terça-feira, 15 de outubro de 2019

Eu luto porque lucro


Talvez este possa ser o primeiro apêndice da série Como ter um Blog, mas a ideia não é vinculá-lo a esses posts. É mais um desabafo do que eu vejo na internet que pode ser útil a quem está começando a produzir conteúdo, mas já se imagina ganhando rios de dinheiro e largando o emprego para viver disso. Essa imagem de largar o emprego para focar em algo "melhor" é recorrente em nossa sociedade - o exemplo mais gritante disso são as pessoas que pedem demissão para estudar para concursos públicos. Tornou-se o novo vestibular das nossas vidas.

Acredito que se a pessoa deseja produzir conteúdo para internet, ou mesmo começar um trabalho artístico, ela não deve nunca sair do emprego em que se encontra. Parece aquele conselho dos nossos pais e avós para crianças prodígio: não deixem de estudar, fazer uma faculdade, pois quando isso acabar, vocês poderão arranjar um emprego. É bem isso mesmo: sobretudo quando o projeto ainda não decolou, e talvez nunca decole. Tenho o blog há anos e não vivo dele - mas ele não me dá tanta "despesa" como um canal monetizado dá.

Se a internet (ou o meio artístico, chegam a ser bem semelhantes nesse aspecto) é apenas para ganhar "um dinheiro extra", não reclame se o investimento não tiver retorno. É parte da vida: quantas empresas fecham simplesmente porque não deram certo? Querer fazer conteúdo na internet e ganhar de pronto dinheiro (por mínimo que seja) chega a ser ofensivo com quem trabalha para se sustentar e que publica na internet por divertimento. Ser profissional de alguma coisa requer tempo, paciência e dinheiro, para que em algum dia isso possa dar algum retorno gratificante. Até lá, se possuir alguma segurança (um bom emprego), seja grato a ela.

Aí vem a parte "divertida": pessoas na internet frustradas porque investiram tempo, paciência e dinheiro mas não tiveram o retorno que cobrisse seus custos. Há canais no YouTube que parecem viver de esmola: a pessoa não trabalha, produz um conteúdo de baixa qualidade só para ter visibilidade, e no final das contas o retorno é (muito) menor que o esperado. Vale (muito) mais a pena manter-se no emprego e produzir conteúdo por amor a este: o retorno é mais gratificante, e as pessoas agradecem um conteúdo melhor trabalhado.

E se eu "perder o emprego"? A internet torna-se uma alternativa interessante, já que há tempo disponível para tal, enquanto não se encontra outro trabalho. Dependendo da situação, chega a ser viável iniciar um negócio virtual do zero e viver disso. Lembra aquelas pessoas que ao perder o emprego começam a fazer serviços "para fora": cozinhar, costurar, dar aulas particulares, etc. Toda situação é uma oportunidade de aprendizado e crescimento, e mesmo o emprego também o é. Sonhar é bom, mas botar a mão na massa para realizar é melhor ainda.

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Como ter um blog - Feed


Para mim, este é o melhor recurso do blog, mas acho que seja um dos menos trabalhados. Feed é a atualização das postagens do blog, podendo ser inserido em uma plataforma específica, recebido por e-mail ou adicionado ao navegador. O feed foi mais popular à época do Google Reader, e atualmente alguns de seus recursos tornaram-se obsoletos por conta das mudanças nas redes sociais.

Mesmo assim, é uma ferramenta a ser levada em consideração, já que nem todo mundo acessa todos os dias um blog para ler novidades. O feed permite que a postagem chegue ao leitor assim que é publicada. Quem tem página no Facebook ou canal no YouTube sabe que na maior parte das vezes a atualização não é informada ao assinante por conta dos algoritmos dessas redes sociais - algo que não acontece com o feed.

Todas as plataformas de blog criam dois feeds automaticamente, um para posts e outro para comentários. Alguns navegadores detectam os feeds, permitindo ser adicionados para acompanhamento (e avisando sobre as atualizações). Caso prefira adicionar a um leitor de feed (ou ao programa de e-mail), basta adicionar o endereço do blog ou do feed - no primeiro caso, o sistema tende a localizar automaticamente o endereço do segundo.

O conceito de feed é complicado para boa parte dos internautas, que acabam tendo dificuldade de assinar os feeds de seus blogs favoritos. A solução é o recurso o "feed por e-mail", disponibilizado pelo FeedBurner, ligado ao Google. O leitor cadastra seu e-mail e passa a receber os posts novos em sua caixa de entrada. Não é um mailing, como pode parecer, não podendo ser enviados e-mails além das postagens publicadas, ou seja, não há risco de spam.

Para instalar esse recurso no blog, você tem que cadastrar o endereço do feed do seu blog no FeedBurner, que irá criar um novo endereço, onde outros recursos poderão ser utilizados. Adicione esse novo endereço nas configurações do blog, para quando uma pessoa assinar seu feed, utilizar o endereço do FeedBurner, que possui uma série de recursos tanto para o leitor quanto para o autor, inclusive monitorar a quantidade de assinantes e acessos ao blog a partir do feed.

Apesar de alguns recursos estarem obsoletos (adicionar o feed ao Meu Yahoo, por exemplo), o feed é um recurso prático para o blogueiro porque permite que seu leitor tenha acesso ao conteúdo do blog sem precisar entrar nele. Com isso em mente, termino com uma sugestão: ao invés de configurar o feed como "texto parcial", configure-o como "texto integral", permitindo que o leitor leia o post todo sem entrar no blog. Motivo: é incômodo ao leitor ter que acessar o blog apenas para ler o post. Se fosse para ir ao blog, o leitor o acessaria todos os dias.

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Levar as coisas a sério


Além do jeitinho brasileiro, outro costume comum aqui no Brasil é o de não levar as coisas a sério. Talvez seja consequência do jeitinho, já que se dá um jeito para que as coisas não aconteçam de forma efetiva. Seja um projeto, uma promessa, ou mesmo um contrato, quando a coisa precisa ficar mais séria, ela é deixada de lado, como se não fosse importante. O medo da responsabilidade que faz com que a pessoa não se comprometa e acabe empurrando com a barriga as situações do cotidiano.

Comprometimento requer responsabilidade e maturidade, seguir cada passo do que foi assumido para se chegar ao objetivo, com seus ônus e bônus. Temem-se os ônus a tal ponto que se abrem mão dos bônus: vive-se uma vida morna por medo de um balde de água fria, que inevitavelmente cai, congelando até os ossos. Então para que evitar riscos se, além de uma vida vazia, problemas virão? O que está por dentro deste medo de que as coisas aconteçam? É uma reflexão corajosa a ser feita. Mesmo que haja consciência de que algo não vai dar certo, a experiência é válida na maioria dos casos - e será mesmo que algo não vai dar certo?

Por outro lado, é impressionante o engajamento das pessoas a coisas tão bobas, como, por exemplo, o "combate" ao canudo de plástico. Uma coisa que realmente poderia ser ignorada (resolver a questão do lixo como um todo é muito mais eficaz que a mera questão de canudinhos) é levada a cabo pelas pessoas de forma tão intensa que é de se surpreender como, em poucos meses, os canudos de plástico foram substituídos por canudos de papel ou "biodegradáveis" (na verdade, plásticos de qualidade inferior, assim como as sacolas). Outro exemplo é o esforço que vejo muitos fazerem para retirar a carne da alimentação: ao invés do esforço de ter uma alimentação mais balanceada, a pessoa busca alternativas pouco saudáveis para substituir um alimento vital para sua saúde.

No fundo, o canudo de plástico não faz diferença nenhuma na quantidade de lixo produzido, mas dá a sensação de que foi feito algo. A mesma coisa o consumo de carne: os problemas de saúde subsequentes são "efeito da desintoxicação", não decorrentes da ausência de nutrientes essenciais ao organismo. Pode-se dizer que é uma motivação vazia, pois não leva a lugar algum. Se for tentar aplicar esse engajamento em algo realmente importante, como desenvolver uma nova habilidade, ampliar a percepção em relação ao mundo, a coisa não anda.

Volta-se, assim, ao começo da questão. E como desenvolver essa motivação verdadeira e levar a sério a vida? Depende do que impede cada pessoa, mas de forma geral é a falta de maturidade frente às crises da vida. É quando se acha que pode escolher entre ser feliz ou ter razão: ambos andam juntos, mas depende do crescimento do indivíduo em perceber a profundidade disso.

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Como ter um blog - Comentários


Comentários são a principal reação ao trabalho do blog. Através deles é possível saber se o trabalho está sendo bem feito ou não. Obviamente é algo mais complexo do que se imagina, e isso será abordado neste post. Ao contrário do YouTube, nenhuma reação dá dinheiro diretamente ao blog - outro motivo para não ficar mendigando engajamento. Claro que uma maior visibilidade aumenta as possibilidades de seu produto ser comprado ou mesmo os anúncios de seu blog serem clicados, mas isso será analisado em outro post.

Infelizmente, e ao contrário do YouTube, não dá para saber se a pessoa que está comentando é ela mesma, ou seja, alguém pode se passar por uma pessoa importante apenas para trollar, podendo gerar situações constrangedoras. Fora que boa parte dos comentários hoje em dia não são "enriquecedores" ao blog - não trazem algo que possa ser aproveitado em nenhum aspecto. No entanto, se for possível ler e responder todos os comentários, vale a pena manter o recurso ativado.

Mantenha o recurso de comentários ativado para conhecer o perfil de visitantes e leitores, mas com o recurso de moderação. Não deixe que um comentário apareça no seu blog sem sua aprovação: não apenas para evitar comentários inúteis, mas também para evitar spam. Há críticas negativas que são construtivas, mas há comentários maledicentes também que devem ser filtrados - a menos que queira tirar um sarro.

Sobre comentários anônimos, é um recurso a se levar em consideração. É mais sensato permitir que uma pessoa comente de forma anônima do que se passar por quem não é - ela vai dar um jeito de não se identificar. Se há a moderação de comentários, não há risco em permitir o comentário anônimo. O importante é a mensagem, não quem a escreve. Fora que alguns leitores sentem-se mais seguros em escrever sem precisar de identificação - se for escrever abobrinha, o comentário é excluído e ponto final.

Há uma plataforma de comentários chamada Disqus, usada em alguns sites, que pede o login no Facebook ou Google, permitindo ver se a pessoa é aquela mesma ou não. Contudo, ela é incompatível com o Blogger, bugando muito, e o Wordpress tem uma plataforma de comentários muito boa para ser trocada - mas é possível fazer a instalação se achar necessário.

