terça-feira, 27 de agosto de 2019

Como ter um blog - Organizando os Posts


Antes de lançar e começar a divulgar o blog, é necessário que ele possua algum conteúdo já publicado, para que o leitor possa "se divertir" antes dos próximos posts. Não falei nada sobre o tal do "engajamento" por isso estar mais ligado a uma mendicância virtual (implorar compartilhamentos e comentários) do que à qualidade do conteúdo. Um blog bem escrito será lido, será compartilhado, será reconhecido. Se o autor não possuir esta postura, não poderá esperar muita coisa do leitor.

Esses posts devem ser organizados logo após a elaboração, pois conforme a quantidade de postagens aumenta, aumenta também a dificuldade em organizá-los. E como fazê-lo? Através de categorias. Com o brainstorm à mão, é possível definir quais serão as categorias de posts do blog, fora algumas tags que poderão melhorar a visibilidade do post na internet.

Primeiramente, há uma diferença fundamental entre categorias e tags, e defini-las é de grande ajuda para a organização: as tags (etiquetas) situam os posts em palavras-chave para os motores de busca, as categorias organizam os posts dentro do conteúdo do blog. Parecem a mesma coisa, no entanto as tags podem variar conforme o assunto do post, enquanto que as categorias são fixas, sendo criadas ou excluídas apenas em casos específicos.

Ao criar o blog, crie algumas categorias. O Wordpress permite que você hierarquize-as, criando subcategorias. Este recurso não está disponível no Blogger, mas acredito que não faça tanta diferença para quem está começando - a menos que o blogueiro tenha visto em seu planejamento que este tipo de recurso pode ser melhor aproveitado. Novas categorias podem ser criadas conforme os assuntos vão se desenvolvendo no blog.

As tags variam com os posts, como foi dito. Ao elaborar o post, analise os pontos-chave do mesmo - essas são as tags. Esqueça a questão de SEO (otimização para mecanismo de busca) - os algoritmos dos buscadores mudam ao longo dos anos para evitar que alguns sites tenham maior visibilidade que outros por conta do uso de palavras-chave e metatags (definição do blog para motores de busca) do que outros que podem ser mais relevantes.

Quantas categorias e tags deve ter um post? Eu gosto de usar três, pois acho um número razoável. Não encha seu post de categorias: isso tirará a utilidade das mesmas de organizar os posts. Não encha seu post de tags: além de criar uma bagunça no blog, alguns motores de busca "ignoram" excesso de tags. Fique à vontade, contudo, de usar quantas e quais forem necessárias para uma melhor organização e visibilidade. Ou mesmo não utilizar nada.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Power vs. Force - uma introdução


Irei começar uma série de posts sobre o livro Power vs. Force do David Hawkins, finalmente. Já escrevi muita coisa sobre a obra dele aqui, mas agora pretendo falar deste livro com mais atenção. De início eu não queria muito tocar no assunto, porque eu acreditava que eu tinha que ler mais e mais coisas para poder publicar aqui. Chega uma hora em que você conclui: minha visão sobre o livro sempre vai mudar, o que pode acontecer é uma dessas visões se solidificar e eu não querer mudar mais - é o que devem chamar de maturidade.

Mesmo eu já mudei minha opinião sobre o livro - e mesmo sobre sua teoria - várias vezes. Eu gostaria de fazer uma tradução dos livros do Hawkins para o português, mas percebi que escrever bons comentários sobre a obra pode ser tão útil quanto. Aliás, há na internet "traduções de fã" de vários livros do Hawkins para o espanhol, o que pode ser de grande ajuda. Até o momento, li três livros, que são considerados os mais importantes para o assunto que eu quero abordar aqui, que é o desenvolvimento da consciência: Power vs. Force, Truth vs. Falsehood e Transcending the Levels of Consciousness.

Claro que irei ler os outros, e publicar minhas conclusões aqui. Acho interessante publicar essas "diversas conclusões" sobre um assunto, pois nenhuma está errada em seu contexto, mas podem estar quando se compara uma a outra. Talvez seja um erro ficar remoendo teorias sem publicar nada sobre o assunto, para chegar num utópico dia e desistir de tudo sem fruto algum. Se há o medo de errar, superá-lo é aceitar e aprender com ele, sobretudo quando se lê em outra língua e não há uma boa tradução disponível (apesar de eu achar que a tradução não oficial é muito boa).

