terça-feira, 15 de maio de 2018

Fora do Facebook


Faz alguns meses que eu ruminava a ideia de deletar a minha conta do Facebook. Informações inúteis, quase nenhuma troca de conhecimento, ou mesmo pouca comunicação entre as pessoas. Meus maiores aprendizados na internet foram bem longe dele, por sinal. Só que faltava algo para eu sair definitivamente. Ainda não tinha resolvido a questão dentro de mim. Foi nesses dias que consegui refletir de forma profunda e dar fim à situação.

Há algum tempo eu havia comentado sobre minha experiência de não ter televisão em casa. Não ter Facebook talvez seja a nova versão dessa escolha: hoje em dia não ter TV em casa é comum - às vezes ter o aparelho para utilizar o Netflix ou Chromecast. Lembro que alguém havia me desafiado a sair do Face, como se minha escolha fosse um mero jogo de vaidade. Interessante que o pessoal Nova Era ao mesmo tempo que comenta sobre a radiação dos aparelhos eletrônicos não larga das suas redes sociais, dependendo desses mesmos aparelhos.

Ao contrário do que pode parecer, eu já tive várias redes sociais. Conheço cada uma delas, sobretudo as principais. Hoje em dia parece que o leque de escolhas encolheu drasticamente, entrando naquela questão ter ou não ter. Eu gostava do Orkut, sobretudo pelas comunidades, por conta de sua estrutura de fórum. Hoje em dia não existe nenhuma rede social com esse tipo de plataforma, o que dificulta a troca de informação e conhecimento.

Não, não vou escrever aqui contra as redes sociais, mas convidar para pensar sobre o aprendizado decorrente delas. Sei que muitas pessoas as usam sabiamente para encontrar clientes e parentes distantes, e isso não deve ser deixado de lado. Contudo, boa parte usa como um anestésico para a própria vida, como um teatro de faz de conta onde o usuário é o personagem que ele quer ser, menos ele mesmo.

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