terça-feira, 24 de setembro de 2019

Como ter um blog - Comentários


Comentários são a principal reação ao trabalho do blog. Através deles é possível saber se o trabalho está sendo bem feito ou não. Obviamente é algo mais complexo do que se imagina, e isso será abordado neste post. Ao contrário do YouTube, nenhuma reação dá dinheiro diretamente ao blog - outro motivo para não ficar mendigando engajamento. Claro que uma maior visibilidade aumenta as possibilidades de seu produto ser comprado ou mesmo os anúncios de seu blog serem clicados, mas isso será analisado em outro post.

Infelizmente, e ao contrário do YouTube, não dá para saber se a pessoa que está comentando é ela mesma, ou seja, alguém pode se passar por uma pessoa importante apenas para trollar, podendo gerar situações constrangedoras. Fora que boa parte dos comentários hoje em dia não são "enriquecedores" ao blog - não trazem algo que possa ser aproveitado em nenhum aspecto. No entanto, se for possível ler e responder todos os comentários, vale a pena manter o recurso ativado.

Mantenha o recurso de comentários ativado para conhecer o perfil de visitantes e leitores, mas com o recurso de moderação. Não deixe que um comentário apareça no seu blog sem sua aprovação: não apenas para evitar comentários inúteis, mas também para evitar spam. Há críticas negativas que são construtivas, mas há comentários maledicentes também que devem ser filtrados - a menos que queira tirar um sarro.

Sobre comentários anônimos, é um recurso a se levar em consideração. É mais sensato permitir que uma pessoa comente de forma anônima do que se passar por quem não é - ela vai dar um jeito de não se identificar. Se há a moderação de comentários, não há risco em permitir o comentário anônimo. O importante é a mensagem, não quem a escreve. Fora que alguns leitores sentem-se mais seguros em escrever sem precisar de identificação - se for escrever abobrinha, o comentário é excluído e ponto final.

Há uma plataforma de comentários chamada Disqus, usada em alguns sites, que pede o login no Facebook ou Google, permitindo ver se a pessoa é aquela mesma ou não. Contudo, ela é incompatível com o Blogger, bugando muito, e o Wordpress tem uma plataforma de comentários muito boa para ser trocada - mas é possível fazer a instalação se achar necessário.

Se o volume de comentários úteis (críticas positivas e negativas) for elevado demais para dar a devida resposta, bloqueie o recurso e deixe isso claro aos leitores. É melhor não permitir comentários se não houver uma devolutiva razoável para todos. Mais chato ainda é o leitor não ter o comentário respondido, ou mesmo aquelas dezenas de comentários vazios.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

O Demolidor (1993)

Primeiramente, não confundir com o super-herói que parece o Chapolin Colorado. Este filme policial estrelado pelo Stallone em seus anos áureos mistura ação e ficção científica com um toque de comédia, cujo resultado é uma crítica social a algo que vem se materializando nos dias de hoje, conhecido por politicamente correto. Spartan (o nome do personagem de Stallone) é um policial durão conhecido por detonar tudo para cumprir suas missões. Em uma dessas, cai em uma cilada armada pelo bandido Simon Phoenix e ambos acabam sendo condenados a ficar congelados por décadas. Phoenix foge da prisão e transforma a cidade em um caos. Para resolver esse problema, Spartan é liberado e tem que lidar com uma sociedade totalmente diferente da que conheceu.

Até aí, um filme bem normal, sobretudo para a época. No entanto, o filme chama a atenção pela crítica que é feita do futuro, e isso é o que tem feito o longa ganhar destaque nos últimos tempos. Nunca se imaginou que nossa sociedade se tornasse tão próxima ao que é apresentado em cena: as pessoas evitam ao máximo o contato físico, e mesmo de utilizar diversas palavras consideradas "negativas". Em alguns casos, o que é falado acarreta multa, emitida pelas várias máquinas espalhadas na cidade. Ou seja, além disso há um monitoramento constante de todos, através de tecnologia avançada, aceita pelos habitantes. Sabe-se onde se está cada um, o que dizem, como dizem, com exceção de um indesejado grupo do qual falarei mais adiante.

Os cidadãos não percebem que são manipulados por seu líder, que controla toda a cidade não só de forma física como mentalmente: os condenados na crioprisão, uma inovação tecnológica à época da prisão da Spartan, têm sua mente reformulada por novos pensamentos e novas habilidades, sendo reprogramados para voltar à sociedade. Spartan aprendeu corte, costura, tricô e crochê, enquanto que Phoenix aprendeu táticas de guerra e sobrevivência na cidade de San Angeles, a fusão da megalópole que teria sido destruída em 2010 por conta de um terremoto. Obviamente não era isso que deveria aprender, e foi isso que gerou o tumulto que acabou por liberar condicionalmente Spartan para recapturá-lo.

