terça-feira, 10 de dezembro de 2019

A Tríade para os níveis superiores: Razão, Amor, Alegria


Como expliquei no post sobre evolução quântica, a partir de um nível mais elevado de progressão da consciência, os níveis parecem não seguir uma ordem lógica, ou seja, não dá para afirmar com precisão em qual nível você se encontra: a calibragem vai te apontar para o momento, e no instante seguinte se encontra em outro. Note que abaixo da Coragem (200, nível neutro), existe uma confusão de níveis, obviamente muito mais instável que o caso dos níveis superiores.

Deve ficar clara aqui a diferença entre os dois casos: no caso dos níveis inferiores, a instabilidade se dá primeiramente pela proximidade entre níveis: estamos a falar de 20 (Vergonha), 30 (Culpa), 50 (Apatia), 75 (Luto). São muito próximos (em escala logarítmica) comparados com 400 (Razão), 500 (Amor) e 600 (Paz). Isso indica a instabilidade de percepção das pessoas. Ela pode superar isso quando começa a superar conscientemente o Luto e o Medo (100). Desejo (125), Raiva (150) e Orgulho (175) podem ser combinados para finalmente chegar ao nível 200 (Coragem): o desejo de querer evoluir, somado ao ímpeto da raiva e o orgulho de si mesmo mostram à pessoa que ela é responsável pela situação em que se encontra e que, por conta disso, pode mudá-la, independente de outrem.

Já no caso dos níveis superiores, o que ocorre são que lições mais avançadas podem ser aprendidas em níveis inferiores, permitindo que a pessoa supere com mais facilidade o nível em que está e passe mais rápido pelos próximos. Nisso os níveis se entrelaçam e ocorre o descrito no começo do post: os níveis de Razão, Amor e Alegria (540) se entrelaçam, mesmo com a barreira existente entre Razão e Amor, algo muito curioso, diga-se de passagem. De acordo com Hawkins, os grandes gênios da humanidade acabam por travar em 499 por fecharem-se em sua própria racionalidade, não vendo o que há além.

E qual é esse ponto de salto entre 499 e 500? A noção da fluidez do universo: a percepção começa a se aproximar do que é conhecido pela Iluminação (700): tudo é igual, mas também diferente. Essa noção da instabilidade das coisas é difícil de ser concebida por quem acha que pondo os neurônios pra funcionar pode se resolver absolutamente tudo. Outro ponto importante da Razão a ser destacado é o do Medo: depois de superado lááááá trás, ele volta de forma mais sólida, exigindo que a pessoa adquira maturidade com as situações da vida. Não é só uma questão de superar o medo mais, mas de utilizá-lo como ferramenta para reflexão.

E o que tem a Alegria relacionada a tudo isso? A Alegria pode ser considerada um subnível da escala Hawkins, pois ela representa uma segunda fase do nível do Amor: o Amor Incondicional. É quando a pessoa começa a seguir conscientemente o fluxo do Universo e disso surge uma espontaneidade natural. Pode-se até falar que a pessoa se torna ela mesma, ou pelo menos começa a se tornar. Apesar das proximidades, prefiro manter a distinção original para efeitos de estudo e assim evitar confusões. São pouquíssimas pessoas que chegam a este nível, o que não significa que seja algo impossível de alcançar.

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Você é isentão?


Quando falei que não existia o caminho do meio, expliquei que por trás de uma pessoa que busca "equilíbrio" pode haver alguém que apenas vai aonde lhe convém sem assumir uma posição definida. Interessante que no meio político, a pessoa com essa postura é denominada isentona, basicamente com as mesmas características. Eu poderia até fazer uma simples postagem no Telegram falando isso, mas acredito que mais coisas possam ser ditas sobre, por um motivo simples: praticamente todo o meio cultural se dividiu em esquerda e direita ao ponto de muitos desavisados, ao conhecerem algo novo, perguntarem: "mas tal pessoa é de esquerda ou de direita?"

A pergunta aparenta ingenuidade: para ela gostar de tal coisa precisa compartilhar da sua posição política? De regra não deveria, afinal, cada pessoa tem uma visão de mundo, e absorver várias visões são de valia para formar a própria, ao invés de ir na onda, característica típica do rebanho. O problema está justamente em discernir o que é escolha própria do que é mera conveniência, indo de encontro com o isentismo e o caminho do meio. Talvez o "verdadeiro isentão" seja aquele que consiga conversar com várias visões de mundo sem perder a sua, transitando pelos pilares, seguindo seu caminho evolutivo.

Por outro lado, tem-se a questão do esquerdismo como doença: pessoas que moldam sua visão de mundo através de suas escolhas políticas, e passam a boicotar e rejeitar tudo que não siga o mesmo viés ideológico, por melhor que seja. Há pessoas que fazem isso mesmo sem possuir uma visão progressista das coisas, só mudaram a ideologia, não a forma de agir ou pensar. São pessoas que assumem determinada posição de forma inflexível, sentindo-se culpadas quando acham que apoiaram o lado inimigo, que acabam perdendo por sequer tolerar a existência de outras visões de mundo.

Pode-se pensar também "mas o outro não pensaria o mesmo de mim". Infelizmente não, mas isso varia com a percepção e nível evolutivo de cada um. Por mais que não se deva separar as coisas em mera esquerda-direita, isso deve ser utilizado para compreender o que os outros pensam ou mesmo poderiam vir a pensar. Seguindo o raciocínio do parágrafo anterior, o outro, ao te rotular como "oposto político", simplesmente pode te ver como um inimigo a ser combatido. Percebe-se isso nas conversas, inclusive entre familiares. O parente é visto como alguém ruim, não por seu caráter ou postura, mas por ter votado no candidato adversário na última eleição. Muitos se lamentam em não conseguir conversar mais com os familiares por conta desses assuntos espinhosos, mas até há alguns anos atrás, reclamava-se das hipocrisias de Natal, quando parentes que não se conversavam o ano inteiro trocavam presentes e falsidades.

Talvez tenha sido até positivo trazer à tona falsidades praticadas em nome de um social vazio. No fundo, falta algo fundamental: postura. Assumir o que gosta e o que não gosta, o que concorda e o que discorda. Só de fazê-lo, mesmo com educação, muitos se afastam por se ofender, por não terem a mesma coragem em assumir o que realmente pensa. As pessoas são feitas de várias "teorias" ou visões de mundo, podendo achar sentido, inclusive, em ideias aparentemente díspares. Não se concorda 100% com uma ideia, com uma ideologia, por mais fanático que seja: em busca de uma pureza ideológica, a pessoa começa a discordar de seus pares, e novos conflitos aparecem.

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Por que meu blog não emplaca?


Esse é o segundo apêndice da série Como ter um blog, que ensina a fazer um blog, não um blog de sucesso, como alguns gostariam. Talvez a pergunta do título seja uma das mais feitas pelos blogueiros, seja para si mesmos, seja para outras pessoas, amigas ou não. Querer que o blog faça sucesso, seja conhecido, é natural em nossa sociedade: seria o reconhecimento por um trabalho bem feito e aceito pelas pessoas. Um blog pouco lido é visto como um blog de má qualidade, seja ela técnica, seja ela material. Contudo, percebe-se que dos grandes blogs de sucesso, poucos são realmente aproveitáveis.

Faz parte da programação querer fazer sucesso, a falsa impressão de liderar o rebanho, como o porquinho atrapalhado. Rebanho não pastoreia rebanho: sempre há alguém oculto que controla o suposto porquinho - e geralmente não possui boa intenção. Buscar isso não o faz diferenciado, ao contrário do que se pensa. Apesar de não parecer assunto para este post, é bom ter isso em mente enquanto pensa em como fazer o blog ter mais acessos e comentários.

Primeiro, deve-se pensar em por que ter mais acessos: ganhar dinheiro, ser conhecido, sinal de reconhecimento podem ser alguns motivos. No entanto, é possível ganhar dinheiro mesmo com um blog não muito conhecido: deve-se trabalhar no produto e na propaganda, sem promessas ambíguas, como muitos fazem na internet, acabam famosos mas sem dinheiro. Como disse em outro post: a pessoa "investe" em ganhar dinheiro, mas não em um conteúdo de qualidade, e acaba por ficar no prejuízo por não ser "badalado" como esperava.

Ser conhecido não é algo exatamente bom. É ter sua privacidade invadida, sua discrição fragilizada e cada ação sua medida e julgada por mais pessoas que gostaria que fosse. Longe de significar que você influencia um grupo amplo, você é mais influenciado pelas do que imagina, ou mesmo gostaria. Participar de tretas virtuais, além de arranhar sua imagem ao público, pode prejudicar sua vida privada. Fora os problemas judiciais dos mais diversos tipos: a maior parte das pessoas não sabe como é cansativo um processo - além do dinheiro gasto.

O reconhecimento pode vir de outras fontes: um e-mail, um comentário, o prazer de sentar e escrever... Isso vale muito mais que likes, e mesmo que dinheiro. O reconhecimento também está em não se envolver em escândalos, em não responder a um processo por conta de problemas virtuais. Não fazer parte da panelinha do momento lhe garante a liberdade de escrever sem amarras de um grupo. Isso nos leva à pergunta "você escreve para si ou para o público?" Escreva para si, preferencialmente: isso rebate a maioria das críticas infundadas que são feitas.

Quando escreve para si mesmo, você não se deixa levar pelos modismos do momento, podendo direcionar os posts para os assuntos que mais lhe interessarem. Você pode pesquisar as fontes que considera mais adequadas e escrever da forma que considera mais clara. Ao dar preferência aos outros, você fica sujeito ao que é assunto no momento, tendo que direcionar os textos por temas que podem não ser os mais interessantes para você. Fora as fontes a serem pesquisadas. Tudo isso para receber comentários vazios e nenhum retorno financeiro.

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Pelo fim do politicamente correto


O politicamente correto é uma armadilha de pensamento mais perniciosa do que aparenta, se bem que boa parte dos "grandes males da atualidade" aparentam uma doçura indulgente. E essa aparente fragilidade lhe dá uma força incomparável quando se tenta combater de frente. Acredito que seja a hora de expor essa falácia para que as pessoas comecem a criar imunidade aos seus efeitos, ressaltando outros pontos de vista que acabam passando despercebidos: é fácil falar que o politicamente correto é nocivo, mas ninguém pensa, por exemplo, nas pessoas que dependem de uma linguagem anestesiada. Quando falei do esquerdismo como doença, mostrei que há pessoas que dependem desse tipo de visão ideológica para compensarem traumas internos.

