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Mostrando postagens de julho, 2018

Calmaria em meio à Tempestade

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Refletir sobre os Cinco Princípios do Reiki deveria ir além dos princípios em si. Isso lembra o Taoismo com a sua definição-não-definição: quando você define o que algo é, define automaticamente o que não é, ou mesmo o que poderia ser ou não. É engraçado você tomar uma atitude enérgica e o reikiano vir com o não se zangue sem ao menos refletir se a pessoa está zangada ou não. Ou mesmo agir contra a má-fé de alguém e o reikiano te lembrar do eu confio . Recitar os Cinco Princípios todos os dias de manhã e à noite não é ficar repetindo como ladainha, mas dar um sentido para eles: aprender com as situações e superá-las. Vai parecer que você distorceu tudo , mas no fundo, você aprendeu a viver com o Gokai - o que considero mais importante do que o próprio declamar. Seguem algumas conclusões que cheguei vivenciando os princípios: Sou calmo: não significa que eu não vá me defender de uma agressão ou mesmo não ser contundente quando necessário. Com o bônus de estar com a cabeça fria e

As mentiras em que queremos acreditar

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Há um tempo escrevi um post sobre o livro 1984, mas o deixei de lado - talvez eu o publique um dia. O livro me marcou profundamente - para não dizer que me traumatizou. Não tanto pela história em si, mas pela realidade que a obra possui. Às vezes tenho a sensação de que estamos caminhando a passos largos para Oceânia, com o agravante de as pessoas estarem dormindo - inconscientes do que está acontecendo. Dois pontos marcantes, tanto no livro quanto nas notícias, merecem uma reflexão neste post. O primeiro é a novilíngua ou novafala , idioma oficial da Oceânia. Trata-se de uma redução abrupta do vocabulário de forma que as pessoas não tenham "material" para pensar - já que o pensamento tornou-se crime. Sinônimos e antônimos são podados ano após ano, mas, pelo que consta na história, a língua não "pegou". Nem funcionários do governo nem proletários acostumam-se com o "novo" vocabulário, preferindo ainda o antigo inglês para comunicação. Interessante que

A importância do Contexto

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Hawkins conclui o Power vs. Force afirmando que as pessoas não sabem discernir a verdade da falsidade. Esta seria a ausência de verdade, ao contrário da mentira, que seria uma verdade deslocada de seu contexto. Essa falta de discernimento é o que provocaria então a pouca evolução do ser humano. No entanto, para saber discernir é necessário analisar as coisas dentro de seu contexto. Parece até exercício de escola, quando o professor vai ensinar algo de humanas. Porém, isso também existe nas exatas e mesmo nas biológicas, por assim dizer. Como aparenta na frase anterior, contexto seria algo de pouca importância. Com a relativização das coisas, o contexto é deixado de lado, e tudo pode ser qualquer coisa. Analisar o contexto é uma constante no cotidiano, permitindo a evolução. A ampliação do horizonte de percepção consequentemente apresenta a ligação de todas as coisas e dá aquela sensação de que o véu caiu . Dessa forma, Hawkins liga o final com o começo do livro, onde ele mostra que

Culpa e Responsabilidade

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Há um pouco mais de quatro anos atrás escrevi um post sobre a questão da culpa e da responsabilidade e há alguns dias atrás tive uma discussão sobre a responsabilidade da vítima. Percebi que as pessoas tendem a não entender, ou mesmo não aceitar, que a vítima também tem responsabilidade sobre o que ocorre em sua vida. É algo automático: joga-se a culpa no "agressor", no "autor", seja lá o nome que se dê, e a vítima é carregada no colo e colocada em uma redoma de vidro , impedindo-a de tomar qualquer atitude. Falar que ela teve parte no infortúnio chega a ser "ofensivo", afinal, ela não teve culpa de nada. Aí que está a questão: ninguém tem culpa de nada , e as pessoas tendem a confundir esta com a responsabilidade. Primeiramente, culpa não é responsabilidade . Culpa é um sentimento extremamente negativo e doentio, que não traz aprendizado, muito menos contribui com o processo evolutivo. Torna a vítima mais vítima e o "culpado" mais culpado a

Sobre a seriedade do misticismo

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Assisti a um vídeo interessante do filósofo Olavo de Carvalho sobre Astrologia e me surpreendi com a postura a qual abordou o assunto. Diferente de boa parte dos cristãos e conservadores, que acabam por tratar o assunto como mero charlatanismo, Olavo ressalta neste vídeo a questão da responsabilidade em estudar o assunto e analisar a prática, apresentando a Astrologia com sensatez e maturidade. Como disse no outro post, não é porque a pessoa tem Mercúrio em Câncer que ela vai ser x, y ou z, mas que o Mercúrio em Câncer representa algo que ela é, que pode ser trabalhado e melhorado, se assim o quiser. O mesmo com o tarô : ele não diz o futuro, ele apresenta uma situação sobre outro viés, e cabe a pessoa decidir se é aquilo que ela quer ou não. A questão central é a imaturidade que existe no "meio místico". Pessoalmente, acho que isso não deveria ocorrer neste meio, afinal estamos falando de pessoas supostamente evoluídas , que transcenderam o corriqueiro para ver além .