terça-feira, 7 de agosto de 2018

Uma aplicação prática dos pilares


Assim como eu comentei que as ideologias de esquerda podem ser consideradas doentias, passo a comentar sobre o que eu considero como "problemas" dentro do que é considerado Conservadorismo. Faço essa crítica porque a força que o "esquerdismo" ganhou ao longo das décadas consiste em uma convergência de ideias e movimentos que foram ignorados pelos conservadores. Como se tivesse parado no tempo, o conservador se aferra com tanta força a suas tradições que acaba por ignorar o que está ao redor.

Sempre houve uma força "rebelde" na sociedade, sobretudo na juventude. Isso não deixa de ser o mero impulso de fazer algo novo, diferente, que pode ser bom ou não. Como essa rebeldia bate de frente com os valores vigentes, claro que surgem conflitos. Imagine gerações passadas: ser diferente era não seguir valores conservadores, e hoje em dia, segui-los contra valores progressistas (esquerdistas). Isso soa próximo aos quatro pilares do outro post, pois nossa sociedade se assenta sobre estes pilares.

Os movimentos de esquerda se aproveitam da rebeldia juvenil para inculcar-lhes outros valores - o melhor exemplo disso são as universidades de hoje em dia. Muitos abandonam essas ideias ao atingir a maturidade, ou mesmo quando chegam os boletos. Contudo, está cada vez maior a proporção de pessoas que postergam o amadurecimento. Quantos idosos hoje em dia não possuem maturidade alguma, parecendo crianças de cabelos brancos suplicando por respeito.

Veja o próprio movimento ambientalista. No fundo, faz todo o sentido cuidar da natureza e dos recursos existentes. Entretanto, como o próprio Gênesis foi mal interpretado, acredita-se que o ser humano pode (e deve) interferir a torto e a direito no planeta, sem o mínimo de ética. E o que aconteceu? O ambientalismo transformou-se em movimento político, com teorias estapafúrdias e que não aceitam questionamento ou oposição, como se o mundo fosse acabar amanhã se não voltarmos a uma condição neolítica, que vou abordar em outro post.

As pessoas em geral acabam aceitando o ambientalismo por concordar com a ideia de que devem cuidar da natureza, abrindo brecha na programação e permitindo que o ecoterrorismo ganhe força. Isso foge das doutrinas religiosas "tradicionais", e acaba por afastar os fiéis de suas igrejas. Ressalto que estas, como sinônimo de instituições religiosas, devem ser um meio, um caminho para alcançar o divino, e não uma mera ferramenta de controle social.

Indo por essa toada, vi um vídeo no YouTube no qual uma religiosa apregoa que as pessoas devem casar virgens. Com um pouco de progressão de consciência percebe-se que a questão é muito mais profunda: antigamente, a virgindade era uma garantia dos casamentos arranjados, em sua maioria ausentes de sentimento. Hoje, em fuga desse padrão, o sexo tornou-se algo vulgar e vazio, e o relacionamento sério apenas uma forma de controle.

Em outro aspecto, o Reiki e outras terapias complementares são mal vistas pelos profissionais de saúde mais tradicionais, e acabaram por se tornar "bandeira política". Vejo que os reikianos abraçam de forma geral essas ideias voltadas à esquerda, porque são os movimentos destas ideologias que os promovem. Infelizmente, perdi uma crítica feita por um padre que afirma que o Reiki é de base budista. Ao invés de esclarecer se existe algo dentro da doutrina católica que impede a prática do Reiki, critica-se a prática pelo seu fundador ser de outra religião.

O mundo muda, não adianta. No entanto, a impressão que fica é que os movimentos de esquerda aproveitam isso de forma mais eficaz que os de direita: as mudanças são ignoradas por estes e aproveitadas por aqueles. Superar o preconceito e abraçar novas ideias pode ser o salto de consciência que falta para o conservadorismo se restabelecer na sociedade. Não digo aceitar o vitimismo e o caos social, mas aceitar, de forma racional, que as coisas mudam e serão diferentes.

Faltou observar que o próprio Hawkins considera o movimento conservador algo racional - calibrado em 415 em 2004 -, ao contrário dos movimentos de esquerda, que se encontram todos abaixo de 200. Contudo, o excesso de racionalismo torna-se obstáculo à própria evolução: os grandes gênios da humanidade estão, em sua maioria, calibrados em 499, por não conseguir superar o racionalismo em nome de "algo maior", e chegar ao nível do Amor.

Ao conversar com conservadores, percebo os preconceitos que permeiam suas mentes. Talvez esse "conflito" com o progressismo seja uma forma para aprender sobre a impermanência e a dar valor a outras visões de mundo. Quando uma ideia é realmente evoluída, ela ressoa com suas semelhantes: a mesma mensagem foi passada de formas diferentes às pessoas, que ao invés de ligarem-nas, acabaram por separá-las em reservas de mercado. A evolução está em ir além das teorias políticas, sejam elas de esquerda ou direita, e mesmo ir além das doutrinas religiosas, buscando a própria experiência com o divino. Transitar pelos pilares, sem se deixar envolver ou se influenciar por eles.

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