Talvez seja necessário começar por elas, então. Afinal, são as que reclamam um tratamento mais digno à sua fragilidade. São sensíveis às palavras, aos gestos, como se a palavra veneno, ao ser dita, causasse-lhes problemas de saúde. Esse tipo de pessoa não procura superar seus problemas, mas anestesiá-los e mesmo utilizá-los como arma. A percepção de mundo dessas pessoas é limitada, estagnada, pessimista. São essas que precisam de tratamento, não a cultura humana como um todo, muito menos da forma como é proposta. Interessante que chamar uma pessoa com essa "fragilidade" de doente resulta em um acesso de raiva que dura horas, dias, meses - impregna-se de tal forma no "frágil e sensível" que toda ação terá por objetivo "combater" o novo "inimigo", mesmo que inconscientemente.

Querer orientar a cultura humana através de uma visão involuída só pode levar a humanidade como um todo à decadência. Como disse no post das quatro estações, a tendência da criação é o caos, necessitando um grande esforço para evitar que isso aconteça. Ou seja, acabar com o politicamente correto requer esforço para contê-lo e neutralizá-lo. Não será algo fácil, e talvez nunca venha a ser neutralizado de todo, além de algumas pessoas arranjarem problemas desproporcionais às suas vidas - como disse antes, o "vitimizado" pelo politicamente correto vai tentar destruir o outro de todas as formas, quando não consegue silenciá-lo. É como agir com uma criança que está a fazer birra, porém esta criança possui outros meios além de chorar e fazer escândalo, e neste caso palmadas não irão resolver a situação.


Além dos fragilizados, que "necessitam" de uma linguagem que eles consideram menos rude, há também a questão da boa educação, e ambos se confundem de forma intencional: a ideia é associar uma coisa à outra, o que está errado. A boa educação e a gentileza não são mais vistas como formas de boa educação, sendo que alguns desses fragilizados as veem como opressão. Um exemplo que pode vir a calhar: feministas não gostam de que homens paguem a conta de um encontro romântico, pois acham que também devem pagar a conta. Por um momento, pode até parecer uma boa ideia dividir a conta, mas o gesto de "eu quero fazer mais por você" acaba sendo visto como algo negativo. E como ficar com alguém que é impedido de fazer mais por você?

O problema do politicamente correto, ao contrário da boa educação, é que o primeiro não possui limites. Quando você aprende as boas maneiras, você aprende o que é educado e o que não é: aquilo e ponto. Pode haver variações? Sempre, mas dentro daquele conjunto de possibilidades. Exemplo: as "palavras mágicas" por favor, com licença, obrigado, desculpa. Há outras palavras que podem ser usadas com o mesmo significado: valeu, perdão, posso ajudar, etc. No caso do politicamente correto, as restrições se ampliam de forma doentia: algumas palavras, depois atitudes, então piadas, das mais sarcásticas para as mais bobas, para chegar nas linhas de pensamento. Nessas horas as coisas ficam estranhas, sombrias: não há mais um esforço para falar sem ofender, mas todo um raciocínio para evitar que o outro se ofenda. Dessa forma, a pessoa deixa de perceber a verdade, já que sua mente começa a ficar comprometida pelo medo de ser mal interpretado.

A questão, contudo, não é apenas ser mal interpretado, mas as consequências disso: falei sobre em um post sobre outro assunto, que é a questão de ser processado. O vitimizado, como disse várias vezes aqui, vai às últimas consequências para destruir seu desafeto, literalmente. Esse é o problema: sua mente involuída a impede de perceber as verdadeiras prioridades da vida (sim, elas existem), dando preferência a outras ações, como acionar o Poder Judiciário para reparar um dano inexistente. Infelizmente, como dito no Ponerologia, pessoas de mesmo perfil vitimizado acabam por acolher e lhes dar ganho de causa por se identificar com essa fragilidade. Não há dano, material ou moral, apenas a sensibilidade (ligada à vaidade e ao orgulho) foi atingida.


Ou seja: você discorda de uma ideia, e por discordar é acusado de fazer mal a alguém. É uma forma de controlar o outro através de seu pensamento: quando não se fala sobre tal assunto ou de tal forma, dá-se a impressão de que aquilo foi "pacificado". Como o autor do Ponerologia explica, as pessoas de mente saudável apenas estão criando formas de imunizar e se defender desses ataques. Por dentro, a pessoa é contra aquilo, e começa a criar preconceito não contra o que dizem ter, mas contra a postura frente a determinadas visões de mundo. Isso pode gerar reações mais violentas do que as que os vitimizados acham que sofrem, forçando uma "justificativa" para suas ações e chorando por "mais proteção".

Não ter medo de falar que isso é uma doença é um dos primeiros passos: uma pessoa que se ofende com uma norma gramatical demonstra possuir baixa autoestima, não que a gramática é ofensiva. Outro passo é agir como se estivesse lidando com uma criança fazendo birra, pois é isso que ela está fazendo. Esta pessoa é imatura e depressiva, e se não for tomada uma atitude para que possa crescer e amadurecer, ela corre o risco de desenvolver a depressão de fato (parece que há algumas pessoas interessadas nisso). Outra coisa a ser feita é não se deixar ofender por qualquer coisa: como dito antes, a palavra veneno não mata ninguém. Dar a devida proporção e prioridade aos fatos, para não se deixar levar por qualquer coisa e focar no que realmente importa.

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Reiki - além do básico


Faz um bom tempo que não escrevo sobre Reiki até que me veio à mente a ideia de escrever sobre como usar o Reiki além das apostilas e cursos. Acontece que depois dos fatos ocorridos acabei por me afastar da prática, e estudando mais profundamente os trabalhos do David Hawkins e afins. Esse post está ligado aos últimos que postei sobre e pretende continuar essa linha de raciocínio, refletindo sobre o que eu faria caso quisesse voltar a praticar Reiki. A partir de um determinado momento, cursos e apostilas não eram mais o suficiente, e encontrar novas informações era difícil, mesmo com a Internet.

Não é só questão de garimpar informações, é necessário interagir com pessoas e procurar projetos, ou mesmo criar os próprios. Infelizmente, a comunidade reikiana fica apenas no basicão, mesmo bons profissionais, que poderiam se destacar em sua área se saíssem do arroz com feijão. Reiki não é só uma técnica terapêutica, é uma filosofia de vida, e isso é deixado de lado por vários motivos: conflito com visões de mundo e crenças religiosas, receio de uma (maior) distorção da imagem do Reiki, preguiça e, por incrível que pareça, preconceito. Em minhas pesquisas sobre o surgimento do Reiki, notei que muito do que é associado hoje em dia à técnica foi inserido a posterior por conta dos "movimentos sociais" das décadas de 1960 e 70.

Taí um excelente ponto para começar: pesquisar livros e estudos sobre o Japão à época do surgimento do Reiki. De livros, recomendo O Fogo do Reiki, que conta sobre os reikianos associados à escola fundada pelo mestre Usui, a Usui Reiki Ryoho Gakkai. A título de curiosidade, essa associação não permite o ingresso de estrangeiros nem de alunos da mestre Takata (cerca de 95% dos reikianos no mundo), japoneses ou não. O contexto histórico de Usui era um Japão em período de transição de imperadores no qual houve o surgimento de diversos grupos "místicos": o Aikido seria um exemplo de grupo fundado nesta época.

Repare que todo aquele "pseudo-misticismo" que envolve o Reiki hoje em dia não existia naquela época, é uma construção posterior, não só após as mudanças provocadas pela mestre Takata, mas pela "revolução" ocorrida com a Diane Stein. Foram inseridos novos conceitos na prática reikiana, como a estrutura de chakras. Se for analisar os "manuais de cura" dos mestres Usui e Hayashi (esses são os nomes traduzidos literalmente), você verá que sua abordagem está mais próxima da anatomia e medicina ocidentais do que das práticas associadas ao Oriente.

Cabe aqui uma observação: o conceito de corpo energético é oriental, presente não só na medicina como na educação física (as artes marciais). É através desse conceito que se desenvolve a ideia de desenvolvimento espiritual, constante nas religiões e correntes filosóficas. Se cabe um paralelo, este seria com as ideias ocidentais de mente e alma. No entanto, a "reconstrução ocidental" do Reiki com conhecimentos estereotipados do Oriente causou um afastamento da "prática original". Esta seria outra linha de estudos que podem ser feitos em relação ao Reiki que não se encontra facilmente por aí.

Outra linha de estudos são os gyosei escritos pelo imperador Meiji e escolhidos por Usui para aprimoramento do desenvolvimento espiritual através do Reiki. Note que aqui não há nada de religioso como se entende no Ocidente. Este conceito seria mais filosófico do que pertencente a uma instituição religiosa. Além de estarem no Usui Reiki Ryoho Hikkei, caderno com uma entrevista e a compilação destes poemas, há outras traduções nos livros do Johnny De'Carli (Apostilas Oficiais) e do João Magalhães (Reiki - Guia para uma Vida Feliz). Usui recomendava meditar sobre eles para ter uma maior compreensão da prática do Reiki, mas raramente são citados em uma aula ou apostila...

Para encerrar o post, devo comentar sobre as técnicas tradicionais de Reiki. Escrevi ano passado um post sobre o Byosen, técnica de escaneamento da energia do utente antes de iniciar a aplicação, podendo ser feito depois também. No caso, tanto Usui quanto Hayashi quanto Takata tinham suas técnicas de aplicação de Reiki, que foram substituídas por um mero siga sua intuição. Não digo que a intuição não deva ser seguida, mas se você não a desenvolve, muito menos pratica técnicas de sua prática, o atendimento é ineficaz. As técnicas tradicionais podem ser úteis para quem não tem a mínima ideia de qual roteiro seguir e a intuição não está afinada para uma aplicação mais livre.

Enfim, possibilidades são muitas, além do que eu escrevi aqui. Note que eu não escrevi sobre "grupos de Facebook ou WhatsApp". A tendência desses grupos é ficar em chavões e preconceitos, sem nenhuma oportunidade ou aprendizado novo. Quando comecei a procurar sobre projetos voluntários de Reiki, nada encontrei em redes sociais; foi uma busca em páginas de Google para encontrar algo. Se esse quadro vai mudar, não sei, depende da escolha de cada um. Ao contrário do que pode parecer, essa não é uma chamada ou propaganda para algum projeto meu: não tenho interesse em fazer algo relacionado ao Reiki, além de que, se eu fosse fazer algo, eu escreveria abertamente, sem precisar de informes publicitários.

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Como ter um blog - Monetização


E para encerrar a série: como ganhar dinheiro com o blog? Isso é possível? Bom, possível é, mas não da forma como muitos imaginam. Fazendo uma comparação, um youtuber tende a ganhar dez vez mais que um blogueiro com cerca de um décimo do esforço que este faz. É possível viver de blog? Se na época áurea dos blogs era difícil, imagine agora - nem precisa responder que não.

Claro, dá para ganhar uma graninha extra com blog, através de alguns recursos. Contudo, penso que isso é uma consequência de um trabalho bem feito, e não um objetivo a ser almejado em si. Na maioria das vezes, compensa mais ter um bom emprego e trabalhar com o blog apenas nos momentos de folga. Para um blog profissional, ou mesmo um blog de empresa, a monetização vem com o próprio trabalho, então não há o que ser dito aqui para este caso.

