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Mostrando postagens de janeiro, 2018

Mas o que é realidade?

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Mandaram-me um vídeo sobre a "verdade" a respeito de Nelson Mandela. Eu nunca estudei sobre na faculdade (talvez isso possa ser uma reflexão para um outro post), e meio que ficou na mente a imagem criada na escola. Nunca questionei por falta de interesse, mas alguns pontos me intrigavam, sobretudo com a questão da "realidade", não o fato em si. Simplesmente o tempo passou. A impressão que dá é que ser pega de surpresa a respeito é algo meio "condenável" - até minha mãe já sabia e eu não (ah, a página dela da Tupperware tem mais curtidores do que a do blog. Não me faz diferença uma coisa e outra). Como passei o curso fugindo das tretas políticas, mergulhando na Idade Média e tudo o mais, para mim é como perguntar de medicina do esporte a um ginecologista. Cheguei à conclusão de quanto "melhor pintada" é uma pessoa, mais duvidosa é sua história. Documentos (orais e escritos) podem ser adulterados, escondidos, e mesmo destruídos. O tempo vai pa

Uma observação sobre opressão

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Depois daquela treta na escola de Kung Fu, comecei a pensar se isso não era comum nas artes marciais de forma geral ou, pior, na cultura oriental como um todo. Até um tempo atrás pensei que a filosofia oriental fosse um caminho interessante para o processo evolutivo, e estava estudando esse assunto com especial atenção até o vídeo impactar minha mente. Infelizmente cheguei à conclusão de que nunca existiria um Neo no Extremo Oriente, não pelas pessoas já terem superado estágios básicos de evolução, mas sim porque as culturas orientais conseguiram transformar conceitos elevados em ferramentas de controle social eficientes. Poucas pessoas realmente se libertam através desses caminhos, sendo muito mais uma forma de controlar os que conseguiram "sair do controle" do que incentivá-los a sair. Entenda neste caso que "sair do controle" é sinônimo de "sair do sistema", criar um novo rumo. Se prestar atenção, é no Oriente que existe a cultura da submissão, da

E quem é você para me dizer o que eu tenho que fazer?

Indo na levada do post sobre a maturidade para se adquirir conhecimento, assisti a um vídeo esses dias que me deu aquela bugada : um mestre de kung fu, conhecido até fora dos círculos das artes marciais, dando uma tremenda sova em seus alunos durante uma aula. Apesar do vídeo ser antigo, só agora ele tomou vulto nas redes sociais. Talvez o vídeo gere alguns processos e mais alguns "cala-bocas" (que já estão ocorrendo), mas não pude deixar de escrever sobre. Talvez o que mais tenha me chocado neste vídeo foi a postura de um deles: o guri se atirou no chão, num gesto claro de desculpas. Pera, além dele não ter merecido os safanões que tomou, ele pede desculpa?! Para piorar, dezenas de pessoas comentaram a favor do professor e de seu "método", o que me leva a seguinte conclusão: isso é comum nas artes marciais. Essa tentativa de censurar (o vídeo foi excluído) e repreender tem por objetivo preservar um método de ensino que é cediço entre os praticantes, mas nada é f

Conhecimento para todos?

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O conhecimento é acessível para todos, independente de quaisquer outros fatores, mas isso não significa que todas as pessoas estão prontas para absorver este conhecimento e evoluir com isso. Segue o mesmo raciocínio de sair do sistema : nem todo mundo está pronto para sair, e mesmo alguns que o conseguem, acabam por voltar. No final das contas, são pouquíssimas pessoas que realmente têm maturidade para tais coisas, o que acaba por ferir muitos egos imaturos. É possível perceber isso quando conceitos elevados na cabeça de pessoas imaturas têm uma péssima aplicação, ou quando são questionadas, não sabem explicar os conceitos de forma efetiva. Não adianta aprender e conhecer qualquer coisa: a internet é um livro aberto para tudo - e a sensação que se tem é que as pessoas estão cada vez mais burras e mesmo que as informações estão cada vez mais rasas. Isso abre espaço para reflexão sobre a manipulação de conhecimento que existe, e sempre existiu. Conhecimento abre portas, mas é a con

O Inferno estaria cheio de boas intenções?

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Há um tempo atrás escrevi um post sobre cabeça vazia e a visão que muitas pessoas têm em relação à mente limpa de pensamentos. Isso leva a outra questão importante: de boa intenção, o Inferno estaria cheio mesmo? Tão comum as pessoas falarem isso quando alguém se atrapalha ao tentar ajudar, e no final acaba não dando muito certo, até agravando a situação. Existem dois lados a serem tratados inicialmente: a questão da ação "ruim" causada por uma boa intenção, e a falsa "boa intenção" mascarada por trás de uma ação negativa. O ponto comum é a ação: ela causou danos a quem não se queria causar, pelo menos não intencionalmente. Tende-se a preferir a "boa ação" com fins negativos do que uma boa ação que cause "prejuízo": geralmente esta resolve problemas, permitindo que novos surjam para o ajudado e liberando o fluxo evolutivo. Ou seja, esse ditado acaba por coagir as pessoas a tomarem alguma atitude para ajudar, com medo de causarem mais danos: