terça-feira, 12 de junho de 2018

As falhas de calibragem


Por mais que eu goste do trabalho do Hawkins, eu tenho minhas críticas a fazer. Apesar das descrições sobre os níveis de consciência e as formas de progressão sejam precisas e eficientes, vejo um problema em como calibrar estes níveis. Hawkins usa um método cinesiológico de "forçar o braço" para obter suas respostas sim ou não. O que pode ser eficiente em um aspecto acaba tornando as coisas meio rasas.

Percebi isso lendo o livro Truth vs. Falsehood, literalmente Verdade contra Falsidade, obra que também não possui tradução para português. Algumas coisas foram bem calibradas como a Coca-Cola, cujos estudos de danos à saúde são cediços. Mesmo algumas obras foram calibradas em nível baixo, como o filme Matrix, por conta de "detalhes". No caso deste filme, as cenas de violência despencaram a calibragem.

Tolkien (sua obra) foi calibrado aquém do que eu mesma avaliei. Não é mera questão de opinião, como pode parecer, mas uma análise mais objetiva sem balançar o braço. No caso, devido ao objeto de análiser ser a trilogia O Senhor dos Anéis, deixando de lado sua principal obra, O Silmarillion. Ou seja, Hawkins é preciso e objetivo em diversos aspectos, mas é necessária uma visão mais ampla sobre a calibragem para que esta seja mais precisa e abrangente.

Além de alguns aspectos como a precisão das perguntas, e mesmo o método em si de forçar o braço, ainda insisto na questão da evolução negativa, na qual algumas pessoas (ou mesmo filmes, músicas, e a Coca-Cola) possuem um alto grau de consciência, mas tendendo ao caos. Hitler, que foi calibrado em 80, está mais para um -700 (iluminação negativa), pela sua consciência voltada à destruição.

Outro exemplo é o Nelson Mandela, calibrado em 500 pela sua imagem de "pacificador", quando que poderia ser calibrado em -500 (amor negativo), já que foi líder de um grupo terrorista, matando dezenas de inocentes, para depois "pagar de bonzinho", por assim dizer. O próprio Hawkins acusa essas imprecisões para calibrar criminosos e psicopatas: no Truth vs. Falsehood, ele apresenta o caso de um traidor que possuía duas calibragens: uma de sua imagem pública e outra relativa a sua conspiração. Neste caso, a calibragem negativa uniria ambos os aspectos, mostrando que a pessoa tem a consciência de fazer o mal, tanto quanto de fazer o bem.

Não vejo no momento calibragens negativas abaixo do nível 200: pode haver pessoas desenvolvendo consciência da vontade de dominar outras mas sem que a mesma esteja apurada. Assim como pessoas abaixo de 200 desenvolvendo uma consciência para o bem de si e dos outros. Como até 200 os níveis são instáveis, fica difícil precisar níveis negativos, podendo até serem compartilhados com a consciência negativa: ao superar o orgulho, a pessoa pode desenvolver uma coragem positiva (200) ou uma coragem negativa (-200).

Seria interessante que as pessoas estudassem e trabalhassem essas ideias em seu cotidiano, aprimorando a forma de calibragem e mesmo a descrição dos níveis e suas passagens. Uma escala negativa faz sentido em um planeta pouco evoluído (85% das pessoas calibradas abaixo de 200), pois discerniria pessoas de pouca consciência apenas das pessoas que possuem consciência do que estão fazendo, mas para outro lado.

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