O recurso mais popular para um blog ganhar dinheiro é o AdSense do Google. Você instala no blog um espaço para anúncios e vai recebendo conforme as pessoas vão clicando neles. Pedir para que o leitor clique no anúncio é passível de punição. Note que no YouTube não pedem para clicar no anúncio, apenas para interagir com o vídeo - não sei se por conta dessa regra ou por conta do meio de pagamento.

Geralmente os anúncios exibidos, apesar de relacionados ao tema do blog, não são relevantes. Muitos, inclusive, podem levar a páginas com vírus - pelo menos dão esta impressão. Ao contrário do que dizem, no entanto, eles não "poluem a página": depende da edição feita no espaço onde serão exibidos. Inclusive você pode cadastrar o blog no AdWords para tê-lo veiculado no AdSense de outros blogs e sites - claro que a um determinado preço.

Outro recurso são as comissões de sites, como Amazon, livrarias, etc. Quando o leitor clica e faz uma compra através de um link específico, o blogueiro ganha uma comissão, seja em desconto a ser utilizado no site, seja em dinheiro. Há a possibilidade montar uma "loja virtual" com os produtos do site e ganhar uma comissão com os itens vendidos, como Natura e no Magazine Luiza.

Antigamente havia empresas que enviavam seus produtos para que os blogueiros testassem e fizessem resenhas sobre. A empresa ganhava em ter seu trabalho divulgado fora dos meios de propaganda convencionais e o autor ganhava visibilidade pelo assunto da postagem e o produto em si. Lembro que nessa época alguns blogueiros reclamavam que esse tipo de coisa não deveria ser negociada, já que a tendência era que a resenha fosse apenas bajulação e não uma crítica honesta.

O blogueiro pode criar seu próprio produto e loja: um livro, um serviço, um curso. No entanto, isso deve ser pensado ao longo dos anos e não para um blog que está no começo. Lembre-se de que você cria um compromisso com o blog: é mais sensato manter apenas as postagens do que inventar projetos que não pode cumprir.

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Você quer ser feliz ou você quer ter razão Parte 2


Eu andei relendo meu post sobre esse ditado e fiquei pensando mais sobre. A pergunta em si traz um sofisma, ou seja, é necessário desmontá-lo antes de responder. Sofismas dão a entender que determinado encadeamento de ideias é verdadeiro, sendo difícil discordar em um primeiro momento. É um argumento retórico interessante, sobretudo em situações nas quais a pessoa não tem oportunidade de desenvolver toda uma linha de raciocínio para se defender. A diferença entre um sofisma e um encadeamento lógico de ideias verdadeiro é que o núcleo do primeiro é falso.

Onde estaria, então, o erro da pergunta? Na ideia de que felicidade e razão são coisas distintas: você não teria paz se buscasse a verdade. Essa ideia é recorrente em nossa sociedade: o verbo lutar por alguma coisa mostra o desgaste que se tem para que o certo prevaleça (apesar de alguns lutarem por coisas erradas, mas não é o caso). Ao contrário do que se diz, a verdade é algo inconveniente e trazê-la à tona pode ser doloroso para todos. No entanto, mais dolorosa que a descoberta da verdade é viver em mentiras, pois aquela irá aparecer, de uma forma ou de outra.

Só pode existir Paz onde houver Razão. Isso não significa que haverá descanso: a verdade é uma constante a ser buscada continuamente. A paz estará no interior da pessoa, não fora. Inclusive ao analisar a escala de consciência do Hawkins, a Paz está acima da Razão: apenas desenvolvendo plenamente a segunda é que se pode alcançar a primeira. Claro que para isso deverá ingressar no nível do Amor, mas isso pode ficar para outros posts. Desta forma, o sofisma é quebrado: para ser feliz é necessário ter razão, é necessário buscar a verdade. Uma vida tranquila na mentira traz agonia para o interior: fica a sensação de que algo está errado, apesar do marasmo.

Um detalhe a ser visto é a locução "ter razão", muito utilizada nos dias de hoje, que significa impor sua opinião sobre os demais. Isso muda em parte o contexto da pergunta, pois questiona-se então se a pessoa quer viver sua própria vida ou ficar julgando as atitudes alheias. Isso tornaria a pergunta então plausível? Não, essa é a aparência de verdade do sofisma. Em outras palavras: pare de dar palpite em minha vida e vá cuidar da sua, viva com a sua própria opinião sem influenciar a dos outros. Como visto anteriormente, as coisas não são bem assim: se você encontra sua razão, você é feliz, você não precisa impô-la aos outros, pois estes também sentirão o peso da verdade, uma hora ou outra.

Isso pode servir de ideia para outros sofismas que são correntemente usados e criados, com sua falsa impressão de verdade. Infelizmente, é quase impossível rebater um sofisma na mesma velocidade em que ele cria raízes, sendo o ideal processar a ideia antes de aceitá-la de todo. Quanto às outras pessoas, é necessário paciência para possíveis confusões. Em resumo, para desmontar um sofisma é necessário encontrar sua "ideia central", que acaba por desconstruir a ideia como um todo. Dessa forma, descobre-se a ideia que quer ser passada e a verdade por trás dela.

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Como ter um blog - Divulgação


Então se chega a uma questão importante: como divulgar um blog? Ele está lá, com seu nome, endereço, plataforma e posts, tudo organizado e limpinho. Faltariam então os leitores, não é? Sim, mas quantos? Infelizmente existe a ideia de que quanto mais acessos ao blog melhor: mais gente comentando, mais pessoas consumindo os produtos do blog e mesmo clicando nos anúncios do AdSense. Também dá para fazer contratos de publicidade e ganhar um dinheirinho extra.

Pois bem, a ideia dessa série de postagens é a de você criar um blog, e não um "blog de sucesso", pelo menos não no sentido que é comumente dado. Para mim, um blog de sucesso é aquele em que há gosto por escrever, não um mero trabalho maçante para caçar assunto e assim cavar acessos. Lembro de um tutorial que "ensinava" a ver quais os assuntos eram mais pesquisados dentro de um determinado nicho e a partir daí escrever o post: basicamente você está sentando na janelinha após pegar o bonde andando. Muito melhor você desenvolver o assunto a partir do seu ponto de partida, e não dos Trending Topics.

Ao longo do tempo, você vai ouvir falar de "page rank" e SEO (otimização nos mecanismos de busca). Depois de tanto tempo blogando, percebi que cuidar disso é "perda de tempo". Como disse em outro post desta série, os algoritmos de busca vivem mudando, e está claro que alguns sites/blogs são mais "valorizados" do que outros, mesmo que alguns tenham conteúdo melhor (e mais acessos, inclusive). A maior parte (para não dizer todos) os macetes só funcionam com alguns blogs, não com a maioria.

Outra coisa: ter um blog famoso implica ter mais e mais tempo para se dedicar a ele. Tanto a manter o nível de postagem, quanto a responder comentários, atender a sugestões e mesmo lidar com intrigas virtuais. Isso sem ganhar uma fortuna, quando não gastando dinheiro para manter o blog. Esse balde de água fria é necessário, pois muitos blogueiros largam seus blogs por conta desse sucesso fracassado.

Nessa toada, as redes sociais apenas complementarão o blog com conteúdo e serão mais um espaço para o feedback dos leitores. Esteja onde achar que o blog deve estar e interaja com outros usuários. Converse com pessoas a sua volta sobre o blog, sem se preocupar em convencê-los a acessar e comentar. Se o blog for bom, bons leitores aparecerão. Insistir com péssimos leitores pode causar um desânimo desnecessário: há pessoas que só comentam para ofender.

No caso do blog profissional, haverá a rede de contatos da profissão. E assim como você conversa com pessoas do seu meio profissional, você informa a elas de seu blog. A tendência é um bom profissional ter um bom blog em sua área, já que conhece o assunto muito bem. Já o blog de uma empresa será divulgado pela propaganda da empresa, apesar de ser possível desenvolver junto uma interação voltada às redes sociais.

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Eu luto porque lucro


Talvez este possa ser o primeiro apêndice da série Como ter um Blog, mas a ideia não é vinculá-lo a esses posts. É mais um desabafo do que eu vejo na internet que pode ser útil a quem está começando a produzir conteúdo, mas já se imagina ganhando rios de dinheiro e largando o emprego para viver disso. Essa imagem de largar o emprego para focar em algo "melhor" é recorrente em nossa sociedade - o exemplo mais gritante disso são as pessoas que pedem demissão para estudar para concursos públicos. Tornou-se o novo vestibular das nossas vidas.

Acredito que se a pessoa deseja produzir conteúdo para internet, ou mesmo começar um trabalho artístico, ela não deve nunca sair do emprego em que se encontra. Parece aquele conselho dos nossos pais e avós para crianças prodígio: não deixem de estudar, fazer uma faculdade, pois quando isso acabar, vocês poderão arranjar um emprego. É bem isso mesmo: sobretudo quando o projeto ainda não decolou, e talvez nunca decole. Tenho o blog há anos e não vivo dele - mas ele não me dá tanta "despesa" como um canal monetizado dá.

Se a internet (ou o meio artístico, chegam a ser bem semelhantes nesse aspecto) é apenas para ganhar "um dinheiro extra", não reclame se o investimento não tiver retorno. É parte da vida: quantas empresas fecham simplesmente porque não deram certo? Querer fazer conteúdo na internet e ganhar de pronto dinheiro (por mínimo que seja) chega a ser ofensivo com quem trabalha para se sustentar e que publica na internet por divertimento. Ser profissional de alguma coisa requer tempo, paciência e dinheiro, para que em algum dia isso possa dar algum retorno gratificante. Até lá, se possuir alguma segurança (um bom emprego), seja grato a ela.

Aí vem a parte "divertida": pessoas na internet frustradas porque investiram tempo, paciência e dinheiro mas não tiveram o retorno que cobrisse seus custos. Há canais no YouTube que parecem viver de esmola: a pessoa não trabalha, produz um conteúdo de baixa qualidade só para ter visibilidade, e no final das contas o retorno é (muito) menor que o esperado. Vale (muito) mais a pena manter-se no emprego e produzir conteúdo por amor a este: o retorno é mais gratificante, e as pessoas agradecem um conteúdo melhor trabalhado.

E se eu "perder o emprego"? A internet torna-se uma alternativa interessante, já que há tempo disponível para tal, enquanto não se encontra outro trabalho. Dependendo da situação, chega a ser viável iniciar um negócio virtual do zero e viver disso. Lembra aquelas pessoas que ao perder o emprego começam a fazer serviços "para fora": cozinhar, costurar, dar aulas particulares, etc. Toda situação é uma oportunidade de aprendizado e crescimento, e mesmo o emprego também o é. Sonhar é bom, mas botar a mão na massa para realizar é melhor ainda.