Se o volume de comentários úteis (críticas positivas e negativas) for elevado demais para dar a devida resposta, bloqueie o recurso e deixe isso claro aos leitores. É melhor não permitir comentários se não houver uma devolutiva razoável para todos. Mais chato ainda é o leitor não ter o comentário respondido, ou mesmo aquelas dezenas de comentários vazios.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

O Demolidor (1993)

Primeiramente, não confundir com o super-herói que parece o Chapolin Colorado. Este filme policial estrelado pelo Stallone em seus anos áureos mistura ação e ficção científica com um toque de comédia, cujo resultado é uma crítica social a algo que vem se materializando nos dias de hoje, conhecido por politicamente correto. Spartan (o nome do personagem de Stallone) é um policial durão conhecido por detonar tudo para cumprir suas missões. Em uma dessas, cai em uma cilada armada pelo bandido Simon Phoenix e ambos acabam sendo condenados a ficar congelados por décadas. Phoenix foge da prisão e transforma a cidade em um caos. Para resolver esse problema, Spartan é liberado e tem que lidar com uma sociedade totalmente diferente da que conheceu.

Até aí, um filme bem normal, sobretudo para a época. No entanto, o filme chama a atenção pela crítica que é feita do futuro, e isso é o que tem feito o longa ganhar destaque nos últimos tempos. Nunca se imaginou que nossa sociedade se tornasse tão próxima ao que é apresentado em cena: as pessoas evitam ao máximo o contato físico, e mesmo de utilizar diversas palavras consideradas "negativas". Em alguns casos, o que é falado acarreta multa, emitida pelas várias máquinas espalhadas na cidade. Ou seja, além disso há um monitoramento constante de todos, através de tecnologia avançada, aceita pelos habitantes. Sabe-se onde se está cada um, o que dizem, como dizem, com exceção de um indesejado grupo do qual falarei mais adiante.

Os cidadãos não percebem que são manipulados por seu líder, que controla toda a cidade não só de forma física como mentalmente: os condenados na crioprisão, uma inovação tecnológica à época da prisão da Spartan, têm sua mente reformulada por novos pensamentos e novas habilidades, sendo reprogramados para voltar à sociedade. Spartan aprendeu corte, costura, tricô e crochê, enquanto que Phoenix aprendeu táticas de guerra e sobrevivência na cidade de San Angeles, a fusão da megalópole que teria sido destruída em 2010 por conta de um terremoto. Obviamente não era isso que deveria aprender, e foi isso que gerou o tumulto que acabou por liberar condicionalmente Spartan para recapturá-lo.

A maioria comenta sobre a polícia do futuro retratada no filme. Extremamente pacífica, quem teria por obrigação impor a ordem, utilizando a violência se necessário fosse, acaba por ser subjugada facilmente por um Simon Phoenix conhecedor dos sistemas de segurança da cidade com uma missão implantada em sua mente: destruir a resistência que habita os esgotos da cidade. Pessoas que se recusaram a viver de forma controlada e passaram a viver nas profundezas. Spartan conhece o grupo quando tentam saquear um caminhão de comida e são repelidos pelo policial. A verdade vem à tona e as coisas não parecem ser tão absurdas quanto aparentam.

Como o próprio Phoenix esbraveja no filme: "as pessoas precisam ter direito a serem idiotas". Essa imposição de uma nova mentalidade acaba se mostrando mais nociva do que a "barbárie" que acreditam ter sido o final do século XX. Spartan é visto como um homem das cavernas, bruto, primitivo, comedor de carne, mas tolerado por conta de uma missão na qual ninguém tinha sequer ideia do que fazer - exceto a tenente Huxley (sim, o filme possui alusões ao Admirável Mundo Novo, o qual ainda não li), uma aficionada pelo século XX que vê no "policial das antigas" a única forma de deter um "bandido das antigas". Apesar de inserida na nova mentalidade, Huxley possui mente aberta para compreender o novo colega e ajudá-lo a entender o novo mundo que se abriu diante dele.

A tal resistência existente na cidade, como eu havia falado antes, não tinha nenhum interesse a não ser viver alheia aos desmandos do Dr. Cocteau, inventor do novo modo de vida e uma espécie de guru iluminado da cidade. Tudo aquilo que se acreditava ter desaparecido encontrava-se no subterrâneo: armas, bebidas alcoólicas, carne (de rato, mas era carne). Isso de certa forma incomodava o Dr. Cocteau, que acabou por lançar mão de um plano desastroso: programar e soltar Simon Phoenix para matar o líder da resistência. Por isso o bandido recebeu uma programação diferente da dos outros criopresos, inclusive sabendo manipular os sistemas de informação da cidade e não tendo um chip de monitoramento.

As coisas saem de controle, como era de se esperar. Phoenix não iria aceitar ser manipulado por ninguém, mesmo essa pessoa tendo-lhe fornecido tanta coisa (até a senha das algemas) para uma missão relativamente pequena, e exige que outros bandidos sejam soltos para formar seu grupo, que acaba por levar o caos à cidade inteira. Dr. Cocteau é morto e Phoenix vai até a crioprisão para liberar todos os detentos, sendo impedido por Spartan, como era de se esperar neste tipo de filme (lembre-se de que é um filme policial, apesar do toque futurista).

Estaria então tudo resolvido? Não, as coisas começariam a mudar agora. O chefe de polícia, que não suportava Spartan e só esperava que a missão terminasse para que ele voltasse à crioprisão, estava desorientado: e agora? Voltaremos ao passado? Spartan não pensava no futuro, mas sim no presente: há uma vida a ser vivida, não um mundo melhor a ser criado. Isso vai de encontro com a questão da mentalidade revolucionária, que busca um futuro utópico ao custo de vidas humanas. Por mais violenta que fosse a sociedade do século XX, ela ainda possuía uma certa liberdade e espontaneidade que se perdeu em San Angeles.

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Como ter um blog - Direitos Autorais


Este assunto é delicado, mas nem tanto como se imagina. O fato é que as pessoas temem ser processadas por qualquer motivo: a ideia de ter que contratar um advogado e comparecer a uma audiência para se defender de algo "pequeno" é suficiente para evitar alçar voos mais altos com o blog e mesmo na internet - sem contar de outros fatos cotidianos. Para mim, a questão dos direitos autorais está mais ligada ao reconhecimento do que à propriedade: se a pessoa publica algo, ela quer que seja visto e utilizado; se não o quisesse, nem o faria.

A questão ganha complexidade por conta dos tipos de direitos autorais: há o uso não-comercial, que impede que você use determinadas obras em seu trabalho para ganhar dinheiro. Isso significa que se seu blog for monetizado (você ganha dinheiro através dele), tem que passar longe desse tipo de obra. Pode ser uma imagem, um vídeo ou mesmo uma música.

Mesmo os trabalhos de "domínio público" requerem atenção. Leia as condições de licença do que será usado. Além do não-comercial, há algumas que obrigam a atribuição: dependendo do que você vai fazer (como inserir num post), fica complicado atribuir a autoria. Também tem a questão de modificação: alguns autores proíbem que suas obras sejam alteradas por terceiros, mesmo filtros de imagem ou criação de vídeos usando aquele material.

Há um receio em utilizar imagens do Google livremente. De regra, por você ter extraído de uma fonte aberta (às vezes o site nem existe mais, mas o Google ainda o aponta) é de livre uso, e se o autor não quiser que fique disponível, apenas tem que programar seu site para que o motor de busca não o aponte. No entanto, a impressão que se tem é a de que há pessoas que são loucas por uma indenização judicial, então é bom evitar confusão.

Tenha como regra usar o material de domínio público, a menos que você queira algo específico. Há vários sites com material livre para uso, podendo até ser usado para fins comerciais e permitindo a alteração. Nisso volto para o começo do post: neste caso, a atribuição é muito mais um reconhecimento e uma forma de agradecer do que uma obrigação por divulgar o trabalho alheio.

Agora vamos inverter a situação: você aceitaria que seus posts fossem divulgados? De que forma? Aceitaria que fossem citados? Caso negativo, pense se realmente quer ter um blog. Não adianta bloquear para não ser copiado: citações serão feitas da mesma forma. Já o plágio é algo a ser combatido: conversar com o plagiador e buscar um acordo, para então passar para a ação judicial caso nada aconteça.

Infelizmente o plágio chegou a um nível sutil, no qual a pessoa reescreve o post com outras palavras, de forma que seja idêntico ao original sem que possa ser considerado copiador. Obviamente o trabalho verdadeiro não é citado para evitar comparações. Cabe ao blogueiro pensar no que pode ser feito a respeito. Talvez um comentário mostrando a verdade pode ser útil.

terça-feira, 3 de setembro de 2019

Como funciona a calibragem


Já comentei sobre a calibragem dos níveis de consciência e mesmo fiz uma crítica em outro post. No entanto, eu não fiz ainda um post explicando como é feita a tal calibragem, para que vocês possam chegar às suas conclusões e mesmo fazer uso do procedimento. Tradicionalmente são necessárias duas pessoas, mas a pessoa pode fazê-lo sozinha, precisando apenas de algo no qual possa fazer tensão: a ideia é poder "fazer força" sem que cause danos ao músculo. O importante é começar os testes perguntando se poderão ser feitos os questionamentos, tendo em vista que pode não ser o momento para tal.

Em dupla, uma pessoa fica sentada (chamado de sujeito de teste) e estende a mão (geralmente a dominante) para frente. A pessoa que está em pé então fala ou mentaliza a pergunta (de sim ou não) e empurra o braço do sujeito de teste para baixo. A força a ser empregada neste caso deve ser moderada, tendo em vista que o braço poderá resistir ou não. Se a resposta for afirmativa, o braço apresentará resistência. Se negativa, o braço será abaixado sem esforço. Outra forma de fazer o teste é a pessoa sentada segurar o objeto de análise (um livro, por exemplo) com a mão não estendida.

No caso da análise com uma pessoa apenas, ela pode tentar levantar um livro relativamente pesado ou fazer um anel com os dedos polegar e indicador e tentar puxar este dedo com o indicador da outra mão. O ideal é um ambiente tranquilo, sem nada que possa influenciar os testes, como músicas ou quadros. A mente dos analistas deve estar concentrada nos testes: não digo limpa, pois isso é algo demasiado avançado para a maioria das pessoas. Caso se perceba que os testes estão tendo resultados estranhos, pode-se "resetar" a pessoa batendo-lhe três vezes no externo dizendo ha-ha-ha, com uma imagem importante em mente (como a de um santo, por exemplo).

Fora isso, existem os requisitos para as pessoas que estão fazendo as análises. O principal deles é que a pessoa tenha nível de consciência superior a 200 (Coragem), por um motivo simples: as respostas obtidas abaixo desse nível são demasiado imprecisas. Com isso, apenas uma pequena parte da população mundial pode fazer as calibragens. Além do mais, mesmo a pessoa estando em 200, há 30% de chances de erro nos testes: um teste realmente seguro e preciso demanda pessoas acima do nível 500 (Amor). Se a pessoa for ateia, ela também não poderá fazer as calibragens, tendo em vista que a visão da inexistência de Deus é falsa por si mesma. Também há um grupo de pessoas de "calibragem inversa", ou seja, o que é fraco lhes faz bem e o que é bom lhes faz mal.