Power vs. Force é o primeiro livro do psicólogo David R. Hawkins, baseado em sua tese de doutorado, em que dá uma visão geral sobre o desenvolvimento da consciência humana. Através da cinesiologia, estudo do movimento humano, Hawkins percebeu que é possível perceber se algo faz bem ou não a uma pessoa através da tensão muscular. A partir disso, o autor concluiu também que é possível responder com precisão a perguntas de sim ou não sobre qualquer assunto. Para que isso ocorra, então, deve haver uma "base de dados universal" na qual estão guardados todos os eventos, atos, pensamentos, etc. que já ocorreram e que todas as pessoas estão ligadas a este banco de dados, podendo acessá-los quando quiser.

Desta feita, foram estabelecidos os níveis de consciência, tão comuns na internet. Interessante que é fácil de encontrar descrições dos níveis de consciência em português, de forma superficial, mas não há nada sobre a origem dos mesmos, nem palavras sobre seu criador. Estes níveis representam a percepção da pessoa em níveis energéticos mais ou menos elevados, que acabam por definir seu padrão de vida em todos os aspectos: saúde, mente, carreira, hábitos, entre outros. Também podem ser utilizados para medir obras (livros, músicas, edificações), fatos históricos, entre outras tantas coisas.

A edição da qual estou me baseando é a de 2012 (o livro foi publicado em 1995), atualizada pelo autor - alguns dados estarão diferentes da publicação original, mas nada que mude o cerne da obra. Tive a felicidade por começar meus estudos através deste livro, pois todos os outros estão ligados a este - algo que eu sugiro fazer para quem está começando. Os livros seguintes abordam aspectos citados no Power vs. Force de forma mais profunda. Vou manter a tag Power vs. Force como venho usado nos posts.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Como ter um blog - Começando a Escrever


Depois de tanta introdução e planejamento, seria hora de fazer o cadastro, as compras, e montar o blog? Talvez. De nada adianta montar tudo e não conseguir escrever um post, nem que seja um diminuto texto de apresentação, explicando de onde o blog surgiu e quais são suas ideias de postagem. Pode até ser melhor começar escrevendo vários textos para depois montar o blog. No entanto, as pessoas tendem a pensar primeiro na forma para depois pensar no conteúdo.

Por isso a ideia do brainstorm no começo para não só ter uma ideia de quais temas serão abordados como também permitir que sugestões de posts venham à tona. O brainstorm é uma excelente alternativa quando "não há assunto" para escrever: não é que o assunto foi esgotado, mas não se sabe o que postar naquele momento.

Como é o começo do projeto, ou a pessoa tem uma miríade de ideias de posts ou há o pavor da página em branco. Caso já tenha alguns posts já prontos para publicação, é só seguir o fio da meada para desenvolver os próximos. É interessante que o blog já tenha algum conteúdo quando for "lançado", assim o leitor tem uma amostra do trabalho que será desenvolvido, sem ficar na ansiedade de esperar o primeiro post.

E as páginas?
Páginas são importantes para o blog: elas são o que é chamado hoje em dia de "conteúdo fixado" nas redes sociais, coisas importantes que tendem a não mudar ao longo do tempo. Enquanto você escreve posts seguindo a fluidez de um assunto, a página apresenta o assunto de forma sólida, sendo melhor utilizada para outras coisas como apresentação do blog e do autor, contato, entre outros conteúdos pertinentes.

Não significa que você é obrigado a criar páginas ao blog - apenas se considerar necessário. Blogs profissionais acabam por utilizar esse recurso para as finalidades acima descritas, enquanto blogueiros amadores podem usar suas próprias redes sociais para manter contato com os leitores. Como sempre deixo ressaltado: não são regras - nenhum blog vai se tornar mais ou menos "famoso" por conta de detalhes.

Como escrever um post
Não existe uma fórmula mágica para escrever um post. Ele vai da criatividade e da habilidade do blogueiro. Ao contrário das "receitas de bolo" espalhadas pela internet, escrever um post com determinadas características não vai lhe garantir mais acessos, mas o empobrecimento da internet como um todo.

É a sua identidade que tem que estar no blog, não a de outro blogueiro. Se prefere escrever parágrafos longos, com notas explicativas, escreva; se prefere inserir imagens e vídeos para melhor apresentar o assunto, vá fundo (respeitando os direitos autorais dos mesmos). Só pense que o jeito de escrever deve estar ligado ao assunto do blog, para melhor transmitir sua mensagem. Acredite, isso é mais natural do que você pensa.