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Como ter um blog - Feed


Para mim, este é o melhor recurso do blog, mas acho que seja um dos menos trabalhados. Feed é a atualização das postagens do blog, podendo ser inserido em uma plataforma específica, recebido por e-mail ou adicionado ao navegador. O feed foi mais popular à época do Google Reader, e atualmente alguns de seus recursos tornaram-se obsoletos por conta das mudanças nas redes sociais.

Mesmo assim, é uma ferramenta a ser levada em consideração, já que nem todo mundo acessa todos os dias um blog para ler novidades. O feed permite que a postagem chegue ao leitor assim que é publicada. Quem tem página no Facebook ou canal no YouTube sabe que na maior parte das vezes a atualização não é informada ao assinante por conta dos algoritmos dessas redes sociais - algo que não acontece com o feed.

Todas as plataformas de blog criam dois feeds automaticamente, um para posts e outro para comentários. Alguns navegadores detectam os feeds, permitindo ser adicionados para acompanhamento (e avisando sobre as atualizações). Caso prefira adicionar a um leitor de feed (ou ao programa de e-mail), basta adicionar o endereço do blog ou do feed - no primeiro caso, o sistema tende a localizar automaticamente o endereço do segundo.

O conceito de feed é complicado para boa parte dos internautas, que acabam tendo dificuldade de assinar os feeds de seus blogs favoritos. A solução é o recurso o "feed por e-mail", disponibilizado pelo FeedBurner, ligado ao Google. O leitor cadastra seu e-mail e passa a receber os posts novos em sua caixa de entrada. Não é um mailing, como pode parecer, não podendo ser enviados e-mails além das postagens publicadas, ou seja, não há risco de spam.

Para instalar esse recurso no blog, você tem que cadastrar o endereço do feed do seu blog no FeedBurner, que irá criar um novo endereço, onde outros recursos poderão ser utilizados. Adicione esse novo endereço nas configurações do blog, para quando uma pessoa assinar seu feed, utilizar o endereço do FeedBurner, que possui uma série de recursos tanto para o leitor quanto para o autor, inclusive monitorar a quantidade de assinantes e acessos ao blog a partir do feed.

Apesar de alguns recursos estarem obsoletos (adicionar o feed ao Meu Yahoo, por exemplo), o feed é um recurso prático para o blogueiro porque permite que seu leitor tenha acesso ao conteúdo do blog sem precisar entrar nele. Com isso em mente, termino com uma sugestão: ao invés de configurar o feed como "texto parcial", configure-o como "texto integral", permitindo que o leitor leia o post todo sem entrar no blog. Motivo: é incômodo ao leitor ter que acessar o blog apenas para ler o post. Se fosse para ir ao blog, o leitor o acessaria todos os dias.

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Levar as coisas a sério


Além do jeitinho brasileiro, outro costume comum aqui no Brasil é o de não levar as coisas a sério. Talvez seja consequência do jeitinho, já que se dá um jeito para que as coisas não aconteçam de forma efetiva. Seja um projeto, uma promessa, ou mesmo um contrato, quando a coisa precisa ficar mais séria, ela é deixada de lado, como se não fosse importante. O medo da responsabilidade que faz com que a pessoa não se comprometa e acabe empurrando com a barriga as situações do cotidiano.

Comprometimento requer responsabilidade e maturidade, seguir cada passo do que foi assumido para se chegar ao objetivo, com seus ônus e bônus. Temem-se os ônus a tal ponto que se abrem mão dos bônus: vive-se uma vida morna por medo de um balde de água fria, que inevitavelmente cai, congelando até os ossos. Então para que evitar riscos se, além de uma vida vazia, problemas virão? O que está por dentro deste medo de que as coisas aconteçam? É uma reflexão corajosa a ser feita. Mesmo que haja consciência de que algo não vai dar certo, a experiência é válida na maioria dos casos - e será mesmo que algo não vai dar certo?

Por outro lado, é impressionante o engajamento das pessoas a coisas tão bobas, como, por exemplo, o "combate" ao canudo de plástico. Uma coisa que realmente poderia ser ignorada (resolver a questão do lixo como um todo é muito mais eficaz que a mera questão de canudinhos) é levada a cabo pelas pessoas de forma tão intensa que é de se surpreender como, em poucos meses, os canudos de plástico foram substituídos por canudos de papel ou "biodegradáveis" (na verdade, plásticos de qualidade inferior, assim como as sacolas). Outro exemplo é o esforço que vejo muitos fazerem para retirar a carne da alimentação: ao invés do esforço de ter uma alimentação mais balanceada, a pessoa busca alternativas pouco saudáveis para substituir um alimento vital para sua saúde.

No fundo, o canudo de plástico não faz diferença nenhuma na quantidade de lixo produzido, mas dá a sensação de que foi feito algo. A mesma coisa o consumo de carne: os problemas de saúde subsequentes são "efeito da desintoxicação", não decorrentes da ausência de nutrientes essenciais ao organismo. Pode-se dizer que é uma motivação vazia, pois não leva a lugar algum. Se for tentar aplicar esse engajamento em algo realmente importante, como desenvolver uma nova habilidade, ampliar a percepção em relação ao mundo, a coisa não anda.

Volta-se, assim, ao começo da questão. E como desenvolver essa motivação verdadeira e levar a sério a vida? Depende do que impede cada pessoa, mas de forma geral é a falta de maturidade frente às crises da vida. É quando se acha que pode escolher entre ser feliz ou ter razão: ambos andam juntos, mas depende do crescimento do indivíduo em perceber a profundidade disso.

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Como ter um blog - Comentários


Comentários são a principal reação ao trabalho do blog. Através deles é possível saber se o trabalho está sendo bem feito ou não. Obviamente é algo mais complexo do que se imagina, e isso será abordado neste post. Ao contrário do YouTube, nenhuma reação dá dinheiro diretamente ao blog - outro motivo para não ficar mendigando engajamento. Claro que uma maior visibilidade aumenta as possibilidades de seu produto ser comprado ou mesmo os anúncios de seu blog serem clicados, mas isso será analisado em outro post.

Infelizmente, e ao contrário do YouTube, não dá para saber se a pessoa que está comentando é ela mesma, ou seja, alguém pode se passar por uma pessoa importante apenas para trollar, podendo gerar situações constrangedoras. Fora que boa parte dos comentários hoje em dia não são "enriquecedores" ao blog - não trazem algo que possa ser aproveitado em nenhum aspecto. No entanto, se for possível ler e responder todos os comentários, vale a pena manter o recurso ativado.

Mantenha o recurso de comentários ativado para conhecer o perfil de visitantes e leitores, mas com o recurso de moderação. Não deixe que um comentário apareça no seu blog sem sua aprovação: não apenas para evitar comentários inúteis, mas também para evitar spam. Há críticas negativas que são construtivas, mas há comentários maledicentes também que devem ser filtrados - a menos que queira tirar um sarro.

Sobre comentários anônimos, é um recurso a se levar em consideração. É mais sensato permitir que uma pessoa comente de forma anônima do que se passar por quem não é - ela vai dar um jeito de não se identificar. Se há a moderação de comentários, não há risco em permitir o comentário anônimo. O importante é a mensagem, não quem a escreve. Fora que alguns leitores sentem-se mais seguros em escrever sem precisar de identificação - se for escrever abobrinha, o comentário é excluído e ponto final.

Há uma plataforma de comentários chamada Disqus, usada em alguns sites, que pede o login no Facebook ou Google, permitindo ver se a pessoa é aquela mesma ou não. Contudo, ela é incompatível com o Blogger, bugando muito, e o Wordpress tem uma plataforma de comentários muito boa para ser trocada - mas é possível fazer a instalação se achar necessário.

Se o volume de comentários úteis (críticas positivas e negativas) for elevado demais para dar a devida resposta, bloqueie o recurso e deixe isso claro aos leitores. É melhor não permitir comentários se não houver uma devolutiva razoável para todos. Mais chato ainda é o leitor não ter o comentário respondido, ou mesmo aquelas dezenas de comentários vazios.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

O Demolidor (1993)

Primeiramente, não confundir com o super-herói que parece o Chapolin Colorado. Este filme policial estrelado pelo Stallone em seus anos áureos mistura ação e ficção científica com um toque de comédia, cujo resultado é uma crítica social a algo que vem se materializando nos dias de hoje, conhecido por politicamente correto. Spartan (o nome do personagem de Stallone) é um policial durão conhecido por detonar tudo para cumprir suas missões. Em uma dessas, cai em uma cilada armada pelo bandido Simon Phoenix e ambos acabam sendo condenados a ficar congelados por décadas. Phoenix foge da prisão e transforma a cidade em um caos. Para resolver esse problema, Spartan é liberado e tem que lidar com uma sociedade totalmente diferente da que conheceu.

Até aí, um filme bem normal, sobretudo para a época. No entanto, o filme chama a atenção pela crítica que é feita do futuro, e isso é o que tem feito o longa ganhar destaque nos últimos tempos. Nunca se imaginou que nossa sociedade se tornasse tão próxima ao que é apresentado em cena: as pessoas evitam ao máximo o contato físico, e mesmo de utilizar diversas palavras consideradas "negativas". Em alguns casos, o que é falado acarreta multa, emitida pelas várias máquinas espalhadas na cidade. Ou seja, além disso há um monitoramento constante de todos, através de tecnologia avançada, aceita pelos habitantes. Sabe-se onde se está cada um, o que dizem, como dizem, com exceção de um indesejado grupo do qual falarei mais adiante.

Os cidadãos não percebem que são manipulados por seu líder, que controla toda a cidade não só de forma física como mentalmente: os condenados na crioprisão, uma inovação tecnológica à época da prisão da Spartan, têm sua mente reformulada por novos pensamentos e novas habilidades, sendo reprogramados para voltar à sociedade. Spartan aprendeu corte, costura, tricô e crochê, enquanto que Phoenix aprendeu táticas de guerra e sobrevivência na cidade de San Angeles, a fusão da megalópole que teria sido destruída em 2010 por conta de um terremoto. Obviamente não era isso que deveria aprender, e foi isso que gerou o tumulto que acabou por liberar condicionalmente Spartan para recapturá-lo.

A maioria comenta sobre a polícia do futuro retratada no filme. Extremamente pacífica, quem teria por obrigação impor a ordem, utilizando a violência se necessário fosse, acaba por ser subjugada facilmente por um Simon Phoenix conhecedor dos sistemas de segurança da cidade com uma missão implantada em sua mente: destruir a resistência que habita os esgotos da cidade. Pessoas que se recusaram a viver de forma controlada e passaram a viver nas profundezas. Spartan conhece o grupo quando tentam saquear um caminhão de comida e são repelidos pelo policial. A verdade vem à tona e as coisas não parecem ser tão absurdas quanto aparentam.

