terça-feira, 22 de setembro de 2020

Os três quocientes


Há um tempo atrás, fiz um curso virtual de inteligência emocional. O nome do curso havia me chamado a atenção, já que eu ainda não havia me aprofundado no assunto. Ao longo das aulas, porém, percebi que a tal da inteligência emocional tratava-se da boa e velha maturidade, coisa com a qual a maioria das pessoas não sabe lidar hoje em dia. Por esse aspecto, dá até para considerar a ideia de que inteligência emocional não existe, pois a mesma é subjetiva e, portanto, impossível de ser "quantificada".

Bom, é nítido que há um quociente emocional que as pessoas possuem, ligado à capacidade que se tem em lidar com as situações da vida. Não é exatamente uma pessoa alto-astral, que vê tudo lindo e maravilhoso, etc, mas uma pessoa que sabe agir de forma racional, sem se deixar levar pelos sentimentos, muito menos pelo orgulho ou birra. Aceitar as coisas como são e aceitar-se como é são um bom começo para desenvolver isso.

Ao contrário do que as pessoas pensam, quociente de inteligência não é a mesma coisa que quociente de conhecimento. Enquanto este é o quanto você sabe propriamente dito, aquele é o que você consegue desenvolver com o que você sabe. Não adianta você saber determinado assunto de cabo a rabo enquanto não souber o que fazer com tudo isso. E não digo no sentido de criar um projeto ou fazer uma invenção: até mesmo a mais simples atitude diária depende do que você faz com o que você sabe, sem se deixar levar de forma cega pela emoção.

Na escola trabalha-se muito o quociente de conhecimento, mas pouco o quociente de inteligência, apesar de o quociente emocional ser até mais trabalhado. Isso sem levar em conta o sistema pedagógico que não busca desenvolver o raciocínio amplo, apesar de se gabar que sim. É comum nos cursos da área de formação dizer que não se deve decorar, e sim deduzir. No entanto, nem sempre há tempo para deduções, e nem sempre ter a fórmula pronta ajuda.

Os três quocientes, por assim dizer, devem ser trabalhados e desenvolvidos. Muito se fala de quociente de conhecimento como se fosse o de inteligência, acreditando que a mera absorção de conhecimento torna alguém inteligente. E quantas são as pessoas que com um conhecimento mínimo sobre determinado assunto que conseguem fazer coisas incríveis, através de associações e deduções! Isso é fruto da combinação desses três quocientes, pois não adianta ter conhecimento e saber o que fazer com ele, se não possui maturidade para tal tipo de coisa.

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