terça-feira, 30 de julho de 2019

Como ter um blog - Tipos de Plataforma


Continuando o planejamento, está na hora de pensar onde o blog será publicado. Para quem terá um blog profissional, usar o Wordpress.Org (com hospedagem) é quase obrigatório, por conta de sua vasta gama de recursos e dinheiro disponível para investimento. Para quem vai "brincar de blog", a plataforma que mais lhe agradar será a melhor a ser usada.

Nada pior que fazer uso de algo só por estar na moda. Boa parte dos tutoriais sobre blogs (ainda) insistem em "receitar" plataformas e métodos de sucesso. No caso desta série, a ideia é apenas orientar o que pode ser feito, não mostrar o caminho para El Dorado.

Nessas horas penso nas centenas de milhares de canais existentes no YouTube que nunca chegarão a ser lembrados e só trarão estresse para quem queria se divertir. Para quem pensou em apenas ganhar dinheiro, este geralmente o consegue, mas com um trabalho de péssima qualidade para um público de mesma mentalidade. Houve essa época na blogosfera, mas você conseguia descobrir blogs de excelente conteúdo, que não eram tão conhecidos, ao contrário do YouTube, cujo sistema te impede de encontrar um canal interessante.

Há várias plataformas de publicação de textos. Com o tempo, infelizmente, algumas perderam visibilidade, outras fecharam, e algumas redes acabaram por adotar o blog como uma ferramenta auxiliar. Vou comentar sobre as mais conhecidas (ou nem tanto).

Blogger/Blogspot
É a plataforma de blogs do Google. Sua principal vantagem é ser do Google, o que leva muitos a começarem por aqui. O Blogger é simples e intuitivo, mas acaba por ser simplista quando se precisa de maior complexidade, como, por exemplo, no gerenciamento de categorias e arquivos de posts, mas nada que gere preocupação para um iniciante.

Wordpress.com
A plataforma gratuita do Wordpress possui mais recursos que o Blogger, mas menos que o Wordpress.org (auto-hospedado). Não há conflito em inserir recursos Google no blog, nem problemas com categorias ou arquivo de posts. Contudo, a dificuldade em manusear o Wordpress.com requer tempo e paciência - algo que vem com a experiência de postagem.

Wordpress.org (auto-hospedado)
A diferença deste para o anterior é que para ser utilizado é necessário adquirir uma hospedagem (um espaço em um servidor particular). Possui mais recursos, como disse antes, e há maior dificuldade no manuseio. Acaba sendo a plataforma de empresas e blogueiros profissionais, o que não significa que seja a melhor de todas. No caso, a grande desvantagem é o custo em adquiri-la, ao contrário das anteriores, que são gratuitas.

Facebook
Acabei por inserir o Facebook na lista já que muitos acabam por escrever nesta rede para ter mais visibilidade ou mesmo para aproveitar que possui um perfil para criar uma página. As desvantagens são várias: os posts são passíveis de censura e redução de alcance sem aviso prévio; há todo um sistema para controlar o acesso se o dono não paga para divulgar a mesma, e caso haja pagamento para divulgação, o aumento de acessos pode não ser feito por pessoas reais; mesmo as postagens sendo públicas, é necessária uma conta para acessar; não é possível criar uma página sem que o autor possua um perfil na rede, etc.

Twitter e microblogs no geral
A ideia de transmitir mensagens curtas a grandes públicos é tentadora, mas o Twitter não é mais o mesmo: após adotar o mesmo padrão de capilaridade do Facebook (fazendas de cliques e quase obrigatoriedade de pagar anúncios), as postagens acabam não tendo tanta difusão como antigamente, fora que são mais fáceis de serem "adulteradas" ou "plagiadas".

Telegra.ph
A plataforma do Telegram é para postagens e não para blogs. Você não cria uma conta nem um blog, você simplesmente escreve o post e o publica de forma anônima. Pode ser útil em alguns casos.

terça-feira, 23 de julho de 2019

As 12 camadas da personalidade


Achei na internet um texto interessante do Olavo de Carvalho sobre o que ele chama de 12 camadas da personalidade. Pesquisei mais a fundo e encontrei duas aulas nas quais ele explica mais sobre este sistema. O interessante é que cada camada representa um signo do Zodíaco, ou seja, para entender melhor o que se passa, torna-se necessário entender o arquétipo daquele signo, apesar de isso não ficar muito patente, nem no texto, nem nas aulas. Eu não poderia de deixar de fazer um paralelo com os 17 níveis de consciência do Hawkins, mas acabei por concluir que não tinha muita coisa em comum.