Não se pergunta sobre o futuro por conta das múltiplas possibilidades de acontecimentos, mas qualquer fato sobre o presente e o passado podem ser questionados. As diferenças entre respostas que podem ocorrer são fruto dos desdobramentos temporais do questionamento. Outro detalhe importante é contextualizar a questão para que se possa ter maior precisão e tentar anular o tendenciosismo. Quando da análise de níveis de consciência, buscar questionar nível a nível, já que o teste responde apenas a perguntas de sim ou não: como dito antes, uma resposta forte significa sim e uma resposta fraca significa não.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Como ter um blog - Organizando os Posts


Antes de lançar e começar a divulgar o blog, é necessário que ele possua algum conteúdo já publicado, para que o leitor possa "se divertir" antes dos próximos posts. Não falei nada sobre o tal do "engajamento" por isso estar mais ligado a uma mendicância virtual (implorar compartilhamentos e comentários) do que à qualidade do conteúdo. Um blog bem escrito será lido, será compartilhado, será reconhecido. Se o autor não possuir esta postura, não poderá esperar muita coisa do leitor.

Esses posts devem ser organizados logo após a elaboração, pois conforme a quantidade de postagens aumenta, aumenta também a dificuldade em organizá-los. E como fazê-lo? Através de categorias. Com o brainstorm à mão, é possível definir quais serão as categorias de posts do blog, fora algumas tags que poderão melhorar a visibilidade do post na internet.

Primeiramente, há uma diferença fundamental entre categorias e tags, e defini-las é de grande ajuda para a organização: as tags (etiquetas) situam os posts em palavras-chave para os motores de busca, as categorias organizam os posts dentro do conteúdo do blog. Parecem a mesma coisa, no entanto as tags podem variar conforme o assunto do post, enquanto que as categorias são fixas, sendo criadas ou excluídas apenas em casos específicos.

Ao criar o blog, crie algumas categorias. O Wordpress permite que você hierarquize-as, criando subcategorias. Este recurso não está disponível no Blogger, mas acredito que não faça tanta diferença para quem está começando - a menos que o blogueiro tenha visto em seu planejamento que este tipo de recurso pode ser melhor aproveitado. Novas categorias podem ser criadas conforme os assuntos vão se desenvolvendo no blog.

As tags variam com os posts, como foi dito. Ao elaborar o post, analise os pontos-chave do mesmo - essas são as tags. Esqueça a questão de SEO (otimização para mecanismo de busca) - os algoritmos dos buscadores mudam ao longo dos anos para evitar que alguns sites tenham maior visibilidade que outros por conta do uso de palavras-chave e metatags (definição do blog para motores de busca) do que outros que podem ser mais relevantes.

Quantas categorias e tags deve ter um post? Eu gosto de usar três, pois acho um número razoável. Não encha seu post de categorias: isso tirará a utilidade das mesmas de organizar os posts. Não encha seu post de tags: além de criar uma bagunça no blog, alguns motores de busca "ignoram" excesso de tags. Fique à vontade, contudo, de usar quantas e quais forem necessárias para uma melhor organização e visibilidade. Ou mesmo não utilizar nada.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Power vs. Force - uma introdução


Irei começar uma série de posts sobre o livro Power vs. Force do David Hawkins, finalmente. Já escrevi muita coisa sobre a obra dele aqui, mas agora pretendo falar deste livro com mais atenção. De início eu não queria muito tocar no assunto, porque eu acreditava que eu tinha que ler mais e mais coisas para poder publicar aqui. Chega uma hora em que você conclui: minha visão sobre o livro sempre vai mudar, o que pode acontecer é uma dessas visões se solidificar e eu não querer mudar mais - é o que devem chamar de maturidade.

Mesmo eu já mudei minha opinião sobre o livro - e mesmo sobre sua teoria - várias vezes. Eu gostaria de fazer uma tradução dos livros do Hawkins para o português, mas percebi que escrever bons comentários sobre a obra pode ser tão útil quanto. Aliás, há na internet "traduções de fã" de vários livros do Hawkins para o espanhol, o que pode ser de grande ajuda. Até o momento, li três livros, que são considerados os mais importantes para o assunto que eu quero abordar aqui, que é o desenvolvimento da consciência: Power vs. Force, Truth vs. Falsehood e Transcending the Levels of Consciousness.

Claro que irei ler os outros, e publicar minhas conclusões aqui. Acho interessante publicar essas "diversas conclusões" sobre um assunto, pois nenhuma está errada em seu contexto, mas podem estar quando se compara uma a outra. Talvez seja um erro ficar remoendo teorias sem publicar nada sobre o assunto, para chegar num utópico dia e desistir de tudo sem fruto algum. Se há o medo de errar, superá-lo é aceitar e aprender com ele, sobretudo quando se lê em outra língua e não há uma boa tradução disponível (apesar de eu achar que a tradução não oficial é muito boa).

Power vs. Force é o primeiro livro do psicólogo David R. Hawkins, baseado em sua tese de doutorado, em que dá uma visão geral sobre o desenvolvimento da consciência humana. Através da cinesiologia, estudo do movimento humano, Hawkins percebeu que é possível perceber se algo faz bem ou não a uma pessoa através da tensão muscular. A partir disso, o autor concluiu também que é possível responder com precisão a perguntas de sim ou não sobre qualquer assunto. Para que isso ocorra, então, deve haver uma "base de dados universal" na qual estão guardados todos os eventos, atos, pensamentos, etc. que já ocorreram e que todas as pessoas estão ligadas a este banco de dados, podendo acessá-los quando quiser.

Desta feita, foram estabelecidos os níveis de consciência, tão comuns na internet. Interessante que é fácil de encontrar descrições dos níveis de consciência em português, de forma superficial, mas não há nada sobre a origem dos mesmos, nem palavras sobre seu criador. Estes níveis representam a percepção da pessoa em níveis energéticos mais ou menos elevados, que acabam por definir seu padrão de vida em todos os aspectos: saúde, mente, carreira, hábitos, entre outros. Também podem ser utilizados para medir obras (livros, músicas, edificações), fatos históricos, entre outras tantas coisas.

A edição da qual estou me baseando é a de 2012 (o livro foi publicado em 1995), atualizada pelo autor - alguns dados estarão diferentes da publicação original, mas nada que mude o cerne da obra. Tive a felicidade por começar meus estudos através deste livro, pois todos os outros estão ligados a este - algo que eu sugiro fazer para quem está começando. Os livros seguintes abordam aspectos citados no Power vs. Force de forma mais profunda. Vou manter a tag Power vs. Force como venho usado nos posts.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Como ter um blog - Começando a Escrever


Depois de tanta introdução e planejamento, seria hora de fazer o cadastro, as compras, e montar o blog? Talvez. De nada adianta montar tudo e não conseguir escrever um post, nem que seja um diminuto texto de apresentação, explicando de onde o blog surgiu e quais são suas ideias de postagem. Pode até ser melhor começar escrevendo vários textos para depois montar o blog. No entanto, as pessoas tendem a pensar primeiro na forma para depois pensar no conteúdo.

Por isso a ideia do brainstorm no começo para não só ter uma ideia de quais temas serão abordados como também permitir que sugestões de posts venham à tona. O brainstorm é uma excelente alternativa quando "não há assunto" para escrever: não é que o assunto foi esgotado, mas não se sabe o que postar naquele momento.

Como é o começo do projeto, ou a pessoa tem uma miríade de ideias de posts ou há o pavor da página em branco. Caso já tenha alguns posts já prontos para publicação, é só seguir o fio da meada para desenvolver os próximos. É interessante que o blog já tenha algum conteúdo quando for "lançado", assim o leitor tem uma amostra do trabalho que será desenvolvido, sem ficar na ansiedade de esperar o primeiro post.

E as páginas?
Páginas são importantes para o blog: elas são o que é chamado hoje em dia de "conteúdo fixado" nas redes sociais, coisas importantes que tendem a não mudar ao longo do tempo. Enquanto você escreve posts seguindo a fluidez de um assunto, a página apresenta o assunto de forma sólida, sendo melhor utilizada para outras coisas como apresentação do blog e do autor, contato, entre outros conteúdos pertinentes.

Não significa que você é obrigado a criar páginas ao blog - apenas se considerar necessário. Blogs profissionais acabam por utilizar esse recurso para as finalidades acima descritas, enquanto blogueiros amadores podem usar suas próprias redes sociais para manter contato com os leitores. Como sempre deixo ressaltado: não são regras - nenhum blog vai se tornar mais ou menos "famoso" por conta de detalhes.

Como escrever um post
Não existe uma fórmula mágica para escrever um post. Ele vai da criatividade e da habilidade do blogueiro. Ao contrário das "receitas de bolo" espalhadas pela internet, escrever um post com determinadas características não vai lhe garantir mais acessos, mas o empobrecimento da internet como um todo.

É a sua identidade que tem que estar no blog, não a de outro blogueiro. Se prefere escrever parágrafos longos, com notas explicativas, escreva; se prefere inserir imagens e vídeos para melhor apresentar o assunto, vá fundo (respeitando os direitos autorais dos mesmos). Só pense que o jeito de escrever deve estar ligado ao assunto do blog, para melhor transmitir sua mensagem. Acredite, isso é mais natural do que você pensa.

A sugestão que fica é programar a postagem ao invés de publicá-la de imediato. Isso permite que o leitor esteja atento ao seu blog em determinado dia e horário por saber que nesta hora que irá sair algo novo sem precisar de notificações. Nessa toada, é interessante que haja um "estoque" de postagens programadas, para evitar que o blog fique "sem assunto" no dia em que deveria haver publicação, e lhe dê alguma folga para desenvolver novos textos.

Frequência de postagens
Ao contrário do YouTube, que indiretamente força o criador do conteúdo a publicar todos os dias para não perder visibilidade, no blog você decide o quanto e quando pretende publicar. Isso permite que haja tempo necessário para desenvolver o conteúdo com o mínimo de imprevistos, focando a qualidade à quantidade.

E ao contrário do que dizem, menos postagens não significa menos acessos. Se, dentro do assunto do blog e da elaboração da postagem, a publicação é feita mensalmente, não significa que o blog terá menos acessos - apesar de alguns leitores reclamões. Hoje em dia é necessário que haja posts melhor elaborados ao invés de lugares-comuns apenas para ganhar cliques - a internet já está saturada disso.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Invasão de privacidade


Assisti a um vídeo no YouTube que me deixou receosa - e me fez escrever aqui. Trata-se de um youtuber que havia investigado a vida privada dos criadores de outro canal, que tinham escolhido "esconder" sua identidade para preservar sua privacidade. Estes autores não têm nada de ilícito (até agora, pelo que sei) que implique uma investigação apurada. Foi mera exposição da privacidade com intuito de constranger e desmerecer o trabalho alheio. O canal em questão eu só conhecia de nome, enquanto que o bullie em questão eu acompanhava com alguma frequência.

