terça-feira, 11 de setembro de 2018

Os siddhis, os milagres e o paranormal


Assisti a um vídeo muito tosco no YouTube. Não vou passar o link para não dar confusão, nem vou descrever muita coisa para não haver dedução de qual vídeo estou falando, ao contrário do que o próprio cara faz. Isso vai de encontro com o que eu estudei sobre Projeção Astral, parapsicologia e, sobretudo, com os motivos que me fizeram parar de estudar, e mesmo de praticar. Estão ligados à percepção e ao nível evolutivo que a pessoa tem, ou seja, não deveria ser algo forçado ou mesmo treinado. Quando é pra acontecer, simplesmente acontece dentro do fluxo do Universo.

Hawkins comenta em seus livros sobre os siddhis, fenômenos "sobrenaturais" que lembram os milagres dos santos católicos e os fenômenos psi da parapsicologia. São espontâneos, frutos do nível evolutivo da pessoa, ocorrendo em escala muito menor em pessoas menos evoluídas. Ou seja, não são nem acasos muito menos provocados conscientemente pela pessoa: simplesmente acontecem devido às circunstâncias. Começam a aparecer de forma efetiva no nível 500, Amor, quando a pessoa supera "razões e emoções" e passa a agir com um propósito maior. Não significa que ela deixa de raciocinar ou mesmo de ter emoções, mas sabe trabalhá-los não só para si, mas para as outras pessoas também.

Com isso se pode chegar a várias conclusões: o "sobrenatural" é um mero natural para uma percepção mais elevada, ou seja, não tem graça alguma. Se não tem "graça", não é um diferencial, devendo ser levado a sério, como uma bênção, uma dádiva, e não como uma "habilidade" a ser treinada. Ao invés de "praticar", deve ser trabalhada a própria evolução da consciência, deixar-se levar pelo fluxo do Universo, independente de acontecer algo diferente ou não.

Interessante notar que alguns "praticantes" de projeção astral ou mesmo pessoas que "treinam paranormalidade" buscam um propósito maior como objetivo. Para ter melhores resultados, recomendam desenvolver o amor incondicional, superar preconceitos, entre outras coisas que apontam a uma progressão do nível de consciência. Esses grupos acabam restritos a programações de suas reservas de mercado, e a prática associada à baixa percepção e um nível reduzido de consciência transforma factoides em viagens a outros planetas e conversas com seres inexistentes.

Repare que existe um imaginário comum de outras dimensões, que varia entre as reservas de mercado. Pode-se supor que são frutos do acúmulo dos relatos estudados e não da percepção de cada "praticante". Uma pessoa de nível de consciência elevado não vai obrigatoriamente ter um contato com o outro lado. Se o tiver, fugirá dos padrões consagrados pela literatura. Por isso há tantas contradições onde não há certezas pautadas em correntes de conhecimento evoluídas, além de pouca seriedade.

Como disse em outros posts: uma pessoa evoluída é normal como qualquer outra, possui suas alegrias, tristezas, fica de mau humor até. A diferença está na percepção dessas oscilações e na consciência sobre. O processo evolutivo beneficia muito mais a si mesmo do que aos outros, por isso fica a questão se realmente vale a pena. Inconscientemente, quem está perto de uma pessoa evoluída sente a diferença: é comum sentir-se bem, apesar do incômodo da elevada vibração.

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