terça-feira, 27 de março de 2018

A importância do Byosen no tratamento Reiki


Caspar David Friedrich - O Viajante sobre o Mar de Névoa

O Byosen-ho geralmente é a primeira coisa a ser feita durante uma aplicação de Reiki, após, obviamente do Gassho e Reiji-ho. Você está concentrado e com a percepção mais afinada. Estudar o terreno a ser desbravado, no caso o utente e seus desequilíbrios energéticos, é algo mais natural do que fazer uma série de posições mecânicas sem discernimento. Sabendo onde dar prioridade, pode-se abrir mão de áreas ainda equilibradas ou que pouco pode ser feito no momento e deixando para outra sessão.

Eu não diria que o Byosen reduz o tempo de sessão de tratamento - em alguns casos, ele pode te forçar a ficar 20, 30 minutos em um mesmo local, com outras áreas a serem aplicadas ainda. O reikiano não é um profissional de saúde física, beleza, mas desconhecer as oscilações energéticas do utente, ou não se interessar pelas mesmas, é como um artista marcial que não desenvolve seu corpo de forma mais apurada.

Como já deu a entender anteriormente, o Byosen-ho é a técnica de escaneamento energético do utente. Criada pelo mestre Usui, alguns mestres tradicionais usam como "validação" do reikiano para o próximo nível. Aqui no Brasil, contudo, é difícil ouvir falar dessa técnica, muito menos aprendê-la, já que é vista como algo automático. Faço aqui algumas observações sobre sua importância, já que sou da opinião de que é uma técnica a ser trabalhada com mais atenção.

Tradicionalmente, a mão dá seis respostas sobre o estado energético da pessoa: calor, muito calor, formigamento, pulsação, dor ou frio. Podem vir sozinhas ou combinadas, dependendo do que ocorre: calor indica pouca energia na região; já muito calor, quase nenhuma (pensei nos reikianos que ficam com calor durante aplicação, estão a se esgotar?); formigamento é uma "trepidação energética", um fluxo irregular de energia; pulsação é sinal de que a energia está sendo absorvida de forma natural; dor é o acúmulo de energia na região, sendo sugerido retirar e sacudir as mãos antes de continuar (é, a dor pode subir); frio geralmente está associado a um trauma ou bloqueio de chakra.

Cabe à pessoa escolher o que vai trabalhar primeiro, o que ela considerar mais importante. Como os problemas se entrelaçam, tentar resolver todos de uma só vez pode atrapalhar mais do que ajudar. Sugere-se usar o Byosen ao encerrar o tratamento, como comparativo e controle para próximas sessões. Alguns reikianos também escaneiam as costas do utente em busca de outros desequilíbrios energéticos, além de mensurá-los mais precisamente.

As vibrações do Byosen não se limitam nas seis anteriores. Inclusive a sensação de frio não fazia parte do rol original. Byosen varia com a percepção: cada pessoa percebe o mundo de uma forma. Algumas veem, outras ouvem, outras sentem pelo tato, outras sentem cheiros, e por aí vai. Inclusive há mestres Reiki que ensinam o Byosen sem nem saber o nome! Ao contrário de outras técnicas, mesmo tradicionais, que podem ser substituídas pelo tratamento intuitivo, Byosen é quase insubstituível: quem abre mão do mesmo é quando se sabe exatamente o que fazer e onde fazer, fruto do Reiji-ho.

Novamente, é mais natural você estudar um terreno a desbravar do que se utilizar de movimentos mecânicos como se tudo fosse a mesma coisa. Descanse sua mão sobre o corpo da pessoa (tocando ou não). Sinta o que ele está falando, memorize o que considerar importante. Deixe-se demorar um pouco para refletir sobre, criando um roteiro de posições - tradicionais, auxiliares, intuitivas. Veja se há necessidade de alinhamento, cirurgia ou mesmo da iniciação para autotratamento. É o que faz a diferença a longo prazo.

terça-feira, 20 de março de 2018

O Empirismo não é tão empírico assim


Imagine poder fazer download de todas as informações necessárias em determinado momento. Imagine situações onde algo totalmente novo surge perfeito para resolver. Imagine ter acesso ao que pessoas que se foram pensavam sobre determinado assunto. Imagine ter todas as respostas... Agora saiba que isso é possível, e mais, que isso ocorre o tempo todo sem que as pessoas tenham consciência - pelo menos a maioria delas.