Obviamente não vou citar nomes aqui. Eu temo pela minha privacidade. Motivo? Eu assim o quero, e ponto. Não acho que as pessoas devam saber da minha vida mais do que eu quero que elas saibam. Fiquei me imaginando no lugar desses guris: o cara zuando com a minha vida, com meu trabalho, associando a qualquer coisa apenas para constranger. Percebo que há um excesso de exposição na internet, e "descobrir detalhes ocultos" acaba sendo uma arma contra desafetos. Para mim, isso é algo execrável, aquela crocodilagem que deixa um gosto amargo na boca, dando a impressão de que em um "combate honesto", o detrator não teria a mínima vantagem.

Pode-se argumentar: o anonimato é proibido por Lei. Sim, está na Constituição que é livre a expressão, vedado o anonimato. Isso é diferente de privacidade: ao fazer uma conta no Google, ou em qualquer plataforma, você insere seus dados. Ao se cometer qualquer ato ilícito, os administradores do site fornecem às autoridades o que você apresentou - como uma empresa que fornece as informações de um funcionário que trabalha nela, por exemplo. Se o criminoso em questão inseriu dados falsos, é mais um crime nas costas dele. Não vou entrar no mérito do sistema de lei e ordem vigente, mas essa é a teoria.

Ou seja: eu estou identificada, todos estão. Isso exclui a questão de anonimato por tabela, permanecendo apenas a invasão de privacidade e o constrangimento de quem quer manter sua vida privada apartada da vida virtual. Posso citar um exemplo interessante, que apesar de ficcional é plausível: o personagem Jack Reacher, militar da reserva americano que "sumiu" no próprio país. É praticamente impossível encontrá-lo: não possui residência fixa, nem celular ou cartões. Retira sua aposentadoria de forma que não possa ser rastreado e faz seus gastos com dinheiro vivo. As pessoas se impressionam com sua invisibilidade e ficam incomodadas com o fato de que não pode ser localizado.

Prega-se a valorização do indivíduo, mas para que isso seja efetivo é necessário o respeito à sua privacidade. Se a pessoa não quer ter um perfil no Instagram e o encher de fotos de sua vida, o problema é dela. Se a pessoa cria um blog e não fica exibindo seu "rostinho bonito" porque não quer se promover, o problema é dela também. Agora exibir a vida de alguém apenas para constrangê-la vai contra toda a mensagem que a mesma quer passar - ou essa é realmente a mensagem, transmitida em linguagem direta?

terça-feira, 30 de julho de 2019

Como ter um blog - Tipos de Plataforma


Continuando o planejamento, está na hora de pensar onde o blog será publicado. Para quem terá um blog profissional, usar o Wordpress.Org (com hospedagem) é quase obrigatório, por conta de sua vasta gama de recursos e dinheiro disponível para investimento. Para quem vai "brincar de blog", a plataforma que mais lhe agradar será a melhor a ser usada.

Nada pior que fazer uso de algo só por estar na moda. Boa parte dos tutoriais sobre blogs (ainda) insistem em "receitar" plataformas e métodos de sucesso. No caso desta série, a ideia é apenas orientar o que pode ser feito, não mostrar o caminho para El Dorado.

Nessas horas penso nas centenas de milhares de canais existentes no YouTube que nunca chegarão a ser lembrados e só trarão estresse para quem queria se divertir. Para quem pensou em apenas ganhar dinheiro, este geralmente o consegue, mas com um trabalho de péssima qualidade para um público de mesma mentalidade. Houve essa época na blogosfera, mas você conseguia descobrir blogs de excelente conteúdo, que não eram tão conhecidos, ao contrário do YouTube, cujo sistema te impede de encontrar um canal interessante.

Há várias plataformas de publicação de textos. Com o tempo, infelizmente, algumas perderam visibilidade, outras fecharam, e algumas redes acabaram por adotar o blog como uma ferramenta auxiliar. Vou comentar sobre as mais conhecidas (ou nem tanto).

Blogger/Blogspot
É a plataforma de blogs do Google. Sua principal vantagem é ser do Google, o que leva muitos a começarem por aqui. O Blogger é simples e intuitivo, mas acaba por ser simplista quando se precisa de maior complexidade, como, por exemplo, no gerenciamento de categorias e arquivos de posts, mas nada que gere preocupação para um iniciante.

Wordpress.com
A plataforma gratuita do Wordpress possui mais recursos que o Blogger, mas menos que o Wordpress.org (auto-hospedado). Não há conflito em inserir recursos Google no blog, nem problemas com categorias ou arquivo de posts. Contudo, a dificuldade em manusear o Wordpress.com requer tempo e paciência - algo que vem com a experiência de postagem.

Wordpress.org (auto-hospedado)
A diferença deste para o anterior é que para ser utilizado é necessário adquirir uma hospedagem (um espaço em um servidor particular). Possui mais recursos, como disse antes, e há maior dificuldade no manuseio. Acaba sendo a plataforma de empresas e blogueiros profissionais, o que não significa que seja a melhor de todas. No caso, a grande desvantagem é o custo em adquiri-la, ao contrário das anteriores, que são gratuitas.

Facebook
Acabei por inserir o Facebook na lista já que muitos acabam por escrever nesta rede para ter mais visibilidade ou mesmo para aproveitar que possui um perfil para criar uma página. As desvantagens são várias: os posts são passíveis de censura e redução de alcance sem aviso prévio; há todo um sistema para controlar o acesso se o dono não paga para divulgar a mesma, e caso haja pagamento para divulgação, o aumento de acessos pode não ser feito por pessoas reais; mesmo as postagens sendo públicas, é necessária uma conta para acessar; não é possível criar uma página sem que o autor possua um perfil na rede, etc.

Twitter e microblogs no geral
A ideia de transmitir mensagens curtas a grandes públicos é tentadora, mas o Twitter não é mais o mesmo: após adotar o mesmo padrão de capilaridade do Facebook (fazendas de cliques e quase obrigatoriedade de pagar anúncios), as postagens acabam não tendo tanta difusão como antigamente, fora que são mais fáceis de serem "adulteradas" ou "plagiadas".

Telegra.ph
A plataforma do Telegram é para postagens e não para blogs. Você não cria uma conta nem um blog, você simplesmente escreve o post e o publica de forma anônima. Pode ser útil em alguns casos.

terça-feira, 23 de julho de 2019

As 12 camadas da personalidade


Achei na internet um texto interessante do Olavo de Carvalho sobre o que ele chama de 12 camadas da personalidade. Pesquisei mais a fundo e encontrei duas aulas nas quais ele explica mais sobre este sistema. O interessante é que cada camada representa um signo do Zodíaco, ou seja, para entender melhor o que se passa, torna-se necessário entender o arquétipo daquele signo, apesar de isso não ficar muito patente, nem no texto, nem nas aulas. Eu não poderia de deixar de fazer um paralelo com os 17 níveis de consciência do Hawkins, mas acabei por concluir que não tinha muita coisa em comum.

O ponto mais importante no sistema de 12 camadas é o sofrimento: o aspecto sobre o qual a pessoa sofre indicaria em qual camada ela se encontra. À primeira vista parece algo raso, mas é através do sofrimento que a pessoa define sua visão de mundo. Isso lembra os fatores e os vetores de desenvolvimento: os primeiros, por mais dispersos que pareçam, estão interligados por uma questão principal, que é a lição a ser aprendida, o vetor. E eu já escrevi aqui no blog sobre a abordagem em relação ao sofrimento.

A mudança de camada se dá com a mudança de propósito em relação à vida, com uma nova visão de mundo. A estrutura de personalidade não muda, mas se desenvolve. De certa forma, aproxima-se com o que Hawkins fala sobre a evolução da pessoa: ela não se torna outra, mas quem ela realmente é. No entanto, enquanto Hawkins define regras e mais regras para se analisar um nível de consciência, Olavo afirma que pela autoanálise de sua dor que é possível definir em qual camada se encontra. Pessoalmente, acho ambos os métodos imprecisos: uma pessoa de nível baixo não conseguiria definir por si mesma (nisso concordo com Hawkins), mas a técnica de calibragem também precisa de mais pesquisas.

Achei estranha a noção de consciência dada por Olavo: um valor que se desenvolve quando é perseguido - mas o que se persegue? Talvez dê para encaixar o conceito de Hawkins: a percepção de si e do mundo, além de uma mera resposta neurológica. Essa noção acaba por ficar solta ao longo do texto, mas não pude deixar de pontuar.

A definição até a camada 9 é bem sólida e coerente: é o desenvolvimento da pessoa ao longo da vida, indo de encontro com as manutenções periódicas das quais as pessoas passam, ou deixam de passar. Os signos do Zodíaco acabam, enfim, por ser excelentes representações das mesmas:

  • Primeira: Áries, o princípio da ação;
  • Segunda: Touro, as estruturas externas (família, criação, genética);
  • Terceira: Gêmeos, a cognição e comunicação;
  • Quarta: Câncer, a emoção e o afeto;
  • Quinta: Leão, autoafirmação e poder pessoal;
  • Sexta: Virgem, organização e efetividade;
  • Sétima: Libra, atuação num meio social;
  • Oitava: Escorpião, fim de um ciclo;
  • Nona: Sagitário, começo de um novo ciclo, além do estabelecido anteriormente.


Basicamente, até a oitava camada, são fases fisiológicas de uma pessoa: ela nasce, cresce, amadurece. Se o indivíduo não supera seus sofrimentos, fica com aquele comportamento imaturo, que é tão típico hoje em dia. Isso não tem a ver com o desenvolvimento de consciência, se for pensar em Hawkins. A pessoa pode ser madura mas ter uma visão limitada das coisas, apesar não haver uma pessoa evoluída e imatura (um iluminado pode ser um crianção, mas não por imaturidade). Olavo dá a entender que a pessoa pode chegar à maturidade de forma incompleta, mas isso contradiz com a própria questão de superação das camadas, entrando no aspecto de pseudo-evolução que abordarei mais pra frente.

Por um momento, acreditei que a quarta camada que Olavo tanto fala em outros textos e aulas pudesse ter alguma relação com o nível 200, Coragem. Aquela seria a camada pré-adolescência, quando a criança precisa de afeto. Se ela não passou por isso, afirma Olavo, vai precisar de psicoterapia para superar. Seria essa a camada na qual está a maioria da população brasileira, que quer apenas afeição, nada mais. Isso até lembra de longe os níveis mais baixos de consciência, que realmente precisam de muito carinho para superar e crescer, mas não é um fator definitivo, muito menos é relevante para tomar consciência de suas próprias ações: a pessoa pode ser ciente de seus atos, mas ainda querer afeto.

Os níveis de consciência mais próximos às camadas de personalidade são Disposição (camadas 5 e 6), Aceitação (camada 8) e Razão (camada 9) - os que impulsionam o processo de maturidade da pessoa. Esse intervalo entre camadas pode mostrar os detalhes no processo de amadurecimento sob outro ponto de vista. A pessoa deixa de se melhorar sem uma finalidade definida para ter um resultado efetivo sobre o que faz. Não adianta mais saber fazer, tem que fazer bem feito - isso descreve a passagem da Neutralidade para a Disposição. Interessante que a evolução da Disposição para a Aceitação é um caminho longo, e no sistema do Olavo pode ser representado por quatro camadas de personalidade: quinta, sexta, sétima, para concluir-se na oitava.