O ponto mais importante no sistema de 12 camadas é o sofrimento: o aspecto sobre o qual a pessoa sofre indicaria em qual camada ela se encontra. À primeira vista parece algo raso, mas é através do sofrimento que a pessoa define sua visão de mundo. Isso lembra os fatores e os vetores de desenvolvimento: os primeiros, por mais dispersos que pareçam, estão interligados por uma questão principal, que é a lição a ser aprendida, o vetor. E eu já escrevi aqui no blog sobre a abordagem em relação ao sofrimento.

A mudança de camada se dá com a mudança de propósito em relação à vida, com uma nova visão de mundo. A estrutura de personalidade não muda, mas se desenvolve. De certa forma, aproxima-se com o que Hawkins fala sobre a evolução da pessoa: ela não se torna outra, mas quem ela realmente é. No entanto, enquanto Hawkins define regras e mais regras para se analisar um nível de consciência, Olavo afirma que pela autoanálise de sua dor que é possível definir em qual camada se encontra. Pessoalmente, acho ambos os métodos imprecisos: uma pessoa de nível baixo não conseguiria definir por si mesma (nisso concordo com Hawkins), mas a técnica de calibragem também precisa de mais pesquisas.

Achei estranha a noção de consciência dada por Olavo: um valor que se desenvolve quando é perseguido - mas o que se persegue? Talvez dê para encaixar o conceito de Hawkins: a percepção de si e do mundo, além de uma mera resposta neurológica. Essa noção acaba por ficar solta ao longo do texto, mas não pude deixar de pontuar.

A definição até a camada 9 é bem sólida e coerente: é o desenvolvimento da pessoa ao longo da vida, indo de encontro com as manutenções periódicas das quais as pessoas passam, ou deixam de passar. Os signos do Zodíaco acabam, enfim, por ser excelentes representações das mesmas:

  • Primeira: Áries, o princípio da ação;
  • Segunda: Touro, as estruturas externas (família, criação, genética);
  • Terceira: Gêmeos, a cognição e comunicação;
  • Quarta: Câncer, a emoção e o afeto;
  • Quinta: Leão, autoafirmação e poder pessoal;
  • Sexta: Virgem, organização e efetividade;
  • Sétima: Libra, atuação num meio social;
  • Oitava: Escorpião, fim de um ciclo;
  • Nona: Sagitário, começo de um novo ciclo, além do estabelecido anteriormente.


Basicamente, até a oitava camada, são fases fisiológicas de uma pessoa: ela nasce, cresce, amadurece. Se o indivíduo não supera seus sofrimentos, fica com aquele comportamento imaturo, que é tão típico hoje em dia. Isso não tem a ver com o desenvolvimento de consciência, se for pensar em Hawkins. A pessoa pode ser madura mas ter uma visão limitada das coisas, apesar não haver uma pessoa evoluída e imatura (um iluminado pode ser um crianção, mas não por imaturidade). Olavo dá a entender que a pessoa pode chegar à maturidade de forma incompleta, mas isso contradiz com a própria questão de superação das camadas, entrando no aspecto de pseudo-evolução que abordarei mais pra frente.

Por um momento, acreditei que a quarta camada que Olavo tanto fala em outros textos e aulas pudesse ter alguma relação com o nível 200, Coragem. Aquela seria a camada pré-adolescência, quando a criança precisa de afeto. Se ela não passou por isso, afirma Olavo, vai precisar de psicoterapia para superar. Seria essa a camada na qual está a maioria da população brasileira, que quer apenas afeição, nada mais. Isso até lembra de longe os níveis mais baixos de consciência, que realmente precisam de muito carinho para superar e crescer, mas não é um fator definitivo, muito menos é relevante para tomar consciência de suas próprias ações: a pessoa pode ser ciente de seus atos, mas ainda querer afeto.

Os níveis de consciência mais próximos às camadas de personalidade são Disposição (camadas 5 e 6), Aceitação (camada 8) e Razão (camada 9) - os que impulsionam o processo de maturidade da pessoa. Esse intervalo entre camadas pode mostrar os detalhes no processo de amadurecimento sob outro ponto de vista. A pessoa deixa de se melhorar sem uma finalidade definida para ter um resultado efetivo sobre o que faz. Não adianta mais saber fazer, tem que fazer bem feito - isso descreve a passagem da Neutralidade para a Disposição. Interessante que a evolução da Disposição para a Aceitação é um caminho longo, e no sistema do Olavo pode ser representado por quatro camadas de personalidade: quinta, sexta, sétima, para concluir-se na oitava.

