sexta-feira, 9 de março de 2018

Sobre o Voluntariado Emílio Ribas

Em pleno dia do falecimento do querido mestre Mikao Usui, venho relatar minha triste experiência com o Voluntariado do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, aqui em São Paulo. Eles possuem uma gama de projetos que têm por objetivo amenizar a situação dos internados através de diversas atividades, entre elas o Reiki. Surpreende-me o fato de haver projetos de Reiki em hospitais aqui no Brasil, e esse em especial por ser aberto para pessoas se inscreverem e participarem - a maioria dos projetos acaba sendo feita por pessoas do próprio nicho de contatos do hospital.

Inscrevi-me, e depois de aguardar alguns meses para iniciar o curso de capacitação, o fiz abrindo mão de alguns dias de kung fu, afinal fui informada de que eu poderia fazer o trabalho voluntário no dia e hora que eu pudesse ir. Entreguei documentos, assisti à palestra do Centro de Voluntariado de São Paulo, e agendei a entrevista para encaminhamento ao projeto. Nesta entrevista, deixei claro que só poderia em dia e horário específicos devido aos meus compromissos, o que pareceu não importar ao entrevistador, que me informou haver horários para todos.

Paguei pelo jaleco que iria receber na formatura da nova turma de voluntários. O fiz pensando na garantia que eu tinha de que não haveria óbice que me impedisse de participar. Contudo, durante a reunião dos voluntários reikianos, fiquei surpresa, pois no horário que eu havia escolhido apenas eu tinha interesse em atuar - ao contrário dos outros projetos, em que há até concorrência. Os coordenadores combinaram comigo que entrariam em contato para encontrar uma solução.

Contudo, mesmo argumentando que não poderia abrir mão de meus compromissos para comparecer ao treinamento, não obtive uma resposta definitiva sobre. O que é estranho, pois um trabalho voluntário não deveria interferir nas obrigações cotidianas. No final da semana seguinte à reunião, no começo deste mês, informaram que só poderia ser naqueles dias, contudo sem afirmar se haveria alternativa ou não. Enquanto refletia no que fazer, fui excluída do grupo de WhatsApp do projeto e não obtive mais respostas. Assim, do nada.

Até fui à secretaria do Voluntariado conversar com o pessoal no dia 03/03, sábado. Os voluntários de outros projetos se propuseram a me admitir em seus programas caso a situação não fosse resolvida. Conheci outros veteranos do projeto Reiki, que se prontificaram em me ajudar para que eu pudesse fazer o treinamento em outro horário. Montei uma conversa em grupo no WhatsApp para avisarmos, em conjunto, da alternativa. Não houve resposta, autorizando ou não.

Resolvi mandar e-mail para a secretaria do voluntariado explicando o ocorrido. Liguei no dia seguinte para chegar a um melhor entendimento, ao que fui atendida muito rispidamente pela secretária. Esta informou que solicitaria que a coordenação do projeto me retornasse, fato que não aconteceu. Conforme mais uma semana ia acabando, confiando menos não só no projeto Reiki, mas também no próprio VER. Menos tempo para fazer o treinamento, menos chances de concluir todas as etapas necessárias para a formatura.

Ontem (é, no "dia das mulheres") fiz meu último contato com o Voluntariado. Eu havia recebido um e-mail, falando que eu deveria esperar mais um pouco. Ao telefone, a funcionária do financeiro gritava tanto comigo que tive que pedir para outra pessoa intermediar a situação para evitar conflitos. Foi dito que eu poderia participar de qualquer projeto, menos o de Reiki, sem me informar o motivo para isso. Solicitei então, o desligamento do projeto, e a devolução do dinheiro do jaleco, além da justificativa de eu não poder participar do projeto de Reiki. No e-mail, então, foi enviado o comprovante de transferência do meu dinheiro, mas nada de justificativa.

Não faz sentido eu participar de qualquer outro projeto do VER depois de a situação ter-se desenrolado dessa forma. Não existe segurança jurídica para tal. Guardei registro de todas as conversas por WhatsApp e e-mail - é o que me resguarda de qualquer problema futuro. Não é uma questão de rotina hospitalar, de pacientes ou mesmo dos projetos. É a falta de segurança transmitida pela falta de justificativas e de posturas objetivas.

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