terça-feira, 17 de abril de 2018

O esquerdismo como doença


Talvez isso soe como algo extremamente preconceituoso à primeira vista. Contudo, depois de décadas de distúrbios ideológicos, pode-se concluir que existe algo de patológico entre as ideologias que estão à esquerda do espectro político. Não que não haja pessoas de Direita que possuem desvios de caráter e de personalidade, mas que as próprias ideologias de esquerda possuem traços doentios em suas estruturas.

Pode-se começar com a afirmação do Dr. David R. Hawkins, célebre pesquisador da consciência humana, de que o marxismo, pai de todas as ideologias de esquerda, está calibrado em 130, abaixo do nível “neutro” de consciência, situado no nível do Desejo, próximo à Ira. Em comparação a outras correntes de pensamento, o marxismo é talvez a única que esteja abaixo do nível dos níveis saudáveis de consciência dentro dos estudos deste pesquisador.

Delongando-se mais no assunto, em uma escala que vai de um a 1000, onde este é a iluminação absoluta e aquele é a ausência de vida, a faixa entre 200 e 250 é considerada um “divisor de águas” entre o Poder, o verdadeiro potencial do ser humano, e a Força, uma tentativa de controle não natural, na qual a humanidade se baseia em sua maioria. Grandes linhas de pensamento, como o Racionalismo e a Psicanálise, situam-se entre 400, nível da Razão, e 700, nível da iluminação.

Analisando a fundo os desdobramentos do marxismo até as teorias sociais que existem nos dias de hoje, podem-se perceber algumas patologias presentes nessas linhas de pensamento, que podem ser as causadoras dos distúrbios sociais e políticos dos dias de hoje. Esse tipo de pensamento deveria ser analisado mais a fundo pelos profissionais das áreas da psique, como psicólogos, psicanalistas e mesmo psiquiatras. Infelizmente entre os primeiros a “doença esquerdista” já criou raízes profundas, o que atrapalharia uma análise mais eficaz do objeto de estudo, agravando o problema ao invés de criarem-se soluções.

Talvez um dos aspectos mais marcantes das filosofias de esquerda seja o vitimismo. A ideia de que o outro cerceia sua liberdade, impedindo-o de agir conforme seu livre-arbítrio, foi mascarada por centenas de discursos como os de “minorias sociais”, feminismos, e afins. É ignorado que a pessoa é responsável pela própria vida, podendo agir como bem lhe apetece, devendo ser, contudo, ciente de seus revezes. É mais fácil ser beneficiário de programas sociais, ou mesmo “protegido” por uma legislação desigual e constrangedora, do que “dar a volta por cima” ou “fazer a própria vida”.

O vitimismo é um dos sintomas da depressão, doença pouco estudada pelos médicos, sobretudo em seus desdobramentos sociais. Talvez exista uma ligação muito forte entre movimentos sociais e pessoas depressivas que não é observada. A perda da vontade de viver faz com que a pessoa acuse outras de seus problemas, mas não como uma forma de buscar soluções, mas sim para manter o status quo da situação, que consome menos energia e é mais “confortável”.

Outro aspecto relevante é a manipulação mental massiva feita ao longo das últimas décadas. Como uma Matrix, as pessoas, já afastadas da realidade pelo seu próprio nível evolutivo, são reprogramadas para responder aos impulsos das ideologias de esquerda, mesmo não concordando com elas, sem o mínimo questionamento. Como se questões como “educação escolar”, “direitos das mulheres”, “saúde pública gratuita” existissem desde os primórdios da humanidade e não houvesse alternativas a elas.

Essa manipulação mental, muito bem elaborada, impede que as pessoas tenham reações rápidas e concretas ao discordarem de alguma coisa. Primeiramente, o medo de ofender toma conta da pessoa: o medo de sofrer um processo judicial ou mesmo o escárnio público a impede de ser honesta em relação à situação. Segundo, a pessoa teme ter que tomar cada vez mais e mais atitudes contra algo que discorde: a máxima “você quer ser feliz ou você quer ter razão?” separa dois conceitos que deveriam andar juntos, tendo em vista que a razão é caminho para a verdadeira felicidade. Terceiro, a pessoa fica sem ânimo para agir, pois lhe foi inculcado ao longo dos anos de que a situação nunca irá mudar. Quarto, a pessoa só irá reagir a um “comando de boiada”, quando muitas pessoas irão fazer o mesmo, encobrindo suas atitudes individuais.

O esquerdismo busca solapar a fé e a religião das pessoas de diversas formas. Estes seriam como que antídotos eficazes à patologia marxista, portanto perigosos para aqueles que buscam “contaminar” as pessoas com suas ideias. Por mais que pessoas e instituições falhem, os conceitos religiosos, sobretudo em seus ensinamentos originais, raramente estão calibrados abaixo de 700 e 800 na escala de consciência de Hawkins, sendo grandes auxílios para o desenvolvimento das pessoas no aspecto mental.

Talvez o socialismo/comunismo seja a ideologia esquerdista mais conhecida por tentar expurgar a fé da sociedade, destruindo igrejas e perseguindo religiosos quando assumiu o poder do Estado russo no começo do século XX. Hoje em dia, contudo, a estratégia de eliminar os antídotos consiste em distorcer conceitos religiosos em “mistura de doutrinas”, ou mesmo valorizando vertentes religiosas que permitem que seus praticantes prejudiquem deliberadamente outras pessoas, considerando como “minorias religiosas”.