Platão afirmava existir um Mundo das Ideias, lar das formas perfeitas, que tudo surgia lá, e depois de um tempo aparecia aqui, com as imperfeições da matéria. No Espiritismo, de forma geral, o médium é aquele que recebe informações dos espíritos e as transmite, o que não impede de que ocorra o contrário. Quem não se lembra das várias cenas de download da trilogia Matrix? Ou mesmo do inconsciente coletivo do Jung? Mesmo Hawkins fala dessa capacidade de ter acesso ao conhecimento através da consciência.

Veja que ainda não falei sobre o Empirismo, que é a ideia de que todo o conhecimento só pode ser adquirido através dos sentidos e da experiência. A ciência clássica tem por base o empirismo. E o que aquelas coisas surreais citadas anteriormente têm a ver? De que todo o conhecimento vêm de uma consciência universal, compartilhada por todos, mas não manifestada. Conforme a pessoa trabalha a própria percepção, o acesso torna-se mais consciente, complementando o próprio processo de desenvolvimento da consciência, e o que está pode vir pra .

Interessante notar que o conhecimento atual seja formado sobretudo por multimídia, mas sem que a pessoa tenha consciência para formular sua própria visão a respeito. Ao conversar, note quantas citações são feitas, sem que a pessoa possua profundidade sobre o que está falando. Note também o argumento de autoridade: "sou formado nisso, naquilo, tenho experiência de tal coisa", como se o outro não tivesse capacidade de formular as próprias argumentações por não ter uma vida semelhante. Então reflita que os "grandes pensadores" apenas tiveram acesso a um conhecimento que você também pode ter e tomar as próprias conclusões.

Talvez o próprio processo meditativo possa ser uma forma de adquirir consciência e percepção, ao invés de um meio de acalmar a mente, como muitos querem por aí. É a ideia sem noção que você teve poder ser um conhecimento útil para todos, como o título deste post. Através da percepção, o conhecimento é adquirido de uma consciência universal, de coisas simples a coisas consideradas complexas. O estudo continua uma forma válida de chegar lá, mas ficam visíveis as reservas de mercado, tornando o caminho menos confiável - é menos entender e mais sentir.

terça-feira, 13 de março de 2018

Homens são de Marte e Mulheres são de Vênus

Homens e mulheres são diferentes em suas características como consequência da evolução de machos e fêmeas. Por isso é correto usar o termo sexo para feminino e masculino e não gênero como se emprega hoje dia. Este está mais para coisas do que pessoas: gênero musical, literário, de filme. As características sexuais vão além de cromossomos, hormônios e órgãos reprodutores, permeando o comportamento e a mente das pessoas. É algo constantemente moldado pela natureza para perpetuação e evolução de espécies.

Nenhuma pessoa nasce indefinida. O que ocorre é que, pela alimentação, pela educação e, sobretudo, pela mídia e contato social, começou a ocorrer uma distorção dos caracteres sexuais, indefinindo os sexos. Hoje em dia forçam tanto a barra para dizer que podemos ser do sexo que quisermos que as pessoas estão desesperadamente perdidas quanto a isso. Claro que há uma minoria biologicamente anômala, como ocorre com os animais de forma geral, mas isso nunca deveria ser tomado por regra. Enfim...

Faço essa introdução para falar desse livro porque a crítica que fazem com ele recai neste aspecto: não existe essa história de que a pessoa pode ser do sexo que ela quer - ela nasce com determinadas características que florescerão ao longo do tempo. Conhecer essas características permite que relacionamentos tornem-se mais sólidos e duradouros, algo indesejado hoje em dia: veja a "cultura" do pega mas não apega. Formar uma família tornou-se um desafio da escolha do parceiro até a criação dos filhos.

O próprio autor critica obras com esse viés de guerra dos sexos, onde um é oprimido pelo outro (em outras palavras, a ideia de que a mulher passou a História sendo oprimida pelo homem), pois isso agrava mais e mais as divergências entre ambos, ao invés de melhorar o convívio. Aceitar que homens e mulheres são diferentes melhoraria não só os relacionamentos amorosos como também o próprio convívio social. Cada um, por suas características inatas, acaba por ter funções específicas na sociedade e na família - claro que há exceções, mas vamos focar na regra, se não vira bagunça.