A sétima camada de personalidade seria a transição para a Aceitação propriamente dita, e é descrita pelo Olavo como o desenvolvimento de um papel social, que seria a troca de expectativas entre as pessoas. Lembra o post sobre os perfis sociais que criamos para nos entender melhor com as pessoas - sem deixar de ser nós mesmos, mas nos adaptar a quem pode não nos entender. São poucos que realmente nos entendem e nos conhecem: acabar por transparecer isso o tempo todo pode ser doloroso, por mais honesto que possa parecer. Quando isso é superado, a pessoa pode olhar para sua vida como um todo coeso: e você pode escolher se esta afirmação é de Hawkins ou do Olavo (ou dos dois).

As coisas começam a ficar estranhas a partir da décima camada, quando a pessoa começa a transcender sua personalidade em nome de algo "coletivo", aquilo que ela descobriu interiormente traz para fora. Assim como o conceito vago de consciência, a questão das camadas superiores é envolta por uma contradição: a pessoa passa a ter a partir do momento em que ela quer ter. Contudo, se todos têm todas as camadas para desenvolver, como é possível não ter?

Essa camada lembra a Razão de Hawkins, quando a pessoa começa a abrir mão de si mesmo, do seu emocional, em nome de algo maior. Contudo, é um nível que acaba por levar as pessoas ao engano: por acreditarem que a Razão explica tudo, ficam presas neste nível, como bons exemplos há os gênios que Hawkins calibrou em 499, como Freud e Einstein. Já Jung e Bohm, que foram além dos teóricos anteriores, conseguiram alcançar o nível do Amor, o que faz total diferença em seus trabalhos. Apesar do altruísmo presente na nona camada, falta a compaixão necessária para o nível do Amor, e isso persiste nos níveis seguintes. E como disse antes, os paralelos com os níveis de Hawkins acabam aqui.

O "eu transcendental" da décima camada parece mais o despertar da consciência do nível 200 (Coragem) do que algo acima de 400 (Razão) - em aula, é explicado como a pessoa que passa a "manipular o tecido social" ao invés de se deixar manipular. Ora, e como se verá na próxima camada, não é a pessoa que influencia a sociedade per si, são seus atos. Mesmo uma pessoa de nível de consciência baixo pode ter uma atitude evoluída e mudar as coisas - sobretudo ela mesma. É possível o indivíduo ter uma obra ou fazer um trabalho acima do seu próprio nível de percepção. Na décima primeira camada, o indivíduo perante a História, é algo mais próximo à vaidade e à evolução negativa do que à transcendência de si mesmo: com qual consciência ele quer mudar a História?

A descrição de pessoas na décima primeira camada bate com a de qualquer pessoa que fez grandes coisas no mundo: de cientistas a genocidas. O que me deixa na dúvida se os grandes genocidas e afins da humanidade têm estruturas de personalidade sólidas e maduras - talvez de forma doentia, como a evolução negativa da escala Hawkins. Por fim, a décima segunda camada lembra a Iluminação de Hawkins quando se afirma sobre um centro decisório acima da pessoa, que é Deus - o iluminado pensa em Deus sem as fronteiras presentes nas camadas, algo que deve ser levado em consideração. Acredito eu que não tenha sido intenção aproximar esta camada do conceito de iluminação, e realmente parecem coisas muito distantes (Alegria ou Paz, talvez).


Para finalizar, é apresentada uma forma de analisar em qual camada a pessoa está. Reitera-se que o procedimento é mais autoanalítico do que feito por terceiros - a menos que seja uma pessoa do convívio do analisado. O problema é que a própria pessoa a fazer a análise pode se deixar levar pela vaidade de querer se colocar níveis acima de onde realmente está, sobretudo as mais imaturas: pode-se dizer que dói em uma sétima camada, mas ser um problema de quarta, por exemplo. Nessa levada, não se pode analisar pessoas externas, como é feito com Napoleão no texto de Olavo. Acho que ele não viveu com o francês para ter essa conclusão, dentro de suas próprias premissas.

Hawkins afirma que podem ser analisadas diferentes pessoas nas mais diversas épocas, desde que os "sujeitos de teste" (para calibragem) tenham nível de consciência de no mínimo 200 - a partir deste nível, a precisão sobe consideravelmente, chegando ao nível máximo em 500. Ao contrário da escala Hawkins, contudo, em que os níveis se entrelaçam, e a pessoa acaba por aprender lições de diversos níveis enquanto "permanece" em um nível específico, o sistema de camadas separa cada uma como uma cebola, na qual você vai alcançando camadas cada vez mais externas, uma separada da outra, apesar de envolver as anteriores.

Uma coisa importante é que para Olavo você não regride camadas, apenas avança de forma falsa, passando por situações de uma camada superior mas com a mentalidade de uma camada inferior. Pessoalmente, não acredito que seja assim: se uma pessoa passa por uma situação extremamente dolorosa, ela pode sim regredir sua evolução, sendo mais difícil voltar ao nível em que estava antes. Parece que essa "progressão falsa" lembra o que falei sobre o entrelaçamento de níveis evolutivos, sendo um aprendizado de algo mais elevado dentro de uma percepção mais limitada.

terça-feira, 16 de julho de 2019

Como ter um blog - Escolha do Nome


Com um assunto em mente, ou um conjunto de assuntos, pode-se pensar na escolha do nome do blog. Eu decidi escrever em um post apartado por conta da importância que este possui, afinal, a ideia é que o nome do blog seja único e definitivo. Nada pior que mudar o nome do blog quando já se tem uma conta consolidada (e-mail, domínio, etc.), ou um nome que gere trocadilhos desnecessários.

O nome do blog tem que ser curto (de preferência), único e fácil de falar. Pense em como você falaria o nome do seu blog na rua: boa parte dos nomes de blogs são bonitos apenas digitando. Quando se fala o nome, vem à tona os trocadilhos, os apelidos, as divergências que podem levar a outros nomes... Na rua uma pessoa pode se confundir e anotar errado, e mesmo na internet há esse tipo de confusão. Isso deve ser levado em conta quando comprar um domínio (se o caso), algo que vou falar mais pra frente.

O nome precisa estar ligado ao assunto? Sim e não. Ele tem que ter um impacto agradável que permita a associação com os temas, mesmo sem citá-los diretamente, como a criação de uma marca - não deixa de ser algo do tipo. E pode ter seu nome, sobretudo se tiver formação na área. Obviamente, não vou dar uma receita de bolo para um nome de sucesso - isso não existe.

Ser simples varia de pessoa para pessoa. Um nome simples e curto não significa ser monossilábico, mas que seja fácil de se falar e se digitar, sem empecilhos. Um nome maior não significa um nome feio, longe disso, mas existe a dificuldade de gravá-lo na memória ou mesmo de digitá-lo.


Comprar um domínio ou não?
Não acho que, para início de projeto, seja bom comprar um domínio, por dois motivos: o projeto pode ser deixado de lado a qualquer momento ou o nome ser mudado no meio do caminho (mesmo após tanta reflexão sobre). Um domínio é bom para consolidar o nome do blog, evitar que criem outros projetos com o mesmo nome, ou mesmo copiarem a ideia como um todo.

A hospedagem será melhor abordada quando no tipo de plataforma, já que ela é associada ao Wordpress.org e a blogs profissionais. Como disse na definição de assunto, fazer um blog profissional está acessível a qualquer pessoa, o que acaba "diluindo" a postura do blog, sobretudo para quem o tem por hobby.

O domínio é um projeto para anos, tanto é que é pago anualmente, não mensalmente. É algo que mostra um projeto duradouro, com postura. Deve ser refletido, mas também deve ser observado: quando um projeto começa a ganhar vulto, começam a aparecer concorrentes - e plagiadores. Deve-se tomar cuidado para não consolidar o blog tarde demais, pois até mostrar que era o original, pode ser menos desgastante mudar de nome.

terça-feira, 9 de julho de 2019

Falando de pirataria


Às vezes fico com medo de escrever um post e ser mal interpretada, ou pior, ser processada por isso. Infelizmente, a fluidez humana pode fazer com que uma frase clara seja entendida de forma diversa, e causar uma tremenda confusão. Enfim, eu tinha há algum tempo rascunhado sobre o compartilhamento de arquivos de livros e fiquei receosa em publicar por ser considerado apologia ao crime. A legislação brasileira é subjetiva em todos os aspectos, dando a entender que quer proteger determinados grupos em detrimento de outros, apesar de pregar a "igualdade de todos perante a Lei".

Nossa legislação fala que pirataria é proibido? Em determinados casos sim, em outros não, e mesmo em um processo pode haver uma outra interpretação. De regra, se você não está lucrando com aquilo, não há crime. Infelizmente isso não fica expresso em lei: é um entendimento sobre o que está escrito. Exemplo: não é crime você gravar um CD para dar de presente, mas o é se você o vende como forma de ganhar dinheiro. No caso dos livros digitais, não há crime em compartilhá-los, já que o propósito é educativo e não lucrativo. Contudo, ainda existe a ideia de que isso prejudica o reconhecimento do autor sobre sua obra, e que mesmo que você vá ler tal livro apenas uma vez (e às vezes nem o livro inteiro), você deve comprá-lo.

Como diz o ditado: siga o dinheiro. Quem está lucrando de verdade nessa história? As próprias detentoras do direito autoral. No caso de filmes/séries, as produtoras acabam por permitir um certo nível de pirataria. Motivo? Se os trabalhos ficarem restritos apenas aos meios "legalizados", não haverá popularização, e outros produtos deixarão de ser vendidos. O fã de hoje quer consumir a marca, dentro do que acha justo pagar: se houver um meio legal e barato, não hesitará em fazê-lo. O streaming surgiu disso: você ter acesso a conteúdos autorais de forma legalizada a baixo preço.

No caso dos livros, ainda há o caso das obras esgotadas. Não compensa para as editoras reimprimirem algumas obras, mesmo que sejam importantes para públicos específicos. O livro digital acaba por compensar essa falta, sem prejuízo à editora, no final das contas. E não são apenas obras velhas: mesmo algumas obras recentes são difíceis de serem encontradas no mercado editorial brasileiro. Sem contar livros estrangeiros sem tradução para o português, ou mesmo obras "traduzidas por fãs". Pode-se concluir, então, que a pirataria é um mal a ser combatido, mas não vencido.