Como o próprio Phoenix esbraveja no filme: "as pessoas precisam ter direito a serem idiotas". Essa imposição de uma nova mentalidade acaba se mostrando mais nociva do que a "barbárie" que acreditam ter sido o final do século XX. Spartan é visto como um homem das cavernas, bruto, primitivo, comedor de carne, mas tolerado por conta de uma missão na qual ninguém tinha sequer ideia do que fazer - exceto a tenente Huxley (sim, o filme possui alusões ao Admirável Mundo Novo, o qual ainda não li), uma aficionada pelo século XX que vê no "policial das antigas" a única forma de deter um "bandido das antigas". Apesar de inserida na nova mentalidade, Huxley possui mente aberta para compreender o novo colega e ajudá-lo a entender o novo mundo que se abriu diante dele.

A tal resistência existente na cidade, como eu havia falado antes, não tinha nenhum interesse a não ser viver alheia aos desmandos do Dr. Cocteau, inventor do novo modo de vida e uma espécie de guru iluminado da cidade. Tudo aquilo que se acreditava ter desaparecido encontrava-se no subterrâneo: armas, bebidas alcoólicas, carne (de rato, mas era carne). Isso de certa forma incomodava o Dr. Cocteau, que acabou por lançar mão de um plano desastroso: programar e soltar Simon Phoenix para matar o líder da resistência. Por isso o bandido recebeu uma programação diferente da dos outros criopresos, inclusive sabendo manipular os sistemas de informação da cidade e não tendo um chip de monitoramento.

As coisas saem de controle, como era de se esperar. Phoenix não iria aceitar ser manipulado por ninguém, mesmo essa pessoa tendo-lhe fornecido tanta coisa (até a senha das algemas) para uma missão relativamente pequena, e exige que outros bandidos sejam soltos para formar seu grupo, que acaba por levar o caos à cidade inteira. Dr. Cocteau é morto e Phoenix vai até a crioprisão para liberar todos os detentos, sendo impedido por Spartan, como era de se esperar neste tipo de filme (lembre-se de que é um filme policial, apesar do toque futurista).

Estaria então tudo resolvido? Não, as coisas começariam a mudar agora. O chefe de polícia, que não suportava Spartan e só esperava que a missão terminasse para que ele voltasse à crioprisão, estava desorientado: e agora? Voltaremos ao passado? Spartan não pensava no futuro, mas sim no presente: há uma vida a ser vivida, não um mundo melhor a ser criado. Isso vai de encontro com a questão da mentalidade revolucionária, que busca um futuro utópico ao custo de vidas humanas. Por mais violenta que fosse a sociedade do século XX, ela ainda possuía uma certa liberdade e espontaneidade que se perdeu em San Angeles.

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Como ter um blog - Direitos Autorais


Este assunto é delicado, mas nem tanto como se imagina. O fato é que as pessoas temem ser processadas por qualquer motivo: a ideia de ter que contratar um advogado e comparecer a uma audiência para se defender de algo "pequeno" é suficiente para evitar alçar voos mais altos com o blog e mesmo na internet - sem contar de outros fatos cotidianos. Para mim, a questão dos direitos autorais está mais ligada ao reconhecimento do que à propriedade: se a pessoa publica algo, ela quer que seja visto e utilizado; se não o quisesse, nem o faria.

A questão ganha complexidade por conta dos tipos de direitos autorais: há o uso não-comercial, que impede que você use determinadas obras em seu trabalho para ganhar dinheiro. Isso significa que se seu blog for monetizado (você ganha dinheiro através dele), tem que passar longe desse tipo de obra. Pode ser uma imagem, um vídeo ou mesmo uma música.

Mesmo os trabalhos de "domínio público" requerem atenção. Leia as condições de licença do que será usado. Além do não-comercial, há algumas que obrigam a atribuição: dependendo do que você vai fazer (como inserir num post), fica complicado atribuir a autoria. Também tem a questão de modificação: alguns autores proíbem que suas obras sejam alteradas por terceiros, mesmo filtros de imagem ou criação de vídeos usando aquele material.

Há um receio em utilizar imagens do Google livremente. De regra, por você ter extraído de uma fonte aberta (às vezes o site nem existe mais, mas o Google ainda o aponta) é de livre uso, e se o autor não quiser que fique disponível, apenas tem que programar seu site para que o motor de busca não o aponte. No entanto, a impressão que se tem é a de que há pessoas que são loucas por uma indenização judicial, então é bom evitar confusão.

Tenha como regra usar o material de domínio público, a menos que você queira algo específico. Há vários sites com material livre para uso, podendo até ser usado para fins comerciais e permitindo a alteração. Nisso volto para o começo do post: neste caso, a atribuição é muito mais um reconhecimento e uma forma de agradecer do que uma obrigação por divulgar o trabalho alheio.

Agora vamos inverter a situação: você aceitaria que seus posts fossem divulgados? De que forma? Aceitaria que fossem citados? Caso negativo, pense se realmente quer ter um blog. Não adianta bloquear para não ser copiado: citações serão feitas da mesma forma. Já o plágio é algo a ser combatido: conversar com o plagiador e buscar um acordo, para então passar para a ação judicial caso nada aconteça.

Infelizmente o plágio chegou a um nível sutil, no qual a pessoa reescreve o post com outras palavras, de forma que seja idêntico ao original sem que possa ser considerado copiador. Obviamente o trabalho verdadeiro não é citado para evitar comparações. Cabe ao blogueiro pensar no que pode ser feito a respeito. Talvez um comentário mostrando a verdade pode ser útil.

terça-feira, 3 de setembro de 2019

Como funciona a calibragem


Já comentei sobre a calibragem dos níveis de consciência e mesmo fiz uma crítica em outro post. No entanto, eu não fiz ainda um post explicando como é feita a tal calibragem, para que vocês possam chegar às suas conclusões e mesmo fazer uso do procedimento. Tradicionalmente são necessárias duas pessoas, mas a pessoa pode fazê-lo sozinha, precisando apenas de algo no qual possa fazer tensão: a ideia é poder "fazer força" sem que cause danos ao músculo. O importante é começar os testes perguntando se poderão ser feitos os questionamentos, tendo em vista que pode não ser o momento para tal.

Em dupla, uma pessoa fica sentada (chamado de sujeito de teste) e estende a mão (geralmente a dominante) para frente. A pessoa que está em pé então fala ou mentaliza a pergunta (de sim ou não) e empurra o braço do sujeito de teste para baixo. A força a ser empregada neste caso deve ser moderada, tendo em vista que o braço poderá resistir ou não. Se a resposta for afirmativa, o braço apresentará resistência. Se negativa, o braço será abaixado sem esforço. Outra forma de fazer o teste é a pessoa sentada segurar o objeto de análise (um livro, por exemplo) com a mão não estendida.

No caso da análise com uma pessoa apenas, ela pode tentar levantar um livro relativamente pesado ou fazer um anel com os dedos polegar e indicador e tentar puxar este dedo com o indicador da outra mão. O ideal é um ambiente tranquilo, sem nada que possa influenciar os testes, como músicas ou quadros. A mente dos analistas deve estar concentrada nos testes: não digo limpa, pois isso é algo demasiado avançado para a maioria das pessoas. Caso se perceba que os testes estão tendo resultados estranhos, pode-se "resetar" a pessoa batendo-lhe três vezes no externo dizendo ha-ha-ha, com uma imagem importante em mente (como a de um santo, por exemplo).

Fora isso, existem os requisitos para as pessoas que estão fazendo as análises. O principal deles é que a pessoa tenha nível de consciência superior a 200 (Coragem), por um motivo simples: as respostas obtidas abaixo desse nível são demasiado imprecisas. Com isso, apenas uma pequena parte da população mundial pode fazer as calibragens. Além do mais, mesmo a pessoa estando em 200, há 30% de chances de erro nos testes: um teste realmente seguro e preciso demanda pessoas acima do nível 500 (Amor). Se a pessoa for ateia, ela também não poderá fazer as calibragens, tendo em vista que a visão da inexistência de Deus é falsa por si mesma. Também há um grupo de pessoas de "calibragem inversa", ou seja, o que é fraco lhes faz bem e o que é bom lhes faz mal.

Não se pergunta sobre o futuro por conta das múltiplas possibilidades de acontecimentos, mas qualquer fato sobre o presente e o passado podem ser questionados. As diferenças entre respostas que podem ocorrer são fruto dos desdobramentos temporais do questionamento. Outro detalhe importante é contextualizar a questão para que se possa ter maior precisão e tentar anular o tendenciosismo. Quando da análise de níveis de consciência, buscar questionar nível a nível, já que o teste responde apenas a perguntas de sim ou não: como dito antes, uma resposta forte significa sim e uma resposta fraca significa não.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Como ter um blog - Organizando os Posts


Antes de lançar e começar a divulgar o blog, é necessário que ele possua algum conteúdo já publicado, para que o leitor possa "se divertir" antes dos próximos posts. Não falei nada sobre o tal do "engajamento" por isso estar mais ligado a uma mendicância virtual (implorar compartilhamentos e comentários) do que à qualidade do conteúdo. Um blog bem escrito será lido, será compartilhado, será reconhecido. Se o autor não possuir esta postura, não poderá esperar muita coisa do leitor.

Esses posts devem ser organizados logo após a elaboração, pois conforme a quantidade de postagens aumenta, aumenta também a dificuldade em organizá-los. E como fazê-lo? Através de categorias. Com o brainstorm à mão, é possível definir quais serão as categorias de posts do blog, fora algumas tags que poderão melhorar a visibilidade do post na internet.

Primeiramente, há uma diferença fundamental entre categorias e tags, e defini-las é de grande ajuda para a organização: as tags (etiquetas) situam os posts em palavras-chave para os motores de busca, as categorias organizam os posts dentro do conteúdo do blog. Parecem a mesma coisa, no entanto as tags podem variar conforme o assunto do post, enquanto que as categorias são fixas, sendo criadas ou excluídas apenas em casos específicos.

Ao criar o blog, crie algumas categorias. O Wordpress permite que você hierarquize-as, criando subcategorias. Este recurso não está disponível no Blogger, mas acredito que não faça tanta diferença para quem está começando - a menos que o blogueiro tenha visto em seu planejamento que este tipo de recurso pode ser melhor aproveitado. Novas categorias podem ser criadas conforme os assuntos vão se desenvolvendo no blog.

As tags variam com os posts, como foi dito. Ao elaborar o post, analise os pontos-chave do mesmo - essas são as tags. Esqueça a questão de SEO (otimização para mecanismo de busca) - os algoritmos dos buscadores mudam ao longo dos anos para evitar que alguns sites tenham maior visibilidade que outros por conta do uso de palavras-chave e metatags (definição do blog para motores de busca) do que outros que podem ser mais relevantes.