Outro motivo de crítica é a questão do sexo oposto. O autor não aborda o homossexualismo, coisa que hoje em dia é comum (o livro é do começo dos anos 1990). Hoje não se fala de procurar o oposto que complementa, mas qualquer outro ser que esteja no mesmo barco. Fica aquele espaço vazio, que dinheiro nenhum preenche, tornando as pessoas presas fáceis para diversas formas de controle. Uma pessoa igual a você mesmo não adiciona em nada na própria vida, é apenas mais uma com os mesmos problemas (e as mesmas chatices, risos). Ao buscar uma contraparte, um complemento, o horizonte de possibilidades expande-se, e aquela sensação de que vale a pena vem à tona.

Pode parecer um discursinho politizado, mas poucos percebem que a família vem sendo desconstruída paulatinamente todos os dias há bastante tempo. Qualquer coisa que gere "caos" é bem-vinda, qualquer coisa que gere "ordem" é mal vista. Uma família bem estruturada é abrigo das divergências sociais, econômicas e culturais. Qualquer coisa que tentem impor na sociedade tem que passar pelo crivo da família. Uma família bem estruturada é base para pessoas equilibradas e com pleno potencial para si e para o outro - pessoas incontroláveis.

Ou seja, diluir o conceito de família é uma forma de quebrar um crivo e permitir a invasão de novos conceitos e ideias. E aí entra uma questão importante: qual a qualidade desses conceitos e ideias novas que borbulham na sociedade atualmente? Se eles fossem realmente bons, talvez não precisassem de um trabalho homérico como esse. Sempre houve conflitos familiares, e desses conflitos surgiram valores que desenvolveram a própria família. Contudo, parece que hoje em dia entrou um cavalo de troia no seio da família, destruindo tudo o que ela foi um dia.

O livro parece bobinho na abordagem do assunto: generaliza homens e mulheres como seres de dois planetas distintos (Marte e Vênus) que ao virem à Terra acabam por esquecer suas diferenças planetárias e entram em atritos conjugais. Interessante notar como as pessoas, que se dizem únicas, encaixam-se tão bem nesses padrões de comportamento e atitudes. O autor não dá uma receita de bolo para resolver problemas de forma instantânea e/ou como viver perfeitamente bem com o parceiro, mas joga uma luz sobre ambos os pontos de vista, abrindo espaço para o leitor tomar novas atitudes da forma que considerar mais adequada.

O autor mostra que atitudes típicas de seu sexo, ou de seu "planeta", podem ser mal compreendidas pelo parceiro. Tentar "igualar" é certeza de fracasso - por isso há tantos divórcios e brigas entre casais (nem vou falar de divergências sociais). A solução é tentar entender o outro, aceitá-lo como ele é e se esforçar para comunicar-se de forma que ele possa entender e apreciar. Ao invés das pessoas mudarem pelo outro, ou forçarem o outro a mudar, elas mostram quem elas realmente são e por que estão juntas. É isso que faz com que aquela sensação gostosa de estar junto de determinada pessoa permaneça.

É uma mudança de postura e de atitude. Isso demanda esforço e comprometimento. É mais fácil chamar de pessoa errada ao invés de reafirmar porque está com ela todos os dias. Interessante como relacionamentos duram anos antes de se dissolver: seria força do amor ou do hábito? Ou mesmo mera conveniência? E o sentimento?

As atitudes que uma pessoa toma com o parceiro é consequência do que ela aprendeu em família (e mesmo em sociedade), e isso é algo que pode ser trabalhado e melhorado. Mostrar ao companheiro o que deseja de forma direta não é forçar a barra, como parece à primeira vista, mas ser honesto consigo mesmo e com o outro. A resposta parece "falsa" no começo, mas é sinal de que o companheiro entendeu a mensagem e está se esforçando para melhorar. Isso foge do que se prega hoje em dia: não se ensina entender o outro, mas que a falta de entendimento é sinal de falta de comprometimento, ou mesmo falta de amor.

