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Mostrando postagens de Setembro, 2018

Como ler um livro

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Há uma obra muito interessante chamada Como ler um livro , no original How to read a book , do professor Mortimer Adler. Ele tinha por princípio a implantação das artes liberais (aquelas da Idade Média) no ensino escolar, numa época em que a educação americana começava a passar por distorções e a perder qualidade - o próprio autor reclama disso em seu livro. O autor argumenta que é essencial que uma pessoa saiba ler para assim adquirir todo o conhecimento de que precisa, mas não apenas absorver palavras passivamente, e sim raciocinar e refletir sobre o que é exposto pela obra, relacionando com experiências e outras obras. Não vou discorrer sobre seu método de ler um livro, mas faço uma sugestão: a primeira edição possui um método mais genérico e mais simples. A segunda edição acaba complicando as coisas e quer criar métodos para cada tipo de livro. O próprio autor não gosta de resumos ou esquemas de obras: um livro bom é compreensível para todos, sem auxílio - o leitor toma notas

Um pouco sobre a Beleza

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Depois de a Fifa proibir a filmagem de mulheres bonitas em jogos oficiais , acabei por assistir ao documentário Por que a Beleza importa do filósofo Roger Scruton. Nessa toada, percebi que ainda não escrevi um post sobre o assunto, dando apenas algumas pinceladas em outros posts. A Beleza perdeu lugar no mundo em nome do utilitarismo e do egoísmo se fomos pensar: há pessoas que preferem o Feio abertamente, criticando e julgando aqueles que buscam o Belo; e há outras pessoas que acham o belo pouco funcional . Há pessoas bonitas e feias, em uma questão de gosto pessoal; até aí, isso faz parte do instinto humano de buscar um par para reprodução. No entanto, dentro de todas as pessoas, e de todos os seres, há uma Beleza primordial, oriunda da criação de Deus. Tudo o que Deus criou é belo, e o afastar-se de Deus promove a Feiura - mas o Belo continua lá, escondido, adormecido. Talvez esse exemplo prático ajude a distinguir o que o Scruton comenta sobre o amor erótico e o amor platônic

Os siddhis, os milagres e o paranormal

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Assisti a um vídeo muito tosco no YouTube. Não vou passar o link para não dar confusão, nem vou descrever muita coisa para não haver dedução de qual vídeo estou falando, ao contrário do que o próprio cara faz. Isso vai de encontro com o que eu estudei sobre Projeção Astral, parapsicologia e, sobretudo, com os motivos que me fizeram parar de estudar, e mesmo de praticar. Estão ligados à percepção e ao nível evolutivo que a pessoa tem, ou seja, não deveria ser algo forçado ou mesmo treinado . Quando é pra acontecer, simplesmente acontece dentro do fluxo do Universo . Hawkins comenta em seus livros sobre os siddhis , fenômenos "sobrenaturais" que lembram os milagres dos santos católicos e os fenômenos psi da parapsicologia. São espontâneos , frutos do nível evolutivo da pessoa, ocorrendo em escala muito menor em pessoas menos evoluídas. Ou seja, não são nem acasos muito menos provocados conscientemente pela pessoa: simplesmente acontecem devido às circunstâncias. Come

Pérolas aos porcos

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Quem nunca teve a sensação de estar certo em uma multidão de errados? Ou de ser a única pessoa acordada no meio de tantos que dormem? Isso dá a falsa sensação de que a situação é contrária: eu estou errado, eles estão certos; eles estão acordados, eu estou dormindo. Acaba minando um pouco a autoconfiança, mas é só continuar o processo para ter certeza de que, realmente, as pessoas estão dormindo , as pessoas não entendem , ou qualquer outra expressão que prefira usar. Evolução é um troço meio egoísta e cruel, como pode perceber. Egoísta porque só você entende, raramente encontrando alguém que consiga enxergar também. A luz irradiada começa a ofuscar quem está em volta, e as pessoas começam a se afastar e a te rejeitar por isso. Você acha que irá ajudar muita gente com o conhecimento adquirido e que as coisas melhorarão para todos, mas é o contrário que acontece: as pessoas acabam por preferir a própria ignorância, achando que você é o involuído da questão. Cruel porque você no fin