A sétima camada de personalidade seria a transição para a Aceitação propriamente dita, e é descrita pelo Olavo como o desenvolvimento de um papel social, que seria a troca de expectativas entre as pessoas. Lembra o post sobre os perfis sociais que criamos para nos entender melhor com as pessoas - sem deixar de ser nós mesmos, mas nos adaptar a quem pode não nos entender. São poucos que realmente nos entendem e nos conhecem: acabar por transparecer isso o tempo todo pode ser doloroso, por mais honesto que possa parecer. Quando isso é superado, a pessoa pode olhar para sua vida como um todo coeso: e você pode escolher se esta afirmação é de Hawkins ou do Olavo (ou dos dois).

As coisas começam a ficar estranhas a partir da décima camada, quando a pessoa começa a transcender sua personalidade em nome de algo "coletivo", aquilo que ela descobriu interiormente traz para fora. Assim como o conceito vago de consciência, a questão das camadas superiores é envolta por uma contradição: a pessoa passa a ter a partir do momento em que ela quer ter. Contudo, se todos têm todas as camadas para desenvolver, como é possível não ter?

Essa camada lembra a Razão de Hawkins, quando a pessoa começa a abrir mão de si mesmo, do seu emocional, em nome de algo maior. Contudo, é um nível que acaba por levar as pessoas ao engano: por acreditarem que a Razão explica tudo, ficam presas neste nível, como bons exemplos há os gênios que Hawkins calibrou em 499, como Freud e Einstein. Já Jung e Bohm, que foram além dos teóricos anteriores, conseguiram alcançar o nível do Amor, o que faz total diferença em seus trabalhos. Apesar do altruísmo presente na nona camada, falta a compaixão necessária para o nível do Amor, e isso persiste nos níveis seguintes. E como disse antes, os paralelos com os níveis de Hawkins acabam aqui.

O "eu transcendental" da décima camada parece mais o despertar da consciência do nível 200 (Coragem) do que algo acima de 400 (Razão) - em aula, é explicado como a pessoa que passa a "manipular o tecido social" ao invés de se deixar manipular. Ora, e como se verá na próxima camada, não é a pessoa que influencia a sociedade per si, são seus atos. Mesmo uma pessoa de nível de consciência baixo pode ter uma atitude evoluída e mudar as coisas - sobretudo ela mesma. É possível o indivíduo ter uma obra ou fazer um trabalho acima do seu próprio nível de percepção. Na décima primeira camada, o indivíduo perante a História, é algo mais próximo à vaidade e à evolução negativa do que à transcendência de si mesmo: com qual consciência ele quer mudar a História?

A descrição de pessoas na décima primeira camada bate com a de qualquer pessoa que fez grandes coisas no mundo: de cientistas a genocidas. O que me deixa na dúvida se os grandes genocidas e afins da humanidade têm estruturas de personalidade sólidas e maduras - talvez de forma doentia, como a evolução negativa da escala Hawkins. Por fim, a décima segunda camada lembra a Iluminação de Hawkins quando se afirma sobre um centro decisório acima da pessoa, que é Deus - o iluminado pensa em Deus sem as fronteiras presentes nas camadas, algo que deve ser levado em consideração. Acredito eu que não tenha sido intenção aproximar esta camada do conceito de iluminação, e realmente parecem coisas muito distantes (Alegria ou Paz, talvez).


Para finalizar, é apresentada uma forma de analisar em qual camada a pessoa está. Reitera-se que o procedimento é mais autoanalítico do que feito por terceiros - a menos que seja uma pessoa do convívio do analisado. O problema é que a própria pessoa a fazer a análise pode se deixar levar pela vaidade de querer se colocar níveis acima de onde realmente está, sobretudo as mais imaturas: pode-se dizer que dói em uma sétima camada, mas ser um problema de quarta, por exemplo. Nessa levada, não se pode analisar pessoas externas, como é feito com Napoleão no texto de Olavo. Acho que ele não viveu com o francês para ter essa conclusão, dentro de suas próprias premissas.

Hawkins afirma que podem ser analisadas diferentes pessoas nas mais diversas épocas, desde que os "sujeitos de teste" (para calibragem) tenham nível de consciência de no mínimo 200 - a partir deste nível, a precisão sobe consideravelmente, chegando ao nível máximo em 500. Ao contrário da escala Hawkins, contudo, em que os níveis se entrelaçam, e a pessoa acaba por aprender lições de diversos níveis enquanto "permanece" em um nível específico, o sistema de camadas separa cada uma como uma cebola, na qual você vai alcançando camadas cada vez mais externas, uma separada da outra, apesar de envolver as anteriores.

