terça-feira, 17 de julho de 2018

A importância do Contexto


Hawkins conclui o Power vs. Force afirmando que as pessoas não sabem discernir a verdade da falsidade. Esta seria a ausência de verdade, ao contrário da mentira, que seria uma verdade deslocada de seu contexto. Essa falta de discernimento é o que provocaria então a pouca evolução do ser humano. No entanto, para saber discernir é necessário analisar as coisas dentro de seu contexto. Parece até exercício de escola, quando o professor vai ensinar algo de humanas. Porém, isso também existe nas exatas e mesmo nas biológicas, por assim dizer.

Como aparenta na frase anterior, contexto seria algo de pouca importância. Com a relativização das coisas, o contexto é deixado de lado, e tudo pode ser qualquer coisa. Analisar o contexto é uma constante no cotidiano, permitindo a evolução. A ampliação do horizonte de percepção consequentemente apresenta a ligação de todas as coisas e dá aquela sensação de que o véu caiu. Dessa forma, Hawkins liga o final com o começo do livro, onde ele mostra que a sequência de fatos é uma percepção limitada de todo um conjunto que ele nomeia de campo atrator.

Ao analisar-se o contexto de uma coisa (pessoa, situação, objeto, etc.), a percepção sobre aumenta. Ver além do alcance então seria ver todo o contexto da situação e não apenas a coisa em si. E, como dito antes, nada de sobrenatural. É muito mais um processo de aprendizado mais amplo e profundo, que poderia então entrar no terreno chamado de extrassensorial. É o que derruba preconceitos e valida intuições: esta se mostra como uma análise de contexto de forma instantânea, permitindo conclusões antecipadas, mas não precipitadas.

Mesmo para descrever o contexto fica difícil com palavras. Discernir verdade da falsidade não depende só do contexto em que se encontra, mas o que isso gera para a pessoa que analisa, e mesmo para quem participa daquilo. Hawkins resume em "forte" ou "fraco", "faz bem" ou "faz mal". A partir daí, toda sua obra é desenvolvida. A forma que ele usa para "verificar" o forte ou fraco não é muito "eficaz", na minha opinião, mas já é um bom começo. A própria percepção pode analisar conforme se desenvolve, transformando a calibragem em algo secundário.

A impressão que dá é que a humanidade está fora dos trilhos, ou mesmo fora de rumo, necessitando de uma bússola para se orientar. Está claro que interpretar do jeito que convém é imaturo, ou mesmo absurdo. Não estamos jogados, por assim dizer. No final das contas, quanto mais evoluídas são as mensagens, mais parecidas são umas com as outras, uma espécie de convergência. Isso explicaria porque não existe dualidade e afins. Contudo, depende do contexto e da percepção.

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