Aos poucos, os idealismos caem por terra. Se não houver esse "mercado paralelo", não existirá o "mercado formal". Obviamente, não se pode deixar o primeiro suplantar o segundo, mas o segundo não pode, e nunca irá, suplantar o primeiro. Não só pela questão de forças, mas pela questão de necessidade. Quantos leitores de PDF compraram os livros que leram pelo celular? Pode ter certeza que alguns serão sim adquiridos formalmente. Muitos fãs de música largaram o P2P para pagarem pelos streamings: todas as músicas com qualidade na palma da mão, sem precisar comprar CDs ou passar noites baixando álbuns. Mesmo os cinéfilos do Popcorn Time preferem camisetas e produtos de lojas licenciadas, que cabem no bolso e são de excelente qualidade. É um jogo onde ou todos ganham ou todos perdem.

terça-feira, 2 de julho de 2019

Como ter um blog - Assunto, Tema e Subtemas


Depois de tudo o que foi dito sobre ter um blog, e foi decidido que este é o melhor meio para se transmitir determinado conteúdo, é necessário delimitar o assunto. Este é definido através do objetivo do blog: se é um blog profissional ou amador, de cunho pessoal ou sobre um assunto específico.

Definir se o blog será profissional ou amador desdobrará na necessidade ou não de determinados recursos, e mesmo se o blog estará dentro de um site ou não. Claro que uma pessoa pode fazer um site de forma amadora e incluir seu blog, contudo um site profissional requer maior cuidado e melhores recursos que um site amador.

Hoje em dia, a facilidade em adquirir recursos "profissionais" diluiu ambas categorias anteriores. No entanto, um blog amador ainda pode não ter domínio nem hospedagem, algo não muito bom para quem quer desenvolver conteúdo para uma empresa. Nessas horas, o profissional tem que ser realmente "profissional": um blog amador pode se tornar profissional, mas é quase impossível um blog profissional ser amador.


O "brainstorm"
Com o assunto em mente, além da ideia de montar um blog profissional ou amador, sugiro elaborar um "brainstorm" para se ter uma ideia do que irá ser escrito no blog. Essa técnica consiste em ligar palavras a partir de uma ideia principal escrevendo-as em um papel. Há exemplos interessantes na internet, inclusive sites que fazem brainstorms virtuais. Essas palavras darão origem aos posts e categorias do futuro blog.

É interessante ter uma ideia de quais assuntos poderão ser abordados no blog: isso evita que o blog fique sem assunto ou mesmo que "fuja do tema" sem perceber, além de dar uma ideia do quanto você sabe sobre o assunto a ser tratado.

As palavras que surgirem no brainstorm poderão ser utilizadas para criar categorias que organizarão os posts, algo que será explicado nesta série. Essas palavras também ajudarão na hora de criar o nome do blog, que irá com você para onde for, ou seja, é algo a ser analisado com muito cuidado antes de fazer o registro na internet.

terça-feira, 25 de junho de 2019

Por o dedo na ferida


Lembrei-me de um desenho que vi estes dias: um guri denunciava seus coleguinhas de escola que estavam aprontando, e em determinado momento, a professora chama a atenção do guri falando que isso não era certo. Este então pergunta se não era certo denunciar as coisas erradas, ao passo que a professora não soube responder e acabou utilizando um clichê. A impressão que eu tive foi a de que nem o criador do desenho sabia como sair dessa. Não se pode mais apontar os erros dos outros, virou uma atitude feia. Com isso em mente, crimes deixam de ser denunciados e más atitudes levadas a público: vive-se uma espiral do silêncio.

O principal argumento usado é: não acuse se não quiser ser acusado. Dessa forma, ninguém corrige seus erros, ninguém busca dar o seu melhor, nivela-se por baixo. Parafraseando Leandro Karnal: "se você arrancava a cabeça das bonecas da sua irmã quando criança, não pode reclamar da corrupção no Brasil". Um sofisma interessante para ser analisado aqui: não se pode falar dos erros alheios porque nós também erramos, isso é considerado fofoca.

Vamos ao centro da questão: todos erram. Com isso em mente, pode-se pensar: alguns esforçam-se para superar seus erros, enquanto outros não o fazem, fora os que prejudicam quem está em torno deliberadamente. Não há problema nenhum em se corrigir, sobretudo quando alguém nos alerta de um erro. Há a questão da proporção: falhas pequenas não devem ser niveladas com erros graves, muito menos com crimes. Hoje em dia, quando alguém é corrigido, este tem por atitude apontar qualquer tropeço como uma vingança tola. Aceitar que errou e buscar se melhorar é mais um passo em direção à maturidade.

Com isso em mente, pode-se pensar então em por a boca no trombone para denunciar casos graves. Se há coragem em assumir pequenos erros e buscar ajudar outros com os seus, não haverá medo ou orgulho para apontar grandes problemas. Ao contrário do que acontece hoje, em que uma pessoa delata apenas por vaidade ou inveja. Isso não passa de mera fofoca, já que muitas vezes o que é delatado são erros pequenos exagerados e tirados do seu contexto. Por isso tanta confusão.

terça-feira, 18 de junho de 2019

Como ter um blog - Introdução


Decidi fazer uma série de postagens sobre como ter um blog. Não digo um blog "famoso", como muitos procuram mas poucos conseguem, mas um blog que possa trazer bons momentos ao autor. Hoje em dia, as pessoas tentam ganhar dinheiro com vídeos no YouTube e acabam mais com prejuízos e frustradas e apenas alguns acabam por se destacar e levar os lucros.

Apesar de eu fazer uma série de posts, com minhas experiências em blogs, criar um blog é algo muito simples. Tão simples que essa série está longe de ser um tutorial e está mais próxima de ser uma reflexão sobre o tema. Meus blogs sempre me deram muitas alegrias, pois pude conhecer outros blogs, outras pessoas, outras ideias. Parece que isso se perdeu no meio das redes sociais e na monetização desenfreada.

Assim como no YouTube, as pessoas tendem a criar conteúdo em redes específicas (o YouTube não deixa de ser uma), restringindo o acesso aos espectadores, principalmente nos comentários e compartilhamentos. Quantas vezes ao tentar acessar uma página pública do Facebook o mesmo exigia uma conta para poder ler? Quão confiável é compartilhar um screenshot do texto, quando seria mais fácil compartilhar um link em que todos tivessem acesso?

A ideia é sair das redes sociais. Estas viraram bolhas de relacionamento, impedindo que seus usuários conheçam conteúdos novos ou mesmo divergentes de suas visões de mundo. Pior: tentar divulgar um trabalho em rede social é fadá-lo ao ostracismo se não investir dinheiro para tal, com um agravante: não se sabe se os "seguidores" são reais ou não.

Desta feita, percebe-se que "ser famoso na internet" não é algo tão agradável quanto se imagina. Usuários passam o dia online procurando "dados comprometedores" para ganhar projeção (e mesmo dinheiro). Nas redes sociais, você não sabe se está conversando com uma pessoa ou com um robô. Em um blog, o autor conversa com seus leitores, podendo "ignorar" robôs e desafetos com um simples clique.

Outra vantagem do blog está na simplicidade: você só precisa ter acesso ao blog para escrever. Nada de câmeras, microfones, softwares de última geração. Talvez você prefira um bloco de notas para rascunhar, pelo gosto de escrever. A regra é fazer o que te agrada, não o que "atrai visitantes". Blogs que seguem a "receita da fama" acabam por ser enfadonhos e sem conteúdo.

Assim como para escrever é simples, para ler é mais simples também: não é necessário ter cadastro em plataforma, assim como o custo de internet é reduzido para quem acessa de dispositivos móveis. Para se compartilhar um post, é necessário apenas o link, que pode ser enviado até por SMS.

Além do mais, é mais fácil de inserir qualquer conteúdo multimídia em um blog do que em outra plataforma: imagens, vídeos, áudios, assim como citar outros textos. Em um vídeo há a dificuldade em citar textos, assim como em um podcast há a dificuldade em citar imagens. Talvez no caso do blog o empecilho seja os direitos autorais, que são facilmente superáveis.

Com isso em mente, agora é só começar a planejar o que se quer para um blog. Mais importante que um blog famoso é um blog bem escrito, com um tema bem definido, o que não significa um tema restrito. A partir do tema pode-se pensar em outras coisas como nome, endereço, domínio e hospedagem. Sairá uma postagem nova dessa série a cada duas semanas para dar tempo de tirar dúvidas e seguir os passos. Vamos lá.

terça-feira, 11 de junho de 2019

O direito de escolha de cada um


Por mais que haja sugestões, conselhos, dicas de vida e tudo o mais, quem toma a decisão, quem faz acontecer é a pessoa. Esta deve ser livre para fazer suas escolhas, por piores que acreditemos que sejam. Se as pessoas devem ser livres para acreditar no que lhes convém, também o devem ser para escolher o que querem da vida. Obviamente, não estou levando em conta aspectos como a questão da legítima defesa e a responsabilidade necessária para tal, pelo menos não no momento, pois, apesar de necessário, alguns usam esses argumentos nos dias de hoje para controlar a sociedade, de forma sutil.

Permitir que as pessoas possam fazer suas escolhas a nível social é dar espaço para que errem, aprendam e cresçam. Ser tutelado por uma regulamentação excessiva faz com que a pessoa se torne dependente e imatura. A regulamentação deveria, então, ser algo mais fiscalizatório do que restritivo, abrindo caminho para a criatividade e para o crescimento da própria pessoa, pois mesmo os erros beneficiam a todos. Geralmente quem defende uma tutela social maior é porque não consegue tocar a vida com as próprias mãos, precisando que outros o sustentem, ou pior, o façam por ele.

Isso abre espaço para que mais coisas deem errado. Sem maturidade para lidar e superar o erro, este é visto como algo negativo por gerar sofrimento, permitindo que seja usado como instrumento de controle. Sem perceber, as pessoas hoje em dia são programadas para evitar o sofrimento a qualquer custo, inclusive perpetuando problemas para evitar que novos apareçam. Regula-se inclusive para que surjam apenas os mesmos problemas de sempre: à primeira vista parece bom, mas a estagnação impede que novas coisas surjam e que a evolução siga seu curso. Talvez a principal fonte de evolução seja o sofrimento e a vontade de superá-lo.

Quando uma pessoa busca superar os próprios problemas, ela acaba por ajudar outras: experiências são trocadas e novos conhecimentos surgem disso. Isso por si só já se autorregula, não sendo necessária uma intervenção externa constante, mas pontual. Aí que entra a questão da legítima defesa e da responsabilidade: obviamente não é para fazer o que der na telha. Contudo, quando a pessoa adquire maturidade através do próprio crescimento, ela percebe que não precisa disso, e também que ela pode reagir quando algo feito por alguém pode prejudicá-la. O direito de escolha implica o dever de dar seu melhor a cada dia, sobretudo por si mesmo. As coisas melhorarão para todos por si só, de forma harmônica.

terça-feira, 4 de junho de 2019

Distorções do Feminismo e dos relacionamentos


O Feminismo distorceu ideias tão básicas, que ao se refletir sobre elas, o choque é imenso. As pessoas estão tão acostumadas a tais linhas de raciocínio, que ao se ler uma visão contrária, ou às vezes diferente, o sistema é resetado. Eu tive essa impressão ao ler O Poder da Esposa que Ora, da Stormie Omartian. Eu tinha pensado em fazer uma resenha deste livro, mas como o assunto do livro pode ser abordado de forma mais ampla, acabei deixando de lado esta ideia inicial. Ideias repetidas tantas vezes, de pessoas aparentemente diferentes, acabam por ganhar um vulto de verdade que se mostra ilusório.