O livro apresenta como exercício-chave a Carta de Amor. De uma brincadeira bobinha para relacionamentos, ele se mostra como uma ferramenta de autoconhecimento para as diversas áreas da vida. Nela você consegue expor seus sentimentos em camadas, chegando ao âmago da situação em questão, trazendo à tona seu amor e alegria. De forma simples, o autor também mostra como as pessoas tendem a esconder seus sentimentos, explicando que esses problemas de relacionamento são fruto do relacionamento dos pais: na falta de bons exemplos na família, a pessoa acaba sem referências, cometendo os mesmos erros.

No final, o autor mostra que um relacionamento amoroso traz à tona sentimentos reprimidos ao longo do tempo, e que muitas vezes são confundidos com falta de amor. O amor é um sentimento extremamente elevado, e os relacionamentos verdadeiros acabam por potencializar o processo evolutivo. Nisso despertam traumas esquecidos mas não superados, que são erroneamente considerados como algo do relacionamento atual. Conseguir superar isso com o apoio do parceiro é profundamente enriquecedor, além de ser uma grande lição e exemplo para outros casais e mesmo futuras gerações.

O próprio relacionamento possui seus altos e baixos: as estações do amor. Nada é eternamente belo e fofinho - e isso não é necessariamente ruim. Ter alguém que está nos momentos bons e ruins é algo valioso que deve ser cultivado. Muitos preferem a vida de solteiro por não conseguir resolver divergências com o outro - na maioria delas muito simples. Entender que o cônjuge possui uma visão de mundo totalmente diferente da sua é um convite a conhecer um novo universo com infinitas possibilidades.

sexta-feira, 9 de março de 2018

Sobre o Voluntariado Emílio Ribas

Em pleno dia do falecimento do querido mestre Mikao Usui, venho relatar minha triste experiência com o Voluntariado do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, aqui em São Paulo. Eles possuem uma gama de projetos que têm por objetivo amenizar a situação dos internados através de diversas atividades, entre elas o Reiki. Surpreende-me o fato de haver projetos de Reiki em hospitais aqui no Brasil, e esse em especial por ser aberto para pessoas se inscreverem e participarem - a maioria dos projetos acaba sendo feita por pessoas do próprio nicho de contatos do hospital.

Inscrevi-me, e depois de aguardar alguns meses para iniciar o curso de capacitação, o fiz abrindo mão de alguns dias de kung fu, afinal fui informada de que eu poderia fazer o trabalho voluntário no dia e hora que eu pudesse ir. Entreguei documentos, assisti à palestra do Centro de Voluntariado de São Paulo, e agendei a entrevista para encaminhamento ao projeto. Nesta entrevista, deixei claro que só poderia em dia e horário específicos devido aos meus compromissos, o que pareceu não importar ao entrevistador, que me informou haver horários para todos.

Paguei pelo jaleco que iria receber na formatura da nova turma de voluntários. O fiz pensando na garantia que eu tinha de que não haveria óbice que me impedisse de participar. Contudo, durante a reunião dos voluntários reikianos, fiquei surpresa, pois no horário que eu havia escolhido apenas eu tinha interesse em atuar - ao contrário dos outros projetos, em que há até concorrência. Os coordenadores combinaram comigo que entrariam em contato para encontrar uma solução.

Contudo, mesmo argumentando que não poderia abrir mão de meus compromissos para comparecer ao treinamento, não obtive uma resposta definitiva sobre. O que é estranho, pois um trabalho voluntário não deveria interferir nas obrigações cotidianas. No final da semana seguinte à reunião, no começo deste mês, informaram que só poderia ser naqueles dias, contudo sem afirmar se haveria alternativa ou não. Enquanto refletia no que fazer, fui excluída do grupo de WhatsApp do projeto e não obtive mais respostas. Assim, do nada.

Até fui à secretaria do Voluntariado conversar com o pessoal no dia 03/03, sábado. Os voluntários de outros projetos se propuseram a me admitir em seus programas caso a situação não fosse resolvida. Conheci outros veteranos do projeto Reiki, que se prontificaram em me ajudar para que eu pudesse fazer o treinamento em outro horário. Montei uma conversa em grupo no WhatsApp para avisarmos, em conjunto, da alternativa. Não houve resposta, autorizando ou não.

