terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Uma observação sobre opressão


Depois daquela treta na escola de Kung Fu, comecei a pensar se isso não era comum nas artes marciais de forma geral ou, pior, na cultura oriental como um todo. Até um tempo atrás pensei que a filosofia oriental fosse um caminho interessante para o processo evolutivo, e estava estudando esse assunto com especial atenção até o vídeo impactar minha mente.

Infelizmente cheguei à conclusão de que nunca existiria um Neo no Extremo Oriente, não pelas pessoas já terem superado estágios básicos de evolução, mas sim porque as culturas orientais conseguiram transformar conceitos elevados em ferramentas de controle social eficientes. Poucas pessoas realmente se libertam através desses caminhos, sendo muito mais uma forma de controlar os que conseguiram "sair do controle" do que incentivá-los a sair. Entenda neste caso que "sair do controle" é sinônimo de "sair do sistema", criar um novo rumo.

Se prestar atenção, é no Oriente que existe a cultura da submissão, da obediência cega, do controle do corpo e da mente (e até do espírito talvez). A pessoa se condiciona a fazer o que possível (e impossível) for, nem que para isso arrisque a própria vida - quase que sem devolutiva (um tapinha nas costas?).

O oriental, ao tomar o controle, torna-se tão controlador quanto seus antecessores, transformando o que sofreu em mera justificativa, e não verdadeira superação. Eu diria que é a cultura do "paga-lanche": o cara foi humilhado a vida inteira, e ao superar a situação, começa a fazer o mesmo com os outros. Não existe aprendizado, tampouco evolução.

Enquanto que no Ocidente esse tipo de hierarquia é mais maleável (apesar de seus defeitos), no Oriente mestre é mestre, por pior que seja, para não dizer um palavrão. Ele é considerado o melhor apenas por ser mestre, e não por ser um exemplo de superação (que muitos imaginam ser). E ai de quem questionar.

Talvez um dos grandes males da sociedade atual seja conceitos tão elevados (não-definição, realidade ilusória, reserva de mercado, etc) serem distorcidos como uma forma de controle. E nessa sociedade de rebanhos, ninguém se preocupa com isso. As pessoas são tão acostumadas ao controle social e mental que não lhe faz diferença quem está no comando.

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