Talvez a primeira ideia chocante do livro seja o que é considerado hoje em dia como subserviência ao marido. Ao invés de a mulher tentar controlar seu homem, Stormie é enfática ao afirmar que a mulher deve aceitar os defeitos de seu marido ao invés de tentar mudá-lo. O Feminismo prega a ideia de que as mulheres devem impor sua vontade aos homens, passando por cima de suas limitações e necessidades. Qualquer coisa fora disso é rotulado de machismo e considerado submissão - e tal coisa associada a algo negativo. Entenda que não existe parceria para o Feminismo, ao contrário do que os desavisados acreditam.

Aproveito para observar que não vou especificar correntes feministas, nem ondas, como muitos já devem conhecer. No entanto, essa generalização não causa prejuízos ao post, já são pontos de comum acordo dos "feminismos", que no fundo são a mesma coisa com nomes diferentes. Coloco esta observação porque, infelizmente, o Feminismo está tão arraigado no pensamento que, como dito no primeiro parágrafo, algumas ideias tornaram-se indiscutíveis, ditas "de todos os lados", mesmo com suas consequências catastróficas, visíveis nos dias de hoje. Um exemplo disso são os relacionamentos, cada vez menos duradouros e menos maduros: as pessoas hoje em dia não procuram mais alguém para completá-las e sim mera diversão.

A mulher hoje em dia não vê mais o homem como um parceiro, mas como um animal a ser domesticado. John Gray no Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus aponta que a mulher precisa ser mais flexível e paciente com seu marido, e o livro como um todo possui este direcionamento. A metáfora de dois seres de planetas diferentes deixa clara suas diferenças e peculiaridades intrínsecas. Querer modificar isso não apenas mata o relacionamento, mas destrói o casal. O melhor a se fazer, no caso, é aproveitar ao máximo essas peculiaridades em favor do relacionamento.

Assim como o livro de John Grey, o de Stormie também possui essa perspectiva de que a mulher ser mais flexível em um relacionamento: esta de forma religiosa e aquele de forma "psicológica", por assim dizer. Ao contrário do que o Feminismo prega, essa mudança não é uma anulação, mas uma abertura: de permitir que um aceite o outro como realmente é. Interessante que esse discurso é difundido e aceito pelas pessoas quando não se trata de relacionamentos amorosos, mas em especial com pessoas realmente desagradáveis e nocivas, e não com pessoas das quais queremos realmente bem. Confunde-se o casamento, e mesmo o namoro, com uma amizade íntima: a felicidade de um casal está na maturidade, que vem com os anos e com as dificuldades.

Homens são difíceis de lidar, mas não pense, em um primeiro momento, que seja uma complicação anormal: essa dificuldade é oriunda do afastamento do homem de sua essência masculina. O problema é que, mesmo com este afastamento, ainda existe uma grande influência daquilo que é do instinto, que o Feminismo busca destruir. Essa característica mais bruta, mais simples, menos emotiva, mais lógica é vista como negativa, apenas por ser masculina. Mulheres não conseguem entender o lado bom disso e desaprenderam a conviver com pessoas assim. Por não entender, muito menos aceitar, tentam a todo custo mudar o que não conhecem, machucando quem um dia amaram.

Com isso em mente, pode-se concluir que o problema do relacionamento está na dificuldade em entender e aceitar o outro, em especial em a mulher aceitar e entender o homem. Durante o namoro, a mulher não percebe determinadas características do namorado, ou as percebe mas acredita que ele irá mudar (ou ser mudado) no casamento. E aí as crises começam, e nessa hora o Feminismo entra para agravar a situação, dando toda a razão à mulher, mesmo quando ela não a tem. Não se pensa que o homem está se esforçando, tanto quanto ela, para que tudo dê certo. Reclama-se por uma empatia que não se tem.

terça-feira, 28 de maio de 2019

A diferença entre Postura e Estereótipo


Muitas coisas objetivas tornaram-se, ao longo do tempo, meros fatores de gosto. Acredito que as pessoas deixaram de sentir as filigranas da vida para se apegar em fatores quase binários: se não é isso, é aquilo, e acabou. Não se pensa mais em beleza como algo objetivo, real, mas como um conjunto de fatores baseados no gosto de alguém. O problema é que tudo está se tornando mera questão de visão, o que não é verdade. Para se ter uma ideia, até para escrever este parágrafo houve dificuldade: como explicar a questão de percepção como evolução, e não como limitação?

Pois bem, isso daria assunto para um post, mas o assunto em questão é como explicar a diferença entre postura e estereótipo. Aparentemente parecem coisas diferentes, mas ao dar exemplos, a pessoa com pouca percepção não consegue diferenciar, ou usa isso com má intenção. Como se a postura fosse mera expressão externa de alguma coisa, ou seja, um estereótipo dessa coisa. Esse é o ponto central da diferença: enquanto que o estereótipo é uma tentativa externa de expressar algo interno, a postura vem de dentro, faz parte da pessoa, é natural. Imitar uma postura é mera caricatura da mesma. Chega a ser engraçada.

Prestar atenção nisso permite perceber quando uma pessoa está sendo verdadeira ou não. É comum com uma pessoa que quer demonstrar um profissionalismo que não possui. Diferente de um profissional inseguro, que está a desenvolver a própria postura. Existe uma linha tênue entre a percepção intuitiva e a percepção lógica. Enquanto que a primeira é difícil ser explicada com palavras, apesar de abarcar a totalidade do que é percebido, a lógica acaba sendo a mais difundida, por ser de fácil transmissão. Infelizmente, essa perda de percepção transformaram coisas óbvias em relativas, e quem percebe o óbvio acaba caindo em descrédito.

Ter postura está ligado à questão de ser e não estar. Por isso que quando uma pessoa tenta copiar o estereótipo fica tão fraco, sem substância. Pessoas com postura possuem essa percepção mais afinada, não caindo facilmente na confusão com o estereótipo. Quem possui pouca percepção acaba sendo convencido facilmente por acreditar em quem não possui atitude e acaba utilizando-se de outros artifícios para manipular.

terça-feira, 21 de maio de 2019

O problema da mesa vazia


A impressão que um funcionário passa ao ter sua mesa vazia é a de que está ocioso. Não se pensa no esforço que ele teve para cumprir suas tarefas, muito menos se ele está em condições para fazer novos serviços. Pensa-se apenas em enchê-lo com mais trabalho, até o limite de não cumprir prazos. Parece que ser um bom funcionário, esforçado e diligente, é algo negativo para quem é honesto e utilizado pela chefia e por colegas mal-intencionados para fazer mais e mais coisas, desproporcional aos seus pares.

Interessante que, na contramão do senso comum, o funcionário de mesa cheia não é esforçado em seus afazeres, mas aquele que não consegue dar conta de seu serviço e acaba o empurrando com a barriga. Quando o serviço está acumulado, as pendências são utilizadas como desculpas pelo trabalhador menos competente para evitar novas atribuições. Quando comecei a trabalhar, meu primeiro chefe comentou: "nunca deixe sua mesa vazia ou irão te encher de trabalho". Dito e feito: parece que cumprir as tarefas antes do prazo traz mais dor de cabeça do que sossego.

Essa questão da mesa vazia faz parte do que é chamado de síndrome do caranguejo no balde. Imagine um balde cheio de caranguejos: dentro há um crustáceo que se esforça em escalar para fugir da incômoda situação. Seus pares, ao invés de tentarem se ajudar para todos saírem, acabam por puxar o corajoso para dentro do balde de novo e continuar sua danação. As pessoas são assim, em um nível que beira o absurdo.

Poucos querem comentar sobre, afinal ninguém gosta de ter seus defeitos trazidos à tona. A primeira defesa que usam é a acusação: se o outro também tem defeitos, não pode acusar defeito de mais ninguém. Ledo engano: apontar o defeito do outro por conta de sua observação não é só assumir o caráter desviado que tem como também querer projetá-lo em quem quer superar os próprios problemas aprendendo com os erros alheios. Não vejo os problemas corporativos serem tratados com a devida atenção, como se a verdade assustasse toda a hierarquia das empresas, chefes e subordinados.

Inveja-se o sucesso alheio, o esforço alheio, até mesmo o sorriso alheio. É triste ver trabalhadores que se esforçam apenas para ver seu colega cair, e mesmo comemorar a queda alheia - na maioria das vezes sem lhe trazer benefício algum. Não se pode comemorar o sucesso de algo, por mais simples que seja. Não se pode comentar que as coisas andam bem - dessa forma simples, sem nenhuma ostentação - que logo o desavisado atrai olhares malignos. Reclama-se de problemas governamentais, mas no dia a dia a velha política ainda é regra.

terça-feira, 14 de maio de 2019

Ignorância, Fé e Razão

Fé e Razão podem parecer assuntos distantes, para elucubrações filosóficas, mas são temas que deveriam fazer parte da reflexão cotidiana das pessoas. Elas formam um fluxo de conhecimento que permite o desenvolvimento da consciência e do ser como um todo. Ao contrário do que é dito por aí, ou mesmo do que se pode supor, esse fluxo é um ciclo e não um caminho com origem e destino bem demarcados. Mesmo na escala dos níveis de consciência fica a impressão de uma ser superior à outra, o que não é verdade.

Tudo começa na ignorância, e tudo volta para a ignorância. Não há Fé nem Razão sem ignorância. Já comentei em outro post que Razão seria a harmonia entre a parte "lógica" e a parte "emocional". Aparentemente, a Fé seria então a transcendência da Razão - inclusive Hawkins aponta que para superar este nível de consciência é necessário algo "além", e a Fé pode ser considerada como parte disso, já que o nível seguinte na escala é o Amor. Hawkins exemplifica essa questão no Transcending comentando sobre os grandes gênios da humanidade calibrados em 499 por ficarem presos à Razão.

No entanto, conforme a consciência se amplia e se aprofunda, o processo torna-se mais complexo. De aparentemente linear torna-se algo quântico, para não dizer caótico: o que aparentemente é "matéria" para níveis avançados, como Alegria e Paz, tornam-se presentes em níveis como Aceitação e Razão. Percebe-se, então, que a "linha evolutiva" não é exatamente linear, e que não possui, no final das contas, uma forma definida. A escadaria para a Iluminação estaria mais próxima a de uma obra de Escher do que um túnel de uma Experiência de Quase-Morte.