Quantas categorias e tags deve ter um post? Eu gosto de usar três, pois acho um número razoável. Não encha seu post de categorias: isso tirará a utilidade das mesmas de organizar os posts. Não encha seu post de tags: além de criar uma bagunça no blog, alguns motores de busca "ignoram" excesso de tags. Fique à vontade, contudo, de usar quantas e quais forem necessárias para uma melhor organização e visibilidade. Ou mesmo não utilizar nada.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Power vs. Force - uma introdução


Irei começar uma série de posts sobre o livro Power vs. Force do David Hawkins, finalmente. Já escrevi muita coisa sobre a obra dele aqui, mas agora pretendo falar deste livro com mais atenção. De início eu não queria muito tocar no assunto, porque eu acreditava que eu tinha que ler mais e mais coisas para poder publicar aqui. Chega uma hora em que você conclui: minha visão sobre o livro sempre vai mudar, o que pode acontecer é uma dessas visões se solidificar e eu não querer mudar mais - é o que devem chamar de maturidade.

Mesmo eu já mudei minha opinião sobre o livro - e mesmo sobre sua teoria - várias vezes. Eu gostaria de fazer uma tradução dos livros do Hawkins para o português, mas percebi que escrever bons comentários sobre a obra pode ser tão útil quanto. Aliás, há na internet "traduções de fã" de vários livros do Hawkins para o espanhol, o que pode ser de grande ajuda. Até o momento, li três livros, que são considerados os mais importantes para o assunto que eu quero abordar aqui, que é o desenvolvimento da consciência: Power vs. Force, Truth vs. Falsehood e Transcending the Levels of Consciousness.

Claro que irei ler os outros, e publicar minhas conclusões aqui. Acho interessante publicar essas "diversas conclusões" sobre um assunto, pois nenhuma está errada em seu contexto, mas podem estar quando se compara uma a outra. Talvez seja um erro ficar remoendo teorias sem publicar nada sobre o assunto, para chegar num utópico dia e desistir de tudo sem fruto algum. Se há o medo de errar, superá-lo é aceitar e aprender com ele, sobretudo quando se lê em outra língua e não há uma boa tradução disponível (apesar de eu achar que a tradução não oficial é muito boa).

Power vs. Force é o primeiro livro do psicólogo David R. Hawkins, baseado em sua tese de doutorado, em que dá uma visão geral sobre o desenvolvimento da consciência humana. Através da cinesiologia, estudo do movimento humano, Hawkins percebeu que é possível perceber se algo faz bem ou não a uma pessoa através da tensão muscular. A partir disso, o autor concluiu também que é possível responder com precisão a perguntas de sim ou não sobre qualquer assunto. Para que isso ocorra, então, deve haver uma "base de dados universal" na qual estão guardados todos os eventos, atos, pensamentos, etc. que já ocorreram e que todas as pessoas estão ligadas a este banco de dados, podendo acessá-los quando quiser.

Desta feita, foram estabelecidos os níveis de consciência, tão comuns na internet. Interessante que é fácil de encontrar descrições dos níveis de consciência em português, de forma superficial, mas não há nada sobre a origem dos mesmos, nem palavras sobre seu criador. Estes níveis representam a percepção da pessoa em níveis energéticos mais ou menos elevados, que acabam por definir seu padrão de vida em todos os aspectos: saúde, mente, carreira, hábitos, entre outros. Também podem ser utilizados para medir obras (livros, músicas, edificações), fatos históricos, entre outras tantas coisas.

A edição da qual estou me baseando é a de 2012 (o livro foi publicado em 1995), atualizada pelo autor - alguns dados estarão diferentes da publicação original, mas nada que mude o cerne da obra. Tive a felicidade por começar meus estudos através deste livro, pois todos os outros estão ligados a este - algo que eu sugiro fazer para quem está começando. Os livros seguintes abordam aspectos citados no Power vs. Force de forma mais profunda. Vou manter a tag Power vs. Force como venho usado nos posts.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Como ter um blog - Começando a Escrever


Depois de tanta introdução e planejamento, seria hora de fazer o cadastro, as compras, e montar o blog? Talvez. De nada adianta montar tudo e não conseguir escrever um post, nem que seja um diminuto texto de apresentação, explicando de onde o blog surgiu e quais são suas ideias de postagem. Pode até ser melhor começar escrevendo vários textos para depois montar o blog. No entanto, as pessoas tendem a pensar primeiro na forma para depois pensar no conteúdo.

Por isso a ideia do brainstorm no começo para não só ter uma ideia de quais temas serão abordados como também permitir que sugestões de posts venham à tona. O brainstorm é uma excelente alternativa quando "não há assunto" para escrever: não é que o assunto foi esgotado, mas não se sabe o que postar naquele momento.

Como é o começo do projeto, ou a pessoa tem uma miríade de ideias de posts ou há o pavor da página em branco. Caso já tenha alguns posts já prontos para publicação, é só seguir o fio da meada para desenvolver os próximos. É interessante que o blog já tenha algum conteúdo quando for "lançado", assim o leitor tem uma amostra do trabalho que será desenvolvido, sem ficar na ansiedade de esperar o primeiro post.

E as páginas?
Páginas são importantes para o blog: elas são o que é chamado hoje em dia de "conteúdo fixado" nas redes sociais, coisas importantes que tendem a não mudar ao longo do tempo. Enquanto você escreve posts seguindo a fluidez de um assunto, a página apresenta o assunto de forma sólida, sendo melhor utilizada para outras coisas como apresentação do blog e do autor, contato, entre outros conteúdos pertinentes.

Não significa que você é obrigado a criar páginas ao blog - apenas se considerar necessário. Blogs profissionais acabam por utilizar esse recurso para as finalidades acima descritas, enquanto blogueiros amadores podem usar suas próprias redes sociais para manter contato com os leitores. Como sempre deixo ressaltado: não são regras - nenhum blog vai se tornar mais ou menos "famoso" por conta de detalhes.

Como escrever um post
Não existe uma fórmula mágica para escrever um post. Ele vai da criatividade e da habilidade do blogueiro. Ao contrário das "receitas de bolo" espalhadas pela internet, escrever um post com determinadas características não vai lhe garantir mais acessos, mas o empobrecimento da internet como um todo.

É a sua identidade que tem que estar no blog, não a de outro blogueiro. Se prefere escrever parágrafos longos, com notas explicativas, escreva; se prefere inserir imagens e vídeos para melhor apresentar o assunto, vá fundo (respeitando os direitos autorais dos mesmos). Só pense que o jeito de escrever deve estar ligado ao assunto do blog, para melhor transmitir sua mensagem. Acredite, isso é mais natural do que você pensa.

A sugestão que fica é programar a postagem ao invés de publicá-la de imediato. Isso permite que o leitor esteja atento ao seu blog em determinado dia e horário por saber que nesta hora que irá sair algo novo sem precisar de notificações. Nessa toada, é interessante que haja um "estoque" de postagens programadas, para evitar que o blog fique "sem assunto" no dia em que deveria haver publicação, e lhe dê alguma folga para desenvolver novos textos.

Frequência de postagens
Ao contrário do YouTube, que indiretamente força o criador do conteúdo a publicar todos os dias para não perder visibilidade, no blog você decide o quanto e quando pretende publicar. Isso permite que haja tempo necessário para desenvolver o conteúdo com o mínimo de imprevistos, focando a qualidade à quantidade.

E ao contrário do que dizem, menos postagens não significa menos acessos. Se, dentro do assunto do blog e da elaboração da postagem, a publicação é feita mensalmente, não significa que o blog terá menos acessos - apesar de alguns leitores reclamões. Hoje em dia é necessário que haja posts melhor elaborados ao invés de lugares-comuns apenas para ganhar cliques - a internet já está saturada disso.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Invasão de privacidade


Assisti a um vídeo no YouTube que me deixou receosa - e me fez escrever aqui. Trata-se de um youtuber que havia investigado a vida privada dos criadores de outro canal, que tinham escolhido "esconder" sua identidade para preservar sua privacidade. Estes autores não têm nada de ilícito (até agora, pelo que sei) que implique uma investigação apurada. Foi mera exposição da privacidade com intuito de constranger e desmerecer o trabalho alheio. O canal em questão eu só conhecia de nome, enquanto que o bullie em questão eu acompanhava com alguma frequência.

Obviamente não vou citar nomes aqui. Eu temo pela minha privacidade. Motivo? Eu assim o quero, e ponto. Não acho que as pessoas devam saber da minha vida mais do que eu quero que elas saibam. Fiquei me imaginando no lugar desses guris: o cara zuando com a minha vida, com meu trabalho, associando a qualquer coisa apenas para constranger. Percebo que há um excesso de exposição na internet, e "descobrir detalhes ocultos" acaba sendo uma arma contra desafetos. Para mim, isso é algo execrável, aquela crocodilagem que deixa um gosto amargo na boca, dando a impressão de que em um "combate honesto", o detrator não teria a mínima vantagem.

Pode-se argumentar: o anonimato é proibido por Lei. Sim, está na Constituição que é livre a expressão, vedado o anonimato. Isso é diferente de privacidade: ao fazer uma conta no Google, ou em qualquer plataforma, você insere seus dados. Ao se cometer qualquer ato ilícito, os administradores do site fornecem às autoridades o que você apresentou - como uma empresa que fornece as informações de um funcionário que trabalha nela, por exemplo. Se o criminoso em questão inseriu dados falsos, é mais um crime nas costas dele. Não vou entrar no mérito do sistema de lei e ordem vigente, mas essa é a teoria.

Ou seja: eu estou identificada, todos estão. Isso exclui a questão de anonimato por tabela, permanecendo apenas a invasão de privacidade e o constrangimento de quem quer manter sua vida privada apartada da vida virtual. Posso citar um exemplo interessante, que apesar de ficcional é plausível: o personagem Jack Reacher, militar da reserva americano que "sumiu" no próprio país. É praticamente impossível encontrá-lo: não possui residência fixa, nem celular ou cartões. Retira sua aposentadoria de forma que não possa ser rastreado e faz seus gastos com dinheiro vivo. As pessoas se impressionam com sua invisibilidade e ficam incomodadas com o fato de que não pode ser localizado.

Prega-se a valorização do indivíduo, mas para que isso seja efetivo é necessário o respeito à sua privacidade. Se a pessoa não quer ter um perfil no Instagram e o encher de fotos de sua vida, o problema é dela. Se a pessoa cria um blog e não fica exibindo seu "rostinho bonito" porque não quer se promover, o problema é dela também. Agora exibir a vida de alguém apenas para constrangê-la vai contra toda a mensagem que a mesma quer passar - ou essa é realmente a mensagem, transmitida em linguagem direta?

terça-feira, 30 de julho de 2019

Como ter um blog - Tipos de Plataforma


Continuando o planejamento, está na hora de pensar onde o blog será publicado. Para quem terá um blog profissional, usar o Wordpress.Org (com hospedagem) é quase obrigatório, por conta de sua vasta gama de recursos e dinheiro disponível para investimento. Para quem vai "brincar de blog", a plataforma que mais lhe agradar será a melhor a ser usada.

