terça-feira, 30 de abril de 2019

Quando a verdade vem à tona e ninguém vê


A maior parte dos comentários que eu recebo no blog vem de vegetarianos/veganos criticando meus posts sobre o consumo de carne. Todos eles não possuem o mínimo embasamento teórico ou técnico, dando a impressão de que se abstém do consumo de carne mais por fanatismo do que por saúde. Pois bem, nesses dias uma youtuber que pregava um veganismo cru foi pega comendo peixe. Motivo? Determinação médica. A guria estava quase morrendo de inanição pela ausência de nutrientes que o corpo precisava, e seus fãs meio que promoveram um linchamento virtual dela.

Vamos lá: ao procurar a notícia no Google, o engraçadinho não mostrou esta notícia, apenas mostrando resultados de que o "desmascaramento do veganismo" é uma mentira. Bom, o veganismo tem por objetivo a abstenção do consumo de qualquer coisa que tenha algo de origem animal: roupas, comida, utensílios domésticos, remédios, e assim vai. Cria-se uma paranoia que pode ser comparada ao conhecido fanatismo religioso: se não fizer tal coisa, estará cometendo um pecado gravíssimo e será duramente punido, e a pessoa tem obrigação de "converter" outros para sua causa - será que é por isso que esse pessoa vêm direto aqui no blog?

Analisando a própria reportagem, que está mal escrita (por sinal), nota-se que a guria escondeu o problema porque ainda quer voltar à dieta vegana, além dos patrocínios que tinha, fora a acusação de que ela não informa direito sobre o veganismo, e que não se deve seguir a dieta de "celebridades virtuais". O que não trouxeram à tona foi que o problema é justamente o vegetarianismo/veganismo, e que não existe essa de "ah, não é o verdadeiro veganismo". Não vou reiterar o que já disse em posts como sobre carne e produtos de origem animal e mesmo sobre o vegetarianismo na prática do Reiki.

Não é a questão da "fama virtual" que está em jogo, nem mesmos seus patrocinadores, como o jornalista conclui, mas promover uma ideologia alimentar que não tem embasamento lógico algum, apesar de alguns estudos "científicos", o que vai de encontro com a mentalidade revolucionária e mesmo ao esquerdismo como doença, no sentido de pessoas adotarem determinadas ideologias como uma compensação emocional. Apresentar fatos, argumentos, é algo inútil para seus ouvidos surdos que insistem em impor uma visão de mundo destrutiva a longo prazo e em larga escala.

Repare nas armadilhas existentes, em especial no resultado de busca enviesado para determinados resultados e na forma com a qual a reportagem é redigida. Não existe "opinião contrária", mesmo com a busca sendo pela visão contrária; a reportagem tenta mostrar uma pessoa que exagerou na forma com a qual levou o veganismo, que não corresponde com os fatos: veganismo demanda dinheiro, algo que ela conseguia com os patrocínios, que também lhe forneciam os produtos.

No final das contas, o corpo não aguentou, pois, para quem não sabe, o organismo tem dificuldade de absorver nutrientes de alimentos não preparados, agravando o estado de saúde. Repare que todo o alimento ingerido pelo ser humano precisa ser preparado: seja retirando-lhe a casca, lavando-o, cozinhando-o. Além da própria anatomia que exige alimentos mais fáceis de mastigar para deglutir, existe a questão da defesa contra micro-organismos patológicos existentes no alimento cru, que podem causar problemas de saúde sérios, mas que são evitados com o preparo.

Edit: o G1 resolveu publicar uma nova reportagem que tenta refletir sobre os motivos pelos quais youtubers veganos estariam voltando a uma dieta normal. Depois do "sucesso" com suas receitas malucas, os problemas de saúde mostram a verdade: esse negócio não funciona. A "questão financeira", como disse antes, está ligada ao alto custo que é ser vegano, que, como visto, não é só financeiro. Alguém ganha com essa "moda" - e ganha muito bem.

terça-feira, 23 de abril de 2019

Não se engane com o "lugar de fala"


Quando começaram a falar sobre lugar de fala para mim, pensei primeiramente na reserva de mercado, por conta do controle exercido por determinada programação. No entanto, há reservas de mercado positivas, e mesmo necessárias para as pessoas. Ao contrário destas, que buscam se expandir, o lugar de fala busca excluir as pessoas de exporem suas opiniões a respeito de diversos assuntos por não terem determinado perfil, independente de sua experiência e conhecimento.

