dar um sentido para eles: aprender com as situações e superá-las. Vai parecer que você distorceu tudo , mas no fundo, você aprendeu a viver com o Gokai - o que considero mais importante do que o próprio declamar. Seguem algumas conclusões que cheguei vivenciando os princípios: Sou calmo: não significa que eu não vá me defender de uma agressão ou mesmo não ser contundente quando necessário. Com o bônus de estar com a cabeça fria e

As mentiras em que queremos acreditar

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Há um tempo escrevi um post sobre o livro 1984, mas o deixei de lado - talvez eu o publique um dia. O livro me marcou profundamente - para não dizer que me traumatizou. Não tanto pela história em si, mas pela realidade que a obra possui. Às vezes tenho a sensação de que estamos caminhando a passos largos para Oceânia, com o agravante de as pessoas estarem dormindo - inconscientes do que está acontecendo. Dois pontos marcantes, tanto no livro quanto nas notícias, merecem uma reflexão neste post. O primeiro é a novilíngua ou novafala , idioma oficial da Oceânia. Trata-se de uma redução abrupta do vocabulário de forma que as pessoas não tenham "material" para pensar - já que o pensamento tornou-se crime. Sinônimos e antônimos são podados ano após ano, mas, pelo que consta na história, a língua não "pegou". Nem funcionários do governo nem proletários acostumam-se com o "novo" vocabulário, preferindo ainda o antigo inglês para comunicação. Interessante que