Nada pior que fazer uso de algo só por estar na moda. Boa parte dos tutoriais sobre blogs (ainda) insistem em "receitar" plataformas e métodos de sucesso. No caso desta série, a ideia é apenas orientar o que pode ser feito, não mostrar o caminho para El Dorado.

Nessas horas penso nas centenas de milhares de canais existentes no YouTube que nunca chegarão a ser lembrados e só trarão estresse para quem queria se divertir. Para quem pensou em apenas ganhar dinheiro, este geralmente o consegue, mas com um trabalho de péssima qualidade para um público de mesma mentalidade. Houve essa época na blogosfera, mas você conseguia descobrir blogs de excelente conteúdo, que não eram tão conhecidos, ao contrário do YouTube, cujo sistema te impede de encontrar um canal interessante.

Há várias plataformas de publicação de textos. Com o tempo, infelizmente, algumas perderam visibilidade, outras fecharam, e algumas redes acabaram por adotar o blog como uma ferramenta auxiliar. Vou comentar sobre as mais conhecidas (ou nem tanto).

Blogger/Blogspot
É a plataforma de blogs do Google. Sua principal vantagem é ser do Google, o que leva muitos a começarem por aqui. O Blogger é simples e intuitivo, mas acaba por ser simplista quando se precisa de maior complexidade, como, por exemplo, no gerenciamento de categorias e arquivos de posts, mas nada que gere preocupação para um iniciante.

Wordpress.com
A plataforma gratuita do Wordpress possui mais recursos que o Blogger, mas menos que o Wordpress.org (auto-hospedado). Não há conflito em inserir recursos Google no blog, nem problemas com categorias ou arquivo de posts. Contudo, a dificuldade em manusear o Wordpress.com requer tempo e paciência - algo que vem com a experiência de postagem.

Wordpress.org (auto-hospedado)
A diferença deste para o anterior é que para ser utilizado é necessário adquirir uma hospedagem (um espaço em um servidor particular). Possui mais recursos, como disse antes, e há maior dificuldade no manuseio. Acaba sendo a plataforma de empresas e blogueiros profissionais, o que não significa que seja a melhor de todas. No caso, a grande desvantagem é o custo em adquiri-la, ao contrário das anteriores, que são gratuitas.

Facebook
Acabei por inserir o Facebook na lista já que muitos acabam por escrever nesta rede para ter mais visibilidade ou mesmo para aproveitar que possui um perfil para criar uma página. As desvantagens são várias: os posts são passíveis de censura e redução de alcance sem aviso prévio; há todo um sistema para controlar o acesso se o dono não paga para divulgar a mesma, e caso haja pagamento para divulgação, o aumento de acessos pode não ser feito por pessoas reais; mesmo as postagens sendo públicas, é necessária uma conta para acessar; não é possível criar uma página sem que o autor possua um perfil na rede, etc.

Twitter e microblogs no geral
A ideia de transmitir mensagens curtas a grandes públicos é tentadora, mas o Twitter não é mais o mesmo: após adotar o mesmo padrão de capilaridade do Facebook (fazendas de cliques e quase obrigatoriedade de pagar anúncios), as postagens acabam não tendo tanta difusão como antigamente, fora que são mais fáceis de serem "adulteradas" ou "plagiadas".

Telegra.ph
A plataforma do Telegram é para postagens e não para blogs. Você não cria uma conta nem um blog, você simplesmente escreve o post e o publica de forma anônima. Pode ser útil em alguns casos.

terça-feira, 23 de julho de 2019

As 12 camadas da personalidade


Achei na internet um texto interessante do Olavo de Carvalho sobre o que ele chama de 12 camadas da personalidade. Pesquisei mais a fundo e encontrei duas aulas nas quais ele explica mais sobre este sistema. O interessante é que cada camada representa um signo do Zodíaco, ou seja, para entender melhor o que se passa, torna-se necessário entender o arquétipo daquele signo, apesar de isso não ficar muito patente, nem no texto, nem nas aulas. Eu não poderia de deixar de fazer um paralelo com os 17 níveis de consciência do Hawkins, mas acabei por concluir que não tinha muita coisa em comum.

O ponto mais importante no sistema de 12 camadas é o sofrimento: o aspecto sobre o qual a pessoa sofre indicaria em qual camada ela se encontra. À primeira vista parece algo raso, mas é através do sofrimento que a pessoa define sua visão de mundo. Isso lembra os fatores e os vetores de desenvolvimento: os primeiros, por mais dispersos que pareçam, estão interligados por uma questão principal, que é a lição a ser aprendida, o vetor. E eu já escrevi aqui no blog sobre a abordagem em relação ao sofrimento.

A mudança de camada se dá com a mudança de propósito em relação à vida, com uma nova visão de mundo. A estrutura de personalidade não muda, mas se desenvolve. De certa forma, aproxima-se com o que Hawkins fala sobre a evolução da pessoa: ela não se torna outra, mas quem ela realmente é. No entanto, enquanto Hawkins define regras e mais regras para se analisar um nível de consciência, Olavo afirma que pela autoanálise de sua dor que é possível definir em qual camada se encontra. Pessoalmente, acho ambos os métodos imprecisos: uma pessoa de nível baixo não conseguiria definir por si mesma (nisso concordo com Hawkins), mas a técnica de calibragem também precisa de mais pesquisas.

Achei estranha a noção de consciência dada por Olavo: um valor que se desenvolve quando é perseguido - mas o que se persegue? Talvez dê para encaixar o conceito de Hawkins: a percepção de si e do mundo, além de uma mera resposta neurológica. Essa noção acaba por ficar solta ao longo do texto, mas não pude deixar de pontuar.

A definição até a camada 9 é bem sólida e coerente: é o desenvolvimento da pessoa ao longo da vida, indo de encontro com as manutenções periódicas das quais as pessoas passam, ou deixam de passar. Os signos do Zodíaco acabam, enfim, por ser excelentes representações das mesmas:

  • Primeira: Áries, o princípio da ação;
  • Segunda: Touro, as estruturas externas (família, criação, genética);
  • Terceira: Gêmeos, a cognição e comunicação;
  • Quarta: Câncer, a emoção e o afeto;
  • Quinta: Leão, autoafirmação e poder pessoal;
  • Sexta: Virgem, organização e efetividade;
  • Sétima: Libra, atuação num meio social;
  • Oitava: Escorpião, fim de um ciclo;
  • Nona: Sagitário, começo de um novo ciclo, além do estabelecido anteriormente.


Basicamente, até a oitava camada, são fases fisiológicas de uma pessoa: ela nasce, cresce, amadurece. Se o indivíduo não supera seus sofrimentos, fica com aquele comportamento imaturo, que é tão típico hoje em dia. Isso não tem a ver com o desenvolvimento de consciência, se for pensar em Hawkins. A pessoa pode ser madura mas ter uma visão limitada das coisas, apesar não haver uma pessoa evoluída e imatura (um iluminado pode ser um crianção, mas não por imaturidade). Olavo dá a entender que a pessoa pode chegar à maturidade de forma incompleta, mas isso contradiz com a própria questão de superação das camadas, entrando no aspecto de pseudo-evolução que abordarei mais pra frente.

Por um momento, acreditei que a quarta camada que Olavo tanto fala em outros textos e aulas pudesse ter alguma relação com o nível 200, Coragem. Aquela seria a camada pré-adolescência, quando a criança precisa de afeto. Se ela não passou por isso, afirma Olavo, vai precisar de psicoterapia para superar. Seria essa a camada na qual está a maioria da população brasileira, que quer apenas afeição, nada mais. Isso até lembra de longe os níveis mais baixos de consciência, que realmente precisam de muito carinho para superar e crescer, mas não é um fator definitivo, muito menos é relevante para tomar consciência de suas próprias ações: a pessoa pode ser ciente de seus atos, mas ainda querer afeto.

Os níveis de consciência mais próximos às camadas de personalidade são Disposição (camadas 5 e 6), Aceitação (camada 8) e Razão (camada 9) - os que impulsionam o processo de maturidade da pessoa. Esse intervalo entre camadas pode mostrar os detalhes no processo de amadurecimento sob outro ponto de vista. A pessoa deixa de se melhorar sem uma finalidade definida para ter um resultado efetivo sobre o que faz. Não adianta mais saber fazer, tem que fazer bem feito - isso descreve a passagem da Neutralidade para a Disposição. Interessante que a evolução da Disposição para a Aceitação é um caminho longo, e no sistema do Olavo pode ser representado por quatro camadas de personalidade: quinta, sexta, sétima, para concluir-se na oitava.

A sétima camada de personalidade seria a transição para a Aceitação propriamente dita, e é descrita pelo Olavo como o desenvolvimento de um papel social, que seria a troca de expectativas entre as pessoas. Lembra o post sobre os perfis sociais que criamos para nos entender melhor com as pessoas - sem deixar de ser nós mesmos, mas nos adaptar a quem pode não nos entender. São poucos que realmente nos entendem e nos conhecem: acabar por transparecer isso o tempo todo pode ser doloroso, por mais honesto que possa parecer. Quando isso é superado, a pessoa pode olhar para sua vida como um todo coeso: e você pode escolher se esta afirmação é de Hawkins ou do Olavo (ou dos dois).

As coisas começam a ficar estranhas a partir da décima camada, quando a pessoa começa a transcender sua personalidade em nome de algo "coletivo", aquilo que ela descobriu interiormente traz para fora. Assim como o conceito vago de consciência, a questão das camadas superiores é envolta por uma contradição: a pessoa passa a ter a partir do momento em que ela quer ter. Contudo, se todos têm todas as camadas para desenvolver, como é possível não ter?

Essa camada lembra a Razão de Hawkins, quando a pessoa começa a abrir mão de si mesmo, do seu emocional, em nome de algo maior. Contudo, é um nível que acaba por levar as pessoas ao engano: por acreditarem que a Razão explica tudo, ficam presas neste nível, como bons exemplos há os gênios que Hawkins calibrou em 499, como Freud e Einstein. Já Jung e Bohm, que foram além dos teóricos anteriores, conseguiram alcançar o nível do Amor, o que faz total diferença em seus trabalhos. Apesar do altruísmo presente na nona camada, falta a compaixão necessária para o nível do Amor, e isso persiste nos níveis seguintes. E como disse antes, os paralelos com os níveis de Hawkins acabam aqui.

O "eu transcendental" da décima camada parece mais o despertar da consciência do nível 200 (Coragem) do que algo acima de 400 (Razão) - em aula, é explicado como a pessoa que passa a "manipular o tecido social" ao invés de se deixar manipular. Ora, e como se verá na próxima camada, não é a pessoa que influencia a sociedade per si, são seus atos. Mesmo uma pessoa de nível de consciência baixo pode ter uma atitude evoluída e mudar as coisas - sobretudo ela mesma. É possível o indivíduo ter uma obra ou fazer um trabalho acima do seu próprio nível de percepção. Na décima primeira camada, o indivíduo perante a História, é algo mais próximo à vaidade e à evolução negativa do que à transcendência de si mesmo: com qual consciência ele quer mudar a História?