Preste atenção que o lugar de fala é usado mais para anular a visão de uma pessoa do que permitir uma troca real de experiências, fatos e opiniões. A pessoa só tem o tal lugar se possui um determinado perfil, ligado a um grupo social, com uma visão já consolidada sobre tal assunto. Nessa linha de raciocínio, uma pessoa não-vegetariana não pode falar sobre vegetarianismo apenas por não o ser. Por mais que esta pessoa tenha estudado sobre o assunto, e mesmo tendo passado por tal experiência, o não-vegetariano não tem o lugar de fala sobre este assunto.

Já que a pessoa não tem esse "lugar", sua opinião pode ser descartada sumariamente. Não pense que tendo lugar de fala é possível dar uma opinião contra - não pode. Quase que como uma histeria, cria-se um argumento de que a pessoa perdeu tal lugar. Um exemplo comum aqui do blog: sou uma reikiana que afirma que o reikiano pode comer carne. Para alguns visitantes, eu não tenho lugar de fala sobre o assunto por ter um suposto conceito "errôneo" sobre o Reiki, que é o consumo de carne. Parafraseando um comentário, "você perdeu a credibilidade só por afirmar isso".

Em outras palavras, lugar de fala é uma forma covarde de se mandar calar a boca. Ao invés de falar "na frente" da pessoa que não se importa com o que ela diz, inventa-se um conceito que serve apenas para "proteger" a visão de alguns em detrimento da de outros. Entenda que isso é diferente de você dar mais importância à experiência do que ao conhecimento teórico, ou vice-versa. Neste caso, reflete-se sobre conhecimento concreto, independente do perfil da pessoa. Também não se discute quem é melhor, mas o que é melhor, mais verdadeiro.

Mesmo a reserva de mercado acaba por desenvolver suas próprias premissas, sobretudo para aumentar seu controle. A reserva de mercado, portanto, é incompatível com o lugar de fala. Este não "dá lugar", mas o tira. Quem o utiliza tem medo de ouvir o que não lhe agrada, então acusa que a diferença do outro provoca uma opinião errônea sobre o fato, sendo que na verdade é uma visão de mundo diferente que pode dar mais informações sobre um assunto, dissolvendo preconceitos reais.

terça-feira, 16 de abril de 2019

Ponerologia - o estudo do mal

Terminei de ler o livro Ponerologia meio decepcionada, mas resignada. Não se pode exigir muito de um autor que perdeu duas versões da obra e teve que fazer a terceira (e final) de cabeça, praticamente. No entanto, esse livro acaba por ser leitura obrigatória para os leitores do blog, já que passa por assuntos como percepção, guerra psicológica, evolução negativa e mesmo a questão de evolução da consciência. Esta obra tem por contexto um ambiente que lembra a descrição que fiz no post sobre esquerdismo, o que justifica as perdas dos rascunhos e estudos durante a elaboração do livro.

Obviamente, comentarei o livro dentro da visão deste blog. Como já disse em outros posts, a falha de Hawkins é não apontar de forma direta a questão negativa do desenvolvimento da consciência, muito menos como combatê-la. Uma coisa são pessoas involuídas, outra são pessoas com consciência da manipulação e maldade que fazem. Claro que uma pessoa que não tem o mínimo de consciência pouco tem a fazer para se defender, pelo menos pra começo de conversa: uma acerola precisa de um bom ambiente para crescer bem, para depois influenciá-lo, mesmo que se torne inóspito posteriormente.

Voltando ao Ponerologia, é traçado de forma precisa o perfil de um caracteropata, pessoa com um transtorno de personalidade que a torna "manipuladora". Há vários perfis de caracteropatas, segundo o autor (Andrew Lobaczewsk), que se reconhecem e interagem entre si, buscando controlar as pessoas normais (sim, elas existem!) cada vez mais rigidamente. É uma proporção diminuta da população com sede de poder que acaba por conquistá-lo, já que as pessoas normais (de mente saudável) não têm esse desejo, e acabam sendo manipuladas. Quando a coisa fica feia, estas pessoas começam a criar formas para retomar o controle da sociedade e assim evitar seu fim, tornando-se assim ciclo de saúde e doença, como um organismo que adoece e ganha resistência ao superar o mal que o acometeu.