Uma coisa importante é que para Olavo você não regride camadas, apenas avança de forma falsa, passando por situações de uma camada superior mas com a mentalidade de uma camada inferior. Pessoalmente, não acredito que seja assim: se uma pessoa passa por uma situação extremamente dolorosa, ela pode sim regredir sua evolução, sendo mais difícil voltar ao nível em que estava antes. Parece que essa "progressão falsa" lembra o que falei sobre o entrelaçamento de níveis evolutivos, sendo um aprendizado de algo mais elevado dentro de uma percepção mais limitada.

terça-feira, 16 de julho de 2019

Como ter um blog - Escolha do Nome


Com um assunto em mente, ou um conjunto de assuntos, pode-se pensar na escolha do nome do blog. Eu decidi escrever em um post apartado por conta da importância que este possui, afinal, a ideia é que o nome do blog seja único e definitivo. Nada pior que mudar o nome do blog quando já se tem uma conta consolidada (e-mail, domínio, etc.), ou um nome que gere trocadilhos desnecessários.

O nome do blog tem que ser curto (de preferência), único e fácil de falar. Pense em como você falaria o nome do seu blog na rua: boa parte dos nomes de blogs são bonitos apenas digitando. Quando se fala o nome, vem à tona os trocadilhos, os apelidos, as divergências que podem levar a outros nomes... Na rua uma pessoa pode se confundir e anotar errado, e mesmo na internet há esse tipo de confusão. Isso deve ser levado em conta quando comprar um domínio (se o caso), algo que vou falar mais pra frente.

O nome precisa estar ligado ao assunto? Sim e não. Ele tem que ter um impacto agradável que permita a associação com os temas, mesmo sem citá-los diretamente, como a criação de uma marca - não deixa de ser algo do tipo. E pode ter seu nome, sobretudo se tiver formação na área. Obviamente, não vou dar uma receita de bolo para um nome de sucesso - isso não existe.

Ser simples varia de pessoa para pessoa. Um nome simples e curto não significa ser monossilábico, mas que seja fácil de se falar e se digitar, sem empecilhos. Um nome maior não significa um nome feio, longe disso, mas existe a dificuldade de gravá-lo na memória ou mesmo de digitá-lo.


Comprar um domínio ou não?
Não acho que, para início de projeto, seja bom comprar um domínio, por dois motivos: o projeto pode ser deixado de lado a qualquer momento ou o nome ser mudado no meio do caminho (mesmo após tanta reflexão sobre). Um domínio é bom para consolidar o nome do blog, evitar que criem outros projetos com o mesmo nome, ou mesmo copiarem a ideia como um todo.

A hospedagem será melhor abordada quando no tipo de plataforma, já que ela é associada ao Wordpress.org e a blogs profissionais. Como disse na definição de assunto, fazer um blog profissional está acessível a qualquer pessoa, o que acaba "diluindo" a postura do blog, sobretudo para quem o tem por hobby.

O domínio é um projeto para anos, tanto é que é pago anualmente, não mensalmente. É algo que mostra um projeto duradouro, com postura. Deve ser refletido, mas também deve ser observado: quando um projeto começa a ganhar vulto, começam a aparecer concorrentes - e plagiadores. Deve-se tomar cuidado para não consolidar o blog tarde demais, pois até mostrar que era o original, pode ser menos desgastante mudar de nome.

terça-feira, 9 de julho de 2019

Falando de pirataria


Às vezes fico com medo de escrever um post e ser mal interpretada, ou pior, ser processada por isso. Infelizmente, a fluidez humana pode fazer com que uma frase clara seja entendida de forma diversa, e causar uma tremenda confusão. Enfim, eu tinha há algum tempo rascunhado sobre o compartilhamento de arquivos de livros e fiquei receosa em publicar por ser considerado apologia ao crime. A legislação brasileira é subjetiva em todos os aspectos, dando a entender que quer proteger determinados grupos em detrimento de outros, apesar de pregar a "igualdade de todos perante a Lei".

