terça-feira, 11 de junho de 2019

O direito de escolha de cada um


Por mais que haja sugestões, conselhos, dicas de vida e tudo o mais, quem toma a decisão, quem faz acontecer é a pessoa. Esta deve ser livre para fazer suas escolhas, por piores que acreditemos que sejam. Se as pessoas devem ser livres para acreditar no que lhes convém, também o devem ser para escolher o que querem da vida. Obviamente, não estou levando em conta aspectos como a questão da legítima defesa e a responsabilidade necessária para tal, pelo menos não no momento, pois, apesar de necessário, alguns usam esses argumentos nos dias de hoje para controlar a sociedade, de forma sutil.

Permitir que as pessoas possam fazer suas escolhas a nível social é dar espaço para que errem, aprendam e cresçam. Ser tutelado por uma regulamentação excessiva faz com que a pessoa se torne dependente e imatura. A regulamentação deveria, então, ser algo mais fiscalizatório do que restritivo, abrindo caminho para a criatividade e para o crescimento da própria pessoa, pois mesmo os erros beneficiam a todos. Geralmente quem defende uma tutela social maior é porque não consegue tocar a vida com as próprias mãos, precisando que outros o sustentem, ou pior, o façam por ele.

Isso abre espaço para que mais coisas deem errado. Sem maturidade para lidar e superar o erro, este é visto como algo negativo por gerar sofrimento, permitindo que seja usado como instrumento de controle. Sem perceber, as pessoas hoje em dia são programadas para evitar o sofrimento a qualquer custo, inclusive perpetuando problemas para evitar que novos apareçam. Regula-se inclusive para que surjam apenas os mesmos problemas de sempre: à primeira vista parece bom, mas a estagnação impede que novas coisas surjam e que a evolução siga seu curso. Talvez a principal fonte de evolução seja o sofrimento e a vontade de superá-lo.

Quando uma pessoa busca superar os próprios problemas, ela acaba por ajudar outras: experiências são trocadas e novos conhecimentos surgem disso. Isso por si só já se autorregula, não sendo necessária uma intervenção externa constante, mas pontual. Aí que entra a questão da legítima defesa e da responsabilidade: obviamente não é para fazer o que der na telha. Contudo, quando a pessoa adquire maturidade através do próprio crescimento, ela percebe que não precisa disso, e também que ela pode reagir quando algo feito por alguém pode prejudicá-la. O direito de escolha implica o dever de dar seu melhor a cada dia, sobretudo por si mesmo. As coisas melhorarão para todos por si só, de forma harmônica.

2 comentários:

  1. Oiiis o/
    Ultimamente só to fazendo merda. Acho que é falta de analisar melhor -_-'
    Porém acho que tem gente que mesmo que diga "mano vai dar merda isso aí", faz merda e fica bravinho, surtado! xD

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oie, fofix!

      Pense assim: merda pode ser usada como adubo e fertilizar as coisas ^_^
      Sobre os bravinhos não há muito o que fazer, deixe-os esfriar a cabeça por conta

      o//

      Excluir

Deixe seu comentário. Ao clicar em enviar, aparecerá uma caixinha de confirmação.