Interessante que nessa observação, Lobaczewsk aponta que os caracteropatas possuem uma inteligência abaixo da média, dependendo de pessoas normais para tocar os negócios. Acredito que existam caracteropatas com grande inteligência, mas isso me fez pensar no quanto essas pessoas buscam delegar tarefas para se manterem no controle, já que elas mesmas não o fazem. Como o conseguem? Porque sabem manipular - talvez a única coisa que realmente saibam. Tanto é que quando as pessoas de mente normal se revoltam, os caracteropatas perdem tão facilmente.

As coisas não são fáceis assim, contudo. Mesmo uma pessoa com uma formação mental saudável pode sofrer com a caracteropatia e ela mesma se tornar uma, tão perigosa quanto. Por isso que as caracteorpatias não se restringem apenas à formação cerebral (interessante como o autor as apresenta no livro), mas também à própria condição de vida da pessoa. Contudo, a pessoa que sofreu a influência de caracteropatas pode reverter essa situação por tratamento, ao contrário dos caracteropatas natos.

Uma observação a ser feita é que a caracteropatia abrange vários tipos de transtornos, sendo a psicopatia o mais comum. A questão do tratamento vai de encontro com o livro do Dr. Lyle Rossiter, A Mente Esquerdista, que apresenta dois tipos de esquerdistas: um tratável, que apenas o é por conveniência; e o outro que o é por desejo de poder, sendo intratável através de terapia comum. Não sei se o Dr. Rossiter leu o Ponerologia, mas cabe ressaltar aqui que apesar do contexto e da popularização, Ponerologia não fala apenas do esquerdismo, mas de todo e qualquer regime de governo comandado pelos caracteropatas, que ocorreu ao longo da História, que Lobaczewsk chama de Patocracia, governo de doentes.

O ruim é que o livro vai se tornando mais esparso ao longo das páginas, afinal o autor não "lembra de cabeça" todos os estudos que deram origem ao livro. Ou seja, a parte de prevenção é prejudicada, não tendo conselhos objetivos de como evitar a patocracia. Entendo que seja por causa do ciclo natural de a sociedade adoecer e se recuperar, ganhando imunidade. De regra, a ideia é isolar e não dar poder a este tipo de pessoa, não levando a sério o que ela diz. Faz sentido: o caracteropata dá um falso ar de seriedade ao que diz, convencendo os incautos dos maiores absurdos. Analisando a ideia a fundo, percebe-se que a mesma não faz sentido algum, mas explicar isso para uma pessoa que já se convenceu de que isso é certo acaba criando uma imensa dificuldade.

Note, por fim, que a patocracia não ocorre apenas em países. Ocorre na escola, no trabalho, nos mais diversos grupos (Lobaczewsk fala sobre isso também no Ponerologia). Tomar consciência disso já cria uma imunidade contra. O próximo passo é desenvolver e difundir essa imunidade, como uma vacina é difundida para evitar diversas doenças.

terça-feira, 9 de abril de 2019

Porque tudo bem feito demanda tempo


Hoje tive que ouvir as lamúrias de uma pessoa que reclamava que só queria "aprender a parte prática das artes marciais". Depois de tantos anos de treino e concluir que quase nada sei, e o que eu acho que sei deve ser melhorado constantemente, ouvir esse tipo de coisa chega a ser incômodo. Principalmente porque deveria fazer parte da educação das pessoas a noção de que para fazer algo realmente bom é necessário esforço e disciplina constantes. Leva tempo para ser realmente bom em algo, e a arte marcial não é apenas um conjunto de técnicas de defesa pessoal. Para uma técnica ser realmente efetiva, é necessário condicionamento e prática, e isso requer muito treino.

Vendo a mesma situação por outro exemplo, há vários posts de mesma temática aqui no blog, pois acabam por mostrar diversos pontos de vista de uma mesma situação. Eu discordo da ideia de reescrever um post para "atualizá-lo", pois acaba "escondendo" a evolução do blogueiro ao longo do tempo e dos posts. Não adianta procurar na internet como escrever bons posts ou como ter um blog de sucesso se não escrever algo que realmente valha a pena. É como um mar de youtubers que só querem fazer dinheiro, mas não trazem nada de bom - pior que alguns conseguem fortunas com conteúdos de péssima qualidade.