A maioria comenta sobre a polícia do futuro retratada no filme. Extremamente pacífica, quem teria por obrigação impor a ordem, utilizando a violência se necessário fosse, acaba por ser subjugada facilmente por um Simon Phoenix conhecedor dos sistemas de segurança da cidade com uma missão implantada em sua mente: destruir a resistência que habita os esgotos da cidade. Pessoas que se recusaram a viver de forma controlada e passaram a viver nas profundezas. Spartan conhece o grupo quando tentam saquear um caminhão de comida e são repelidos pelo policial. A verdade vem à tona e as coisas não parecem ser tão absurdas quanto aparentam.

Como o próprio Phoenix esbraveja no filme: "as pessoas precisam ter direito a serem idiotas". Essa imposição de uma nova mentalidade acaba se mostrando mais nociva do que a "barbárie" que acreditam ter sido o final do século XX. Spartan é visto como um homem das cavernas, bruto, primitivo, comedor de carne, mas tolerado por conta de uma missão na qual ninguém tinha sequer ideia do que fazer - exceto a tenente Huxley (sim, o filme possui alusões ao Admirável Mundo Novo, o qual ainda não li), uma aficionada pelo século XX que vê no "policial das antigas" a única forma de deter um "bandido das antigas". Apesar de inserida na nova mentalidade, Huxley possui mente aberta para compreender o novo colega e ajudá-lo a entender o novo mundo que se abriu diante dele.

A tal resistência existente na cidade, como eu havia falado antes, não tinha nenhum interesse a não ser viver alheia aos desmandos do Dr. Cocteau, inventor do novo modo de vida e uma espécie de guru iluminado da cidade. Tudo aquilo que se acreditava ter desaparecido encontrava-se no subterrâneo: armas, bebidas alcoólicas, carne (de rato, mas era carne). Isso de certa forma incomodava o Dr. Cocteau, que acabou por lançar mão de um plano desastroso: programar e soltar Simon Phoenix para matar o líder da resistência. Por isso o bandido recebeu uma programação diferente da dos outros criopresos, inclusive sabendo manipular os sistemas de informação da cidade e não tendo um chip de monitoramento.

As coisas saem de controle, como era de se esperar. Phoenix não iria aceitar ser manipulado por ninguém, mesmo essa pessoa tendo-lhe fornecido tanta coisa (até a senha das algemas) para uma missão relativamente pequena, e exige que outros bandidos sejam soltos para formar seu grupo, que acaba por levar o caos à cidade inteira. Dr. Cocteau é morto e Phoenix vai até a crioprisão para liberar todos os detentos, sendo impedido por Spartan, como era de se esperar neste tipo de filme (lembre-se de que é um filme policial, apesar do toque futurista).

Estaria então tudo resolvido? Não, as coisas começariam a mudar agora. O chefe de polícia, que não suportava Spartan e só esperava que a missão terminasse para que ele voltasse à crioprisão, estava desorientado: e agora? Voltaremos ao passado? Spartan não pensava no futuro, mas sim no presente: há uma vida a ser vivida, não um mundo melhor a ser criado. Isso vai de encontro com a questão da mentalidade revolucionária, que busca um futuro utópico ao custo de vidas humanas. Por mais violenta que fosse a sociedade do século XX, ela ainda possuía uma certa liberdade e espontaneidade que se perdeu em San Angeles.

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Como ter um blog - Direitos Autorais


Este assunto é delicado, mas nem tanto como se imagina. O fato é que as pessoas temem ser processadas por qualquer motivo: a ideia de ter que contratar um advogado e comparecer a uma audiência para se defender de algo "pequeno" é suficiente para evitar alçar voos mais altos com o blog e mesmo na internet - sem contar de outros fatos cotidianos. Para mim, a questão dos direitos autorais está mais ligada ao reconhecimento do que à propriedade: se a pessoa publica algo, ela quer que seja visto e utilizado; se não o quisesse, nem o faria.

A questão ganha complexidade por conta dos tipos de direitos autorais: há o uso não-comercial, que impede que você use determinadas obras em seu trabalho para ganhar dinheiro. Isso significa que se seu blog for monetizado (você ganha dinheiro através dele), tem que passar longe desse tipo de obra. Pode ser uma imagem, um vídeo ou mesmo uma música.

Mesmo os trabalhos de "domínio público" requerem atenção. Leia as condições de licença do que será usado. Além do não-comercial, há algumas que obrigam a atribuição: dependendo do que você vai fazer (como inserir num post), fica complicado atribuir a autoria. Também tem a questão de modificação: alguns autores proíbem que suas obras sejam alteradas por terceiros, mesmo filtros de imagem ou criação de vídeos usando aquele material.