Maurits Cornelis Escher - Relativity (1953)

Com isso, Fé e Razão tornam-se pares, ou melhor dizendo: Ignorância, Fé e Razão formam uma tríade no desenvolvimento da consciência humana. Quem já estudou tarô sabe que o arcano 0 (O Louco) pode ser inserido em qualquer lugar do baralho, seja no começo, no meio ou no final. Ele é a completa ignorância, e a total possibilidade. Quando não se conhece nada, pode-se descobrir tudo. Nisso entra a Fé: pelo meio da crença, ainda que primitiva, tem-se ideia de como as coisas podem funcionar e acontecer. A maioria das pessoas têm uma fé primitiva, mas se pode concluir que todas (com raríssimas exceções) têm algum tipo de fé.

A Fé leva ao conhecimento, à Razão. Muitas pessoas desenvolvem seus primeiros níveis de consciência pela convicção religiosa, e não há nada de errado nisso. O problema é que a Razão trava em si mesma: a pessoa tende a não aceitar que o desconhecido ainda existe, e, consequentemente, a ignorância. Vejo que essa "falha" que o Hawkins aponta na Razão é uma parte de um ciclo mais amplo, que quanto mais é percorrido, mais é refinado. Perceba que a própria Ciência é posta em xeque e relativizada nos dias de hoje - o grande baluarte da Razão.

Não pense que a Ciência ou a Razão, nem mesmo a Fé, são frívolas por conta disso. Muito menos pense que a ignorância é uma bênção, como pode aparentar por um momento. Viver cada fase aceitando as outras é o que permite que o ciclo continue e que a evolução ocorra. Aceitar a Ignorância mostrada pela Razão abre espaço para o surgimento de uma Fé mais refinada, mais evoluída, menos supersticiosa. Uma Fé mais refinada leva a uma Razão mais refinada, e por aí vai, desenvolvendo a consciência e ampliando a percepção.

Em resumo: da Ignorância surge a Fé, da Fé surge a Razão, e a Razão mostra a Ignorância, apontando que o ciclo deve recomeçar. Negar que a Ignorância sempre existirá impede que a própria Razão se desenvolva, além da própria Fé. Desta feita, os níveis de consciência apresentam-se mais complexos do que a análise feita por Hawkins, algo que eu já havia apontado no post sobre falhas de calibragem.

terça-feira, 7 de maio de 2019

O Recomeço da Internet


Com tantos vídeos e artigos sobre o fim da internet, resolvi colocar um título diferente. É fácil falar de fim, mas é difícil pensar em um recomeço, mas este é tão presente quanto aquele. Não sei se eu deveria começar tão esperançosa, mas perante tanto drama, talvez seja necessário. Pois bem, com a aprovação da legislação de direitos autorais do Parlamento Europeu, é questão de tempo para que a produção de conteúdo na internet como conhecemos seja mudada completamente, ou mesmo desapareça.

Esta legislação, em especial os artigos 11 e 13 (que tomaram outras posições na redação final), cria uma burocracia intransponível para a maioria dos criadores de conteúdo virtual, como blogueiros, podcasters, youtubers, etc., além de transferir a responsabilidade pela violação de direito autoral para a plataforma onde estes conteúdos estão hospedados, não mais para o autor, forçando a mesma a criar uma outra burocracia intransponível para disponibilização e bloqueio de conteúdos. Não está especificado o que pode ou não ser considerada violação, ao contrário do que alegam, podendo até mesmo uma frase ser passível de processo e bloqueio por violação de direito autoral.

Duas coisas podem acontecer quando essa legislação passar a viger: a primeira é a saída de sites como Google, Instagram, Facebook entre outros da União Europeia, e consequentemente o bloqueio do acesso a esses sites pelos europeus, que ficariam isolados em uma redoma de informações promovida por agentes do governo e seus queridinhos. A segunda coisa que pode acontecer é a moda pegar. A China já possui um acesso restrito à internet, punindo cidadãos que entram em sites de má reputação, além de uma série de conteúdos bloqueados. Há projetos aqui no Brasil de controle da internet, que podem ganhar força com a aprovação e aplicação desta legislação que está a ser implantada na Europa.

Além do mais, a nova legislação europeia de direitos autorais iguala a notícia à obra artística, e, além da atribuição já corrente, obriga uma taxação, inclusive por cada link para as reportagens, ou seja, o alvo dessa legislação não é a atribuição de direitos autorais, mas sim dificultar a difusão de informações através de agregadores de notícias e veículos menores, considerados difusores de notícias falsas. Porém, basta uma pequena reflexão para se perceber o óbvio: notícias falsas sempre existiram, e o que se busca é um controle na circulação de informações que permite a formulação de outras visões de mundo, indesejáveis para determinados grupos.

Se você ainda não pensou no livro 1984, sugiro ler este post. Será que é possível através da internet um controle total de informações, ou mesmo o surgimento de uma ditadura perfeita? Talvez seja questão de refletir sobre a própria capacidade do ser humano de se adaptar e superar as situações.

Primeiramente: não existe uma ditadura perfeita, porque o gênio humano sempre se supera, a cada dia que passa. Por mais que aleguem que a sociedade está decadente, e realmente está, sempre haverá um Neo para bugar o sistema. Ao contrário do que se pode pensar num primeiro momento, esse Neo está em cada pessoa, aguardando o momento certo para despertar. Note que uma falha, em qualquer coisa, raramente é descoberta por apenas uma pessoa, mas sim por várias, quase que simultaneamente. É praticamente impossível não haver falhas nos controles de informação: mesmo com uma política tão dura, será encontrado um jeito para a informação continuar circulando, independente dos "veículos oficiais".

Talvez essa seja a falha do 1984: a impressão de não haver saída. Perguntas podem surgir a cada página do livro, que parece clarear como o sol saindo das nuvens. Sim, sempre há uma saída, uma falha, e esta sempre é descoberta, ou mesmo criada. A adaptação é a principal habilidade do ser humano, que o faz sobreviver em condições extremas. Note que tentam constantemente reduzir a habilidade de adaptação para aumentar o controle sobre a sociedade. Isso pode se voltar a qualquer momento de forma desagradável para todos, colocando em risco a sobrevivência da espécie.

Por fim, penso que a internet envelheceu muito rápido. Atingiu um nível de desenvolvimento tal em pouquíssimo tempo. Já não vejo mais o frescor que havia há dez anos atrás, com mais recursos e conteúdo do que hoje em dia. Atualmente, parece que tudo está centralizado e concentrado, sem alternativas. O que houve de mudança foi a tal da deep web, que se dividiu em duas: a parte criminosa, que continua lá, e agora sites que foram relegados ao esquecimento, por conta dessa centralização de conteúdo.

Uma renovação da internet está por vir, por isso o título deste post tão longo. Acredito que a forma como a internet existe hoje em dia irá acabar em breve - uma questão de tempo, independente de legislações e de tentativas de controle. Hoje o WhatsApp tem mais repercussão que outras redes sociais, o que criou uma nova forma de difusão da informação. A criatividade humana não possui limites, muito menos pode ser comparada às máquinas, como muitos tentam comparar. Mais do que próximo, o fim é necessário para que novas coisas surjam. Os problemas se agravam por conta da resistência ao ciclo natural de nascimento e perecimento, ou mesmo com tentativas de direcioná-lo para algum fim específico. Devemos pensar nisso antes de reclamar e protestar contra alguma coisa.

terça-feira, 30 de abril de 2019

Quando a verdade vem à tona e ninguém vê


A maior parte dos comentários que eu recebo no blog vem de vegetarianos/veganos criticando meus posts sobre o consumo de carne. Todos eles não possuem o mínimo embasamento teórico ou técnico, dando a impressão de que se abstém do consumo de carne mais por fanatismo do que por saúde. Pois bem, nesses dias uma youtuber que pregava um veganismo cru foi pega comendo peixe. Motivo? Determinação médica. A guria estava quase morrendo de inanição pela ausência de nutrientes que o corpo precisava, e seus fãs meio que promoveram um linchamento virtual dela.

Vamos lá: ao procurar a notícia no Google, o engraçadinho não mostrou esta notícia, apenas mostrando resultados de que o "desmascaramento do veganismo" é uma mentira. Bom, o veganismo tem por objetivo a abstenção do consumo de qualquer coisa que tenha algo de origem animal: roupas, comida, utensílios domésticos, remédios, e assim vai. Cria-se uma paranoia que pode ser comparada ao conhecido fanatismo religioso: se não fizer tal coisa, estará cometendo um pecado gravíssimo e será duramente punido, e a pessoa tem obrigação de "converter" outros para sua causa - será que é por isso que esse pessoa vêm direto aqui no blog?

Analisando a própria reportagem, que está mal escrita (por sinal), nota-se que a guria escondeu o problema porque ainda quer voltar à dieta vegana, além dos patrocínios que tinha, fora a acusação de que ela não informa direito sobre o veganismo, e que não se deve seguir a dieta de "celebridades virtuais". O que não trouxeram à tona foi que o problema é justamente o vegetarianismo/veganismo, e que não existe essa de "ah, não é o verdadeiro veganismo". Não vou reiterar o que já disse em posts como sobre carne e produtos de origem animal e mesmo sobre o vegetarianismo na prática do Reiki.

Não é a questão da "fama virtual" que está em jogo, nem mesmos seus patrocinadores, como o jornalista conclui, mas promover uma ideologia alimentar que não tem embasamento lógico algum, apesar de alguns estudos "científicos", o que vai de encontro com a mentalidade revolucionária e mesmo ao esquerdismo como doença, no sentido de pessoas adotarem determinadas ideologias como uma compensação emocional. Apresentar fatos, argumentos, é algo inútil para seus ouvidos surdos que insistem em impor uma visão de mundo destrutiva a longo prazo e em larga escala.

Repare nas armadilhas existentes, em especial no resultado de busca enviesado para determinados resultados e na forma com a qual a reportagem é redigida. Não existe "opinião contrária", mesmo com a busca sendo pela visão contrária; a reportagem tenta mostrar uma pessoa que exagerou na forma com a qual levou o veganismo, que não corresponde com os fatos: veganismo demanda dinheiro, algo que ela conseguia com os patrocínios, que também lhe forneciam os produtos.

No final das contas, o corpo não aguentou, pois, para quem não sabe, o organismo tem dificuldade de absorver nutrientes de alimentos não preparados, agravando o estado de saúde. Repare que todo o alimento ingerido pelo ser humano precisa ser preparado: seja retirando-lhe a casca, lavando-o, cozinhando-o. Além da própria anatomia que exige alimentos mais fáceis de mastigar para deglutir, existe a questão da defesa contra micro-organismos patológicos existentes no alimento cru, que podem causar problemas de saúde sérios, mas que são evitados com o preparo.

Edit: o G1 resolveu publicar uma nova reportagem que tenta refletir sobre os motivos pelos quais youtubers veganos estariam voltando a uma dieta normal. Depois do "sucesso" com suas receitas malucas, os problemas de saúde mostram a verdade: esse negócio não funciona. A "questão financeira", como disse antes, está ligada ao alto custo que é ser vegano, que, como visto, não é só financeiro. Alguém ganha com essa "moda" - e ganha muito bem.