Nossa legislação fala que pirataria é proibido? Em determinados casos sim, em outros não, e mesmo em um processo pode haver uma outra interpretação. De regra, se você não está lucrando com aquilo, não há crime. Infelizmente isso não fica expresso em lei: é um entendimento sobre o que está escrito. Exemplo: não é crime você gravar um CD para dar de presente, mas o é se você o vende como forma de ganhar dinheiro. No caso dos livros digitais, não há crime em compartilhá-los, já que o propósito é educativo e não lucrativo. Contudo, ainda existe a ideia de que isso prejudica o reconhecimento do autor sobre sua obra, e que mesmo que você vá ler tal livro apenas uma vez (e às vezes nem o livro inteiro), você deve comprá-lo.

Como diz o ditado: siga o dinheiro. Quem está lucrando de verdade nessa história? As próprias detentoras do direito autoral. No caso de filmes/séries, as produtoras acabam por permitir um certo nível de pirataria. Motivo? Se os trabalhos ficarem restritos apenas aos meios "legalizados", não haverá popularização, e outros produtos deixarão de ser vendidos. O fã de hoje quer consumir a marca, dentro do que acha justo pagar: se houver um meio legal e barato, não hesitará em fazê-lo. O streaming surgiu disso: você ter acesso a conteúdos autorais de forma legalizada a baixo preço.

No caso dos livros, ainda há o caso das obras esgotadas. Não compensa para as editoras reimprimirem algumas obras, mesmo que sejam importantes para públicos específicos. O livro digital acaba por compensar essa falta, sem prejuízo à editora, no final das contas. E não são apenas obras velhas: mesmo algumas obras recentes são difíceis de serem encontradas no mercado editorial brasileiro. Sem contar livros estrangeiros sem tradução para o português, ou mesmo obras "traduzidas por fãs". Pode-se concluir, então, que a pirataria é um mal a ser combatido, mas não vencido.

Aos poucos, os idealismos caem por terra. Se não houver esse "mercado paralelo", não existirá o "mercado formal". Obviamente, não se pode deixar o primeiro suplantar o segundo, mas o segundo não pode, e nunca irá, suplantar o primeiro. Não só pela questão de forças, mas pela questão de necessidade. Quantos leitores de PDF compraram os livros que leram pelo celular? Pode ter certeza que alguns serão sim adquiridos formalmente. Muitos fãs de música largaram o P2P para pagarem pelos streamings: todas as músicas com qualidade na palma da mão, sem precisar comprar CDs ou passar noites baixando álbuns. Mesmo os cinéfilos do Popcorn Time preferem camisetas e produtos de lojas licenciadas, que cabem no bolso e são de excelente qualidade. É um jogo onde ou todos ganham ou todos perdem.

terça-feira, 2 de julho de 2019

Como ter um blog - Assunto, Tema e Subtemas


Depois de tudo o que foi dito sobre ter um blog, e foi decidido que este é o melhor meio para se transmitir determinado conteúdo, é necessário delimitar o assunto. Este é definido através do objetivo do blog: se é um blog profissional ou amador, de cunho pessoal ou sobre um assunto específico.

Definir se o blog será profissional ou amador desdobrará na necessidade ou não de determinados recursos, e mesmo se o blog estará dentro de um site ou não. Claro que uma pessoa pode fazer um site de forma amadora e incluir seu blog, contudo um site profissional requer maior cuidado e melhores recursos que um site amador.

Hoje em dia, a facilidade em adquirir recursos "profissionais" diluiu ambas categorias anteriores. No entanto, um blog amador ainda pode não ter domínio nem hospedagem, algo não muito bom para quem quer desenvolver conteúdo para uma empresa. Nessas horas, o profissional tem que ser realmente "profissional": um blog amador pode se tornar profissional, mas é quase impossível um blog profissional ser amador.


O "brainstorm"
Com o assunto em mente, além da ideia de montar um blog profissional ou amador, sugiro elaborar um "brainstorm" para se ter uma ideia do que irá ser escrito no blog. Essa técnica consiste em ligar palavras a partir de uma ideia principal escrevendo-as em um papel. Há exemplos interessantes na internet, inclusive sites que fazem brainstorms virtuais. Essas palavras darão origem aos posts e categorias do futuro blog.

É interessante ter uma ideia de quais assuntos poderão ser abordados no blog: isso evita que o blog fique sem assunto ou mesmo que "fuja do tema" sem perceber, além de dar uma ideia do quanto você sabe sobre o assunto a ser tratado.

As palavras que surgirem no brainstorm poderão ser utilizadas para criar categorias que organizarão os posts, algo que será explicado nesta série. Essas palavras também ajudarão na hora de criar o nome do blog, que irá com você para onde for, ou seja, é algo a ser analisado com muito cuidado antes de fazer o registro na internet.