terça-feira, 20 de novembro de 2018

Entre a lógica e a emoção


É um erro reduzir a Razão ao raciocínio lógico, ao contrário do que muitos fazem, por conta da imagem que se tem dos sentimentos e das emoções. Estas seriam parte do arcabouço instintivo humano, cuja imagem é de algo a ser combatido. Comentei em outro post que os seres humanos são animais e que, por conta disso, precisam aprender a trabalhar seus instintos. Consequentemente, as emoções serão melhor trabalhadas e equilibradas, ligando-se naturalmente ao lado lógico, podendo a pessoa ser considerada racional a partir deste ponto.

Como a emoção é considerado algo "irracional", por ser ligado ao instinto, é comum as pessoas buscarem "reduzi-la". Isso as afasta de sua verdadeira natureza, e de Deus - algo a se observar. Longe de Deus, as pessoas se deformam - repare no "visual" das pessoas de hoje em dia, com suas cores sombrias e destoantes, e reflita sobre o post que escrevi a respeito da beleza. Cuidar do instinto, para que possa crescer e amadurecer, aproxima a pessoa dela mesma, suprindo-a de uma das várias coisas de que sente falta. Muitas vezes, quando uma pessoa se acha emocional demais é quando ela está sendo emocional de menos.

O raciocínio lógico, apesar de bem visto, é muito mal trabalhado. Requer treino e habilidade, tanto quanto as emoções e os instintos precisam ser trabalhados e aprimorados. É o que permite seguir o caminho, por assim dizer: o que fazer e como fazer. Só que sem algo que dê direcionamento, você pode ir para qualquer lugar - até mesmo os menos agradáveis - pensando seguir o melhor rumo possível. Isso é o que as pessoas tendem a chamar por "sociopatia": sem sentimentos, a pessoa não consegue se ver no lugar da outra, analisando apenas o que lhe é vantajoso ou não. Ao contrário do que se imagina, uma pessoa realmente egoísta é aquela que não sabe trabalhar os próprios sentimentos; já a que cuida dos seus sentimentos e instintos realmente se ama - esta seria uma diferença básica entre amor-próprio e egoísmo.

Quando combinados, pode-se chegar a tal Razão de que muito se fala e pouco se conhece. Não é escolher um, mas ambos: ser uma pessoa completa, natural. Saber raciocinar sem se deixar levar por paixões vazias, mas tendo por direcionamento valores elevados. A pessoa sabe se colocar no lugar do outro tendo consciência de sua própria posição. A partir dessa harmonia pode-se desenvolver de forma profunda a Fé - esta não pode existir sem uma Razão desenvolvida. Relacionando à escala Hawkins, para chegar aos níveis acima de 500 (Amor), é necessário ir além da própria Razão, que acaba por fechar em si mesma. Interessante notar que a partir do nível 500, como expliquei neste post, o que é conhecido por "sobrenatural" começa a acontecer com frequência.

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