terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Os 17 níveis de consciência humana, parte 2

Leia a parte 1


Não achei que faria uma continuação do post sobre os 17 níveis de consciência. Achava que eu partiria direto para os níveis em específico, contudo concluí meses depois que é necessário fazer um breve resumo sobre cada nível em um post só, como uma forma de apresentar a continuidade destes níveis, como um desemboca em outro. Não pense, contudo, que a evolução de consciência é uma linha reta: como já expliquei, a pessoa pode oscilar em níveis de consciência, sobretudo nos mais baixos, aprender lições de níveis superiores estando em um nível mais baixo, ou mesmo ter um salto e atingir um estado evoluído sem passar pelos outros níveis.

De 1 a 200, a pessoa não fica num estado fixo de consciência: ela pode estar um dia na Raiva, e em outro na Vergonha. A partir de 200, além da evolução tornar-se mais lenta, a chance de cair de nível torna-se menor, mas possível. E ao cair, é necessário um esforço ainda maior para prosseguir no caminho evolutivo. Como dito antes, torna-se cada vez mais comum aprender lições de níveis elevados (como do Amor e da Paz), ou ter uma experiência que "projete" a pessoa a um estado elevado: Hawkins mostra que a Experiência de Quase-Morte (EQM) eleva a consciência da pessoa ao nível da Paz, em caráter temporário ou definitivo. Fora que são conhecidos casos de pessoas que "se iluminaram do nada" e precisaram de meses, ou mesmo anos, para se adaptarem à nova percepção.

Segue, então, um resumo dos níveis de consciência, de forma que mostre o encadeamento entre cada um. Imagine as 12 casas do anime Os Cavaleiros do Zodíaco, onde cada casa é um nível de consciência, e as escadarias que ligam uma casa a outra o processo de evolução.

Vergonha (20): o nível mais baixo de consciência, próximo da morte. A pessoa literalmente desistiu de viver, e necessita de um esforço externo para sair desta situação. Algumas pessoas, quando começam a ter mais energia, tentam retirar a própria vida, necessitando de atenção e muito amor.

Culpa (30): a pessoa se sente culpada por tudo - ela pede desculpa por existir. O mundo para ela é uma grande expiação, reduzido a pecado e punição. Nível de consciência dos vitimistas, que jogam a culpa nos fatores externos, sem olhar para as próprias responsabilidades.

Apatia (50): neste nível, a pessoa vê o mundo sem esperança - o futuro é sombrio. Por ela ainda considerar sua condição como fruto de fatores externos, se deixa levar à mercê das situações. Repare como estes três níveis se conversam e são instáveis.

Luto (75): nível da tristeza e da perda. A pessoa sente que perdeu algo importante - sem saber exatamente o quê. Essa sensação é uma constante em situações difíceis. Saber lidar com a perda - real ou não - é uma forma de superar a tristeza e esses padrões de consciência.

Medo (100): a pessoa começa a reagir. Nisso desponta o primeiro sinal defensivo, o medo. Ela teme sofrer danos, ou seja, começa a se preocupar consigo mesma. O medo é um grande aliado quando bem trabalhado, pois evita ações inconsequentes.

Desejo (125): este é o nível dos vícios. No entanto, comparado aos níveis anteriores, é um nível no qual a pessoa desperta suas vontades. Com a prudência desenvolvida pelo medo, a pessoa começa a discernir o que ela quer ou não para a própria vida.

Raiva (150): o desejo gera frustração, e este gera raiva. Raiva é um maior padrão energético, porém descontrolado. Aliando o desejo de evoluir com o ímpeto da raiva, pode-se chegar ao próximo estágio e superar a linha que divide os padrões negativos dos padrões positivos de consciência.

Orgulho (175): o primeiro nível no qual a pessoa se sente bem. Contudo, essa sensação boa é falsa - apenas fruto do egoísmo pela responsabilidade ser projetada ainda a fatores externos. É o segundo grande obstáculo da evolução - o primeiro é a decisão de evoluir.

Coragem (200): agora a pessoa se sente verdadeiramente bem, pois ela toma consciência de sua responsabilidade na própria vida. Este é considerado um nível neutro, uma transição para uma consciência superior.

Neutralidade (250): hora de descansar. Muitos param neste nível - muitos de poucos, já que cerca de 15% da população do planeta está acima de 200, apenas - pela sensação de real bem estar. A pessoa não se preocupa com o amanhã - busca melhorar o agora, melhorar a si mesma.

Disposição (310): apesar da grande diferença de nível, este é uma continuidade do anterior, agora com mais energia e menos preguiça, por assim dizer. A pessoa começa a perceber a realidade de forma consciente, e esse é o elo entre este nível e o próximo.

Aceitação (350): a pessoa começa a separar o que é fato de opinião, aprendendo a lidar com as emoções. Nessa hora, há uma sensação de orgulho, este saudável, que faz parte da transição para níveis ainda mais refinados de consciência.

Razão (400): nível dos gênios da humanidade. O conhecimento toma conta da pessoa, que passa a raciocinar além das emoções. O que é o grande diferencial deste nível torna-se a própria armadilha: por racionalizar tudo, perde-se o verdadeiro sentido das coisas.

Amor (500): quando a pessoa consegue ver além da razão, seu ego "se resolve". A pessoa começa a se abrir para o mundo, sem deixar de se esquecer. Ela começa a pensar verdadeiramente no outro, no coletivo sem parasitismos ou vaidade.

Alegria (540): nível do amor incondicional: a pessoa simplesmente ama. A pessoa contagia o ambiente com sua vibração, afetando positivamente as pessoas a sua volta.

Paz (600): o nível da paz interior e prelúdio da Iluminação - mesmo Hawkins já considera esse nível uma iluminação. A "vibração" da pessoa é outra, incompatível com este planeta, por isso muitos acabam por ir embora ao atingir este nível, já que viver aqui se torna um fardo.

Iluminação (700 a 1000): é o nível máximo que pode ser alcançado neste planeta. Ao contrário do que se imagina, a pessoa não se torna um ser diferenciado: quem a percebe como tal são as outras, ela mesma não se vê como tal.

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