Voltando ao paralelo com as artes marciais, treinar bem demanda tempo, muito tempo. Arte marcial não é mera defesa pessoal, mas também é condicionamento físico e autoconhecimento. A defesa pessoal pode, inclusive, ser considerada uma consequência dos dois itens anteriores, e dessa forma percebe-se que a mera pancadaria passa longe deste post. Ou seja, querer apenas se defender de forma eficaz requer tempo: só aprender socos e apertos não resolve nada. Uma pessoa com um porte físico mais avantajado leva vantagem sobre qualquer técnica sem condicionamento, imagine então esta pessoa com técnica e condicionamento.

Acho que esse último exemplo terminou por explicar que tudo bem feito demanda tempo, esforço, disciplina, dedicação. Existem artes marciais mais filosóficas e outras mais objetivas, no entanto ambas requerem os mesmos itens citados anteriormente para que sejam realmente eficazes. Se for pensar na aquisição de uma arma, de fogo ou não, um assunto que está em moda, também requer treino e condicionamento. Não saber usar pode mais atrapalhar do que ajudar quando for necessário. Ter um bom blog, ou mesmo um bom canal no YouTube, resultará em um trabalho que será considerado ruim depois de um tempo, comparado com trabalhos posteriores.

terça-feira, 2 de abril de 2019

Chrono Trigger - por que eu não gostei


Finalmente consegui terminar o Chrono Trigger, um jogo para SNES. Não irei zerá-lo (há uma diferença fundamental entre terminar um jogo e zerá-lo), pois a história dele já me incomodou demais. Apesar dos gráficos bonitos, trilha sonora profunda, Chrono Trigger não é nada inocente e possui uma temática pesada, indo na linha do Fable. Assim como o Fable, Chrono Trigger também tem escolhas a serem feitas que mudam o rumo da história, gerando uma gama de finais próprios, apesar de previsíveis.

O enredo do jogo é um garoto, Crono, que com a ajuda de suas amigas Marle e Lucca, viajam pelo tempo para evitar a destruição do planeta. Ainda pode parecer inocente, afinal diversas séries infantis (animadas ou não) possuem essa temática. Conforme viajam no tempo e causam mudanças em toda a história, vem à tona o causador dos problemas, o parasita Lavos. Ele vive sob a superfície do planeta, alimentando-se dos restos de seres até atingir um desenvolvimento tal que provocaria a destruição da superfície, talvez o colapso do planeta como um todo.

Para isso ser resolvido, é necessário não só ir ao passado mais remoto como também ir a épocas posteriores, já que algumas pessoas tentam se apropriar do poder de Lavos para dominar o planeta. Se o jogo virasse filme, talvez seria um drama dos pesados, ao contrário do que se pensa sobre o RIPD, que parece terror, mas é uma comédia muito engraçada (com um pouquinho de drama). Ao longo do jogo, comecei a ficar incomodada com a história, desejando terminá-lo a qualquer custo, independente do final que poderia ter.

Em duas épocas Lavos é visto como algo benéfico: na pré-História e na Era Negra. Na primeira, Lavos é esperado por uma espécie de répteis pelo calor que traria ao planeta e pela destruição que causaria aos humanos, seus rivais. Na segunda, esses répteis tornam-se os místicos, seres humanoides com habilidades mágicas, que usam a energia de Lavos para seu conforto e domínio, deixando o resto da humanidade no frio e na fome. Cabe ressaltar que nessa época Lavos é "cultivado" para que transmitisse mais energia. Por isso seu ápice de desenvolvimento é adiantado.

Só não chega a ser uma corrida contra o relógio porque você pode pausar o jogo e tentar ir dormir, risos. Lavos não é difícil de destruir só por estar no subterrâneo, mas por haver pessoas tentando protegê-lo. Nessa Era Negra, quatro pessoas decidem combater Lavos da forma que melhor podiam: os três gurus e o príncipe do Reino de Seal, ou Zeal em algumas versões, lar dos místicos citados anteriormente. O colapso desse reino traz calor de volta ao planeta (Lavos que energiza tudo?), permitindo o surgimento de uma Idade Média onde os místicos confrontam com humanos novamente.

