terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Guerra psicológica e mentalidade revolucionária


Talvez no post Por trás da Disney a ideia de mudança de programação tenha ficado muito rasa, por isso decidi ampliar o contexto para tentar abordar mais coisas, sobretudo de outros rascunhos que eu estava a desenvolver. Gosto de comentar dos meus rascunhos, afinal eu escrevo muito, mas pouco realmente é publicado - isso é parte do processo criativo. Ao contrário do que se pensa, não adianta querer escrever quando a ideia vem à mente: ela vem sempre na hora em que você não vai escrever.

Deixe a coitada da ideia lá, e ao trabalhar seus rascunhos, perceba que a tal ideia fujona aparece aos poucos, principalmente quando você a desenvolve na própria cabeça ao longo dos dias. Pois bem, a ideia de guerra psicológica está há alguns meses na minha cabeça, porém não com este nome, assim como o conceito de mentalidade revolucionária. São nomes bons na falta de nomes melhores, já que o problema é muito mais amplo do que a mera disputa de poder neste planetinha.

Está mais do que claro que existe uma disputa por poder cujos principais embates ocorrem no plano mental. Talvez a disputa física por território não seja mais necessária: basta manipular a mente das pessoas, reprogramá-las ao que se deseja. Qualquer coisa hoje em dia pode ser utilizada como instrumento de reprogramação, até porque toda experiência humana promove alterações na programação; a ideia seria, então, direcionar essa programação a padrões desejáveis.

Para quem começa a perceber isso, corre-se o risco de surgir uma paranoia: mesmo a palavra mais inocente, a frase mal colocada pode ser vista como uma tentativa de reprogramação. Pior: pode ser mesmo, por mais sutil que seja. Hoje em dia reclamam da tal bolha ideológica na qual as pessoas isolam e tentam proteger suas ideias - a falha pode estar justamente em tentar proteger conceitos errôneos.

Alguns estudiosos de hoje em dia ligam essa guerra psicológica à chamada mentalidade revolucionária, que seria uma visão de mundo na qual tudo deve passar por uma grande revolução para que todos os problemas sejam resolvidos de uma vez por todas. Por trás deste impulso, contudo, esconder-se-ia o desejo de dominação da sociedade humana em todos os seus aspectos, em especial o mental. E diversos grupos estariam trabalhando nisso há séculos, e quem teria cantado a bola disso teria sido George Orwell com 1984.

Contudo, não se deve pensar que o sistema seria apenas isso, não! Existem vários sistemas, que nada mais são que reservas de mercado que buscam fagocitar outras reservas na sua. Ou seja: quem acha que por descobrir um sistema está livre e imune dos outros, engana-se. No máximo a pessoa saiu de um sistema para entrar em outro.

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