Resolvi mandar e-mail para a secretaria do voluntariado explicando o ocorrido. Liguei no dia seguinte para chegar a um melhor entendimento, ao que fui atendida muito rispidamente pela secretária. Esta informou que solicitaria que a coordenação do projeto me retornasse, fato que não aconteceu. Conforme mais uma semana ia acabando, confiando menos não só no projeto Reiki, mas também no próprio VER. Menos tempo para fazer o treinamento, menos chances de concluir todas as etapas necessárias para a formatura.

Ontem (é, no "dia das mulheres") fiz meu último contato com o Voluntariado. Eu havia recebido um e-mail, falando que eu deveria esperar mais um pouco. Ao telefone, a funcionária do financeiro gritava tanto comigo que tive que pedir para outra pessoa intermediar a situação para evitar conflitos. Foi dito que eu poderia participar de qualquer projeto, menos o de Reiki, sem me informar o motivo para isso. Solicitei então, o desligamento do projeto, e a devolução do dinheiro do jaleco, além da justificativa de eu não poder participar do projeto de Reiki. No e-mail, então, foi enviado o comprovante de transferência do meu dinheiro, mas nada de justificativa.

Não faz sentido eu participar de qualquer outro projeto do VER depois de a situação ter-se desenrolado dessa forma. Não existe segurança jurídica para tal. Guardei registro de todas as conversas por WhatsApp e e-mail - é o que me resguarda de qualquer problema futuro. Não é uma questão de rotina hospitalar, de pacientes ou mesmo dos projetos. É a falta de segurança transmitida pela falta de justificativas e de posturas objetivas.

terça-feira, 6 de março de 2018

O Carnaval e Zion


Por um triste acidente, acabei parando no meio de um bloco de rua do carnaval de São Paulo esses dias. Foi uma das piores sensações que eu tive em minha vida, risos. As pessoas pensam que níveis baixos de consciência estão ligados apenas a fome, doenças ou desespero, ou seja, nem cogitam que uma festa poderia ser um evento tão involuído quanto uma fofoca. Quem lembra do Matrix pode pensar na cidade de Zion, que apesar de ostentar-se como o último bastião humano na Terra, não era lá grande coisa.

Enfim, é interessante observar pessoas dormindo quando se está acordado, mas pode ser também uma sensação torturante, já que nada pode ser feito. É, nada. Imagina chegar na pessoa e falar: olha, isso explica tudo que há de negativo na sua vida. Se você não for agredido fisicamente, provavelmente ela vai dizer que você está com inveja dela. Paciência.

Uma festa de Carnaval de hoje em dia é um festival de promiscuidade organizado. Resumindo: é uma ocasião onde eu posso aprontar o que eu quiser, do jeito que eu quiser, que estará justificado. Se isso não for um padrão baixo de consciência, nem vou querer saber o que é, então. Excesso já é algo negativo por si só, imagine então o excesso de coisas negativas: álcool, drogas ilícitas, e mesmo sexo sem sentimento. Para quem gosta de visualizar, imagine a nuvem escura que paira nessas festas - nem dá pra ver direito.

E como semelhante atrai semelhante, um padrão negativo atrai gente negativa, que atrai outras condutas negativas, por exemplo a criminalidade. É comum nessas festas, sobretudo as de rua, terem um alto índice dos mais diversos crimes ou mesmo confusões que são raras em dias "normais". Cabe notar que são coisas que as pessoas não querem e entram em contradição: "quero tirar foto com os amigos, mas não quero ser roubado", "quero pegar todo mundo, mas não quero ser estuprado"... Não adianta "campanhas de conscientização": consciência mesmo é não frequentar esse tipo de evento, não adotar esse tipo de postura.

Zion acaba por cair - talvez seja necessário. Talvez tenha faltado às pessoas o mínimo de consciência. Nessas horas que você entende porque o mundo está como está, e por que "milagrosamente" sua vida está tranquila. Mas, por favor, não pense que Carnaval é época para brincar de retiro - é tão patético quanto um bloco de rua. Entenda: uma coisa é fazer para aproveitar os dias de folga, outra coisa é apenas para dizer que teve uma atitude mais "evoluída". Consciência está nos detalhes.