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Mostrando postagens de junho, 2018

Quem quer ser iluminado?

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Uma pergunta me chamou a atenção no livro Power vs. Force : se fôssemos parar cem pessoas na rua , começa Hawkins, e as perguntássemos "qual a sua maior ambição na vida?", quantas iriam dizer "tornar-se iluminado"? O título do post é uma analogia ao filme Quem quer ser um milionário , no qual um garoto indiano ganha o prêmio máximo de um programa de televisão respondendo a pergunta decisiva no chute. As pessoas travam quando ouvem por resposta que a meta de vida é a Iluminação, paz interior ou afins. Eu não conheço um pseudo-místico que tenha por meta de vida a evolução. Existe a pirâmide de Maslow , que mostra as necessidades das pessoas de forma hierárquica. Quanto mais próximas da base, mais físicas são, e talvez "mais importantes". Se for prestar atenção, a maioria das pessoas concentra-se na base, com o raciocínio de que paz interior não enche barriga . A situação, contudo, é inversa: com paz interior as outras necessidades são sanadas de forma de

Sobre Reiki e artes marciais

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Vejo que o Reiki e as artes marciais - sobretudo as japonesas - têm muito em comum. Só de pensar que o próprio mestre Usui praticava uma delas antes de fundar o Reiki (de acordo com as palavras da época), significa que há muito a se relacionar e muito a aprender com isso. Mas antes de começar é bom frisar que a arte marcial está longe de ser uma arte de pancadaria , como alguns pseudopacifistas pensam. A arte marcial é o trabalho de corpo, mente e espírito para melhoria do indivíduo enquanto ser humano. Seria a arte de parar a agressão, e não de promovê-la. É um caminho para paz interior tão rico quanto o Reiki, pela sua complexidade e plasticidade. Em um aspecto teórico, as filosofias das artes marciais estão ligadas à não-agressão e ao autocontrole. Como disse antes, parece contraditório à primeira vista, mas olhando mais a fundo, ou melhor dizendo, sem preconceitos, faz total sentido. Geralmente a pessoa de índole violenta não consegue suportar o treinamento de uma escola de ar

As falhas de calibragem

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Por mais que eu goste do trabalho do Hawkins, eu tenho minhas críticas a fazer. Apesar das descrições sobre os níveis de consciência e as formas de progressão sejam precisas e eficientes, vejo um problema em como calibrar estes níveis. Hawkins usa um método cinesiológico de "forçar o braço" para obter suas respostas sim ou não. O que pode ser eficiente em um aspecto acaba tornando as coisas meio rasas . Percebi isso lendo o livro Truth vs. Falsehood, literalmente Verdade contra Falsidade , obra que também não possui tradução para português. Algumas coisas foram bem calibradas como a Coca-Cola, cujos estudos de danos à saúde são cediços. Mesmo algumas obras foram calibradas em nível baixo, como o filme Matrix, por conta de "detalhes". No caso deste filme, as cenas de violência despencaram a calibragem. Tolkien (sua obra) foi calibrado aquém do que eu mesma avaliei. Não é mera questão de opinião, como pode parecer, mas uma análise mais objetiva sem balançar o br

Esse discurso do Saruman...

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Indo no embalo do post sobre o Tolkien, gostaria de ressaltar um personagem muito peculiar na trilogia O Senhor dos Anéis : o mago Saruman. Assim como os outros magos, ele tinha por objetivo de fazer frente a Sauron, porém sem medir forças com este, muito menos dominar os habitantes locais. Não é o que acontece com Saruman: ao invejar o poder de Sauron, acaba agindo igual a ele, criando seus exércitos e dominando a região na qual vivia. Por fim, tenta suplantá-lo, e acaba sendo destruído em sua política duas caras . Essa política teve por base o "belo" discurso do mago. Palavras bonitas e envolventes, que acabavam por convencer os desavisados que o ouviam. Mesmo seu servidor, Língua de Cobra, era perito nesta "arte". Confesso que ao ler suas falas eu ficava meio fora de mim e perdia o raciocínio da história. Pessoas que falam bem convencem e acabam por inverter situações desfavoráveis. A razão é perdida. Isso serve de alerta aos "belos discursos" que