Bom, eu poderia ficar contando do jogo, mas acho que não ajudaria a explicar mais detalhes dos motivos pelos quais não gostei. Em uma das cenas, você precisa salvar a mãe de Lucca, que ficou presa em uma máquina. Se não conseguir desligá-la, a senhora simplesmente perde as pernas. Isso não é mostrado no jogo (ainda bem!), mas é subentendido pelo grito que ela dá com o jogo apagado, e as duas anotações do diário de Lucca se lamentando por não ter conseguido salvá-la. Isso não interfere no desenrolar do jogo, mas causa uma bela dissonância cognitiva aos desavisados.

Enfim, o combate com o Lavos poderia ser um mero combate final se não fossem as coisas reveladas e por serem reveladas. Em um dos diálogos dos personagens, questiona-se por que tais coisas estavam vindo à tona, e quem as estaria provocando. Não sei se a tradução se perdeu, mas se descobre que Lavos tem um núcleo inteligente que direciona todas as coisas, inclusive fatos e seres. Ou seja, os seres são manipulados por Lavos para terem determinada evolução para que pudesse alimentar-se dela depois. Esse calor transmitido por Lavos é uma forma de controlar os seres para que façam o que ele deseja, sem que precise ordenar diretamente.

Lavos havia transformado o planeta em que se encontrava numa Matrix, direcionando os seres para o que considerava ou não conveniente, para alimentar-se de sua evolução e assim desenvolver-se. Com a Era Negra, seu desenvolvimento foi acelerado, permitindo que a destruição do planeta fosse adiantada. Quem se daria bem com toda essa catástrofe seria a rainha Seal, que se tornaria imortal e buscaria dominar o universo. Matar Lavos não é um mero ato de heroísmo, mas um ato desesperado em nome da sobrevivência do planeta, além da própria e das pessoas em torno.

Isso deixa o jogo com um gosto ruim na boca, que nem o Festival da Lua (ou das Estrelas) consegue tirar. É como se Lavos ainda existisse e pudesse voltar a qualquer momento. Como combater este tipo de mal? O desespero de Lucca ao se despedir do Robô é plausível: com o passado alterado, o futuro poderia ser completamente diferente, e Robô poderia deixar de existir. E aí? Robô vai, tentando consolar a amiga. A mãe de Crono cai na passagem temporal por acidente, correndo atrás do gato de estimação, dando a entender que uma nova aventura, muito mais tranquila, começaria. O gosto amargo só persiste.

Chrono Trigger tem diversos finais, sendo este o final padrão. Basicamente, você tem duas categorias de finais: a primeira, é quando você acaba o jogo pela primeira vez; a segunda, é quando você acaba o jogo novamente (você pode recomeçar o jogo com os personagens já upados e equipados). Dessas duas categorias existem duas subcategorias, ligadas à primeira categoria: ressuscitando Crono ou não. Basicamente, ressuscitar Crono é uma tarefa fundamental, já que para isso você utiliza o principal item do jogo, que leva o nome do mesmo: Chrono Trigger, o Gatilho do Tempo.

Os finais variam quando você mata (ou não) Lavos, se salva a mãe de Lucca, ou mesmo se é utilizado o portal do tempo para o combate final (o que evita que a mãe de Crono desapareça no final do jogo). Interessante que há até um final caso você falhe em matar Lavos, ou seja, o jogo não recomeça para você tentar novamente, ele simplesmente acaba com a destruição do mundo e a frase: "mas o futuro se recusou a mudar". Em um final extra, esse assunto é retomado: Lavos destruído se funde com a princesa Schala, transformando-se no Devorador de Sonhos, um ser imbatível, mesmo para os heróis. O jogo acaba com eles voltando no tempo e Magus perdendo a memória.

Enfim: Chrono Trigger não é um jogo legal, no final das contas. É uma história realmente triste, cujo final feliz não compensa nem um pouco as tristezas ao longo da história. Ao contrário do The Legend of Zelda - Ocarina of Time, que o que tem de pesado são apenas uns monstrengos, Chrono Trigger tem uma história depressiva, que pode terminar de forma mais triste ainda.