A descrição de pessoas na décima primeira camada bate com a de qualquer pessoa que fez grandes coisas no mundo: de cientistas a genocidas. O que me deixa na dúvida se os grandes genocidas e afins da humanidade têm estruturas de personalidade sólidas e maduras - talvez de forma doentia, como a evolução negativa da escala Hawkins. Por fim, a décima segunda camada lembra a Iluminação de Hawkins quando se afirma sobre um centro decisório acima da pessoa, que é Deus - o iluminado pensa em Deus sem as fronteiras presentes nas camadas, algo que deve ser levado em consideração. Acredito eu que não tenha sido intenção aproximar esta camada do conceito de iluminação, e realmente parecem coisas muito distantes (Alegria ou Paz, talvez).


Para finalizar, é apresentada uma forma de analisar em qual camada a pessoa está. Reitera-se que o procedimento é mais autoanalítico do que feito por terceiros - a menos que seja uma pessoa do convívio do analisado. O problema é que a própria pessoa a fazer a análise pode se deixar levar pela vaidade de querer se colocar níveis acima de onde realmente está, sobretudo as mais imaturas: pode-se dizer que dói em uma sétima camada, mas ser um problema de quarta, por exemplo. Nessa levada, não se pode analisar pessoas externas, como é feito com Napoleão no texto de Olavo. Acho que ele não viveu com o francês para ter essa conclusão, dentro de suas próprias premissas.

Hawkins afirma que podem ser analisadas diferentes pessoas nas mais diversas épocas, desde que os "sujeitos de teste" (para calibragem) tenham nível de consciência de no mínimo 200 - a partir deste nível, a precisão sobe consideravelmente, chegando ao nível máximo em 500. Ao contrário da escala Hawkins, contudo, em que os níveis se entrelaçam, e a pessoa acaba por aprender lições de diversos níveis enquanto "permanece" em um nível específico, o sistema de camadas separa cada uma como uma cebola, na qual você vai alcançando camadas cada vez mais externas, uma separada da outra, apesar de envolver as anteriores.

Uma coisa importante é que para Olavo você não regride camadas, apenas avança de forma falsa, passando por situações de uma camada superior mas com a mentalidade de uma camada inferior. Pessoalmente, não acredito que seja assim: se uma pessoa passa por uma situação extremamente dolorosa, ela pode sim regredir sua evolução, sendo mais difícil voltar ao nível em que estava antes. Parece que essa "progressão falsa" lembra o que falei sobre o entrelaçamento de níveis evolutivos, sendo um aprendizado de algo mais elevado dentro de uma percepção mais limitada.

terça-feira, 16 de julho de 2019

Como ter um blog - Escolha do Nome


Com um assunto em mente, ou um conjunto de assuntos, pode-se pensar na escolha do nome do blog. Eu decidi escrever em um post apartado por conta da importância que este possui, afinal, a ideia é que o nome do blog seja único e definitivo. Nada pior que mudar o nome do blog quando já se tem uma conta consolidada (e-mail, domínio, etc.), ou um nome que gere trocadilhos desnecessários.

O nome do blog tem que ser curto (de preferência), único e fácil de falar. Pense em como você falaria o nome do seu blog na rua: boa parte dos nomes de blogs são bonitos apenas digitando. Quando se fala o nome, vem à tona os trocadilhos, os apelidos, as divergências que podem levar a outros nomes... Na rua uma pessoa pode se confundir e anotar errado, e mesmo na internet há esse tipo de confusão. Isso deve ser levado em conta quando comprar um domínio (se o caso), algo que vou falar mais pra frente.

O nome precisa estar ligado ao assunto? Sim e não. Ele tem que ter um impacto agradável que permita a associação com os temas, mesmo sem citá-los diretamente, como a criação de uma marca - não deixa de ser algo do tipo. E pode ter seu nome, sobretudo se tiver formação na área. Obviamente, não vou dar uma receita de bolo para um nome de sucesso - isso não existe.

Ser simples varia de pessoa para pessoa. Um nome simples e curto não significa ser monossilábico, mas que seja fácil de se falar e se digitar, sem empecilhos. Um nome maior não significa um nome feio, longe disso, mas existe a dificuldade de gravá-lo na memória ou mesmo de digitá-lo.


Comprar um domínio ou não?
Não acho que, para início de projeto, seja bom comprar um domínio, por dois motivos: o projeto pode ser deixado de lado a qualquer momento ou o nome ser mudado no meio do caminho (mesmo após tanta reflexão sobre). Um domínio é bom para consolidar o nome do blog, evitar que criem outros projetos com o mesmo nome, ou mesmo copiarem a ideia como um todo.

A hospedagem será melhor abordada quando no tipo de plataforma, já que ela é associada ao Wordpress.org e a blogs profissionais. Como disse na definição de assunto, fazer um blog profissional está acessível a qualquer pessoa, o que acaba "diluindo" a postura do blog, sobretudo para quem o tem por hobby.

O domínio é um projeto para anos, tanto é que é pago anualmente, não mensalmente. É algo que mostra um projeto duradouro, com postura. Deve ser refletido, mas também deve ser observado: quando um projeto começa a ganhar vulto, começam a aparecer concorrentes - e plagiadores. Deve-se tomar cuidado para não consolidar o blog tarde demais, pois até mostrar que era o original, pode ser menos desgastante mudar de nome.

terça-feira, 9 de julho de 2019

Falando de pirataria


Às vezes fico com medo de escrever um post e ser mal interpretada, ou pior, ser processada por isso. Infelizmente, a fluidez humana pode fazer com que uma frase clara seja entendida de forma diversa, e causar uma tremenda confusão. Enfim, eu tinha há algum tempo rascunhado sobre o compartilhamento de arquivos de livros e fiquei receosa em publicar por ser considerado apologia ao crime. A legislação brasileira é subjetiva em todos os aspectos, dando a entender que quer proteger determinados grupos em detrimento de outros, apesar de pregar a "igualdade de todos perante a Lei".

Nossa legislação fala que pirataria é proibido? Em determinados casos sim, em outros não, e mesmo em um processo pode haver uma outra interpretação. De regra, se você não está lucrando com aquilo, não há crime. Infelizmente isso não fica expresso em lei: é um entendimento sobre o que está escrito. Exemplo: não é crime você gravar um CD para dar de presente, mas o é se você o vende como forma de ganhar dinheiro. No caso dos livros digitais, não há crime em compartilhá-los, já que o propósito é educativo e não lucrativo. Contudo, ainda existe a ideia de que isso prejudica o reconhecimento do autor sobre sua obra, e que mesmo que você vá ler tal livro apenas uma vez (e às vezes nem o livro inteiro), você deve comprá-lo.

Como diz o ditado: siga o dinheiro. Quem está lucrando de verdade nessa história? As próprias detentoras do direito autoral. No caso de filmes/séries, as produtoras acabam por permitir um certo nível de pirataria. Motivo? Se os trabalhos ficarem restritos apenas aos meios "legalizados", não haverá popularização, e outros produtos deixarão de ser vendidos. O fã de hoje quer consumir a marca, dentro do que acha justo pagar: se houver um meio legal e barato, não hesitará em fazê-lo. O streaming surgiu disso: você ter acesso a conteúdos autorais de forma legalizada a baixo preço.

No caso dos livros, ainda há o caso das obras esgotadas. Não compensa para as editoras reimprimirem algumas obras, mesmo que sejam importantes para públicos específicos. O livro digital acaba por compensar essa falta, sem prejuízo à editora, no final das contas. E não são apenas obras velhas: mesmo algumas obras recentes são difíceis de serem encontradas no mercado editorial brasileiro. Sem contar livros estrangeiros sem tradução para o português, ou mesmo obras "traduzidas por fãs". Pode-se concluir, então, que a pirataria é um mal a ser combatido, mas não vencido.

Aos poucos, os idealismos caem por terra. Se não houver esse "mercado paralelo", não existirá o "mercado formal". Obviamente, não se pode deixar o primeiro suplantar o segundo, mas o segundo não pode, e nunca irá, suplantar o primeiro. Não só pela questão de forças, mas pela questão de necessidade. Quantos leitores de PDF compraram os livros que leram pelo celular? Pode ter certeza que alguns serão sim adquiridos formalmente. Muitos fãs de música largaram o P2P para pagarem pelos streamings: todas as músicas com qualidade na palma da mão, sem precisar comprar CDs ou passar noites baixando álbuns. Mesmo os cinéfilos do Popcorn Time preferem camisetas e produtos de lojas licenciadas, que cabem no bolso e são de excelente qualidade. É um jogo onde ou todos ganham ou todos perdem.

terça-feira, 2 de julho de 2019

Como ter um blog - Assunto, Tema e Subtemas


Depois de tudo o que foi dito sobre ter um blog, e foi decidido que este é o melhor meio para se transmitir determinado conteúdo, é necessário delimitar o assunto. Este é definido através do objetivo do blog: se é um blog profissional ou amador, de cunho pessoal ou sobre um assunto específico.

Definir se o blog será profissional ou amador desdobrará na necessidade ou não de determinados recursos, e mesmo se o blog estará dentro de um site ou não. Claro que uma pessoa pode fazer um site de forma amadora e incluir seu blog, contudo um site profissional requer maior cuidado e melhores recursos que um site amador.

Hoje em dia, a facilidade em adquirir recursos "profissionais" diluiu ambas categorias anteriores. No entanto, um blog amador ainda pode não ter domínio nem hospedagem, algo não muito bom para quem quer desenvolver conteúdo para uma empresa. Nessas horas, o profissional tem que ser realmente "profissional": um blog amador pode se tornar profissional, mas é quase impossível um blog profissional ser amador.


O "brainstorm"
Com o assunto em mente, além da ideia de montar um blog profissional ou amador, sugiro elaborar um "brainstorm" para se ter uma ideia do que irá ser escrito no blog. Essa técnica consiste em ligar palavras a partir de uma ideia principal escrevendo-as em um papel. Há exemplos interessantes na internet, inclusive sites que fazem brainstorms virtuais. Essas palavras darão origem aos posts e categorias do futuro blog.

É interessante ter uma ideia de quais assuntos poderão ser abordados no blog: isso evita que o blog fique sem assunto ou mesmo que "fuja do tema" sem perceber, além de dar uma ideia do quanto você sabe sobre o assunto a ser tratado.

As palavras que surgirem no brainstorm poderão ser utilizadas para criar categorias que organizarão os posts, algo que será explicado nesta série. Essas palavras também ajudarão na hora de criar o nome do blog, que irá com você para onde for, ou seja, é algo a ser analisado com muito cuidado antes de fazer o registro na internet.