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Mostrando postagens de Outubro, 2018

Por trás da Disney

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Em outro post, fiz uma análise rápida sobre dois filmes da Disney: Moana e A Bela e a Fera . Apesar deste último ser mais recente que outros contos de fadas "clássicos", ele se baseia nestas obras mais antigas. Já o primeiro é um filme recente, com uma linguagem mais contemporânea . Contudo, ambos possuem o que eu considero por marca dos filmes da Disney: a presença de duas mensagens, uma externa e outra interna. A externa seria a mensagem que o grande público absorve pelo consciente; e a interna seria o que realmente pretendem passar, que requer mais atenção e uma outra visão de mundo. Não entenda que apenas meia dúzia pode captar conscientemente esta segunda mensagem. Essa dita meia dúzia de seis pode apenas "ver" a roupa do imperador , e não que ele está nu. Uma das estratégias de controle social é a inserção consciente de valores involuídos com o intuito de causar confusão nas pessoas. Só que essa inserção de valores se dá pela via inconsciente: esta não

A importância das muletas psicológicas

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Todas as pessoas possuem muletas psicológicas, com exceção talvez daquelas evoluídas, de um nível extremamente avançado. Mesmo a maioria das pessoas evoluídas também precisam das ditas muletas, por conta da carga pesada que têm de aguentar neste planetinha. Não adianta a pessoa querer largá-las de uma vez , acreditando que assim conseguirá dar um grande salto evolutivo rumo à Iluminação. Não mesmo . No máximo acaba por estagnar-se no processo, sem perceber que está usando de forma inconsciente tais muletas para manterem-se onde estão. Pois bem, as muletas psicológicas podem ser qualquer coisa : hábitos nos quais as pessoas se apegam para poder superar determinadas situações, como comer um doce, tomar café, jogar horas a fio, entre outros. O importante é que transmitam segurança durante o momento de tensão, como uma criança que dorme abraçada a um bichinho de pelúcia com medo de pesadelos. Entenda que não há nada de negativo nisso, e mesmo durante o processo evolutivo, para não d

O 1984 da vida real

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Como comentei anteriormente, uma obra que me marcou muito – quase um trauma – foi o livro 1984, um clássico da literatura mundial. O trauma não foi só pelo tom pesado que permeia a trama como um todo, mas pelo seu realismo : como se a humanidade caminhasse a passos largos em direção a uma sociedade semelhante a cada dia que passa. Recentemente terminei o livro Maquiavel Pedagogo , de Pascal Bernardin, o que acabou me inspirando a melhorar o artigo que havia escrito anteriormente sobre o livro de Orwell. O livro de Bernardin mostra como a reforma educacional que estava em vigor na França (creio eu que ainda esteja) não tinha por objetivo melhorar o ensino e o aprendizado, mas sim formatar as pessoas desde a mais tenra idade para submeter-se a um regime global. Isso é claramente perceptível no Brasil com a educação doutrinária e a queda dos índices educacionais. O objetivo não é mais transmitir conteúdo, conhecimento, muito menos formas de adquiri-lo, mas evitá-lo, formatando a mente

Imunização cognitiva

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Recebi recentemente um texto no WhatsApp sobre esse processo, que seria a causa de algumas pessoas não aceitariam determinados raciocínios, por mais lógicos que fossem. Uma pesquisa rápida na internet me apontou que seria mais um texto que circula como corrente , e não um conceito acadêmico ou científico. Contudo, isso não o faz menos interessante, muito menos falso, principalmente porque ele explica de forma simples como funciona a programação coletiva da sociedade, podendo ser aplicado para tudo, não só para o caso que ele utiliza como exemplo (há versões em que se fala do Lula, em outras do bispo Macedo). Comentei em outro post sobre o conceito de Salvação , que nada mais é que a aceitação e superação dos problemas do mundo. Esse processo é totalmente individual , não podendo ser alcançado através de grupos: no máximo um guia/mentor. Ao entrar mais pessoas, o ensinamento é distorcido para abarcar (e controlar) um número cada vez maior, criando uma reserva de mercado . O texto

Maturidade de expressão

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Uma coisa que chega a ser irritante nas redes sociais é a mania das pessoas quererem ser donas da razão . Todas querem falar, mas nenhuma quer ouvir. Todos querem ensinar, mas ninguém quer aprender. Veja os novos astros da internet: sempre ensinando uma coisa nova, a pedido de um público amorfo. Mesmo em conversas mais restritas, as pessoas estão mais interessadas em expor sua opinião como realidade última do que realmente trocar ideias e formar um conhecimento mais sólido. Isso vai de encontro à busca de redes sociais alternativas, já que as hegemônicas buscam cercear o conteúdo publicado que diverge de sua opinião. Talvez se isso fosse assumido publicamente, houvesse maior tolerância. Pessoalmente, acho que essa busca por redes alternativas está indo mais lenta que o aceitável, como se as pessoas lutassem pela batalha perdida de se manter no Facebook e Twitter. Eu sinto falta do Orkut por causa de sua simplicidade, e também pelo modelo de fórum das comunidades: as conversas eram