terça-feira, 22 de janeiro de 2019

O amor-próprio e as blusinhas


Nesses dias, comentaram na internet sobre uma menina que havia escrito o seguinte post: "se as pessoas realmente se amassem e se aceitassem como são, imagine quantas empresas fechariam..." O contexto da situação é de uma menina que claramente não se ama e não se aceita, indo na onda do esquerdismo como forma de compensar suas fraquezas emocionais e mentais. Muitos já comentaram sobre essa questão do comércio e dos fluxos econômicos, afinal, comprar uma blusinha (que ela se refere no post) faz girar a "roda da economia", fazendo com que várias pessoas possam sustentar a si e a suas famílias, direta e indiretamente.

Vou focar no ponto do amor-próprio, pois foi algo que passou batido e percebo que muitas pessoas passam por isso sem dar a devida atenção. A ausência de amor-próprio e de autoconfiança está cada vez mais visível e presente nas pessoas, como se desaprendessem a se amar ao longo das gerações. Se antes as pessoas ainda se esforçavam por cuidar de si para se dar o mínimo de amor e atenção, hoje o desleixo ganhou força e as pessoas procuram aceitação através de outras pessoas expondo a própria vitimização.

No outro lado da situação, temos a pessoa que investe em demasia em si mesma e a pessoa que investe "na medida certa". No primeiro caso, existe a falta de amor, mas como dito antes, ela se esforça em se amar: essas "mudanças de visual" têm por finalidade a aceitação de si. O problema é o excesso de gastos para a pessoa ficar deprimida logo depois. O problema não está nos cosméticos que usa nem nas blusinhas que veste, mas se ambos estão em harmonia com o que a pessoa se percebe e se gosta. Além do mais, existe a questão social, na qual direciona a pessoa a apresentar-se de uma forma "melhor compatível" em determinados lugares.

Já no segundo caso, a pessoa investe em si porque realmente se ama e se aceita como é. Há uma diferença entre ser largado e ser desleixado: o largado investe em si na medida certa e sem remorso; já o desleixado busca a economia como uma desculpa para não investir em si mesmo, como uma casa que vai acumulando pó ao longo dos dias. Já dizia o gyosei 80, Poeira: "Não deixes o pó acumular-se por muito tempo. Torna-se difícil de o limpares". Aí quando a casa está naquele estado caótico, e a pessoa decide finalmente dar cabo da bagunça, lá se vão dinheiro, tempo e esforço para pôr tudo em ordem. É a mesma coisa com a própria pessoa.

E isso vai de encontro com o potencial acerolático: você se ama, você investe em si, melhora o ambiente, permitindo que mais pessoas se amem. Não é só o dinheiro que permite que outras pessoas possam viver bem, mas o seu amor-próprio e sua autoconfiança permite que outras pessoas possam dar o seu melhor. Existem diferenças entre gastar em demasia em busca de aceitação (de si e dos outros), gastar de forma consciente, e mesmo evitar de gastar por mero desleixo.

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