A sugestão que fica é programar a postagem ao invés de publicá-la de imediato. Isso permite que o leitor esteja atento ao seu blog em determinado dia e horário por saber que nesta hora que irá sair algo novo sem precisar de notificações. Nessa toada, é interessante que haja um "estoque" de postagens programadas, para evitar que o blog fique "sem assunto" no dia em que deveria haver publicação, e lhe dê alguma folga para desenvolver novos textos.

Frequência de postagens
Ao contrário do YouTube, que indiretamente força o criador do conteúdo a publicar todos os dias para não perder visibilidade, no blog você decide o quanto e quando pretende publicar. Isso permite que haja tempo necessário para desenvolver o conteúdo com o mínimo de imprevistos, focando a qualidade à quantidade.

E ao contrário do que dizem, menos postagens não significa menos acessos. Se, dentro do assunto do blog e da elaboração da postagem, a publicação é feita mensalmente, não significa que o blog terá menos acessos - apesar de alguns leitores reclamões. Hoje em dia é necessário que haja posts melhor elaborados ao invés de lugares-comuns apenas para ganhar cliques - a internet já está saturada disso.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Invasão de privacidade


Assisti a um vídeo no YouTube que me deixou receosa - e me fez escrever aqui. Trata-se de um youtuber que havia investigado a vida privada dos criadores de outro canal, que tinham escolhido "esconder" sua identidade para preservar sua privacidade. Estes autores não têm nada de ilícito (até agora, pelo que sei) que implique uma investigação apurada. Foi mera exposição da privacidade com intuito de constranger e desmerecer o trabalho alheio. O canal em questão eu só conhecia de nome, enquanto que o bullie em questão eu acompanhava com alguma frequência.

Obviamente não vou citar nomes aqui. Eu temo pela minha privacidade. Motivo? Eu assim o quero, e ponto. Não acho que as pessoas devam saber da minha vida mais do que eu quero que elas saibam. Fiquei me imaginando no lugar desses guris: o cara zuando com a minha vida, com meu trabalho, associando a qualquer coisa apenas para constranger. Percebo que há um excesso de exposição na internet, e "descobrir detalhes ocultos" acaba sendo uma arma contra desafetos. Para mim, isso é algo execrável, aquela crocodilagem que deixa um gosto amargo na boca, dando a impressão de que em um "combate honesto", o detrator não teria a mínima vantagem.

Pode-se argumentar: o anonimato é proibido por Lei. Sim, está na Constituição que é livre a expressão, vedado o anonimato. Isso é diferente de privacidade: ao fazer uma conta no Google, ou em qualquer plataforma, você insere seus dados. Ao se cometer qualquer ato ilícito, os administradores do site fornecem às autoridades o que você apresentou - como uma empresa que fornece as informações de um funcionário que trabalha nela, por exemplo. Se o criminoso em questão inseriu dados falsos, é mais um crime nas costas dele. Não vou entrar no mérito do sistema de lei e ordem vigente, mas essa é a teoria.

Ou seja: eu estou identificada, todos estão. Isso exclui a questão de anonimato por tabela, permanecendo apenas a invasão de privacidade e o constrangimento de quem quer manter sua vida privada apartada da vida virtual. Posso citar um exemplo interessante, que apesar de ficcional é plausível: o personagem Jack Reacher, militar da reserva americano que "sumiu" no próprio país. É praticamente impossível encontrá-lo: não possui residência fixa, nem celular ou cartões. Retira sua aposentadoria de forma que não possa ser rastreado e faz seus gastos com dinheiro vivo. As pessoas se impressionam com sua invisibilidade e ficam incomodadas com o fato de que não pode ser localizado.

Prega-se a valorização do indivíduo, mas para que isso seja efetivo é necessário o respeito à sua privacidade. Se a pessoa não quer ter um perfil no Instagram e o encher de fotos de sua vida, o problema é dela. Se a pessoa cria um blog e não fica exibindo seu "rostinho bonito" porque não quer se promover, o problema é dela também. Agora exibir a vida de alguém apenas para constrangê-la vai contra toda a mensagem que a mesma quer passar - ou essa é realmente a mensagem, transmitida em linguagem direta?