terça-feira, 28 de agosto de 2018

Reiki é simples


Estou há anos tentando redigir esse post, dando a impressão de que a afirmação do título é falsa. Pelo contrário: é tão verdadeira que palavras não conseguem explicar. Mesmo assim, gostaria de escrever algumas palavras sobre. Por muitas vezes o reikiano se sufoca em meio a técnicas e informações, que acabam por interferir na rotina e tornando a prática "artificializada". Como já disse sobre o Gokai, é algo para ver vivido, indo além da mera repetição de palavras, e mesmo das fórmulas prontas.

Primeiramente, Reiki é uma filosofia de vida. É algo que faz parte da visão de mundo, temperando a vida, por assim dizer. Através disso, melhora-se mente e corpo, de si e consequentemente das outras pessoas. Aí entra a parte terapêutica do Reiki: depois de todo um cuidado consigo pode-se cuidar dos outros. Depois de tornar-se uma pessoa melhor que se pode fazer outras pessoas melhores. É necessário, além do conhecimento, amadurecimento, consciência e evolução: mudar o paradigma da própria vida.

Sob este ponto de vista, uma visão puramente terapêutica e profissional do Reiki perde força. Claro que um reikiano que não se cuida não deixará de transmitir energia, mas a qualidade do trabalho será inferior, comparado a um reikiano que "vive" o Reiki. Obviamente não estou falando de fanatismo, como alguns podem pensar, mas buscar sentir a energia, a si mesmo e as coisas, reprogramando-se.

Superando as programações, o próprio Reiki é deixado de lado, pois também é uma reserva de mercado, assim como outras técnicas de transmissão de energia, e mesmo outras filosofias de vida. A pessoa se apresenta como reikiana por mera questão formal nesse caso: como explicar que a transmissão de energia é a mesma coisa em qualquer técnica, ou mesmo que os princípios estão presentes na natureza, não sendo uma "exclusividade" do Reiki?

Veja que não me aprofundei nas técnicas, nem mesmo comentei sobre os gyosei. Contudo, assim como o Gokai, o reikiano não deve se prender neles. Citando novamente a máxima do filme O Reino Proibido: "Aprenda a forma, mas busque o disforme. [...] Aprenda o caminho, depois encontre seu próprio caminho." São coisas que palavras não explicam, que ficam na boca, mas não se encontram para formular o que se sente.

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