Há um receio em utilizar imagens do Google livremente. De regra, por você ter extraído de uma fonte aberta (às vezes o site nem existe mais, mas o Google ainda o aponta) é de livre uso, e se o autor não quiser que fique disponível, apenas tem que programar seu site para que o motor de busca não o aponte. No entanto, a impressão que se tem é a de que há pessoas que são loucas por uma indenização judicial, então é bom evitar confusão.

Tenha como regra usar o material de domínio público, a menos que você queira algo específico. Há vários sites com material livre para uso, podendo até ser usado para fins comerciais e permitindo a alteração. Nisso volto para o começo do post: neste caso, a atribuição é muito mais um reconhecimento e uma forma de agradecer do que uma obrigação por divulgar o trabalho alheio.

Agora vamos inverter a situação: você aceitaria que seus posts fossem divulgados? De que forma? Aceitaria que fossem citados? Caso negativo, pense se realmente quer ter um blog. Não adianta bloquear para não ser copiado: citações serão feitas da mesma forma. Já o plágio é algo a ser combatido: conversar com o plagiador e buscar um acordo, para então passar para a ação judicial caso nada aconteça.

Infelizmente o plágio chegou a um nível sutil, no qual a pessoa reescreve o post com outras palavras, de forma que seja idêntico ao original sem que possa ser considerado copiador. Obviamente o trabalho verdadeiro não é citado para evitar comparações. Cabe ao blogueiro pensar no que pode ser feito a respeito. Talvez um comentário mostrando a verdade pode ser útil.

terça-feira, 3 de setembro de 2019

Como funciona a calibragem


Já comentei sobre a calibragem dos níveis de consciência e mesmo fiz uma crítica em outro post. No entanto, eu não fiz ainda um post explicando como é feita a tal calibragem, para que vocês possam chegar às suas conclusões e mesmo fazer uso do procedimento. Tradicionalmente são necessárias duas pessoas, mas a pessoa pode fazê-lo sozinha, precisando apenas de algo no qual possa fazer tensão: a ideia é poder "fazer força" sem que cause danos ao músculo. O importante é começar os testes perguntando se poderão ser feitos os questionamentos, tendo em vista que pode não ser o momento para tal.

Em dupla, uma pessoa fica sentada (chamado de sujeito de teste) e estende a mão (geralmente a dominante) para frente. A pessoa que está em pé então fala ou mentaliza a pergunta (de sim ou não) e empurra o braço do sujeito de teste para baixo. A força a ser empregada neste caso deve ser moderada, tendo em vista que o braço poderá resistir ou não. Se a resposta for afirmativa, o braço apresentará resistência. Se negativa, o braço será abaixado sem esforço. Outra forma de fazer o teste é a pessoa sentada segurar o objeto de análise (um livro, por exemplo) com a mão não estendida.

No caso da análise com uma pessoa apenas, ela pode tentar levantar um livro relativamente pesado ou fazer um anel com os dedos polegar e indicador e tentar puxar este dedo com o indicador da outra mão. O ideal é um ambiente tranquilo, sem nada que possa influenciar os testes, como músicas ou quadros. A mente dos analistas deve estar concentrada nos testes: não digo limpa, pois isso é algo demasiado avançado para a maioria das pessoas. Caso se perceba que os testes estão tendo resultados estranhos, pode-se "resetar" a pessoa batendo-lhe três vezes no externo dizendo ha-ha-ha, com uma imagem importante em mente (como a de um santo, por exemplo).

Fora isso, existem os requisitos para as pessoas que estão fazendo as análises. O principal deles é que a pessoa tenha nível de consciência superior a 200 (Coragem), por um motivo simples: as respostas obtidas abaixo desse nível são demasiado imprecisas. Com isso, apenas uma pequena parte da população mundial pode fazer as calibragens. Além do mais, mesmo a pessoa estando em 200, há 30% de chances de erro nos testes: um teste realmente seguro e preciso demanda pessoas acima do nível 500 (Amor). Se a pessoa for ateia, ela também não poderá fazer as calibragens, tendo em vista que a visão da inexistência de Deus é falsa por si mesma. Também há um grupo de pessoas de "calibragem inversa", ou seja, o que é fraco lhes faz bem e o que é bom lhes faz mal.

Não se pergunta sobre o futuro por conta das múltiplas possibilidades de acontecimentos, mas qualquer fato sobre o presente e o passado podem ser questionados. As diferenças entre respostas que podem ocorrer são fruto dos desdobramentos temporais do questionamento. Outro detalhe importante é contextualizar a questão para que se possa ter maior precisão e tentar anular o tendenciosismo. Quando da análise de níveis de consciência, buscar questionar nível a nível, já que o teste responde apenas a perguntas de sim ou não: como dito antes, uma resposta forte significa sim e uma resposta fraca significa não.