Deve-se notar que o esquerdismo sai do âmbito político e passa a dominar o estilo de vida das pessoas. Não existe um “estilo de vida conservador”, mas existe um “estilo de vida marxista”. A pessoa passa a consumir determinados produtos e boicotar outros, ler determinados livros e páginas na internet e redes sociais, vestir determinados tipos de roupa e mesmo adotar certos hábitos de vida que lhe dão a sensação de “pertencer a algo maior”. A noção de indivíduo é diluída na noção de “classe social”, em guerra com outras. A guerra em si é ilusória, presente apenas na mente dessas pessoas, mas alimentada constantemente pela própria ilusão.

A gravidade da situação está no aprisionamento mental em que situa a pessoa. Por conta de delírios ideológicos, perde-se a capacidade de discernimento e autocontrole, agindo como que manipulada por um titereiro invisível. Vidas são destruídas em nome da “causa”, que se arrasta ao longo das gerações e toma um vulto cada vez mais assustador a apocalíptico. Famílias são anuladas; relacionamentos instabilizam-se; perdem-se referências que outrora orientavam a sociedade, se não ao progresso, mas ao seu desenvolvimento; em nome de algo que traz morte, doenças e miséria por onde passa, mas é negado ou ignorado.

Nesse aprisionamento mental também há a negação das mazelas que as ideologias esquerdistas causaram nas últimas décadas, ou mesmo a ignorância. Poucos comentam que o comunismo chinês matou aproximadamente o décuplo de pessoas que foram mortas pelo nazismo, ou mesmo que a miséria que assola a Venezuela atualmente é fruto de um governo que tinha por objetivo “acabar com a miséria e a opressão”, mesmo que forçando reeleições duvidosas. Mesmo Cuba é retratada como um “paraíso” por se “sublevar” ao domínio estadunidense, enquanto pessoas fogem desesperadas da ilha em busca de uma condição mais digna de vida.

Ao tentar conversar com esse tipo de “adoentado”, seja para esclarecer, ou mesmo para entender melhor sua posição, este se revolta violentamente, buscando evitar que sua programação sofra alterações – como se estas alterações pudessem causar-lhe algum mal efetivo ou sua própria corrupção. O diálogo perde espaço todos os dias, a menos que seja apenas para afirmar ou engrandecer o que se concorda. Não existem argumentos para quem não consegue aceitar que o outro tem uma visão de mundo diferente. O esquerdista conversa como que de forma automática, através de chavões e sofismas, sem buscar entender, na maioria das vezes, o que está falando.

Talvez o leitor deste artigo esteja “rezando” para que o mesmo termine com um “remédio” para este mal. Os estragos causados por essa “nova patologia”, cuja ação e contágio ocorrem apenas por via mental, talvez não possam ser revertidos ao “estágio original”, mas serem “superados”. Toda doença é uma forma do indivíduo crescer, e consequentemente a humanidade como um todo. Não esmorecer frente ao desafio talvez seja a providência número um: assim como o esquerdismo é algo presente há décadas na humanidade, levarão séculos para uma cura efetiva do mesmo.

Outras providências que podem ser tomadas estão relacionadas aos sintomas: o vitimismo deve ser paulatinamente neutralizado socialmente e pessoalmente. As pessoas devem ser encorajadas a superar as próprias situações sem o auxílio externo exagerado, devendo ser ignoradas as birras sociais, como manifestações violentas ou absurdas. A extinção de determinadas políticas públicas e mesmo uma legislação mais imparcial seriam grandes auxílios ao quebrar o círculo vicioso do vitimismo: menos a pessoa age por conta própria, mais reclama de outros grupos sociais, mais o poder público busca “equilibrar a situação” desequilibrando-a.

O conhecimento deve ser novamente difundido pela sociedade. Ao invés de “martelar-se” em questões como “ideologia de gênero” ou “machismo”, o estudo de sistemas clássicos de filosofia, da Grécia ao Oriente, por exemplo, podem elevar o nível das conversas e mesmo do intelecto das pessoas. Isso reflete diretamente no ensino escolar, que atualmente forma um “cidadão” sem senso crítico ou visão aberta, algo que só pode ser adquirido pelo conhecimento e gosto pelo saber.

Uma coisa nova a ser inserida é o autoconhecimento. Talvez esse assunto tenha sido relegado a filosofias orientais e distorcido pelos movimentos de Nova Era. A pessoa deve se olhar como indivíduo pertencente ao Todo, não a um determinado grupo ou classe, mas único em relação ao mesmo. Formular um estilo de vida dentro do que considera ser adequado aos seus valores, e não porque determinada ideologia o “determina” a ser assim.

Por último, e talvez o mais importante, é a difusão da fé. O estudo da religião e das doutrinas religiosas como religação com o Divino. É a fé que “move montanhas” e que pode fazer a transformação do indivíduo, superando-o dos males que o aflige. Deve-se lembrar de que conceitos evoluídos, se levar em consideração a escala do Dr. Hawkins, são iguais em sua essência, apesar da diferença de discurso. Ensinamentos de Jesus Cristo são encontrados no Confucionismo e no Budismo. Talvez o maior mal que assola a humanidade atualmente seja na verdade o desafio necessário para a própria evolução.

0 comentários:

Postar um comentário

Deixe seu comentário. Ao clicar em enviar, aparecerá uma caixinha de confirmação.